Trigo brasileiro tem pegada de carbono menor que média mundial, revela Embrapa

[ad_1] Um estudo pioneiro realizado pela Embrapa revelou que o trigo produzido no Brasil tem uma pegada de carbono menor que a média mundial e indicou caminhos concretos para reduzir ainda mais as emissões de gases de efeito estufa. A análise, feita em lavouras e indústria moageira do Sudeste do Paraná, apontou que a adoção de práticas sustentáveis e tecnologias já disponíveis pode diminuir em até 38% o impacto ambiental da produção de trigo no país. Publicada no periódico científico Journal of Cleaner Production, a pesquisa é a primeira na América do Sul a estimar a pegada de carbono do trigo desde o cultivo até a produção de farinha. Também foi o primeiro estudo do tipo nessa cultura em ambiente subtropical. O índice médio brasileiro ficou em 0,5 kg de dióxido de carbono equivalente (CO₂eq) por quilo de trigo produzido — abaixo da média global, estimada em 0,59 kg. Para chegar a esse resultado, os pesquisadores avaliaram 61 propriedades rurais na safra 2023/2024, além de acompanhar todo o processo industrial em uma moageira paranaense. O levantamento detalhou desde o uso de fertilizantes e defensivos agrícolas até o transporte dos grãos, secagem, moagem e transformação dos grãos em farinha. O que é pegada de carbono? É o total de emissões de gases de efeito estufa causadas por um indivíduo, evento, organização, serviço, local ou produto, expresso em dióxido de carbono equivalente (CO2eq). Fertilizantes nitrogenados são principais emissores de CO2 A pesquisa apontou os fertilizantes como o principal fator de pegada de carbono na triticultura. O maior impacto está na emissão de óxido nitroso (N₂O) gerado durante a aplicação de ureia, fertilizante capaz de emitir 40% dos gases de efeito estufa envolvidos na produção de trigo. A ureia é o principal fertilizante utilizado no trigo devido ao menor custo por unidade de nutriente dentre os adubos nitrogenados disponíveis no mercado. Segundo a pesquisa, a substituição desse fertilizante pelo nitrato de amônio com calcário (CAN) pode reduzir a emissão de carbono em 4%, minimizando significativamente os impactos ambientais. A acidificação do solo, uma das categorias com maior impacto ambiental, também pode ser mitigada pela substituição da ureia pelo CAN. “Quando a ureia não é totalmente absorvida pelas plantas ou é lixiviada como nitrato, ocorrem reações que liberam íons de hidrônio, aumentando a acidez do solo. Em contrapartida, fertilizantes à base de CAN ajudam a neutralizar esse efeito devido ao seu conteúdo de cálcio”, afirma a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente (SP) Marília Folegatti. Segundo ela, outras tecnologias também devem ser consideradas para reduzir a dependência de fertilizantes sintéticos e minimizar impactos ambientais, como biofertilizantes, biopesticidas, fertilizantes de liberação lenta e nanofertilizantes. Ela lembra que a pesquisa avança na produção de ureia verde e nitrato de amônio a partir de fontes de energia renováveis. A pesquisadora da Embrapa Agroindústria Tropical (CE) Maria Cléa Brito de Figueiredo lembra que o uso de fertilizantes nitrogenados é também o maior emissor de gases de efeito estufa em outras culturas com pegada de carbono e hídrica analisadas pela Embrapa, como as fruteiras tropicais, em especial, manga, melão e coco verde. “Além disso, a produção de fertilizantes sintéticos gera metais pesados que contribuem para a contaminação do solo, podendo afetar a qualidade dos alimentos, a saúde humana e os ecossistemas,” alerta a cientista. A pesquisa também aponta que a adoção de cultivares de trigo mais produtivas pode reduzir os impactos ambientais no campo, já que ação promove maior rendimento com menos recursos, como terra e água. O estudo ressalta ainda a importância de considerar outros fatores ambientais, como biodiversidade e saúde do solo. Futuros estudos que integrem esses aspectos poderão oferecer uma visão mais abrangente sobre a sustentabilidade da produção de trigo em regiões tropicais e subtropicais. Sustentabilidade e perspectivas para a produção de trigo No contexto mundial, os dados existentes indicam que a pegada de carbono na produção de trigo varia de 0,35 a 0,62 kg de CO₂ por kg de grãos, dependendo das condições climáticas e das práticas agrícolas de cada região tritícola. A média global está estimada em 0,59 kg de CO₂ para cada kg de grãos de trigo produzidos. O Brasil apresenta uma posição favorável nesse contexto. Na média final, a pegada de carbono foi definida em 0,50 kg CO2 para cada kg de trigo produzido no Brasil, número inferior às registradas na China (0,55), na Itália (0,58) e na Índia (0,62). “Ainda podemos evoluir. O estudo indica que, com um conjunto de ajustes, nossos números podem nos aproximar de referências como Austrália e Alemanha, que possuem indicadores próximos a 0,35″, avalia Álvaro Dossa, analista da Embrapa Trigo (RS). De acordo com o artigo, nos cenários estudados, utilizando tecnologias já disponíveis, a pegada de carbono do trigo brasileiro pode ser reduzida em 38%. Em escala mundial, existem registros de pegada de carbono divididos por continentes, com média estimada para a África (0,24), Ásia (0,68), Europa (0,33), América do Norte (0,42) e Oceania (0,29 mas com produção de trigo incipiente). O estudo apresentado pela Embrapa é o primeiro indicador para estimar a pegada de carbono na América do Sul. Além da pegada de carbono, foram analisados os impactos do trigo e da farinha de trigo no uso da água, acidificação terrestre, eutrofização (marinha e em água doce) e toxicidade (humana e ecotoxicidade). “A produção de trigo no Brasil apresenta impactos superiores em categorias como acidificação do solo e toxicidade ecotóxica terrestre, devido às emissões de fertilizantes e pesticidas. No entanto, os resultados do estudo sugerem que, com o uso de cultivares mais eficientes e práticas sustentáveis, a produção brasileira pode se consolidar entre as mais sustentáveis do mundo”, avalia Marília Folegatti. Em outras categorias ambientais, a produção brasileira apresenta vantagens em relação a outros países. O cultivo de trigo de sequeiro minimiza significativamente o consumo de água durante o crescimento do grão, reduzindo o impacto sobre os corpos hídricos. Contudo, a síntese de fertilizantes NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) ainda exerce influência no consumo de água. “A crescente demanda por alimentos e fertilizantes está levando indústrias a investirem em soluções de tratamento e reuso de água,
Semana segue com risco de chuva forte e temporais; confira onde

[ad_1] Tem muita gente aproveitando o feriadão de Páscoa e Tiradentes enfrentando chuva forte em algumas partes do Brasil. Ontem (19), o oeste e a serra catarinense registraram tempestades com granizo que causaram prejuízo aos agricultores das duas regiões. No Sudeste, mais especificamente do estado de São Paulo, os temporais provocaram enchentes no litoral e nos municípios da grande São Paulo. O domingo de Páscoa e o restante da semana seguem com condições semelhantes – possibilidade de chuva forte e temporais em várias áreas do país. Veja como fica o clima na sua região, segundo a Climatempo: Região Sul A chuva diminui e uma massa de ar frio avança pelo continente e a temperatura cai em todo o Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Tem previsão de geada nos pontos mais altos das serras gaúcha e catarinense. No Paraná, pancadas irregulares ainda podem acontecer nas regiões leste e norte, temporais não são descartados. Na segunda-feira (21) há chance de geada nos pontos mais altos da Serra de SC e do RS. O tempo segue firme na maior parte dos dois estados, com previsão de chuva apenas no norte e litoral norte de SC. No PR, a entrada de ventos úmidos que sopram do mar contra a costa favorecem algumas pancadas mais localizadas. O interior do PR, continua com tempo firme. Região Sudeste Conforme a frente fria avança, a chuva diminui em São Paulo, mas aumenta entre Minas, Rio e o Espírito Santo. Teremos um dia ainda bem instável na capital paulista, com chuva entre a madrugada e tarde. A mínima será invertida. Amanhã, os ventos úmidos que sopram do mar contra a costa ainda favorecem chuva no litoral de SP, em áreas do Sul do RJ e no leste e litoral do ES, dia mais úmido com muita nebulosidade e condições de chuva moderada a forte. Interior de SP, com chuva diminuindo e temperaturas voltando a subir à tarde. Chove em forma de pancadas no norte de Minas. Região Centro-Oeste O sol volta a aparecer mais e a chuva diminui. Uma massa de ar frio avança pelo continente, mas não terá grandes efeitos na Região. A temperatura mínima deve diminuir em áreas do extremo sul de Mato Grosso do Sul, mas sem frio intenso. Na segunda-feira o dia começa com temperaturas mais amenas em áreas do sul de MS, com sol aparecendo mais e pouca nebulosidade, a chuva continua ocorrendo em forma de pancadas no leste e norte de GO e no norte e noroeste de MT. Chove com moderada a forte intensidade no norte de MS e na região de Corumbá. Região Nordeste Pancadas irregulares e com baixos acumulados acontecem no norte do Maranhão e no litoral do Rio Grande do Norte. No interior da Bahia, do Piauí e do Maranhão, chuvas rápidas. Nas demais regiões, tempo firme. Amanhã, o tempo continua firme no interior e sertão do Nordeste com uma segunda-feira de sol, pouca nebulosidade e umidade podendo ficar abaixo do ideal para a saúde (>60%). Chove em forma de pancadas no litoral do MA e do PI. O sol aparece durante o dia e pode chover com moderada a forte intensidade no oeste da BA. Região Norte Chove no Amazonas, Acre, Rondônia e no Amapá, mas com períodos de sol e melhorias. Nos demais estados, mais sol do que chuva. O Feriado de Tiradentes será abafado em toda a Região com calor e umidade estimulando nuvens carregadas em todos os estados. Risco de temporal no interior do AM e no estado do AP. Pode chover forte em Manaus, Porto Velho e Rio Branco. [ad_2] Source link
Governo estuda melhorias no serviço de inspeção de produtos de origem animal

[ad_1] Com o objetivo é impulsionar o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, apresentou no início da semana para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva medidas para melhoria do serviço. Em reunião com o chefe do Executivo, Fávaro citou a possibilidade da participação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) na capacitação aos produtores por meio de parceria técnica para ampliar o Sisbi-POA. A ideia do ministério é aumentar o alcance do Sisbi-Poa nos municípios brasileiros e avançar no número de estabelecimentos cadastrados, de acordo com os interlocutores. O Sisbi-Poa concede o selo nacional a produtos pecuários que atendam aos requisitos de sanidade e manipulação. A meta da pasta é que até o fim do ano 1,8 mil municípios façam a adesão ao Sisbi-Poa, ante os atuais 970. Esse número já avançou contra 380 municípios do reportados no início de 2023. Em março, o governo federal havia anunciado a meta de aumentar a aplicação do sistema de vigilância para 3 mil municípios ao fim de 2026. A ampliação do Sisbi-Poa integra também as medidas do governo para enfrentamento da inflação de alimentos. A avaliação de técnicos é que o maior número de produtos aptos a serem comercializados em todo o País amplia a oferta nacional destes itens, contribuindo para contenção dos preços. Em março, o governo federal autorizou por um ano a equivalência do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), responsável pela inspeção de produtos de origem animal localmente à abrangência do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi). A medida foi autorizada para produtos como leite, mel e ovos, dentre o anúncio de medidas para barateamento dos preços dos alimentos. O Sisbi, que integra o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), padroniza e harmoniza os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal para garantir a inocuidade e segurança alimentar, segundo informações oficiais do ministério. O Sisbi permite que os produtos de origem animal inspecionados no município sejam comercializados em todo o território nacional. [ad_2] Source link
Novo centro de treinamento vai capacitar profissionais para o agro

[ad_1] O interior de São Paulo está ganhando um novo espaço com foco no desenvolvimento de talentos para o setor agrícola, o Centro de Treinamentos de Piracicaba. Com investimentos na ordem de R$ 6 milhões, a construção da unidade faz parte do Convênio de Cooperação Institucional da John Deere com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) e Grupo Terraverde, concessionário da empresa. Segundo a John Deere, o centro de treinamento vai fomentar a troca de conhecimentos técnicos e científicos, a capacitação de profissionais e a realização de pesquisas voltadas para avanços tecnológicos. Desde o início do convênio, em maio de 2022, mais de 2 mil pessoas foram treinadas – e a nova estrutura proporcionará um impacto ainda maior. Com a ampliação, haverá maior oferta de programas de capacitação que combinam o conhecimento teórico à prática de campo. Serão abertas turmas voltadas aos alunos da Esalq/USP e, com o apoio do Grupo Terraverde, serão oferecidos cursos específicos em “Operações e Ajustes”. Em breve, o local também passará a receber cursos voltados à comunidade, já disponíveis na plataforma Campus John Deere, permitindo que ainda mais pessoas tenham contato com tecnologias de ponta e com as melhores práticas do setor agrícola. Funcionários da rede de concessionários John Deere também terão oportunidades de desenvolvimento no CT de Piracicaba. Sobre o centro de treinamento Localizado na Fazenda Areão, uma área experimental de 130 hectares anexa ao campus da Esalq/USP, o centro ocupa 1,5 mil m² e conta com cinco salas de aula, um local de eventos para até 130 pessoas, um refeitório, área coberta para treinamentos com máquinas e outra área, mas essa aberta, de 20 hectares para atividades. Centro de Soluções Conectadas (CSC) No espaço, os alunos poderão simular o trabalho de concessionários que centralizam e organizam informações da frota de máquinas dos clientes com sincronia da gestão, dados em nuvem e conexão total com o ecossistema da companhia. “A criação do centro de treinamentos surgiu a partir de um modelo de negócio inovador, em colaboração com uma instituição de ensino de referência. Essa parceria permite que a John Deere e o Grupo Terraverde foquem seus investimentos em infraestrutura e programas voltados às reais necessidades do mercado, para que os estudantes saiam da universidade atualizados e aptos a aproveitar o melhor da tecnologia para tornar o agro ainda mais produtivo, rentável e sustentável”, afirma Cláudio Trevizan, gerente regional de Gestão de Conhecimento da John Deere. Foto: divulgação / John Deere De acordo com a empresa, inicialmente, as atividades serão direcionadas aos docentes e alunos da Esalq/USP, incluindo graduação, mestrado e doutorado, além de funcionários da John Deere, da rede de concessionários e produtores rurais atendidos pelo Grupo Terraverde. Em breve, o centro também atenderá alunos do ensino fundamental e médio de escolas da região, promovendo o desenvolvimento do agronegócio. A nova estrutura se une a outros cinco Centros de Treinamentos no Brasil, em Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP), Goiânia (GO), Horizontina (RS) e Várzea Grande (MT). Integração acadêmica e tecnológica O convênio vai incentivar pesquisas nas áreas de modelagem, máquinas agrícolas, inteligência artificial e agricultura digital, ao mesmo tempo em que promoverá a criação de um ecossistema colaborativo entre a universidade e o setor privado, por meio de treinamentos, apresentações e a integração de docentes da Esalq/USP com profissionais da John Deere. Além disso, o acordo apoia programas acadêmicos voltados à formação empreendedora, oferece bolsas de estudo e estimula o debate sobre os desafios da digitalização do campo. “A integração com a John Deere pode produzir bons frutos se proporcionar para alunos e professores experimentarem o desenvolvimento tecnológico aplicado, levando para a sala de aula as inovações no momento em que elas ficam disponíveis no campo, sem defasagem. Trata-se de uma oportunidade para construirmos um ambiente onde o conhecimento científico e a inovação da indústria se encontram”, explica Thais Vieira, diretora da Esalq/USP. Foto: divulgação / John Deere Fealq será responsável pela gestão administrativa e financeira dos recursos necessários à execução do Convênio, no âmbito da gestão dos projetos de pesquisa e treinamentos, bem como de bolsas de estudo concedidas a alunos de graduação e de pós-graduação. [ad_2] Source link
Frente fria sai do Sul, avança pelo país e muda regime de chuva

[ad_1] A frente fria que estava estacionada no Sul avança pelo Sudeste e afeta, também, o Centro-Oeste. Em alguns pontos, a chuva diminui, mas em outros, temporais podem ser esperados. Confira a previsão do tempo para este Domingo de Páscoa: Sul Conforme a frente fria avança pela Região Sudeste, a chuva volta a diminuir no Sul do país. Uma massa de ar frio corre pelo continente e a temperatura cai em todo o Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Tem previsão de geada nos pontos mais altos das serras gaúcha e catarinense. No Paraná, pancadas irregulares ainda podem acontecer nas regiões leste e norte, onde temporais não são descartados. Sudeste Conforme a frente fria avança, a chuva diminui em São Paulo, mas aumenta entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. O domingo ainda será bastante instável na capital paulista, com chuva entre a madrugada e tarde. A mínima será invertida, fenômeno que ocorre quando os termômetros ficam mais baixos à noite e não de manhã. Centro-Oeste O sol volta a aparecer mais no Centro-Oeste e a chuva diminui. Uma massa de ar frio avança pelo continente, mas não terá grandes efeitos na Região. A temperatura mínima deve diminuir em áreas do extremo sul de Mato Grosso do Sul, mas sem frio intenso. Nordeste Pancadas irregulares e com baixos acumulados acontecem no norte maranhense e no litoral do Rio Grande do Norte. No interior da Bahia, do Piauí e do Maranhão, chuvas rápidas. Nas demais regiões, tempo firme. Norte Chove no Amazonas, Acre, em Rondônia e no Amapá, mas com períodos de sol e melhorias. Nos demais estados, mais sol do que chuva. [ad_2] Source link
Projeto do túnel Santos-Guarujá será apresentado a investidores europeus

[ad_1] O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, inicia na próxima segunda-feira (21) uma viagem por países da Europa para apresentar a investidores estrangeiros detalhes do projeto do primeiro túnel imerso do país, que ligará as cidades de Santos e Guarujá, no litoral paulista. A informação parte da Agência Gov. O roteiro começa por Portugal e passa pela Holanda e Dinamarca, onde há empresas de construção com expertise em obras similares à que será realizada para a construção do túnel brasileiro. O empreendimento faz parte de uma parceria entre os governos federal e estadual, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos. A abertura das propostas está prevista para o dia 1º de agosto, e serão necessários investimentos de aproximadamente R$ 6 bilhões. “É a maior obra do Novo PAC, resolve uma demanda antiga da região e traz dignidade à população, ajudando na mobilidade urbana, gerando empregos e renda, além de fortalecer o Porto de Santos, o maior porto público da América Latina”, avalia o ministro. Segundo o edital, as obras deverão ser concluídas até 2030. Em Portugal, na segunda-feira, está prevista uma reunião com a empresa Mota-Engil, que possui parceria com a chinesa CCCC (China Communications Construction Company), uma das maiores construtoras do mundo, detentora de 32,4% de participação na companhia portuguesa. A CCCC foi responsável pela construção dos túneis submarinos da Baía de Dalian, de Shenzhen-Zhongshan e de Hong Kong–Zhuhai–Macau, um dos projetos subaquáticos mais complexos do mundo. Na terça e quarta-feira (22 e 23), em Amsterdã, Costa Filho terá reuniões com as holandesas Ballast Nedam e TEC Tunnel. A Ballast Nedam possui experiência na construção de túneis imersos, como o que cruza o movimentado canal Nieuwe Waterweg, em Roterdã, e o do Iraque, em fase de conclusão. A TEC Tunnel é líder global em projetos e engenharia de túneis e tem fornecido soluções de projeto e construção para empreendimentos inovadores, como a ligação Øresund entre a Dinamarca e a Suécia, a ligação Busan-Geoje na Coreia do Sul, a conexão de 32 quilômetros entre Hong Kong, Zhuhai e Macau, na China, e a ligação Fehmarnbelt, de 20 quilômetros, entre a Dinamarca e a Alemanha. Túnel em construção sob o mar Na quinta-feira (24), a comitiva ministerial fará visita ao túnel de Fehmarnbelt, um túnel rodoviário e ferroviário de 18,1 quilômetros de extensão que está em construção sob o Mar Báltico, entre a ilha alemã de Fehmarn e a ilha dinamarquesa de Lolland, destinado à travessia do Fehmarnbelt como parte da chamada “linha do voo dos pássaros” — uma ligação direta por ferrovia e estrada entre as regiões metropolitanas de Copenhague e Hamburgo. Após a conclusão desta obra, sem precedentes em sua dimensão como túnel imerso, a ligação fixa do Fehmarnbelt poderá se tornar o mais longo e profundo túnel combinado de estrada e ferrovia do mundo. Segundo os planejadores, o tempo atual de travessia do Fehmarnbelt, que é de 45 minutos por balsa, será reduzido para cerca de dez minutos de tempo puro de viagem, graças à passagem subterrânea e independente das condições climáticas. Túnel Santos-Guarujá Perspectiva do projeto, em desenho do Ministério de Portos e Aeroportos Previsto há quase 100 anos para tornar as cidades de Santos e Guarujá mais próximas — hoje o deslocamento por estrada dura quase uma hora, sendo a outra opção a travessia por balsa —, o túnel terá 1,5 quilômetro de extensão (sendo 870 metros imersos) e contará com três faixas de rolamento por sentido, incluindo uma exclusiva para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), além de acessos dedicados a pedestres e ciclistas. Atualmente, 28 mil pessoas cruzam diariamente as duas margens utilizando barcos de pequeno porte e balsas. A travessia por balsas é considerada a maior do mundo em número de veículos transportados, com uma média diária de 14 mil veículos. Informações: Agência Gov [ad_2] Source link
escoamento da carne pós-feriado determinará preço da arroba

[ad_1] O mercado brasileiro de boi gordo registrou uma semana bastante movimentada em termos de preços e negócios. Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, houve um pico de preços na terça-feira (15), diante da necessidade de avanço nas escalas de abate por parte dos frigoríficos. Isso fez com que os preços registrassem uma forte alta em estados como Mato Grosso do Sul e São Paulo, o que levou a um bom avanço nas escalas de abate. Na quarta-feira, porém, os frigoríficos que atuam nesses estados reduziram o ritmo de compras e os preços apresentaram uma forte desvalorização. Para Iglesias, fica a expectativa de qual estratégia será adotada por parte da indústria na volta do feriado prolongado de Páscoa e Tiradentes. “A continuidade, ou não, do movimento de alta nos preços da arroba observados nessa semana dependerá do escoamento da carne no feriado prolongado. É preciso lembrar que o mercado de boi está muito próximo do período auge de oferta, que tradicionalmente ocorre a partir de maio”, pontua. De acordo com o analista, em termos de demanda, há informações sendo veiculadas no mercado de que as exportações de carne bovina do Brasil para os Estados Unidos e para a China estão um pouco mais lentas, devido às incertezas com relação às tarifas comerciais. Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 16 de abril: São Paulo (Capital): R$ 335 a arroba, avanço de 1,52% frente ao fechamento da última semana, de R$ 330 Goiás (Goiânia): R$ 320,00 a arroba, queda de 1,54% perante os R$ 325,00 registrados na semana passada Minas Gerais (Uberaba): R$ 325 a arroba, aumento de 1,56% frente aos R$ 320 praticados no fechamento da semana anterior Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320 a arroba, decréscimo de 1,54% frente aos R$ 325 registrados na última semana Mato Grosso (Cuiabá): R$ 330,00 a arroba, aumento de 3,13% frente à semana passada, de R$ 320,00 Rondônia (Vilhena): R$ 290 a arroba, valor estável frente à semana anterior Mercado atacadista O mercado atacadista apresentou preços firmes, mantendo um viés de alta com a projeção de bom escoamento até o final da semana em função do feriado prolongado. “Mais uma vez é importante mencionar que as exportações seguem em altíssimo nível, em um ano em que o Brasil pode estabelecer um novo recorde de embarques”, ressalta Iglesias. O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 26,00 o quilo, estável frente ao fechamento da semana passada. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 19,00 o quilo, também sem alterações frente à semana passada. Exportações de carne bovina Foto: Abiec As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 487,535 milhões em abril (9 dias úteis), com média diária de US$ 54,170 milhões, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A quantidade total exportada pelo país chegou a 98,194 mil toneladas, com média diária de 10,910 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.965,00. Em relação a abril de 2024, houve alta de 26,6% no valor médio diário da exportação, ganho de 15,6% na quantidade média diária exportada e avanço de 9,6% no preço médio. [ad_2] Source link
Conheça Pupy, a elefanta argentina que o Brasil acaba de importar

[ad_1] A elefanta africana Pupy, de 36 anos, viveu por mais de três décadas no Ecoparque de Buenos Aires, na Argentina. Com a desativação do local, ela ganhará um novo lar, agora brasileiro. O animal iniciou viagem na última segunda-feira (14) em direção ao Santuário de Elefantes Brasil (SEB), na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso. Na operação, intermediada pela unidade de Foz do Iguaçu (PR) da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) e que teve fim nessa última sexta-feira (18), a elefanta foi içada por um guindaste e acomodada em uma grande caixa de transporte sobre um caminhão em um percurso de aproximadamente 2.700 km. Transporte da elefanta Foto: Divulgação Vigiagro Ao longo das mais de 10 horas em que passou sem sair de uma grande caixa de transporte (imagem acima), ela estudou o ambiente e “tomou o tempo dela”, segundo publicação feita pelo santuário nas redes sociais. De acordo com publicação das redes sociais do SEB, na manhã deste sábado, Pupy estava no galpão dos elefantes africanos. No local, ela jogou terra no corpo, sinal de que a adaptação está funcionando. A expectativa dos tratadores é de que, nos próximos dias, ela saia de lá e viva em liberdade no santuário, local que conta com uma área de 51 mil metros quadrados e deve marcar uma nova fase na vida de Pupy, com mais espaço, liberdade e bem-estar. Para viabilizar a importação, o Vigiagro analisou toda a documentação sanitária da espécime, verificou o cumprimento das exigências do certificado veterinário internacional e fiscalizou a entrada dela em território nacional. O animal chegou ao antigo zoológico do país vizinho em 1993 e, desde então, viveu ao lado da elefanta Kuky, falecida em outubro de 2024. Agora, Pupy será a primeira elefanta africana – cuja expectativa de vida é de até 70 anos – a habitar o santuário brasileiro, que já abriga cinco elefantes de outras espécies. “Estamos animados para vê-la redescobrir o que significa ser um elefante novamente”, disse Kat Blais, cofundadora e diretora de Bem-Estar do SEB. As organizações Global Sanctuary for Elephants (GSE) e o Elephant Voices também colaboraram na tarefa de trazer a elefanta ao Brasil, ação que vem sendo planejado “há anos”, segundo nota do SEB. [ad_2] Source link
Alta no registro de bovinos e equinos reflete avanço da gestão na pecuária

[ad_1] A Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC) somou 60.543 registros de bovinos e equinos em 2024, crescimento de 44,2% em relação a 2023, quando 41.978 animais passaram por este processo. De acordo com a superintendente de Registros da entidade, Silvia Freitas, o aumento histórico se deve à melhoria de perspectivas no mercado de corte e no trabalho de conscientização dos pecuaristas feito pelo setor, especialmente quando o assunto é a necessidade de melhoramento genético e, consequentemente, de registro genealógico. Ao fazer o procedimento, o criador passa a contar com uma escrituração zootécnica completa e atualizada de seu rebanho, o que inclui detalhes precisos sobre cada animal, como identificação, datas de nascimento, pedigree e outras informações relevantes. “Sempre defendemos que só aumenta a lucratividade o produtor que consegue mensurar e conhecer os seus animais, que consegue gerir o seu negócio da maneira mais lucrativa possível”, diz Silvia. Segundo ela, para seguir aumentando os números, a ANC simplificou o processo de registro, deixando-o mais intuitivo, o que leva ao aumento do uso da plataforma e, também, das taxas de registro de novas raças. Melhorias no manejo A profissional também detalha que o registro do bovino ou equino na ANC garante um controle rigoroso e eficaz das linhagens genéticas e de reprodução do animal, o que permite monitorar de perto as características de interesse do rebanho e tomar decisões mais precisas sobre futuros acasalamentos. Assim, posteriormente, o criador informa à Associação os nascimentos resultantes das coberturas previamente comunicadas, cujos registros incluem dados detalhados sobre os animais nascidos, como data, identificação dos pais e peso ao nascer. Futuro promissor Outra vantagem da prática é que animais devidamente registrados possuem, geralmente, maior valor de mercado, visto que os compradores confiam mais na procedência e qualidade dos indivíduos com histórico documentado. Segundo Silvia, as expectativas do setor para os próximos anos são positivas porque os pecuaristas estão buscando conhecimento, apoiado em genética, para aumentar a sua lucratividade. “Estamos vivendo um momento de ascensão no mercado por conta do ciclo pecuário, mas sabemos que, daqui a pouco, possivelmente enfrentaremos dificuldades novamente, mas a gente sabe que o pecuarista quando está bem organizado poderá ter momentos difíceis que, mesmo assim, estará preparado para atravessar essa fase com a maior lucratividade possível.” [ad_2] Source link
Produtores comemoram PL que pode trazer mudanças na classificação do tabaco
[ad_1] O Projeto de Lei 119/2023, em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), foi discutido em audiência pública com mais de 700 fumicultores de 18 municípios do estado na última terça-feira (15). A intenção foi a de ouvir os produtores de tabaco a respeito da iniciativa que pretende obrigar a agroindústria a fazer a classificação da matéria-prima dentro da propriedade, na hora da aquisição do produto. Assim, o objetivo é o de mudar a atual metodologia, visto que hoje a comercialização do tabaco segue um sistema de classificação estabelecido pelo Ministério da Agricultura de Pecuária (Mapa), por meio de instrução normativa, que determina o preço pago aos produtores. No entanto, sindicatos rurais paranaenses reclamam que centralizar a classificação em poucas unidades favorece as empresas compradoras, prejudicando, muitas vezes, os produtores, que ficam distantes do processo de análise da sua produção. O presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, acredita que o PL, se aprovado, vai fortalecer a atividade dentro da porteira, dando mais autonomia ao fumicultor. “Esse projeto de lei vai contribuir muito para os nossos produtores de tabaco, pois corrige uma distorção histórica e garante que o fumicultor acompanhe e até conteste a classificação do seu tabaco, colocando-o no centro da cadeia produtiva. Com essa mudança, o produtor vai receber o valor real da qualidade do seu produto, não ficando mais refém da indústria”, considera. Famílias produtoras de tabaco O presidente da Alep, Alexandre Curi, também enfatizou a importância da cadeia produtiva do tabaco no Paraná, que representa o sustento de 28 mil famílias do estado. “Nosso objetivo não é politizar. Temos um projeto importante e o nosso compromisso é, antes de aprovar ou não, debater com quem está no dia a dia”, ressaltou. Atualmente, o Paraná é o terceiro maior produtor de tabaco do Brasil, atrás do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Assim, cerca de 95% da produção brasileira da planta está concentradas nos estados da Região Sul, dividida em 320 mil hectares cultivados. Além disso, o Brasil é o maior exportador da commodity do mundo, respondendo anualmente por 20% a 30% de todo o comércio global. Ao final da audiência pública, foi anunciada a criação de uma Comissão Especial para discutir e aprimorar o texto que, de acordo com os parlamentares, visa proteger o elo mais fraco da cadeia, que é o produtor e, ao menos, equilibrar a relação com a indústria do tabaco. [ad_2] Source link