Mesmo com alta dos preços, consumo das famílias manteve-se em alta em abril

[ad_1] Abril teve balanço positivo para o comércio de alimentos, com alta de 1,25% no consumo em relação ao mês de março e de 2,63% na comparação com abril de 2024, de acordo com dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que monitora vendas e custos do setor. Também houve aumento do preços de alimentos, de 0,82% em abril, chegando a um acumulado de 10,83% nos últimos 12 meses. Para a entidade, o resultado positivo foi garantido por políticas diretas de renda, como o Bolsa Família e o auxílio gás, e o abono do PIS/Pasep, que destinaram mais de R$ 14 bilhões para a população, valor que ajudou a melhorar as vendas do setor. Também teve início o pagamento da antecipação da primeira parcela do 13º salário para aposentados, pensionistas e demais beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que deve estender sua influência sobre o índice de maio, com R$ 70 bilhões pagos aos segurados. Consumo no acumulado do ano O aumento no consumo dos lares brasileiros acumula, neste ano, alta de 2,52%. Como já havia expandido em março, o resultado de abril mostrou-se mais modesto do que o esperado. “Embora o crescimento de 1,25% em abril, influenciado pela sazonalidade da Páscoa, possa parecer modesto, ele ocorreu sobre uma base comparativa elevada, já que, em março, o consumo avançou expressivos 6,96%”, diz nota do vice-presidente da Abras, Marcio Milan. De acordo com ele, esse resultado atípico no mês anterior reduziu o espaço para um crescimento mais robusto. “Ainda assim, o consumo na semana da Páscoa cresceu 16,5%, evidenciando o impacto positivo da data no consumo das famílias.” Preços ao consumidor em alta O índice da Abras inclui ainda dois acompanhamentos de preços: uma cesta básica de 35 itens, divididos entre produtos básicos, hortifrutigranjeiros e proteínas de origem animal, além de produtos de higiene e limpeza, e outro com 12 produtos considerados essenciais. Na cesta ampliada, o aumento foi de 0,82% em abril, com acumulado de 10,83% em um ano. O valor da cesta passou de R$ 812,54 em março para R$ 819,20 em abril. Entre os produtos que mais contribuíram para a alta em abril estão: café torrado e moído (+4,48%); feijão (+2,38%); e leite longa vida (+1,71%). Por outro lado, outros itens básicos, como o arroz (-4,19%), a farinha de mandioca (- 1,91%) e o óleo de soja (-0,97%) tiveram queda de preço. Os itens de hortifrúti tiveram altas entre as mais expressivas, com destaque para batata (+18,29%), tomate (+14,32%) e cebola (+3,25%). As proteínas animais variaram pouco, e o destaque foi a queda do preço dos ovos (-1,29%). No grupo de higiene e limpeza, a tendência foi de alta: creme dental (+1,70%), papel higiênico (+0,63%), sabonete (+0,31%) e xampu (+1,11%). Na limpeza doméstica, a água sanitária avançou (+1,29%), o desinfetante (+0,84%) e o sabão em pó (+0,28%), enquanto o detergente líquido para louças apresentou leve queda de 0,07%. Cesta básica mais cara Mais uma vez, a cesta mais cara do país foi a da Região Sul, com valor médio passando de R$ 896,55 em março para R$ 902,09 em abril. O maior aumento relativo, porém, foi observado nas regiões Norte e Centro-Oeste, com alta de 0,96% cada. No Norte, o valor passou de R$ 874,30 para R$ 882,70, enquanto, no Centro-Oeste, foi de R$ 767,57 para R$ 774,96. No Nordeste, a variação foi de 0,78%, com a cesta subindo de R$ 723,43 para R$ 729,09 e, no Sudeste, de 0,68%, passando de R$ 831,96 para R$ 837,59. Na pesquisa considerando a cesta de alimentos básicos composta por 12 itens, o preço médio nacional subiu 0,32% em abril, passando de R$ 351,42 para R$ 352,55. Em 12 meses, a cesta acumula alta de 13,38%. [ad_2] Source link
JBS Terminais investe R$ 130 milhões na retomada do Porto de Itajaí

[ad_1] Desde que assumiu a operação do Porto de Itajaí (SC), em outubro de 2024, a JBS Terminais já investiu R$ 130 milhões no terminal, que atende atualmente mais de 1,7 mil clientes. Os investimentos consolidam a empresa como um dos principais complexos logísticos da região Sul , com projeção de crescimento e novos aportes de R$ 90 milhões em tecnologia e infraestrutura. Desde o início da concessão, o empreendimento movimentou uma média mensal de 20 mil TEUs (twenty feet equivalent unit, medida de referência no setor), totalizando 143.230 TEUs. “Essa operação é, para nós, motivo de muita satisfação e de muita responsabilidade. Sabemos o quão importante esse porto é para o país”, afirmou o empresário Wesley Batista, durante cerimônia de retomada das operações do Porto de Itajaí, realizada nesta quinta-feira (29). O empresário ressaltou que 50% do frango e da carne suína exportados no Brasil são escoadas por portos da região. Presente ao evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância dos investimentos público e privado para a geração de emprego e renda. “Esse ano é o ano da colheita. Estamos aqui colhendo o desenvolvimento de Itajaí e de Navegantes. Colhendo o desenvolvimento de Santa Catarina”, afirmou. Localizado em uma área de 180 mil metros quadrados, o terminal da JBS conta com 1.030 metros de cais, quatro berços de atracação e uma profundidade de 14 metros, permitindo a operação de grandes embarcações. São 1.750 tomadas para contêineres refrigerados (reefers) e oito gates reversíveis. Os investimentos devem aproximar a operação com a capacidade atual de movimentação de até 558 mil TEUs/ano. “Conseguimos, em um curto espaço de tempo, retomar o protagonismo de Itajaí como um terminal eficiente e competitivo. Estamos no processo de ramp up dos volumes e temos como prioridade entregar serviços de excelência aos nossos clientes”, afirma o presidente da JBS Terminais, Aristides Russi Junior. Hoje, o terminal conta com sete linhas de navegação e oito escalas semanais. A partir de junho, a operação contará com novas rotas internacionais, como a GS1, que conectará a América do Sul ao Golfo do México. A rota vai otimizar a exportação de produtos como madeira, carne congelada, cerâmica e maquinários, e a importação de plásticos, borrachas e produtos químicos. A chegada da linha Mercosul Line CMA CGM no próximo mês também reforça a conectividade do terminal. A JBS Terminais atende mais de 1.700 clientes e gera cerca de R$ 7 milhões em ISS para o município. A empresa conta com 334 colaboradores diretos e 350 trabalhadores portuários avulsos (TPAs). A distribuição de cargas de outubro de 2024 a abril de 2025 incluiu 33% em importações dry e reefer, 24% em exportações dry, 17% em exportações reefer e 26% em cabotagem, transbordo e outras categorias. O investimento de R$ 90 milhões será realizado para modernizar as operações do terminal com a aquisição de dois guindastes móveis MHC modelo Konecranes Gottwald ESP.9. Os equipamentos têm capacidade para 125 toneladas e alcance de 20 rows. Além disso, a empresa está testando caminhões elétricos do tipo Terminal Tractor (TT), visando a eletrificação da frota para maior eficiência, segurança e redução de emissões. A JBS Terminais também iniciou o processo de adensamento do complexo, assumindo a gestão unificada do porto público de Itajaí. Essa iniciativa visa gerar ganhos operacionais, eliminando gargalos, reduzindo o impacto urbano e agilizando o trânsito de cargas na região. “Nossa experiência global, forjada em décadas de exportação para mais de 180 países com produtos JBS, e o conhecimento adquirido com operações logísticas de grande escala em empresas como a BrasKarne, são diferenciais que aplicamos diariamente em Itajaí. Soma-se a essa expertise a operação logística da Eldorado Celulose, pertencente ao grupo J&F, controlador da JBS. Esse know-how nos permite oferecer um terminal não apenas eficiente, mas estratégico para o fluxo do comércio exterior brasileiro”, disse Russi Junior. Números da operação – JBS Terminais (maio/2025) Início das operações: setembro de 2024 Área total: 180.000 m² Capacidade anual: até 558.000 TEUs Movimentado até abril/25: 143.230 TEUs Tomadas reefers: 1.750 Gates reversíveis: 8 Clientes atendidos: 1.700 Linhas de navegação: 7 Escalas semanais: 8 Colaboradores diretos: 334 Trabalhadores avulsos: 350 ISS gerado: R$ 7 milhões Investimento inicial: R$ 130 milhões • Investimentos anunciados: R$ 25 milhões + US$ 12 milhões em guindastes [ad_2] Source link
Prorrogação de dívidas dos produtores do RS é aprovada pelo governo

[ad_1] Em reunião extraordinária nesta quinta-feira (29), o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou as instituições financeiras a renegociarem as operações de crédito rural de custeio dos produtores do Rio Grande do Sul, afetados por secas e enchentes nas últimas safras. A medida se estende desde as contratações ao amparo do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e aos demais agricultores para até 100% do saldo da operação de custeio devida no ano, com chance de prorrogação para até 36 meses. “Esta renegociação fica limitada a 8% do saldo das parcelas das operações de custeio contratadas com equalização de encargos financeiros pelo TN em cada instituição financeira previstas para vencimento no ano”, diz o órgão, em nota. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, a aprovação do CMN se daria até, no máximo, sexta-feira (30) e o custo para bancar o adiamento dos débitos será de R$ 136 milhões neste ano. Renegociação de dívidas As medidas autorizadas complementam as possibilidades de renegociação de dívidas efetuadas com recursos controlados já previstas no Manual de Crédito Rural (MCR), hoje permitida para operações de crédito de custeio e de investimento contratadas no âmbito do Pronaf, e apenas de investimento para o Pronamp e para os demais produtores rurais. “Essa regra tem contribuído para evitar que problemas locais ou regionais de incapacidade de pagamento de produtores rurais decorrentes de frustrações de safra ou de redução de receita ganhem escala e potencializem a inadimplência”, ressalta o CMN. No acordo, ficou decidido que o prazo para pagamento das operações de custeio prorrogadas pode ocorrer em até três anos e as parcelas de investimento com vencimento em 2025 podem ser prorrogadas para até um ano após o vencimento contratual. “Destaca-se que esta medida não representa uma prorrogação automática dos vencimentos das operações de crédito, cabendo aos produtores rurais atingidos pela estiagem solicitarem a prorrogação junto as IFs, comprovando a perda da produção e a sua incapacidade de pagamento nos prazos contratuais”, destaca o órgão. Mudança na regra A regra atual permitia a renegociação de operações de custeio do Pronamp e dos demais produtores com recursos equalizados, mas obrigava a IF a reclassificar a operação para uma fonte de recursos não equalizadas, a exemplo dos recursos obrigatórios oriundos dos depósitos à vista. Dado que os eventos climáticos têm ocorrido com maior frequência, as renegociações têm absorvido parte importante dos recursos dos depósitos à vista, dificultando a sua operacionalização pela escassez de recursos. “Por isso, o CMN autorizou a prorrogação de até 8% da carteira de cada IF, mantendo a fonte de recursos equalizada.” A nota do CMN destaca que também foi autorizada para as instituições financeiras que, no ano agrícola 2024/2025, tenham operado com recursos equalizados pelo Tesouro Nacional e que tenham direcionado mais de 90% do volume desses recursos para aplicação em operações de crédito rural no Rio Grande do Sul, adotem os seguintes percentuais para renegociação a serem aplicados sobre o saldo das parcelas com vencimento em 2025, em cada uma das linhas de crédito a que se referem: a) operações de custeio contratadas no âmbito do Pronamp e por demais produtores rurais: o limite sobe de 8% para 17%; b) operações de crédito de investimento no âmbito do Pronaf: o limite sobe de 8% para 20%; e c) operações de crédito de investimento no âmbito do Programas de Investimento Agropecuário (InvestAgro): o limite sobe de 8% para 23%. A medida aprovada oferece, exclusivamente para 2025, condições para a renegociação das dívidas desses produtores semelhantes àquelas dos produtores com operações nas demais instituições financeiras com atuação regional ou nacional. [ad_2] Source link
Produtor recua e soja tem preços ‘parados’ no país

[ad_1] O mercado brasileiro de soja teve um dia de pouca movimentação nesta quinta-feira, com preços estáveis na maioria das praças e negociações bastante travadas. De acordo com o consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira, a combinação da queda do dólar com a desvalorização dos contratos futuros em Chicago pressionou o mercado. Os prêmios apresentaram leve melhora, mas não o suficiente para motivar vendas. Assim, o produtor permaneceu fora das negociações, e os negócios se limitaram a operações da mão para a boca. Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! Soja no Brasil Passo Fundo (RS): manteve em R$ 128,00 Santa Rosa (RS): manteve em R$ 129,00 Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00 Cascavel (PR): manteve em R$ 128,00 Paranaguá (PR): manteve em R$ 134,00 Rondonópolis (MT): caiu de R$ 116,00 para R$ 115,00 Dourados (MS): manteve em R$ 119,00 Rio Verde (GO): caiu de R$ 117,50 para R$ 116,00 Soja em Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram a sessão desta quarta-feira em baixa, marcando o terceiro pregão consecutivo de perdas. O mercado segue pressionado pela entrada da nova safra da América do Sul, o que aumenta a oferta global e pesa sobre os preços. Além disso, os investidores acompanham atentamente a indefinição sobre a política tarifária do governo Trump, bem como o posicionamento de carteiras antes do relatório de intenção de plantio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para o próximo dia 31. Contratos futuros de soja Na CBOT, os contratos da soja em grão com entrega em maio recuaram 4,50 centavos de dólar, ou 0,44%, para US$ 10,08 1/4 por bushel. A posição julho caiu 5,00 centavos, ou 0,48%, a US$ 10,21 1/2 por bushel. Entre os subprodutos, o farelo com vencimento em maio perdeu US$ 2,20, ou 0,73%, e fechou a US$ 297,70 por tonelada. O óleo caiu 0,18 centavo, ou 0,42%, para 42,36 centavos de dólar por libra-peso. Dólar O dólar comercial terminou o dia em queda de 0,44%, negociado a R$ 5,6480 para venda e R$ 5,6460 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6326 e a máxima de R$ 5,6931. [ad_2] Source link
Workshop 50 anos renova papel e protagonismo da Embrapa Soja

[ad_1] Um workshop realizado nesta segunda-feira (26) em Londrina, Norte do Paraná, abordou passado, presente e principalmente futuro da soja e da pesquisa da soja no Brasil e no mundo. O evento reuniu pesquisadores, cooperativas, produtores, lideranças públicas e privadas. Com transmissão ao VIVO pelo Canal Rural, os debates reafirmaram a importância da política pública aplicada e adequada à pesquisa, bem como as parcerias público-privadas para manter o país na vanguarda do PD&I no agro. Chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno comemora: “Com muita ciência e tecnologia, com os nossos parceiros as universidades, as instituições estaduais de pesquisas, e os produtores, a Embrapa ajudou a tropicalizar a soja, que antes não se plantava em regiões tropicais. Chegamos até aqui com excelentes resultados, e sempre olhando para o futuro, pensando sobre o que precisamos para continuar produzindo com sustentabilidade, que tem três eixos: social, econômico e o ambiental”. “Com muita ciência e tecnologia, com os nossos parceiros as universidades, as instituições estaduais de pesquisas, e os produtores, a Embrapa ajudou a tropicalizar a soja, que antes não se plantava em regiões tropicais. Alexandre Nepomuceno, Chefe-geral da Embrapa Soja Para Nepomuceno o primeiro salto e mais eminente seria para a agregação ainda maior de valor, como a produção de combustíveis para a aviação, fibras para roupas, pneus, asfalto, entre outros. “Temos que começar a pensar nisso, junto com a indústria e os produtores”, destacou. A lista de vitórias da soja brasileira parece interminável, envolvendo desde a transformação do interior brasileiro, desenvolvimento de cidades, até ser a nova alternativa de energia renovável. Essa foi uma das perspectivas descritas e discutidas durante o evento. Repórter Valéria Burbelo entrevista Alexandre Nepomuceno, chefe geral da Embrapa Soja, durante o evento em Londrina. O diretor em pesquisa da Embrapa Clênio Pillon explicou que as pesquisas em microrganismos estão fazendo uma nova revolução na agricultura brasileira e mundial, aproveitando a oportunidade de valorizar a biodiversidade brasileira, que é o maior repositório que temos no planeta especialmente de espécies vegetais, como é caso do bioma fóssil, com tecnologia desenvolvida pela Embrapa, junto com uma empresa parceira. O assessor especial do Ministério da Agricultura, Carlos Augustin, reforçou que instituições como a Embrapa Soja precisam de investimento contínuo do governo para seguir impulsionando a inovação e a sustentabilidade no campo. “Claro que temos problemas de recursos, o governo federal tem sustentado a Embrapa. A empresa precisa se modernizar, precisa ter mais convênios internacionais, e nós estamos trabalhando para que ela seja mais ágil mais eficiente, mas também que possa ter recursos, inclusive da iniciativa privada, para se auto fomentar”, disse Augustin. A “cereja do bolo” da comemoração foi a presença da pesquisadora Doutora Mariângela Hungria, que no dia 13 de maio foi consagrada com o Prêmio Mundial de Alimentação, o Word Food Prize, reconhecido como o “Nobel” da Agricultura. Após quatro décadas de trabalho na Embrapa, a doutora está sendo premiada por desenvolver tecnologias baseadas em microrganismos do solo, substituindo fertilizantes químicos por soluções biológicas, contribuindo para a microbiologia do solo e para a agricultura sustentável. Hungria ressalta que o Brasil não seria o maior produtor exportador de soja se não fossem esses biológicos. “A soja precisa muito de nitrogênio por ser muito rica em proteína e já estamos importando 85% dos fertilizantes nitrogenados. Eles são caríssimos e cotados em dólar, além de serem os mais poluentes ao meio ambiente. Isso os torna inviáveis economicamente. Economizamos no ano passado 25 bilhões de dólares que deixamos de comprar em fertilizantes. Esses microrganismos fazem isso por nós praticamente de graça e são o que fazem o Brasil ser o maior produtor e exportador de soja’, explicou a Doutora Mariângela. Mariângela Hungria, doutora e pesquisadora da Embrapa. “Economizamos no ano passado 25 bilhões de dólares que deixamos de comprar em fertilizantes. Esses microrganismos fazem isso por nós praticamente de graça e são o que fazem o Brasil ser o maior produtor e exportador de soja”. Mariângela Hungria, doutora e pesquisadora da Embrapa “A agricultura moderna passa por uma transição de base química para base biológica. O papel dos biológicos é fundamental, quer seja como promotores de crescimento, como fixadores de nitrogênio, ou controladores de pragas e doenças, mas são alternativas sustentáveis que vão gerar mais rentabilidade e produtividade”, afirmou Susana Carvalho, da Rizobacter no Brasil. Antônio Márcio Buainain, professor livre docente da Unicamp, participou em um dos painéis e ressaltou a importância da soja como principal cultura agrícola do país, responsável pelo desenvolvimento de cidades inteiras principalmente no interior do Brasil: “Um em cada 3 dólares do agro vem da soja. O complexo da soja é um dos maiores empregadores do agro e da indústria brasileira, com estimativas que variam de 2 mihões a 4,5 milhões de postos de trabalho, sem incluir impacto em segmentos como transporte. Estes dados nos mostram que investir em pesquisa é investir em soberania econômica, e que a ciência da Embrapa transformou a soja e a soja ajudou a transformar o Brasil”. “Investir em pesquisa é investir em soberania econômica. A ciência da Embrapa transformou a soja e a soja ajudou a transformar o Brasil” Antônio Márcio Buainain, professor livre docente da Unicamp Presente no evento, Leori Hermann, CEO da Unity Agro, destacou a importância das pesquisas e tecnologias da produção: “Não existiria soja no Brasil hoje sem a Embrapa Soja, o agro produtivo e o agro exportador”, afirmou. Leori falou ainda dos fertilizantes especiais, área de atuação da sua companhia, que também demanda muita pesquisa e desenvolvimento, neste caso para fazer frente a um dos princiapis desafios da agricultura moderna, que é o estresse climático, variável que supera inclusive as frustrações provocadas por pragas, doenças, plantas daninhas e deficiências nutricionais, explica o executivo. Tages Martinelli, diretor comercial da Sementes Jotabasso, afirmou que “para nós, que produzimos sementes de soja, o trabalho e a trajetória da Embrapa Soja foram essenciais. Nosso compromisso de levar soluções de alto padrão às mãos de quem produz com certeza conta muito com o suporte técnico e científico desta instituição”. Giovani Ferreira, diretor
Geada deve afetar 6 estados e 4 capitais terão recorde de frio

[ad_1] Após o avanço de uma intensa massa de ar polar sobre o Brasil ter derrubado as temperaturas e levado neve para as serras gaúcha e catarinense, o grande destaque agora passa a ser a previsão de geada. Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados. O fenômeno deve afetar seis estados (veja mapa abaixo) nesta sexta-feira (30) e vem acompanhado de uma queda ainda maior nos termômetros, com possibilidade de novos recordes de frio, conforme previsão da Climatempo. Foto: Climatempo Assim, além das cidades com maior altitude, também são esperadas mínimas significativas para algumas capitais: 3°C em Curitiba, 5°C em Campo Grande (MS), 7°C em Porto Alegre (RS) e 9°C em São Paulo. De acordo com a empresa de climatologia, as condições atmosféricas ideais — céu limpo, vento calmo e ar seco — devem favorecer a formação da geada ampla desde o centro-sul de Mato Grosso do Sul até a Campanha Gaúcha, no extremo sul do país. “O frio será tão intenso e abrangente que até áreas elevadas da Serra da Mantiqueira, como Campos do Jordão (SP), podem registrar geadas pontuais, especialmente em vales e baixadas das áreas mais altas onde o resfriamento é mais acentuado”, diz a Climatempo, em nota. [ad_2] Source link
Carga com 184 toneladas de soja em grão é apreendida no Pará

[ad_1] Uma carga de 184 toneladas de soja em grãos, precificada em R$ 339.351,20, foi apreendida nessa quarta-feira (28) por fiscais de receitas estaduais da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) do Pará. O volume estava dividido em quatro caminhões e ia de Tucumã, no sudeste paraense, para Valinhos, no interior de São Paulo. “Ao verificar os documentos apresentados, constatou-se que o remetente foi desenquadrado do Simples Nacional, sendo, portanto, devido o recolhimento do imposto antecipado na saída do estado”, contou o coordenador da unidade fazendária, Renato Couto. Com isso, foram lavrados quatro Termos de Apreensão e Depósito (TADs) para a cobrança do imposto no valor total de R$ 57.010,99. Carga de ração Foto: Divulgação Sefa Além da carga de soja, no mesmo dia, a Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito do Itinga, nordeste paraense, apreendeu oito toneladas de ração, no valor de R$ 84.809,21, procedentes de Hidrolândia, em Goiás, com destino a Belém. “A mercadoria, sujeita ao regime de substituição tributária, entrou no estado do Pará amparada por inscrição estadual de substituto tributário declarada na nota fiscal, porém, atualmente, a inscrição está suspensa. Foi lavrado Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 20.798,12, referente ao imposto e multa”, relatou o coordenador Rafael Brasil. Já em Cachoeira do Piriá, nordeste paraense, foram apreendidos, também na quarta-feira, 65 volumes de mercadorias diversas sem recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). “Veículo tipo baú fechado apresentou notas fiscais de mercadorias, e foi solicitado ao motorista a verificação física da carga. Foi constatada a quantidade de 65 volumes de mercadorias para armarinho e 358 unidades de produtos de alumínio para revenda. Estas mercadorias eram destinadas a pessoas físicas, para serem revendidas. Neste caso, de acordo com a legislação, a quantidade caracteriza intuito comercial e, portanto, é obrigatória a inscrição estadual e antecipação do imposto na entrada do estado”, informou o coordenador da ação, Gustavo Bozola. As mercadorias saíram do Ceará e eram destinadas a cidades do Pará, como Abaetetuba, Castanhal e Belém. “Após a conferência, a carga foi avaliada em R$ 47.634,55 e ficou retida, sendo lavrados cinco Termos de Apreensão e Depósito (TADs), no valor total de R$ 11.029,34″, concluiu o fiscal de receitas estaduais. [ad_2] Source link
“Viemos pedir socorro”, diz presidente da Faeb sobre invasões de terra na Bahia

[ad_1] Durante audiência pública em Brasília, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), Humberto Miranda, fez um pedido de socorro e cobrou providências das autoridades brasileiras sobre as invasões de terras no Extremo Sul da Bahia. “Nós não viemos aqui pedir providência só não, viemos pedir socorro”, declarou Miranda durante a sessão realizada na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (28). Promovido pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), o debate foi motivado por um requerimento da Associação do Agronegócio do Extremo Sul da Bahia (Agronex), conforme informou a Faeb. Na ocasião, Humberto Miranda falou sobre a atual situação e os impactos econômicos no estado. Segundo ele, o prejuízo estimado ultrapassa R$ 1 bilhão. “O problema começou nas pequenas propriedades dos nossos produtores rurais, mas adentrou ao comércio, à indústria, aos serviços e ao turismo do nosso estado”, destacou. Além disso, Miranda aproveitou a ocasião para entregar ao presidente da CAPADR, Evair de Melo, um documento com pontos que a Federação considera prioritários para serem conduzidos pela Comissão. “Na Bahia, nós já tentamos. Foi colocado tanto pelos produtores quanto pelas lideranças e por nós, da Federação, que todos os ofícios foram enviados às instâncias de governo, mas nada foi feito, a insegurança permanece”, afirmou Miranda. A Faeb, juntamente com a Agronex, solicita a intervenção urgente dos órgãos competentes para conter as invasões, que, segundo relatos, já somam mais de 50 ocorrências registradas desde novembro de 2022. Audiência pública A audiência realizada nesta quarta-feira contou com a presença de 66 parlamentares, incluindo quatro baianos: Charles Fernandes (PSD), Josias Gomes (PT), Leo Prates (PDT) e Roberta Roma (PL). Após a abertura feita pelo presidente da Comissão, Evair de Melo, o presidente da Agronex, Mateus Bonfim, exibiu vídeos das invasões de terras ocorridas no Extremo Sul da Bahia. Em seguida, a presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana, fez esclarecimentos sobre a atuação da instituição e concordou quanto à necessidade de regularização fundiária: “Uma das questões que gera muita tensão é a morosidade da regularização fundiária das terras no sul da Bahia”, afirmou. Imagem: Reprodução/Câmara dos Deputados Três produtores rurais baianos que tiveram suas propriedades invadidas também puderam se pronunciar. Emerson Souza dos Santos, Caio Souza dos Santos e José Raimundo Marinho Magalhães relataram os momentos de terror que vivenciaram durante as invasões. Em seu depoimento, Miranda cobrou o cumprimento da Constituição para os que vivem no campo. “Num país onde hoje se prega a igualdade e a inclusão, os produtores rurais vivem o oposto. Vimos aqui o apelo dos produtores, que ligam para a polícia quando têm suas propriedades invadidas e ouvem que não se pode fazer nada. Queremos que, conforme prevê a Constituição, todos os brasileiros tenham os mesmos direitos”, concluiu. Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem. [ad_2] Source link
Moagem de cana tem retração de 6% na primeira quinzena de maio

[ad_1] Na primeira quinzena de maio, as unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 42,32 milhões de toneladas de cana. O valor processado em mesmo período da safra anterior foi de 45,06 milhões, o que representa uma retração de 6,09%. No acumulado da safra 2025/2026 até 16 de maio, a moagem atingiu 76,71 milhões de toneladas. O número representa uma retração de 20,24% ante as 96,18 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo anterior. As informações partem da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica). Nos primeiros 15 dias de maio, 21 unidades produtoras de cana-de-açúcar reiniciaram asatividades, totalizando 242 unidades produtoras operando na região Centro-Sul. Desse total, 225 unidades com processamento de cana, dez empresas fabricando etanol a partir do milho e sete usinas flex. No mesmo período, na safra 24/25, operaram 248 unidades produtoras, sendo 230 unidades com processamento de cana, nove empresas produzindo etanol a partir do milho e nove usinas flex. Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na primeira quinzena de maio atingiu 116,80 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, contra 124,75 kg por tonelada na safra 2024/2025 – variação negativa de 6,37%. No acumulado da safra, o indicador marca 112,25 kg de ATR por tonelada, índice levemente inferior (5,07%) ao do último ciclo na mesma posição. Produção de açúcar e etanol Foto: Mayke Toscano/Gcom-MT A produção de açúcar nos primeiros quinze dias de maio totalizou 2,41 milhões de toneladas, registrando queda de 6,80% na comparação com a quantidade registrada em igual período na safra 2024/2025 (2,58 milhões de toneladas). No acumulado desde o início da safra até 16 de maio, a fabricação do adoçante totalizou 3,99 milhões de toneladas, contra 5,16 milhões de toneladas do ciclo anterior (-22,68%). Na primeira metade de maio, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 1,78 bilhão de litros, sendo 1,16 bilhão de litros de etanol hidratado (-8,11%) e 616,78 milhões de litros de etanol anidro (-16,72%). Dessa forma, no acumulado do atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 3,68 bilhões de litros (-15,39%), sendo 2,60 bilhões de etanol hidratado (-14,72%) e 1,08 bilhão de anidro (-16,98%). Do total de etanol obtido na primeira quinzena de maio, 20,23% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 359,90 milhões de litros neste ano, contra 296,51 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2024/2025 – aumento de 21,38%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 1,08 bilhão de litros – avanço de 27,79% na comparação com igual período do ano passado. *Sob supervisão de Luis Roberto Toledo [ad_2] Source link
Preços do boi sobem em Mato Grosso e arroba quase bate a de São Paulo

[ad_1] Os preços do boi gordo em Mato Grosso, estado que detém o maior rebanho do Brasil, têm se aproximado dos de São Paulo. Isso é o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A tendência de queda é acompanhada desde o fim de 2022. No mês de abril de 2025, o Cepea analisou alguns negócios em Mato Grosso sendo realizados a valores acima dos observados em São Paulo. Ainda assim, na média daquele mês, a diferença entre os preços desses dois estados foi de apenas R$ 9,50 por arroba, com o boi paulista levando a vantagem. Esse foi o menor diferencial desde meados de 2017, quando pesquisadores do Cepea ressaltam que a pecuária tinha outra configuração. Em abril do ano passado, a arroba do boi gordo em São Paulo estava R$ 22,20 acima do valor da arroba mato-grossense. Já neste mês de maio, dados do Cepea mostram que os preços médios em Mato Grosso estão R$ 12,30 acima dos de São Paulo, considerando o valor da arroba. O indicador de preços do boi gordo Cepea/B3, que traz a média diária ponderada de preços à vista em São Paulo, mostra um valor de R$ 305,10 para a arroba nesta quarta-feira (28). *Sob supervisão de Luis Roberto Toledo [ad_2] Source link