Vítimas das enchentes esperam por moradias definitivas no RS  

[ad_1] Há cerca de dois meses, o casal Danilo Hiedt e Liana Maria de Quadros vive em um contêiner de concreto, no local onde será construído um novo bairro residencial em Cruzeiro do Sul, no Vale do Taquari, uma das regiões mais arrasadas do Rio Grande do Sul nas enchentes de maio de 2024. Antes disso, eles passaram por outros abrigos e viveram na casa de parentes. Quase um ano após a catástrofe, eles se recordam em detalhes das horas de horror que viveram na zona rural do município, às margens do Rio Taquari, que superou a cota de inundação de 30 metros acima do leito normal naqueles primeiros dias de maio. “Lá saiu tudo de arrasto, tudo que nós tínhamos, a casa inteira, animais de criação, como bois de canga, ferramentas”, contou o agricultor de 65 anos. Eles resistiram por horas em uma canoa ou sobre o forro da casa até serem resgatados. Liane tinha operado o fêmur e ainda usava muletas. Ela passou a madrugada dentro de uma embarcação. “Eu tinha que tomar meus remédios e bebi a água da enchente. Só deu tempo de pegar quatro bergamotas do pé, que a gente dividiu para comer. Era só o que tinha”, relatou a sobrevivente, que está com 64 anos. O casal conseguiu salvar a família, incluindo, filha, genro e netas, mas alguns amigos e vizinhos perderam a vida. Casas temporárias em Cruzeiro do Sul. Foto: Foto: Joédson Alves/Agência Brasil Boa parte dos 184 mortos nas enchentes do ano passado no Rio Grande do Sul são da região, sendo 13 apenas em Cruzeiro do Sul. E ainda há duas dezenas de desaparecidos, segundo a Defesa Civil estadual. O novo loteamento contará com 480 lotes, dos quais parte será destinada à construção de moradias através das Atas de Registro de Preço da Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária (Sehab), e outra parte será disponibilizada para que os próprios beneficiários construam suas casas com recursos próprios. O investimento estimado é de R$ 120 milhões Eles resistiram por horas em uma canoa ou sobre o forro da casa até serem resgatados. Liane tinha operado o fêmur e ainda usava muletas. Ela passou a madrugada dentro de uma embarcação. “Eu tinha que tomar meus remédios e bebi a água da enchente. Só deu tempo de pegar quatro bergamotas do pé, que a gente dividiu para comer. Era só o que tinha”, relatou a sobrevivente, que está com 64 anos. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil O casal conseguiu salvar a família, incluindo, filha, genro e netas, mas alguns amigos e vizinhos perderam a vida. Boa parte dos 184 mortos nas enchentes do ano passado no Rio Grande do Sul são da região, sendo 13 apenas em Cruzeiro do Sul. E ainda há duas dezenas de desaparecidos, segundo a Defesa Civil estadual. O novo loteamento, que está sendo construído pelo governo do estado, em parceria com a prefeitura, fica numa parte alta da cidade e vai se chamar Novo Passo da Estrela, em homenagem ao bairro que foi completamente destruído pela força da correnteza no ano passado. A previsão é que as primeiras moradias definitivas, das 480 previstas, sejam entregues no final do ano. Enquanto isso, essas casas temporárias, com 27 metros quadrados (m²), são compostas por dormitório, sala e cozinha conjugadas e banheiro, além de mobiliário, como mesa, armário, cama, beliche e eletrodomésticos da linha branca. A entrega das moradias temporárias marcou o encerramento dos abrigos coletivos no município. ​ “Pode botar meu terreno aqui, que eu só atravesso a rua. A gente tem que brincar, fazer o quê. Chorar eu já chorei o que chega. Salvei minha família, conseguimos salvar todo mundo”, afirmou Liana, que agora espera por dias melhores. Ambos receberam o Auxílio Reconstrução, do governo federal, no valor de R$ 5,1 mil, que ajudou a recuperar parte das perdas materiais. Em outro contêiner, Edevar Porto da Cruz, de 67 anos, espera que a próxima mudança seja para uma moradia permanente. “O governador [Eduardo Leite] esteve aí essa semana, disse que até o fim do ano eles vão entregar um pouco [das casas] e depois até mais um ano [entrega o restante]”, observou. Somente no município de Cruzeiro do Sul, 1.109 casas foram destruídas. Além do novo bairro, o programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, prevê a entrega de 500 unidades habitacionais, que ainda serão construídas. Outras 50 famílias também já foram contempladas com a Compra Assistida, uma modalidade do programa federal que concede até R$ 200 mil para a compra direta de um imóvel já existente. Parque Memorial Em uma parte baixa de Cruzeiro do Sul, bem próxima ao Rio Taquari, o cenário após a tragédia era apocalíptico, com casas, carros e postes totalmente destruídos. Era ali que ficava o Passo da Estrela, bairro completo, com escola, igreja e posto de saúde. Agora, o que se vê é um campo aberto de terra batida. As máquinas ainda trabalham para demolir o que restou das casas destruídas. O local dará lugar a um Parque Memorial, com área de vegetação, equipamentos para a prática de esportes e homenagem aos que morreram na catástrofe. Das poucas casas que não foram interditadas na área onde ficava o bairro, está o imóvel de José Claudio Lenhardt, de 71 anos, e de sua esposa Rosane Lenhardt, de 67 anos. Eles estão entre os últimos moradores ali, mas não devem permanecer. “Não adianta ficar aqui com essa preocupação de enchente, indo e voltando”, contou Rosane. “A gente trabalha uma vida inteira para juntar alguma coisa e ter um futuro melhor e perder da noite para o dia, não é fácil”, afirmou José Claudio.  O casal tinha uma pequena olaria no terreno ao lado, que foi derrubada pelas águas. Eles vão se mudar para um outro loteamento na cidade, adquirido com recursos próprios, em parceria com outros vizinhos e amigos, e que atualmente está recebendo obras de encanamento e acesso à rede de energia elétrica. Ela concorda com a extinção do bairro. “Agora que arrancou tudo, é bom que não deixem mais ninguém voltar”, reforçou Rosane. Demanda habitacional Na região do Vale do Taquari, a situação

EUA acusam Brasil, Argentina e Reino Unido de adotar práticas ‘desleais’ contra seus produtos agrícolas

[ad_1] A secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, afirmou neste domingo (27), que o governo americano trabalha para ampliar a presença dos produtos agrícolas do país em novos mercados, enquanto enfrenta dificuldades no comércio com a China. Em entrevista ao programa State of the Union, da CNN, Rollins citou diretamente o Brasil e a Argentina como países que avançaram no fornecimento de grãos e carnes para o mercado chinês, diante da redução das compras de produtos norte-americanos. Segundo Rollins, as negociações comerciais entre EUA e China continuam ocorrendo “diariamente”, mas a secretária reconheceu que, no curto prazo, houve uma retração expressiva das exportações americanas, sobretudo de carne suína e soja. Ela mencionou que a demanda chinesa por carne suína dos EUA caiu 72% em apenas uma semana. “Eles [China] precisam mais de nós do que nós deles”, disse a secretária, ao defender a estratégia comercial da atual administração. A secretária acusou Brasil, Argentina e Reino Unido de adotar práticas comerciais “desleais” contra produtos agrícolas dos Estados Unidos, citando barreiras sanitárias e exigências não tarifárias, além dos próprios impostos de importação. “Seja Argentina, China, Brasil ou Reino Unido, eu poderia listar país por país como eles tratam nossa carne, nossos produtos”, afirmou. Rollins também destacou que a expansão de mercados é prioridade para compensar as perdas observadas na Ásia. Segundo ela, viagens oficiais estão programadas para o Reino Unido, Vietnã, Japão, Peru e Brasil, com o objetivo de abrir novas oportunidades para os produtos agrícolas americanos. “Os países estão batendo à nossa porta”, afirmou. De acordo com a secretária, mais de 100 nações já demonstraram interesse em negociar acordos comerciais com os EUA. Queda na aprovação No plano interno, Rollins defendeu as políticas econômicas adotadas pelo presidente Donald Trump. Ela afirmou que, embora as pesquisas mostrem queda na aprovação popular da política tarifária, indicadores como inflação e custo médio de produtos para o consumidor estão “em trajetória de baixa”, o que, segundo ela, reflete a efetividade das medidas. A secretária também abordou o impacto da gripe aviária no mercado de ovos, tema que recebeu atenção especial do governo neste início de mandato. Rollins disse que o preço atacadista dos ovos nos Estados Unidos caiu 58% nas últimas seis semanas, após a implementação de um plano de cinco frentes para controlar a inflação no setor e a importação emergencial de ovos de países como Turquia e Coreia do Sul. No entanto, reconheceu que a redução de preços no varejo ainda não é sentida em todas as regiões. Questionada sobre os riscos de novos prejuízos aos produtores americanos, em função da disputa comercial com a China, Rollins afirmou que o governo está preparado para adotar medidas emergenciais de apoio, semelhantes às implementadas durante o primeiro mandato de Trump, como parte do acordo de Fase 1 com Pequim. “Se houver danos significativos, estamos prontos para agir”, disse. Rollins encerrou a entrevista reforçando que a segurança alimentar é uma questão de segurança nacional e que proteger os produtores rurais americanos é parte do compromisso do governo para manter a estabilidade econômica do país. [ad_2] Source link

maio reserva cotações em baixa para região brasileira

[ad_1] O mercado brasileiro de boi gordo registrou uma semana de movimentos distintos nos preços, a depender do estado. De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, em São Paulo e em Goiás as indústrias passaram a testar patamares mais baixos de preço, argumentando que o escoamento da carne será mais lento no restante do mês. “Em estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o mercado esteve mais firme e com negócios acima da referência média. No geral as escalas de abate ainda estão posicionadas entre cinco e sete dias úteis na média nacional”, afirma. No entanto, esse cenário tende a mudar em maio. Cotações do boi gordo na semana Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 24 de abril: São Paulo (Capital): R$ 325, recuo de 1,52% frente ao fechamento da última semana, de R$ 330 Goiás (Goiânia): R$ 310, queda de 4,62% perante os R$ 325 da semana passada Minas Gerais (Uberaba): R$ 325, aumento de 1,56% frente aos R$ 320 do fechamento da semana anterior Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 325, estável frente à última semana Mato Grosso (Cuiabá): R$ 330, aumento de 3,13% ante à semana passada, de R$ 320 Rondônia (Vilhena): R$ 288, queda de 0,69% frente aos R$ 290 da semana anterior O que esperar de maio? O coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, destaca que tradicionalmente os meses de abril e maio são marcados por maior oferta de animais, o que pressiona o mercado. “No histórico dos últimos 14 anos, de 2010 a 2024, todo mês de maio teve o preço médio da arroba do boi gordo em São Paulo menor do que a média de preço em abril, o que deve se manter em 2025, independe de ser ano de alta ou de baixa.” O especialista lembra que, neste momento, o contrato com vencimento em maio na B3 segue a R$ 315 a arroba, menor patamar do que o verificado na praça pecuária paulista, de R$ 325 a R$ 330. “Para a primeira quinzena do mês, esse comportamento deve balizar o mercado, mas não enxergamos espaço para cotações abaixo de R$ 300, ou seja, a pressão de baixa não deve interferir no patamar historicamente alto da arroba. No entanto, nas praças do centro-norte do país, a desova do final de safra tem mais peso e pode ter interferência maior na variação da arroba do boi gordo, como Mato Grosso, Rondônia, Pará e Tocantins, que podem sofrer mais com essa pressão baixista” Mercado atacadista O mercado atacadista apresentou volatilidade nos preços, embora o ambiente de negócios ainda aponte para um movimento de queda, considerando o perfil mais discreto na demanda previsto para o restante do mês. Para Iglesias, a população tende a priorizar o consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, dos embutidos e ovos. O quarto traseiro do boi foi cotado a R$ 25 o quilo, queda de 3,85% frente aos R$ 26 da semana passada. Já o quarto do dianteiro foi vendido por R$ 20,50 o quilo, avanço de 7,89% frente aos R$ 19 registrados na semana anterior. Exportações de carne bovina Foto: Freepik As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 795,713 milhões em abril (13 dias úteis), com média diária de US$ 61,208 milhões, conforme balanço da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A quantidade total exportada pelo país chegou a 159,328 mil toneladas, com média diária de 12,256 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.994,20. Em relação a abril de 2024, houve alta de 43,1% no valor médio diário da exportação, ganho de 29,8% na quantidade média diária exportada e avanço de 10,2% no preço médio. *Com informações da Safras News [ad_2] Source link

Guerra comercial não é boa para ninguém, diz Alckmin

[ad_1] O vice-presidente Geraldo Alckmin expressou preocupações sobre os efeitos do protecionismo nas relações comerciais globais e ressaltou a necessidade de promover o multilateralismo no comércio. Por outro lado, avaliou que o Brasil pode se favorecer do cenário atual. “A guerra comercial, o protecionismo não são bons para ninguém. O ideal é sempre promover o multilateralismo e o livre comércio com regras claras”, disse neste domingo (27), na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). Alckmin apontou que, no caso do Brasil, o acordo com a União Europeia é um passo importante nesse sentido. “Esse acordo vai abrir mais oportunidades para o agronegócio brasileiro. O agro pode se beneficiar ainda mais com as exportações”, afirmou, reforçando que a redução de barreiras comerciais proporcionará um ambiente mais favorável para o crescimento do setor agrícola. Com o fortalecimento do mercado externo, Alckmin também falou sobre as condições financeiras para que o Brasil possa aproveitar essas oportunidades, mencionando o papel fundamental do BNDES. “Foi criada uma linha muito boa para exportação, com financiamento em dólar – o que é muito mais barato. Mas, para isso, quem exporta precisa estar ‘hedgeado’, ou seja, protegido contra riscos de desvalorização cambial”, concluiu. [ad_2] Source link

cientistas coletam insetos em 10 mil ha e esperam descobrir novas espécies

[ad_1] Uma equipe de 34 pesquisadores passou seis dias na Amazônia, mais precisamente na Estação Experimental de Silvicultura Tropical, também conhecida como Reserva ZF2 do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), para coletar espécies de insetos que vivem em uma área de 10 mil hectares da maior floresta tropical do mundo. A expedição, realizada em novembro de 2024, é parte de dois projetos: o BioInsecta, e o “BioDossel – Insetos na copa das árvores“. Ambos buscam revelar e monitorar a diversidade de insetos que ocupam os diferentes estratos acima do solo, até cerca de 30 metros de altura, para a sua conservação. Segundo os pesquisadores, a copa das árvores (dossel) das florestas tropicais é um dos ambientes terrestres ainda menos estudados pela ciência. O grupo, composto exclusivamente de entomólogos (especialistas em insetos), coletou mais de 1.400 amostras, cada uma formada por dezenas a milhares de insetos dos diferentes grupos (ordens). A empreitada teve como objetivo a coleta da diversidade de insetos que vivem em ambientes específicos da floresta, como corpos d´água e proximidades, no solo, em troncos, perto de plantas específicas e até acima da copa das árvores. O material foi todo preservado para análises moleculares posteriores em laboratório, o que permitirá aumentar a precisão e acelerar o trabalho de identificação das espécies. Miniestúdio fotográfico improvisado no alojamento da Reserva ZF-2 (foto: Larissa Queiroz) “Esse material vai demorar um pouco para ser analisado, mas conforme os resultados forem sendo divulgados certamente haverá um incremento absurdo de conhecimento sobre a biodiversidade que existe na área”, explica José Albertino Rafael, pesquisador do Inpa e coordenador do projeto BioDossel. Os projetos BioInsecta/BioDossel deverão se tornar um marco de referência em projetos de grande escala de biodiversidade na literatura científica mundial, tanto em relação ao número de espécies coletadas quanto identificadas e com DNA sequenciado, bem como de novas espécies reveladas. É previsto o estudo do material genético de aproximadamente 500 mil exemplares. Essa é provavelmente a maior expedição científica em termos do número de entomólogos especialistas em diferentes grupos de insetos na Floresta Amazônica, cobrindo cerca de 20 dentre as 28 ordens reconhecidas para o Brasil. Os pesquisadores estimam que metade dos exemplares coletados durante os seis dias de trabalho de campo seja de espécies novas, isto é, ainda desconhecidas pela ciência. Método de coleta utilizando luz artificial e lençol (foto: Larissa Queiroz) “Algumas técnicas de coleta recolheram exemplares um a um; e algumas das armadilhas capturaram milhares de exemplares. O número de espécimes coletados ainda é difícil de estimar”, declara Dalton de Souza Amorim, pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, que coordena o projeto BioInsecta. As armadilhas em cascata são o principal método de coleta utilizado nos projetos. Consistem em um sistema de cinco armadilhas integradas em uma cascata, que é içada até a copa das árvores e permanece montada durante 14 meses. Cada armadilha da cascata tem uma altura de 2 metros, permitindo a coleta dos insetos em cinco estratos ou “andares” da floresta – próximo ao nível do solo (0-2 m); no sub-bosque (7-9 m); e em três estratos do dossel da floresta (14-16 m; 21-23 m; e entre 28-30 m). Além da composição (identidade) e do número de espécies, esse sistema de armadilhas também permitirá revelar pela primeira vez como a diversidade de insetos está distribuída ou organizada verticalmente na floresta. Torre meteorológica na Reserva ZF-2 do Inpa, um dos locais de estudo dos projetos. BioInsecta e BioDossel na Amazônia Central (foto: Craig Cutler, National Geographic) As cascatas de armadilhas foram instaladas em julho de 2024 nas três áreas de estudo e permanecerão montadas até setembro de 2025. A cada 14 dias, os locais de estudo são visitados por pesquisadores para a retirada dos espécimes coletados nos cinco estratos. Contagens preliminares apontam uma média de 59 mil insetos capturados em cada local de estudo a cada 14 dias. Estima-se a coleta de mais de 5,5 milhões de exemplares pelas cascatas, além dos espécimes coletados durante a expedição. Os pesquisadores se dividiram em equipes que se alternavam em trabalho diurno e noturno, de acordo com o hábito (período de atividade) dos insetos do grupo de sua especialidade e/ou para o uso de armadilhas específicas de coleta considerando os micro-habitats ocupados pelos insetos das ordens de interesse – por exemplo, besouros (coleópteros), percevejos e cigarras (hemípteros), moscas e mosquitos (dípteros), abelhas e formigas (himenópteros), borboletas e mariposas (lepidópteros) etc. Foram usadas armadilhas de busca ativa diurna e noturna para procurar insetos no solo, na vegetação, na água e em suas proximidades. Elas foram instaladas no ambiente e visitadas regularmente após algumas horas para a coleta dos espécimes capturados. Os métodos de coleta incluíram redes, armadilhas com iscas e luzes artificiais, além de coleta manual. As técnicas variaram conforme o habitat e o comportamento dos insetos, abrangendo desde espécies aquáticas até insetos noturnos, terrestres e voadores de baixa mobilidade. Os indivíduos coletados durante a expedição eram levados até o alojamento, onde um imenso laboratório foi improvisado no campo, permitindo a análise preliminar dos espécimes em estereomicroscópio, o registro fotográfico de espécimes vivos e a conservação dos exemplares para a análise posterior de DNA, que será realizada nos laboratórios das instituições-sede (USP e Inpa). [ad_2] Source link

Na Agrishow, Alckmin promete empenho pelo Plano Safra

[ad_1] Rodeado por possíveis candidatos de oposição na eleição de 2026, como os governadores Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin usou a cerimônia de abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), para listar entregas realizadas pelo governo federal e, especificamente, pela sua pasta, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços (MDIC). “Quando o agro vai bem, ajuda a indústria. Quando a indústria vai bem, ajuda o agro. Eles são irmãos”, disse. Ao abordar o crédito para o setor agropecuário, Alckmin afirmou que levará pessoalmente a demanda por um Plano Safra robusto, adequado ao desempenho da agricultura brasileira. “Eu sei da preocupação com o Plano Safra. Vamos nos empenhar”, disse. Ele reforçou que o novo plano está em construção e deve refletir a expectativa de colheita recorde em 2025. “Vou, sim, levar o pleito do Plano Safra, condizente com o tamanho recorde que vai ser a safra agrícola deste ano no Brasil.” Alckmin afirmou que o Brasil vive uma nova fase de apoio à reindustrialização, com foco em inovação, sustentabilidade e exportações. Ele destacou as missões do programa Nova Indústria Brasil, com prioridade para a agroindústria. “É onde o Brasil tem um potencial enorme de poder crescer, gerando mais valor e emprego”, afirmou. Um dos pilares da nova política é a ampliação do acesso ao crédito com taxas mais baixas. Segundo Alckmin, serão R$ 80 bilhões em financiamentos via BNDES, Finep e Embrapii, com juros baseados na Taxa Referencial (TR). “É 4% ao ano, é juros negativos para a indústria”, disse. A intenção, segundo ele, é estimular investimentos em inovação e renovação de maquinário industrial, com medidas como a depreciação acelerada de bens de capital. Alckmin também ressaltou o esforço para tornar o Brasil mais competitivo internacionalmente. “Nós precisamos ganhar mercado. O Brasil tem 2% do PIB do mundo. Então, 98% do mercado está lá fora”, disse. Entre os destaques, mencionou o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que, segundo ele, “vai abrir uma enorme possibilidade de mercado”, e a criação de um portal único de exportações, que deve reduzir R$ 40 bilhões por ano em custos logísticos. A política industrial também tem foco em sustentabilidade. Alckmin defendeu o fortalecimento dos biocombustíveis por meio do programa Combustível do Futuro, que inclui aumento da mistura de etanol na gasolina e estímulo ao biodiesel e ao aproveitamento do metano. “É para estimular uma energia limpa e renovável”, disse. Ele também lembrou da redução do ICMS sobre o etanol em São Paulo: “Mantivemos a gasolina em 25% e reduzimos o etanol para 12%, menos da metade”. Durante o discurso, Alckmin ainda citou a criação da Letra de Crédito do Desenvolvimento (LCD), voltada ao financiamento industrial. “É mais barato porque quem compra o título tem isenção de imposto. Essa redução é para o tomador do dinheiro, que vai ter crédito mais barato.” [ad_2] Source link

Críticas de Trump ao banco central dos EUA acendem alerta na economia, diz especialista

[ad_1] A autonomia dos bancos centrais voltou ao centro dos debates após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificar as críticas ao Federal Reserve, que é o banco central norte-americano. No Brasil, o presidente Lula também já fez cobranças públicas ao então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. O tom do governo Trump contra o presidente do Fed, Jerome Powell, foi elevado nos últimos dias com a cobrança de cortes mais rápidos nos juros e chegando a sugerir, ainda que sem planos concretos, a possibilidade de sua demissão. As declarações causaram instabilidade: bolsas recuaram e o ouro se valorizou – uma resposta clássica à percepção de risco no cenário econômico. Mas como este tipo de interferência política pode afetar diretamente a economia e a confiança do mercado? Pressão que gera ruídos Segundo o economista Caio Augusto Rodrigues, do Terraço Econômico, o cenário evidencia como “a confiança do mercado é sensível a qualquer sinal de ingerência política”. O economista explica que, nos Estados Unidos, mesmo com a autonomia legal do Federal Reserve, “a pressão política gera ruído e pode afetar expectativas econômicas”. No caso das críticas de Lula ao ex-presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, o especialista aponta que o discurso dos dois presidentes, apesar das diferenças políticas, tem pontos em comum. Durante o mandato de Neto, Lula chegou a atribuir ao patamar elevado dos juros parte da dificuldade de acelerar o crescimento econômico. “Nesse aspecto, Lula e Trump parecem até combinar o discurso. Ambos usam o Banco Central como alvo quando a economia não responde como gostariam”, afirma. De acordo com o economista, é natural haver algum nível de atrito entre o governo e o banco central, já que as instituições têm objetivos diferentes. “O Banco Central olha para a estabilidade da moeda no longo prazo, enquanto o governo está preocupado com os resultados imediatos que podem influenciar a reeleição ou a aprovação popular”, explica.  O problema, segundo ele, é quando essa tensão se intensifica sob líderes com perfil mais “estridente” e que tentam “canetar a lógica”. O que limita a interferência? Rodrigues lembra que tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, os bancos centrais têm, por lei, certa independência. Os presidentes indicam os dirigentes das instituições, mas não podem demiti-los a qualquer momento.  Ele ressalta que a preocupação não é sobre quem está à frente da instituição, e sim sobre sua capacidade de cumprir a função sem interferência.  “Galípolo [atual presidente do Banco Central] foi tido como ‘pau mandado’ de Lula, mas até agora o Banco Central não tomou nenhuma decisão que confirme essa ideia. Pode ser que ocorra no futuro, mas não aconteceu até o momento”, afirma. Exemplo na América Latina Como contraponto, o economista cita o caso do Peru, que enfrentou forte instabilidade política com seis presidentes em seis anos. “Mesmo assim, a política monetária seguiu estável por lá. Isso só foi possível porque o Banco Central manteve sua autonomia, mesmo em meio ao caos institucional.”  Para ele, o exemplo mostra que, com uma estrutura bem definida, é possível proteger a política econômica dos ruídos da política partidária. [ad_2] Source link

Frente fria e chuvas intensas marcam a previsão do tempo para a semana

[ad_1] A previsão para a semana entre 28 de abril e 2 de maio aponta um cenário climático variado em todas as regiões do Brasil, conforme análise do meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural. Sul Na região, uma frente fria afastada no oceano provoca pancadas isoladas no leste e norte de Santa Catarina e no leste e sul do Paraná. A maior parte do Rio Grande do Sul inicia a semana sem chuva, com temperaturas mais amenas. Nas áreas de baixada, as mínimas devem girar em torno de 10 ºC, e há chance de geada apenas na Serra Gaúcha e Catarinense, onde os termômetros podem marcar abaixo de 4 ºC. O tempo mais firme deve favorecer a conclusão da colheita do arroz em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Apenas o oeste gaúcho e os litorais de Santa Catarina e Paraná devem registrar volumes baixos de chuva, entre 5 e 10 milímetros. Sudeste O litoral de São Paulo e a capital paulista terão mais nebulosidade e possibilidade de chuviscos. Já no norte do estado, no Triângulo Mineiro, no noroeste e norte de Minas Gerais e no Espírito Santo, há previsão de pancadas moderadas a fortes. No Rio de Janeiro, o sol aparece entre nuvens, com possibilidade de chuva fraca no fim da tarde. O acumulado da semana deve ficar entre 40 e 50 milímetros no centro-norte mineiro, Espírito Santo, Rio de Janeiro e litoral paulista, favorecendo especialmente os cafeicultores capixabas. No restante de São Paulo e no centro-sul de Minas Gerais, a chuva será mais fraca, entre 10 e 15 milímetros, sem grandes impactos nas operações agrícolas. Centro-Oeste Instabilidades provenientes do Paraguai devem trazer chuva para Mato Grosso do Sul, especialmente no noroeste e sul do estado, com risco de temporais. Em Mato Grosso e Goiás, pancadas de chuva moderadas a fortes podem ocorrer, com atenção para as capitais Cuiabá e Goiânia. O centro-norte de Mato Grosso e o nordeste de Goiás devem acumular de 30 a 40 milímetros, favorecendo a manutenção da umidade no solo. Nas demais áreas da região, os volumes variam entre 5 e 15 milímetros, permitindo o avanço das atividades em campo, como o tratamento fitossanitário do milho segunda safra. Nordeste A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) provoca pancadas de chuva no litoral do Maranhão, Piauí e Ceará. O interior da região permanece seco e abafado. No litoral da Bahia, o alerta é para chuvas volumosas, com acumulados entre 100 e 150 milímetros, aumentando o risco de alagamentos e deslizamentos. No norte do Ceará e Maranhão, as chuvas agrícolas devem alcançar de 30 a 40 milímetros, enquanto no restante do Maranhão, sul do Piauí e interior baiano, os volumes ficam entre 15 e 30 milímetros. Apesar da melhoria, o cenário ainda exige atenção para armazenamento de água. Norte O tempo instável persiste, com sol entre nuvens e alerta de temporais em Manaus, Belém e Macapá. Rio Branco e Porto Velho também devem registrar chuva frequente. A ZCIT segue ativa, levando volumes de até 100 milímetros para Roraima, noroeste do Pará, Amapá e norte do Amazonas, impactando as atividades em campo. Acre, Rondônia, o restante do Amazonas, Pará e Tocantins terão volumes entre 30 e 50 milímetros, mantendo a boa umidade para pastagens e cultivos em desenvolvimento. [ad_2] Source link

Método identifica adulteração em cafés usando fotos de celular

[ad_1] O Brasil é o segundo maior produtor mundial de cafés da espécie canéfora (Coffea canephora), também conhecida como robusta e conilon. Agora, o país avança também como referência em inovação científica no setor. Um dos destaques é a pesquisa desenvolvida por Michel Rocha Baqueta durante seu doutorado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que resultou na criação de um método inovador para autenticar cafés canéforas produzidos por indígenas em Rondônia. A técnica utiliza imagens captadas por celular comum, acoplado a um dispositivo impresso em 3D que controla iluminação e distância. As fotos revelam características físicas da amostra por meio do sistema RGB (red, green, blue), cujas informações de cor são analisadas por ferramentas de ciência de dados. Após treinar um modelo preditivo com milhares de amostras autênticas e adulteradas, os pesquisadores conseguiram identificar adulterações com precisão de 95%. “É o uso de machine learning aplicado à autenticação de cafés especiais. O modelo identifica alterações como adição de arábica, borra, casca de café, milho, soja e até semente de açaí torrada”, afirma Baqueta. A tecnologia é voltada a produtores, certificadoras e exportadores, e pode ser adaptada para outras origens e adulterantes. Segundo a professora Juliana Azevedo Lima Pallone, coorientadora da pesquisa, o método oferece uma alternativa viável ao teste sensorial, que não consegue detectar a procedência geográfica do produto. Os cafés canéforas indígenas de Rondônia se destacam pelas características únicas, atribuídas ao terroir amazônico e às práticas de cultivo. A tese de Baqueta é a primeira no Brasil a estudar quimicamente cafés produzidos por indígenas, e aponta seu alto potencial para o mercado premium. O grupo também aplicou técnicas como espectrometria de massas, absorção atômica, ressonância magnética e espectroscopia de infravermelho, sempre aliadas à quimiometria. Com isso, foi possível distinguir cafés canéforas brasileiros entre si e em relação ao arábica, inclusive quando os primeiros são utilizados como adulterantes. A pesquisa mostra que canéforas especiais do Espírito Santo e da Amazônia podem atingir notas superiores a 80 pontos, segundo a escala da Specialty Coffee Association (SCA), entrando assim na categoria de cafés especiais. Em um mercado pressionado por preços altos e aumento de fraudes, os cientistas alertam para a necessidade de métodos rigorosos de controle e regulamentação. “Cafés fake, criados a partir de torra de insumos não cafeeiros, têm crescido. É uma ameaça à segurança alimentar e à integridade do setor”, afirma Baqueta. A inovação reforça o papel do Brasil não apenas como potência produtora, mas também como referência científica no combate a fraudes e valorização da origem dos cafés nacionais. [ad_2] Source link

Brics devem se manifestar contra o tarifaço de Trump

[ad_1] O encontro de chanceleres do Brics – bloco que reúne as maiores economias emergentes – no Rio de Janeiro, nesta semana, deve resultar em uma declaração, a ser publicada já na segunda-feira (28), condenando a imposição unilateral de tarifas do presidente americano, Donald Trump, em defesa da arquitetura global de multilateralismo, representada pela Organização Mundial do Comércio (OMC). O texto deve ter no máximo cinco parágrafos e não deve citar os EUA, Trump ou a OMC, segundo apuração inicial. Os encontros ocorrerão amanhã e na terça-feira (29). Amanhã, as reuniões contarão apenas com países membros (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã). O texto condenando o tarifaço de Trump deverá ser divulgado ao final desse dia [ad_2] Source link