Escalas apertadas e grande demanda mantêm arroba do boi em alta

Foto: Lenito Abreu/Governo do Tocantins O mercado físico do boi gordo voltou a registrar preços em alta ao longo da semana. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta no curto prazo, em linha com a posição das escalas de abate, que permanecem encurtadas. “Diante da maior necessidade de compra, as indústrias seguem reajustando os preços na compra de gado”, disse. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Conforme Iglesias, a expectativa positiva se dá em meio à boa condição de demanda, com exportações bastante representativas e com o mercado interno também contando com bom potencial de consumo. Por outro lado, a carne bovina pode perder competitividade em relação às proteínas concorrentes no decorrer do segundo semestre. Preços do boi Os preços médios da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 12 de setembro: São Paulo: R$ 255,33 a arroba, contra R$ 251,43 a arroba em 6 de setembro, alta de 1,55%. Goiás: R$ 246,79 a arroba, ante R$ 239,36 a arroba (+3,1%). Minas Gerais: R$ 246,18 a arroba, contra R$ 236,76 a arroba (+4%). Mato Grosso do Sul: R$ 257,27 a arroba, ante R$ 250,25 a arroba (+2,8%). Mato Grosso: R$ 224,80 a arroba, ante R$ 218,72 a arroba (+2,8%). Exportações da carne bovina Foto: Freepik As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 313,109 milhões em setembro (5 dias úteis), com média diária de US$ 62,622 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 70,984 mil toneladas, com média diária de 14,197 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.411,00. Em relação a setembro de 2023, há alta de 41,5% no valor médio diário da exportação, ganho de 45,6% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 287% no preço médio.Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O post Escalas apertadas e grande demanda mantêm arroba do boi em alta apareceu primeiro em Canal Rural.

Vai esfriar e chover mais na primavera? Saiba como será a estação em 2024

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil A primavera de 2024 começa exatamente às 9h44 do dia 22 de setembro, ou seja, no próximo domingo. Para a maioria dos estados brasileiros, a estação significa dias de calor e aumento gradual da frequência de eventos de chuva. Contudo, neste ano, o inverno foi mais ameno. Assim sendo, há chances de ondas de frio mais intensas nos próximos três meses? Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Para o meteorologista da equipe de previsão climática da Climatempo, Vinícius Lucyrio, sim. “Com mais frentes frias passando pelo país, aumenta a chance de termos frio tardio na primavera, especialmente entre outubro e novembro. Há possibilidade de frio intenso nas áreas mais altas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul durante alguns dias, bem como períodos amenos e frios nas áreas ao leste do Paraná, de São Paulo e do Rio de Janeiro”. La Niña e a chuva de primavera Foto: Pixabay O meteorologista da Climatempo lembra que aumentou-se a chance de ocorrência de La Niña, de acordo com a última projeção do International Research Institute for Climate and Society (IRI/CPC). “Agora, há 81% de chance de ocorrência do fenômeno no trimestre outubro-novembro-dezembro e 83% para o trimestre novembro-dezembro-janeiro”. Lucyrio destaca que o fenômeno deve trazer o retorno das pancadas de chuva frequentes e generalizadas para partes do Brasil a partir do início de outubro. Isso deve acontecer em Rondônia e no oeste de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul. Já a partir da segunda metade de outubro, maiores volumes de chuva devem recair sobre: Centro-sul de Mato Grosso e no restante de Mato Grosso do Sul Norte do Paraná e centro-sul de São Paulo Já a partir do início de novembro, as chuvas devem ser mais frequentes no norte e leste de São Paulo, sul de Goiás, Triângulo Mineiro, sul de Minas Gerais e sul do Rio de Janeiro. “A partir da segunda quinzena de novembro, no centro-norte de Goiás, Distrito Federal, norte de Minas Gerais e nordeste de Mato Grosso. A partir do começo de dezembro, em Tocantins, oeste e sul da Bahia e centro-sul do Pará”A”. Chuva abaixo e acima da média O meteorologista salienta que a Amazônia terá chuvas acima da média já a partir da segunda quinzena de outubro. Segundo Lucyrio, as chuvas devem vir abaixo da média para o Pará, Tocantins, leste do Amazonas, norte de Goiás e para todo o Nordeste. “E um pouco acima da média entre o Amazonas, Acre, Rondônia, sudoeste de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, norte do Paraná e de São Paulo. Porém, um pouco abaixo da média no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina”. O post Vai esfriar e chover mais na primavera? Saiba como será a estação em 2024 apareceu primeiro em Canal Rural.

30 milhões de imóveis no Brasil estão irregulares; saiba como regularizar

Foto: Divulgação/Sect Dos 60 milhões de domicílios urbanos do Brasil, 30 milhões não possuem escritura, ou seja, metade estão irregulares, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional (MIDR). Por existirem tantos terrenos sem registros, é fundamental entender o processo de regularização fundiária na prática. No Amazonas, a Secretaria de Estado de Cidades e Territórios (Sect) é a responsável pela regularização de terras dentro da área do estado, um processo que envolve uma série de etapas e profissionais de várias áreas. Segundo a titular da Sect, Renata Queiroz, a regularização fundiária dos imóveis é feita por meio de um processo administrativo. Qualquer cidadão maior de 18 anos que ocupe um imóvel por mais de cinco anos, ainda não regularizado e em área pertencente ao estado, pode entrar com o requerimento de regularização fundiária, que será analisado, caso a caso. “Quando essa solicitação chega à Secretaria, passa inicialmente pelo Departamento de Gestão Agrária e Fundiária (Degeaf), responsável por encaminhá-lo ao setor adequado. Se o processo for direcionado para a Gerência de Vistoria e Cadastro (Gevisc), o responsável analisa e distribui o trabalho aos técnicos pertinentes”, explica Queiroz. Coleta de documentos dos imóveis A Gerência de Pesquisa, Análise e Extensão (GPAE) cuida da parte socioeconômica e define a localidade a ser trabalhada, organiza a documentação e identifica pendências. “As equipes da GPAE coletam os documentos pessoais e do imóvel, enquanto os vistoriadores levantam informações sobre a edificação e o tempo de ocupação”, detalha Queiroz. Simultaneamente, os topógrafos, com auxílio de equipamentos de última geração, iniciam o georreferenciamento do imóvel, para análise das delimitações do terreno, verificando aspectos como tipo de topografia e possíveis riscos”, completa Queiroz. Desafios aos profissionais Entre alguns desafios enfrentados pelos profissionais, estão os documentos desatualizados e, no caso dos imóveis rurais afastados da área urbana, o difícil acesso, por meio de pequenos ramais, além dos localizados em áreas de risco e igarapés. “Após o trabalho de campo, os técnicos retornam à secretaria para organizar e processar as informações coletadas. O setor socioeconômico insere a documentação no sistema e os topógrafos realizam o pós-processamento dos dados topográficos. Após a validação do gerente, o processo segue para os outros setores técnicos”, explica Queiroz. O georreferenciamento, a vistoria e a análise socioeconômica confirmam os dados dos beneficiários. A caracterização do imóvel é realizada para garantir que o lote está em área do estado, seguida pela elaboração da peça técnica. Após análise e aprovação, o setor de titulação pública imprime o título e o envia ao cartório para registro e o requerente recebe seu título definitivo. “O Título Definitivo é uma garantia real de propriedade. Com ele, o cidadão ganha segurança jurídica para proteger a propriedade do seu imóvel, além de permitir que se habilite a programas sociais e financiamentos que tenham como foco moradia e urbanização. Esse é um trabalho que envolve uma série de profissionais”, diz Queiroz. *Sob supervisão de Victor Faverin O post 30 milhões de imóveis no Brasil estão irregulares; saiba como regularizar apareceu primeiro em Canal Rural.

Você viu? Vaca Guzonel e touro Angus PO é uma boa escolha para o norte de Minas?

Foto: Giro do Boi O zootecnista Alexandre Zadra, especialista em genética e cruzamento industrial de bovinos, respondeu à pergunta do pecuarista da região de Buenópolis, no norte de Minas Gerais, Vitor Antunes. Ele questionou se o cruzamento de fêmeas Guzonel com touros Angus PO seria uma boa escolha para sua propriedade. Esta foi a reportagem de Pecuária mais lida durante a semana. Assista ao vídeo abaixo para conferir a resposta: Alexandre Zadra destacou a qualidade das matrizes Guzonel, que resultam do cruzamento entre Guzerá e Nelore. Essas fêmeas são conhecidas por sua habilidade materna e boa estrutura, o que contribui para um ótimo rendimento de carcaça nos filhotes. Segundo Zadra, as matrizes Guzonel combinam a habilidade materna do Guzerá com a robustez do Nelore, resultando em uma matriz de alta qualidade. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Touros adaptáveis Ele também ressaltou a importância da heterose, que é o fenômeno em que a prole de raças distintas apresenta características superiores à média dos pais. O cruzamento de Guzonel com Angus, uma raça de menor porte e mais precoce, resulta em filhos adaptáveis, especialmente adequados para regiões tropicais como o norte de Minas Gerais. “Quando se cruzam duas raças diferentes, o que se busca é a heterose, onde os filhos apresentam características superiores à média dos pais”, explica Alexandre Zadra. Além disso, Zadra recomendou a inseminação artificial com sêmen Angus em vez de manter touros PO Angus na propriedade. Ele acredita que a inseminação oferece maior produtividade e controle sobre a qualidade genética dos animais. Qual a conclusão? Com base na análise, a combinação de fêmeas Guzonel com touros Angus PO surge como uma opção promissora para pecuaristas da região de Buenópolis. O cruzamento promove heterose, resulta em filhotes adaptáveis e de alta qualidade, e a inseminação artificial proporciona maior controle e segurança genética para o rebanho. O post Você viu? Vaca Guzonel e touro Angus PO é uma boa escolha para o norte de Minas? apareceu primeiro em Canal Rural.

Cidade no Rio de Janeiro inaugura farmácia de plantas medicinais

Foto: Siglia Souza/Embrapa Com objetivo de democratizar o acesso a plantas medicinais e à fitoterapia (forma de tratamento que utiliza ervas medicinais para tratar e prevenir doenças), foi inaugurada a primeira Farmácia Viva de Maricá, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A iniciativa é fruto do projeto Farmacopeia Mari’ká, realizado pela Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), ligada à prefeitura, e pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Cerca de 30 espécies de plantas medicinais são cultivadas em 4 mil metros quadrados, na Fazenda Nossa Senhora do Amparo, da Codemar. Além da produção de medicamentos, a iniciativa promove a qualificação de pequenos produtores rurais para o plantio dessas ervas. “Com a Farmácia Viva, pretendemos promover a saúde para a população, mas também a geração de renda para os produtores. O próprio projeto vai fornecer mudas das plantas certificadas aos agricultores associados e comprar a produção deles para processar”, explica o professor de Agronomia da UFRRJ e coordenador do Farmacopeia Mari’ká, João Araújo. Produção de remédios das plantas A partir dos conhecimentos tradicionais das plantas nativas, são produzidos remédios com fungos medicinais e óleos essenciais para loções repelentes, e até mesmo medicamentos para animais de estimação. “Temos também no escopo do Farmacopeia Mari’ká a produção voltada para a área animal, sobretudo os pets, que hoje fica completamente desassistida quando se fala em medicamentos naturais”. Todos os produtos desenvolvidos dentro do projeto são gratuitos e aqueles que não exigem receita médica já são distribuídos, como chás, xaropes de guaco e loções repelentes de citronela. “Os demais produtos estão sendo produzidos, mas serão distribuídos a partir das orientações do farmacêutico do projeto e da Secretaria de Saúde do município”, informou o coordenador à Agência Brasil. Como é feita a distribuição A distribuição não ocorre em grande escala, mas em feiras e palestras, de acordo com a prefeitura. “São produzidos sabonetes líquidos, óleos essenciais, spray de citronela e álcool gel aromatizado, entre outros produtos. A distribuição dos produtos está prevista para o fim do ano em parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS), como um serviço fitoterápico e com acompanhamento farmacêutico”. Segundo o professor Araújo, o município foi escolhido por já ter ações nas áreas de agroecologia, agricultura, renda, desenvolvimento social e produção local de alimentos. “Temos nesse projeto uma estratégia de melhoria da qualidade de vida da população e a geração de renda para além dos royalties de petróleo que Maricá já recebe, então estamos preparando a cidade para uma economia local, regional e sustentável no futuro”, disse. A ideia é que o projeto sirva de modelo para cidades de outras regiões brasileiras. Araújo informou que a Farmácia Viva está em processo de finalização, com apresentação aos agentes de saúde de Maricá e de municípios vizinhos, por meio de treinamentos para médicos e veterinários. Concluída essa etapa, a Fazenda Nossa Senhora do Amparo será preparada para receber farmacêuticos e a população. O post Cidade no Rio de Janeiro inaugura farmácia de plantas medicinais apareceu primeiro em Canal Rural.

Detentos trabalham na extração de sementes de macaúba para reflorestamento

Foto: Sejusp/Divulgação O cuidadoso trabalho de extrair as sementes do fruto da macaúba começou há menos de uma semana por dez detentos do Presídio de Ituiutaba, no Triângulo Mineiro. Já no Presídio de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, as atividades estão sendo executadas há quatro meses. O trabalho é feito com o uso marretas, os frutos são quebrados e as sementes utilizadas na regeneração de áreas degradas, com o plantio da palmeira de macaúba, uma árvore nativa do Brasil. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! As atividades acontecem dentro de galpões nas duas unidades prisionais, por de meio de parceria com a empresa Inocas, que tem a missão de recuperar terras de pastagens, em parceria com agricultores familiares, através do cultivo da macaúba. Trabalho com a macaúba Foto:Sejusp/Divulgação O trabalho é realizado de segunda a sexta-feira, no horário comercial, e os presos têm direito à remição de pena: para cada três dias de atividades, um a menos na pena, além do recebimento de três quartos do salário mínimo. Em Patos de Minas, os presos conseguem extrair aproximadamente 7 quilos por dia de semente intactas – aquelas que não sofreram nenhum dano no momento da retirada do fruto; e 8 quilos de sementes danificadas. As intactas são enviadas para o laboratório da empresa em Campinas (SP), onde é feita a aceleração do processo de germinação, enquanto as sementes danificadas são usadas na produção de óleo vegetal. Toda semana saem do galpão do presídio cerca de 75 quilos de sementes para a empresa. “Esta é uma parceria de sucesso, apesar do pouco tempo. Já estamos estudando a possibilidade de ampliarmos o espaço, para que possamos aumentar o número de presos na atividade. Temos uma lista de espera de 35 homens que querem ser inseridos neste trabalho”, relata o sub-diretor de atendimento, Rodrigo Bonatti. Detentos estão animados No Triângulo Mineiro, no Presídio de Ituiutaba, ainda não houve entrega de sementes para a empresa parceria, mas o diretor da unidade, Abílio Félix Bezerra Neto, garante que “os presos estão animados e muito dedicados”. No local, a atividade também despertou o interesse de outros presos participarem. “Eles foram treinados e conseguiram pegar, rapidamente, o jeito de fazer a retirada de forma correta. Isso é muito bom”, comenta o diretor. Responsabilidade ambiental A bióloga e mestre em genética vegetal, Mariana Sanitá, gerente do laboratório de germinação de sementes da Inocas, explica que as sementes enviadas para o laboratório não podem ter nenhum machucado ou trinca. “O trabalho feito em Patos de Minas está atendendo muito bem, é de boa qualidade. Tudo depende da técnica de quebra e dos cuidados”, explica a gerente. Do laboratório, saem as sementes com a raiz e a estrutura que vai soltar a primeira folha. O fato da palmeira macaúba ser uma árvore nativa do Brasil ajuda na regeneração de solos. Ela tem importância socioambiental, com potencial para compor sistema agropastoril, sendo encontrada, principalmente, na transição entre o Cerrado e a Mata Atlântica, mas marca presença em diversos estados, entre eles Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Piauí, Tocantins e Ceará. *Sob supervisão de Victor Faverin Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Detentos trabalham na extração de sementes de macaúba para reflorestamento apareceu primeiro em Canal Rural.

Força Nacional do SUS reforça apoio a estados afetados por incêndios

Foto: Mayangdi Inzaulgarat/ IBAMA A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) vai ampliar a atuação nos estados e municípios afetados pelos incêndios florestais. A partir desta segunda-feira (16), serão realizadas visitas de equipes nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A mobilização é uma demanda do Ministério da Saúde e tem como objetivo avaliar a situação e apoiar gestores estaduais e municipais. Atuação da Força Nacional Nota divulgada neste sábado (14) pelo ministério diz que o apoio da Força Nacional ocorrerá em três níveis. O primeiro deles envolve a orientação e organização da rede assistencial, reforçando os serviços, especialmente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), onde a maior parte dos problemas pode ser resolvida. O segundo nível de apoio inclui a expansão da oferta a partir de pontos de hidratação. Já o terceiro nível, se necessário, prevê o uso de estruturas maiores, com espaços otimizados dentro das próprias Unidades Básicas de Saúde ou a partir de estruturas externas, como hospitais de campanha, caso a rede colapse, o que não é o cenário atual. Reunião em São Paulo Na sexta-feira (13), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, e a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, participaram de reunião com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para tratar da crise climática que atinge o estado. Técnicos da Secretaria de Atenção Especializada em Saúde (SAES) do Ministério da Saúde foram para Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, para apoiar os gestores na construção de planos de ação. De acordo com Nísia Trindade, tanto o Ministério da Saúde quanto o Ministério do Meio Ambiente têm a palavra prevenção como chave. “Iremos trabalhar junto com o governo de São Paulo e com outros governos para ações mais estruturantes para o plano de adaptação, mitigação e mesmo de transformação na linha que o presidente Lula vem externando”, ressaltou a ministra. Sala de situação de emergência Em julho, foi criada a Sala de Situação Nacional de Emergência Climática em Saúde do Ministério da Saúde, juntamente com representantes de estados e municípios e do Distrito Federal, além de instituições de saúde e meio ambiente. Além das orientações para a população, os informes já publicados pelo Ministério trazem as recomendações de ações a serem implementadas pelos profissionais da vigilância em saúde ambiental. Uma das iniciativas foi a publicação de orientações para a proteção e monitoramento da saúde dos brigadistas florestais. O Ministério da Saúde mantém monitoramento das áreas afetadas pelas queimadas e incêndios florestais por meio da Vigilância em Saúde Ambiental e Qualidade do Ar (VigiAr). A qualidade da água também é monitorada através do VigiÁgua, e em colaboração com outros órgãos orienta as áreas afetadas em relação ao provimento de água potável. O post Força Nacional do SUS reforça apoio a estados afetados por incêndios apareceu primeiro em Canal Rural.

Com USDA “morno”, atenções se voltam à soja na América do Sul

Foto: R.R. Rufino/Embrapa Os dados do mais recente levantamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a soja, divulgados na quinta-feira (12), pouco alteraram o quadro de ampla oferta mundial da oleaginosa. Os números vieram pouco abaixo do estimado pelo mercado para a produção e os estoques e tiveram impacto moderadamente positivo sobre os contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O relatório indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,586 bilhões de bushels em 2024/25, o equivalente a 124,8 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 53,2 bushels por acre. O número ficou abaixo da expectativa do mercado, de 4,609 bilhões ou 125,4 milhões de toneladas. Em agosto, a estimativa era de 4,589 bilhões de bushels ou 124,9 milhões de toneladas. A produtividade estava estimada em 53,2 bushels por acre. Estoques finais Os estoques finais estão projetados em 550 milhões de bushels ou 14,97 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 578 milhões de bushels ou 15,73 milhões de toneladas. Em agosto, os estoques estavam estimados em 560 milhões de bushels ou 15,24 milhões de toneladas. Para 2023/24, o Departamento indicou estoques de passagem de 340 milhões de bushels. O mercado esperava 343 milhões de bushels. Produção mundial de soja Foto: Divulgação O USDA projetou safra mundial de soja em 2024/25 de 429,2 milhões de toneladas. Em agosto, o número era de 428,73 milhões. Para 2023/24, a previsão é de 394,75 milhões de toneladas. Os estoques finais para 2024/25 estão estimados em 134,6 milhões de toneladas, acima da previsão do mercado de 134,2 milhões de toneladas. No mês passado, a previsão era de 134,3 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2023/24 estão estimados em 112,25 milhões de toneladas. O mercado esperava número de 112,25 milhões de toneladas. Para a produção brasileira, o USDA manteve as estimativas em 153 milhões de toneladas para 2023/24 e em 169 milhões para 2024/25. Para a Argentina, a previsão para 2023/24 foi cortada de 49 milhões de toneladas para 48,1 milhões. Para 2024/25, a estimativa é de 51 milhões de toneladas, sem alteração sobre o mês anterior. As importações chinesas em 2023/24 foram amntidas em 111,5 milhões de toneladas. Para a próxima temporada, a previsão é de um número de 109 milhões de toneladas, repetindo o mês anterior. Fator climático O fator clima no Safras IA Score, que antes apontava para uma tendência baixista fraca, agora aponta para uma tendência neutra para a soja, com os problemas climáticos atuais no Brasil contrabalanceando o clima positivo nos EUA. Tal fato trouxe mudanças para o Score e a tendência da soja no curto prazo, tanto em Chicago quanto no mercado interno. “Em breve, o clima norte-americano não terá mais peso na formação dos preços, enquanto o clima sul-americano ganhará peso, sendo um dos principais fatores para a definição dos rumos do mercado nos próximos meses”, destaca o consultor de Safras & Mercado, Luiz Fernando Gutierrez Roque, que aponta o clima como o principal fator de avaliação para a formação dos preços neste momento. “Estamos em uma transição entre mercado climático norte-americano, que engloba o fim do desenvolvimento e o início da colheita por lá, e mercado climático sul-americano, que engloba o início do plantio por aqui”. Segundo ele, nesse momento, muita volatilidade é esperada para Chicago e, consequentemente, para o mercado interno. “E é isso que estamos vendo. Enquanto o clima nos EUA continua apontando para uma safra cheia, na América do Sul traz dúvidas com relação ao avanço dos trabalhos de plantio da nova safra brasileira”, acrescenta Roque. O post Com USDA “morno”, atenções se voltam à soja na América do Sul apareceu primeiro em Canal Rural.

Fim do vazio sanitário no MS: semeadura depende da chuva

Foto: Divulgação Aiba Termina neste domingo (15) o vazio sanitário da soja no estado do Mato Grosso do Sul. Os produtores da região, então, poderão dar início à semeadura do grão. Dados da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS), a safra 2024/2025 está prevista para ter um incremento de 13,2% na produção, podendo alcançar 13,9 milhões de toneladas. A liberação para o plantio começa no dia 16 e a Aprosoja-MS projeta que a área destinada ao cultivo da soja será de 4,5 milhões de hectares, um aumento de 6,8% em relação à safra anterior, quando foram usados 4,2 milhões de hectares. A produtividade estimada é de 51,7 sacas por hectare, um aumento de 5,9% em relação ao ciclo anterior. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No entanto, o sucesso do início da semeadura dependerá, também, das condições climáticas e da ocorrência de chuvas adequadas, que ainda precisam ser monitoradas pelos produtores do grão. Confira o calendário do vazio sanitário nos estados do país. O post Fim do vazio sanitário no MS: semeadura depende da chuva apareceu primeiro em Canal Rural.

Produtor suíço aposta em Goiás para fabricar queijos artesanais

Foto: Maria Antonieta Toledo Na década de 1980, o suíço Stephan Gaehwiler desembarcou no Brasil para trabalhar com pecuária de corte. O clima, a extensão territorial e as oportunidades presentes o encantaram a tal ponto que ele economizou uma década para comprar a sua propriedade no interior de Goiás, onde, atualmente, ele e a família dedicam-se à pecuária leiteira. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! Como mandava a tradição suíça, Stephan optou por desenvolver um produto com maior valor agregado. Foi assim que, em plena serra goiana da histórica Corumbá de Goiás, foi criada a Queijaria Alpina. Foi preciso vencer as barreiras linguísticas para que o produtor suíço conseguisse buscar na Agrodefesa as orientações necessárias para ampliar a comercialização do seu produto, levando-o para todo território nacional. 300 litros por dia Hoje, o rebanho de gado pardo suíço da Queijaria Alpina produz em torno de 300 litros por dia, em período de chuva, quando o pasto é mais abundante, caindo para 200 litros diários em período de estiagem. A preocupação com a qualidade da alimentação dos animais faz com que o produtor invista em produzir o próprio feno e a plantar cana-de-açúcar durante o período de chuva, para servir de alimentação fresca na época da estiagem. Mensalmente, são produzidos 500 quilos de dois tipos de queijo: raclete e o queijo Stephan, que é um queijo tipo sbrintz com um ano de maturação. Inclusive, o queijo que leva o nome do seu produtor tem conquistado reconhecimento nacional e internacional. No último ano, ele foi um dos 22 queijos brasileiros premiados em concurso na Noruega, concorrendo com outros três mil tipos de todo o mundo. Queijos artesanais de Goiás O exemplo da Queijaria Alpina não é um caso isolado em Goiás. O cenário de produção artesanal de queijo no estado ganhou novos contornos com a conquista do Selo Arte e de Queijo Artesanal pelas queijarias regionais. O reconhecimento de um produto artesanal pelo Selo Arte, habilitação concedida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e inspecionada pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), vai além das garantias de qualidade, originalidade e regionalidade daquela receita, ele também abre as portas para a comercialização em todo o território nacional. Com isso, os queijos vem ganhando os paladares mais exigentes pelo país afora. Atualmente, 12 queijarias artesanais goianas, dedicadas a produzir receitas originais de forma artesanal, estão devidamente homologadas na Agrodefesa e são acompanhadas periodicamente. *Sob supervisão de Victor Faverin Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Produtor suíço aposta em Goiás para fabricar queijos artesanais apareceu primeiro em Canal Rural.