Setor de máquinas agrícolas espera crescimento de 8,2% em 2025

Foto: Massey Ferguson/divulgação Os fabricantes de máquinas agrícolas esperam um crescimento de 8,2% no faturamento do setor em 2025. A perspectiva foi compilada em pesquisa realizada com representantes das empresas pela Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O anúncio foi feito durante o 24º Seminário de Planejamento Estratégico Empresarial, promovido pela Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) nesta sexta-feira (4). Conforme o presidente da CSMIA, Pedro Estevão Bastos, não será um ano maravilhoso, mas não será uma catástrofe. “Começamos a retomar um nível normal. Se olharmos o faturamento mensal da Câmara, o último buraco foi em abril [deste ano]”. Segundo ele, o setor vem de fortes quedas desde 2022, quando faturou R$ 94 bilhões. Em 2023, foram 74 bilhões. Em 2024, a retração é projetada em 25%, para R$ 56 bilhões. Bastos lembra que as empresas estão em época de planejamento. Na mesma pesquisa, realizada no ano passado, a perspectiva dos representantes era de queda de 7%. “Caiu mais por causa da seca. Vemos que o faro do pessoal não é ruim, não”, observou. O post Setor de máquinas agrícolas espera crescimento de 8,2% em 2025 apareceu primeiro em Canal Rural.

Paraná avança no plantio da soja, mas cenário ainda é incerto

Foto: Programa Soja Brasil O plantio da soja no Paraná já começou, com a liberação total da cultura em todas as regiões. No sudoeste, onde a semeadura é antecipada, o avanço tem sido considerável, impulsionado pelas chuvas de setembro. Áreas como Maringá também se beneficiaram das precipitações, mas algumas adversidades ainda persistem, trazendo desafios para os produtores. De acordo com Zezé Sismeiro, diretor da Aprosoja-PR, “os custos elevados continuam a impactar a lucratividade dos agricultores. O preço da saca da soja caiu consideravelmente, mas os insumos, maquinário, peças e o óleo diesel não diminuíram na mesma proporção”, comenta. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Perspectiva da semeadura No último ciclo, o Paraná colheu 18,3 milhões de toneladas do grão, o que representa uma queda em relação ao ano anterior. Embora o início da nova temporada traga alguma esperança, os agricultores permanecem cautelosos diante dos altos custos que pressionam suas margens de lucro. Enquanto alguns agricultores que plantaram no seco têm alcançado resultados razoáveis, muitos ainda enfrentam um plantio lento nas regiões que recentemente liberaram o vazio sanitário. A expectativa de melhora persiste, mas os produtores continuam a lidar com incertezas relacionadas à semeadura do grão. O post Paraná avança no plantio da soja, mas cenário ainda é incerto apareceu primeiro em Canal Rural.

TSE realiza cerimônia para verificar integridade das urnas eletrônicas

Foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai realizar neste sábado (5), às 12h, a cerimônia de verificação da integridade dos sistemas eleitorais, como a inviolabilidade das urnas eletrônicas. O evento é um procedimento de praxe que acontecerá na véspera do primeiro turno do pleito municipal, que será realizado no domingo (6). A cerimônia tem o objetivo de realizar uma auditoria no sistema que será usado para totalizar os votos que serão computados na urna eletrônica pelos eleitores de todo o país. Durante o evento, serão verificados os programas que gerenciam o resultado do pleito, chamados de gerenciamento da totalização. Os sistemas de receptores de arquivos de urna e de informação de arquivos de urna também serão inspecionados. Na noite deste sábado (5), véspera do pleito, Cármen Lúcia fará um pronunciamento em cadeia de rádio e TV para conclamar o eleitor a votar. Urnas zeradas Outro procedimento de auditoria será realizado no dia da eleição. Com a chamada zerésima, é possível verificar que não há voto registrado na urna eletrônica antes do início da votação, que começará às 8h em todo país. Por volta das 7h, os mesários devem imprimir um relatório em todas urnas eletrônicas instaladas nas seções eleitorais e comprovar que a urna está zerada. A votação será iniciada somente após o procedimento. O primeiro turno das eleições será no domingo (6). O eleitor vai votar para vereador e prefeito. Em cinco municípios do país, o eleitorado ainda deve participar de consultas populares. O segundo turno da disputa poderá ser realizado em 27 de outubro em 103 municípios com mais de 200 mil eleitores, nos quais nenhum dos candidatos à prefeitura consiga atingir mais da metade dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos, no primeiro turno. Mais de 155 milhões de eleitores estão aptos a votar em 5.569 municípios. O horário de votação será de 8h às 17h (horário de Brasília) em todo o país. O post TSE realiza cerimônia para verificar integridade das urnas eletrônicas apareceu primeiro em Canal Rural.

Produtores rurais da Amazônia lançam movimento contra narrativas ambientalistas

Floresta amazômica. Foto: Motion Array Produtores rurais da Amazônia se uniram para desafiar as narrativas ambientalistas promovidas por ONGs, grande parte da mídia internacional e governos federais e estaduais. O movimento, agora denominado Produtores Rurais Independentes da Amazônia, representa quase 1 milhão de produtores, responsáveis por uma parcela substancial da produção agropecuária brasileira e, ao mesmo tempo, por uma preservação ambiental de mais de 80% da floresta amazônica em suas propriedades. Preservação e alta produtividade no agronegócio da Amazônia A Amazônia brasileira é um exemplo global de preservação ambiental. Dados mostram que 84% da floresta amazônica está preservada em território brasileiro, o que faz do Brasil uma das nações com a maior área de cobertura vegetal nativa do planeta. Isso se deve, em grande parte, ao compromisso dos produtores rurais que mantêm 80% de suas propriedades como áreas de preservação legal, conforme o Código Florestal. Em contraste, a Amazônia também é líder em produtividade agropecuária. A região abriga aproximadamente 90 milhões de cabeças de gado, cerca de 40% do rebanho bovino nacional, o que faz do Brasil o maior exportador de carne bovina do mundo. Além disso, a Amazônia tem se destacado na produção de soja, um dos principais produtos agrícolas do país, sendo fundamental para o superávit da balança comercial brasileira. A participação do agronegócio da Amazônia é significativa tanto no PIB da região quanto no PIB nacional. O setor é responsável por uma contribuição de 8% ao PIB da Amazônia Legal, representando cerca de R$ 350 bilhões, consolidando-se como um dos maiores pilares econômicos do Brasil. Desigualdade nas exigências de preservação ambiental Enquanto os produtores da Amazônia precisam preservar 80% de suas propriedades, outras regiões do Brasil têm exigências menores. No Sul e Sudeste, por exemplo, é permitido utilizar até 80% das terras para produção. No cenário internacional, a disparidade é ainda maior, com países como a França que não possuem exigências rigorosas de preservação ambiental em suas propriedades. Essa realidade cria uma inequidade entre os produtores brasileiros e o resto do mundo, prejudicando aqueles que têm o duplo papel de produzir e preservar. Governos não cumpriram o Código Florestal O movimento denuncia que, ao longo das décadas, os governos brasileiros não cumpriram suas obrigações estipuladas no Código Florestal, especialmente no que diz respeito à regularização ambiental e fundiária. Muitos produtores aguardam há anos pela regularização de suas propriedades, sem receber incentivos adequados para continuar preservando grandes porções da floresta. Entre as obrigações governamentais que não foram cumpridas, destaca-se a implementação de programas de compensação para os produtores que preservam, bem como políticas de incentivo para quem mantém reservas legais acima do exigido. Além disso, a regularização fundiária continua sendo um problema crônico, deixando os produtores rurais em situação de insegurança jurídica. Críticas ao Fundo Amazônia e à interferência internacional Os Produtores Rurais Independentes da Amazônia criticam o modelo de financiamento internacional adotado pelo Fundo Amazônia, que recebe bilhões de dólares de países que estão entre os maiores poluidores do mundo. Essas nações, em troca de suas doações, obtêm certificados de compensação para continuar suas atividades poluentes, enquanto as ONGs que recebem esses recursos não trazem resultados práticos para a preservação da Amazônia. “Nunca vimos um projeto realizado por ONGs, patrocinado pelo Fundo Amazônia, que efetivamente trouxesse um resultado prático de preservação e desenvolvimento sustentável”, afirmam os representantes do movimento. Para eles, o verdadeiro culpado pela poluição global não são os produtores rurais da Amazônia, mas os países que utilizam esses mecanismos para “limpar” suas emissões semresolver os problemas ambientais globais. Chamado ao diálogo e respeito ao devido processo legal O movimento se posiciona como uma força de diálogo e conciliação, e não de confronto.Segundo o advogado Vinícius Borba, que é um dos idealizadores do movimento, busca-se não um confronto de narrativas ou políticas, mas sim um diálogo igualitário. O movimento pede a suspensão imediata de programas como o TAC da Carne, rastreabilidade bovina, Prodes, embargos, desapropriações, desintrusões, apreensões de gado. Deve ser revista também o poder do Ministério Público na Amazônia, que infelizmente vemsendo utilizado como um “braço institucional” de ONGs, protocolizando ações judiciaisdescabidas que não retratam a realidade e o devido processo legal. O argumento central é que essas medidas têm sido aplicadas sem o respeito ao devidoprocesso legal, conforme previsto no artigo 5º, incisos LIV e LV da Constituição FederalBrasileira, que garante a presunção de inocência e determina que ninguém será privado deseus bens ou direitos sem o devido processo legal. Uma Amazônia produtiva e preservada Os Produtores Rurais Independentes da Amazônia fazem um chamado para que todas aspartes – governo, ambientalistas, ONGs e sociedade civil – se unam em prol de uma Amazônia produtiva e preservada. Eles pedem o respeito ao papel dos produtores como guardiões da floresta e da produçãonacional, e solicitam um assento à mesa das discussões da COP30, onde serão tomadas decisões que impactam diretamente suas vidas e o futuro da região. Com mais de mil produtores já envolvidos e uma equipe técnica composta por advogados,engenheiros florestais e especialistas ambientais, o movimento surge como uma forçaorganizada e determinada a construir um futuro sustentável e justo para a Amazônia. O grupo pede que o Brasil e o mundo reconheçam a importância do agronegócio na Amazôniae que seja estabelecido um caminho de diálogo, respeito e cooperação. A preservação da Amazônia e sua prosperidade econômica não são mutuamente exclusivas; pelo contrário, são complementares. E os produtores rurais da Amazônia, que há décadas enfrentam desafios, devem ser ouvidos como parte central dessa solução. Com paridade de armas, com os setores produtivos, os políticos e todos que estiverem envolvidos nas discussões ambientais, indígenas e outras pertinentes da Amazônia. O post Produtores rurais da Amazônia lançam movimento contra narrativas ambientalistas apareceu primeiro em Canal Rural.

Frente fria deve afetar seis estados brasileiros hoje; veja a previsão

Foto: Pixabay A semana termina com tempo instável em regiões brasileiras, com destaque para áreas litorâneas. No Sudeste, os efeitos da frente fria ficam mais intensos, afetando os quatro estados. No Centro-Oeste, apenas partes de Mato Grosso e Goiás são impactadas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Confira a previsão do tempo da parceria entre Canal Rural e Climatempo para esta sexta-feira (4): Sul O tempo volta a ficar firme na maior parte da região. O destaque vai para o litoral do Paraná e o de Santa Catarina, áreas onde há previsão de pancadas de chuva ao longo do dia. Sudeste A frente fria desloca-se lentamente, deixando o tempo instável na faixa leste de São Paulo, Rio de Janeiro, leste de Minas Gerais e todo o Espírito Santo, com previsão de pancadas de chuva ao longo do dia. Centro-Oeste A chuva continua sobre boa parte de Mato Grosso e o sul de Goiás, com previsão de pancadas ao longo do dia. No restante das regiões, o tempo volta a ficar firme, sem chuva. Nordeste O tempo segue firme na maior parte da região. O destaque vai para a faixa entre o litoral do Rio Grande do Norte e o da Bahia, onde há previsão de pancadas de chuva. Norte O tempo seguirá instável na maior parte da região ao longo do dia. Destaque para Amazonas, Acre, Rondônia, oeste do Pará e Roraima, estados onde há previsão de pancadas de chuva. O post Frente fria deve afetar seis estados brasileiros hoje; veja a previsão apareceu primeiro em Canal Rural.

Ministério realiza 1ª inspeção na origem de algodão com destino à Ásia

Foto: Divulgação/Abapa A Superintendência de Agricultura e Pecuária em São Paulo (SFA-SP) realizou na quarta-feira (2), em Jundiaí, interior paulista, a primeira inspeção de algodão em pluma na origem. O produto será acondicionado em 44 contêineres que seguirão para a China, Bangladesh e Vietnã – países que não exigem tratamento fitossanitário. A autorização da certificação fitossanitária na origem do algodão em pluma foi formalizada pelo Ministério para ocorrer a partir do dia 1º de outubro. “O procedimento segue o que foi estabelecido pela Portaria nº 177, de 16 de junho de 2021. Até então, essa vistoria era feita pelo sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Mapa, em uma estrutura que fiscaliza as fronteiras e responde diretamente a Brasília”, disse a pasta em nota. A expectativa é que sejam certificados 400 contêineres do produto por mês nessa nova operação autorizada pelo Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária, de acordo com o auditor fiscal Lucas Zago, que acompanhou a inspeção. O algodão em pluma é resultante da operação de beneficiamento do algodão em caroço. Gargalos logísticos ao algodão Conforme a pasta, há limitação de espaço e gargalos logísticos no Porto de Santos, que escoa 95% do volume exportado de algodão. “Paralelamente, há expectativa de aumento nas exportações de algodão brasileiro na próxima safra na ordem de 8%, alcançando 4 milhões de toneladas, segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). Esses dois fatores foram decisivos para essa autorização da Secretaria de Defesa Agropecuária.” A certificação fitossanitária na origem do algodão é realizada no Terminal Contrail Logística em Jundiaí pela equipe do Serviço de Fiscalização de Insumos e Sanidade Vegetal de São Paulo (Sisv-SP), com apoio da regional do Mapa em Campinas. Do terminal os contêineres seguirão para Santos, na sua grande maioria por meio de transporte ferroviário, o que impacta positivamente a logística e diminui o fluxo de caminhões nas imediações do porto. O post Ministério realiza 1ª inspeção na origem de algodão com destino à Ásia apareceu primeiro em Canal Rural.

Mapa divulga lista com 11 marcas de azeite impróprios para consumo

Foto: Mapa Nesta quinta-feira (3), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) tornou pública a lista com marcas e lotes de azeite de oliva que foram desclassificadas, sendo, portanto, consideradas impróprias ao consumo. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Ao todo são 11 marcas: Málaga; Rio Negro; Quinta de Aveiro; Cordilheira; Serrano; Oviedo; Imperial; Ouro Negro; Carcavelos; Pérola Negra; e La Ventosa Segundo a pasta, os produtos foram analisados pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária e foram desclassificados por estarem em desacordo com os parâmetros estabelecidos pela Instrução Normativa nº 01/2012. Além disso, as empresas responsáveis por esses produtos estão todas com CNPJ baixado junto à Receita Federal, o que também reforça a ocorrência de fraude. As marcas Serrano e Cordilheira foram proibidas recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e as análises físico-químicas realizadas pelo Mapa corroboram a tese de que se trata de produtos fraudados. Outras marcas de azeite analisadas O Ministério ressalta ainda que supermercados e atacadistas que disponibilizam produtos desclassificados e de procedência desconhecida aos consumidores poderão, também, ser responsabilizados com base no Decreto nº 6.268/2007. Outras marcas ainda estão sendo analisadas e assim que os resultados forem concluídos nova lista será divulgada. O Mapa destaca que os consumidores que adquiriram esses produtos devem deixar de consumi-los. A solicitação da sua substituição deve ser feita nos moldes determinado pelo Código de Defesa do Consumidor ou ainda para o Mapa pelo canal oficial Fala.BR, informando o estabelecimento e endereço onde o produto foi adquirido. Recomendações aos consumidores O azeite é o segundo produto alimentar mais fraudado do mundo, atrás apenas do pescado. Assim, para evitar ser enganado, o Mapa orienta os seguintes cuidados na hora de escolher os produtos: Desconfie sempre de preços abaixo da média; Se possível verifique se a empresa está registrada no Mapa; Confira a lista de produtos irregulares já apreendidos em ações do Mapa; Não compre azeite a granel; É importante estar atento à data de validade e aos ingredientes contidos; e Opte por produtos com a data de envase mais recente. O post Mapa divulga lista com 11 marcas de azeite impróprios para consumo apareceu primeiro em Canal Rural.

Preços da arroba do boi gordo mantém alta? Veja cotações

Foto: Agência IBGE Notícias O mercado físico do boi gordo mantém um cenário de altas consistentes nas principais regiões produtoras do Brasil. Mesmo diante da elevação dos preços da arroba, a indústria frigorífica não consegue evoluir de maneira satisfatória em suas escalas de abate. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “O movimento de alta se acelerou no decorrer desta semana, com a arroba do boi gordo voltando a ser negociada em até R$ 300 no mercado paulista”, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, a demanda de carne bovina permanece aquecida, em especial para exportação, que caminha para um recorde histórico na atual temporada. Preços médios da arroba do boi São Paulo: R$ 289,75 Goiás: R$ 269,11 Minas Gerais: R$ 282,94 Mato Grosso do Sul: R$ 280,91 Mato Grosso: R$ 244,26 Mercado atacadista O mercado atacadista segue com preços firmes, e o ambiente de negócios ainda sugere por nova alta no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, motivando a reposição ao longo da cadeia produtiva. “Vale destacar que no atual ambiente de forte alta dos preços da carne bovina a expectativa é de ganho de competitividade das proteínas concorrentes, em especial da carne de frango”, assinalou Iglesias. O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 16,50. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 21,50 por quilo. A ponta de agulha segue precificada a R$ 15,50. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,53%, sendo negociado a R$ 5,4745 para venda e a R$ 5,4726 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4503 e a máxima de R$ 5,5107. O post Preços da arroba do boi gordo mantém alta? Veja cotações apareceu primeiro em Canal Rural.

Apenas 7% das empresas familiares chegam à terceira geração; como o agro pode fugir disso?

Foto: Pixabay O agronegócio brasileiro é composto, principalmente, por empresas familiares. São gerações que estabeleceram lavouras, criações e construíram legados. Nesse contexto, a sucessão é um desafio à continuidade de histórias de superação, resiliência e luta. Pesquisa do Instituto Brasileiro Governanca Corporativa (IBGC), por exemplo, aponta que 72% das empresas familiares no Brasil não têm um plano de continuidade para os cargos-chave voltado aos descendentes. A conselheira de empresas Jurema Aguiar de Araújo ressalta que o agronegócio, sendo um setor cíclico e com características únicas, exige uma sucessão ainda mais criteriosa em relação aos demais setores. “O planejamento sucessório bem estruturado é uma necessidade urgente, não apenas para garantir a continuidade dos negócios, mas também para preservar o legado e os valores da família em um setor fundamental para a economia do país”, destaca. De acordo com ela, a ausência desse planejamento pode acarretar perda de competitividade, além de possíveis conflitos familiares que colocam em risco tanto a estabilidade da organização quanto o futuro das próximas gerações. Jurema ressalta que o assunto ainda parece um tabu no Brasil. “O desconforto ao abordar a finitude da liderança impede, muitas vezes, a preparação adequada dos sucessores, um tremendo risco pois é imprescindível que esse processo, que é de médio a longo prazo, seja feito com a máxima antecedência, enquanto o sucedido estiver em plena atividade e saudável”. Caso contrário, conforme a conselheira, uma sucessão repentina e sem planejamento pode comprometer a continuidade e estabilidade da organização. Empresas familiares na terceira geração A importância do tema é amparada em estatísticas do IBGC: apenas 30% das empresas familiares sobrevivem à transição da primeira para a segunda geração e essa taxa diminui ainda mais nas sucessões subsequentes, de acordo com pesquisa da PwC. Dados da PwC reforçam essa afirmação: 75% das empresas familiares fecham após os herdeiros sucessores assumirem o negócio. “Isso significa que somente sete em cada 100 empresas brasileiras chegam à terceira geração”, diz Jurema. Para ela, esse obstáculo que é transposto por tão poucas empresas ocorre, justamente, pela falta de um bom planejamento de sucessão. “Não existe uma regra definida sobre o momento ideal para iniciar o processo de sucessão. Cada família possui seu próprio timing, geralmente alinhado aos interesses da primeira geração, que deseja se dedicar a novos projetos, e à preparação da segunda geração. No entanto, o ideal é que o fundador se planeje com antecedência para esse momento, buscando uma transição tranquila para aproveitar sua nova rotina, o que geralmente acontece entre os 55 e 65 anos”, afirma Jurema. Esse período coincide, naturalmente, com a chegada dos sucessores à idade adulta. Neste caso, Jurema destaca que é preferível que o sucedido envolva-se em um planejamento estruturado, com a ajuda de conselheiros experientes. “Um conselheiro, elemento neutro, pode mediar as discussões, ajudando a minimizar conflitos emocionais que naturalmente surgem em famílias. Isso porque uma das principais barreiras na sucessão é justamente o conflito geracional e as questões emocionais que permeiam as relações familiares e que podem acabar contaminando os negócios”. Isso ocorre porque a primeira geração pode ter dificuldade em aceitar que a segunda terá um estilo diferente de gestão e tomada de decisões. “Contudo, o importante é que os valores fundamentais da família e da empresa sejam preservados, ainda que a forma de implementá-los evolua com o tempo”. Passo a passo do plano de sucessão Foto: Divulgação CNA Jurema traça três passos para que o processo de sucessão familiar de empresas do agronegócio e de outros setores transcorra da melhor forma possível: Ajuda profissional A falta de diálogo aberto e de um bom assessoramento são obstáculos significativos. “Junto com o auxílio de um ou mais conselheiros externos, inicie o planejamento da sucessão estabelecendo um prazo para a passada oficial de bastão e prepare mais intensamente o sucessor para tal momento”. Regras para a sucessão Estabelecer regras claras para a sucessão em empresas familiares é essencial para garantir a harmonia e a transparência nas relações entre os membros da família. “Questões como ‘todo filho é sócio?’ e “todos os sócios têm propriedade de todos os patrimônios da família?’ precisam ser abordadas de maneira objetiva e documentadas em um protocolo de família”, diz a conselheira. Segundo Jurema, embora possa ser desconfortável discutir e definir essas regras inicialmente, a existência de um código de conduta bem delineado facilita a gestão dos direitos e responsabilidades de cada participante, minimizando conflitos futuros. Alinhamento de expectativas Para a conselheira, esse pode ser o ponto mais difícil. “Às vezes alguns membros da família podem divergir sobre as expectativas para a sucessão, uma das principais causas de frustração e conflito entre os membros da família, podendo comprometer a saúde do negócio”. Portanto, de acordo com ela, para garantir a longevidade e o sucesso de uma empresa familiar é fundamental que as expectativas de todos os envolvidos estejam bem estabelecidas e alinhadas desde o início. “A geração que vai suceder deve não apenas conhecer profundamente o funcionamento da empresa, mas também estar bem preparada e aberta ao diálogo constante. A preparação, que inclui tanto a formação técnica quanto a capacidade de comunicação e resolução de conflitos, é o que diferencia as empresas familiares que prosperam ao longo do tempo”, considera. O post Apenas 7% das empresas familiares chegam à terceira geração; como o agro pode fugir disso? apareceu primeiro em Canal Rural.

Soja: mercado tenta assimilar decisão de Comissão Europeia; veja cotações

Imagem: Guilherme Soares/Canal Rural BA Nesta quinta-feira (3), o mercado brasileiro da soja registrou poucos negócios, com preços variando de estáveis a mais altos. A Bolsa de Chicago apresentou volatilidade, enquanto o dólar teve uma alta significativa. Embora as ofertas no mercado fossem atrativas, muitos vendedores optaram por reter seus produtos, na expectativa de preços ainda mais vantajosos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Preços do grão no país Passo Fundo (RS): o preço da saca de 60 quilos subiu de R$ 133,00 para R$ 135,00 Missões (RS): a cotação avançou de R$ 132,00 para R$ 133,00 Porto de Rio Grande (RS): o valor aumentou de R$ 140,00 para R$ 141,00 Cascavel (PR): a saca valorizou de R$ 137,00 para R$ 139,00. Porto de Paranaguá (PR): o preço subiu de R$ 142,00 para R$ 143,00 Rondonópolis (MT): o preço da saca subiu de R$ 133,00 para R$ 134,00 Dourados (MS): o preço estabilizou em R$ 134,00 Rio Verde (GO): a cotação permaneceu em R$ 133,00. Bolsa de Chicago Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em baixa. A previsão de chuvas nas regiões produtoras do Brasil, facilitando o plantio da nova safra, e o avanço da colheita da maior safra dos EUA pressionaram os preços. Adicionalmente, o mercado ainda assimila a decisão da União Europeia de adiar em pelo menos um ano a implementação da Lei Antidesmatamento, que, na teoria, poderia favorecer a demanda por soja americana em detrimento da soja e do farelo brasileiros e argentinos. As exportações líquidas dos Estados Unidos de soja, para a temporada 2024/25, iniciada em 1º de setembro, totalizaram 1.443.500 toneladas na semana encerrada em 26 de setembro, com a China liderando as importações, totalizando 725.700 toneladas. Para a temporada 2025/2026, foram registradas apenas 1.000 toneladas, abaixo das expectativas que variavam entre 1 milhão e 1,6 milhão de toneladas. Contratos futuros da soja Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam a US$ 10,46 por bushel, uma baixa de 10,00 centavos de dólar (0,94%). A posição de janeiro foi cotada a US$ 10,64 1/2 por bushel, com perda de 9,75 centavos (0,90%). Nos subprodutos, a posição de dezembro do farelo encerrou com uma baixa de US$ 7,90 (2,32%), a US$ 332,50 por tonelada. Por outro lado, os contratos do óleo com vencimento em dezembro fecharam a 44,53 centavos de dólar, com alta de 0,89 centavo (2,03%). Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,53%, negociado a R$ 5,4745 para venda e R$ 5,4726 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre uma mínima de R$ 5,4503 e uma máxima de R$ 5,5107. O post Soja: mercado tenta assimilar decisão de Comissão Europeia; veja cotações apareceu primeiro em Canal Rural.