Calculadora virtual ajuda produtores de leite a estimar valores a serem recebidos

Foto: Canal Rural/reprodução Os produtores de leite do Rio Grande do Sul passam a contar com uma calculadora virtual que estima o preço que será recebido pelo produto. A iniciativa tende a auxiliar pessoas que há décadas vivem da atividade leiteira, como os pecuaristas de Monte Negro, no Vale do Caí. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A fazenda de Gediel Griebeler possuia, no começo, apenas uma vaca e toda a produção do animal era comercializada. Não sobrava nenhuma gota para o café preto da família. Hoje em dia, o local conta com 65 vacas em lactação e distribui cerca de 1.300 litros por dia. O trabalho árduo é feito dia a dia com o apoio das mulheres da família, que cuidam da ordenha. Mesmo com um rebanho com garantia de qualidade genética, Griebeler ainda sofre com o preço pago pelo litro. “[O preço] reagiu agora, neste último mês. Deu 12 centavos de aumento. Até então a gente não tinha aumento ainda. E está bem defasado o preço em relação ao custo de produção. É muita diferença. Insumo, defensivo, tudo encareceu do ano passado para cá”, relata. Em setembro, o preço pago pelo litro do leite no estado foi de R$ 2,53. A média Brasil calculada pelo Cepea está em R$ 2,76. O Rio Grande do Sul é a unidade da federação com a menor remuneração do país. Calculadora virtual do leite Foto: Reprodução Canal Rural Uma das maiores dificuldades da atividade leiteira é o planejamento dos investimentos. O produtor entrega o produto para a cooperativa e só fica sabendo o valor exato de quanto foi pago pelo litro em 15 dias. Agora, uma nova ferramenta validada pelo Conseleite pretende ajudar a mensurar essa remuneração de forma prévia, dando ideia de quanto o alimento vai render ao produtor. A calculadora do leite foi elaborada em uma parceria que envolve produtores, indústrias e a Universidade de Passo Fundo. Para ter uma perspectiva do preço pago por litro, basta acessar de forma gratuita o site da Conseleite, onde o pecuarista precisa inserir alguns dados da sua produção e consegue obter a média dos valores que podem ser recebidos. O presidente do Conseleite, Allan Tormen, conta que a função da ferramenta é mostrar ao produtor como está a posição do produto dele referente a preço em comparação à realidade do mercado. “Divulgamos um valor de referência que é médio. A gente vai ter produtor que entrega com 2,5% de gordura e produtor com 4,5%, assim como produtor de 200 litros e produtor de dois mil litros. Tentamos contemplar todas as variáveis dentro da realidade do estado”. Plataforma não expõe dados A calculadora é segura porque não expõe e também não salva os dados inseridos, garante o Conseleite. Com essa alternativa, o produtor pode ter uma base de comparação com valor de referência, o que ajuda na organização das contas, já que o leite é pago no mês, mas o ciclo da cultura é anual, como na produção de silagem, por exemplo, feita por safra. O post Calculadora virtual ajuda produtores de leite a estimar valores a serem recebidos apareceu primeiro em Canal Rural.

Arroba do boi gordo ultrapassa R$ 300 em mais estados; confira

Foto: Gilson Abreu/AEN O mercado físico do boi gordo segue apresentando alta em seus preços. O movimento acontece de maneira mais contundente no Centro-Norte do país, de acordo com a consultoria Safras & Mercado. Grande parte dos estados brasileiros passaram a operar perto dos R$ 300 para a arroba, com importante encurtamento do diferencial de base em relação ao mercado paulista. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “No geral as escalas de abate de boi permanecem encurtadas, em um ambiente ainda pautado por exportações bastante representativas, e o Brasil caminha a passos largos para um recorde histórico de embarques”, disse o analista da empresa, Fernando Henrique Iglesias. Preços médios da arroba do boi São Paulo: R$ 311,50 Goiás: R$ 306,43 Minas Gerais: R$ 308,53 Mato Grosso do Sul: R$ 307,95 Mato Grosso: R$ 296,69 Mercado atacadista Foto: Wenderson Araujo/CNA O mercado atacadista apresenta alta em seus preços no decorrer da semana. Segundo a Safras, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma elevação dos preços no curto prazo, em linha com o baixo nível de produto em estoque. “Nesse ambiente, o mais provável é que as demais proteínas de origem animal ganhem competitividade em relação a carne bovina, em particular a carne de frango”, pontuou Iglesias. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,20 por quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,20 por quilo. A ponta de agulha apresentou alta de R$ 0,05 e foi precificada a R$ 17,30 por quilo. Câmbio O dólar comercial encerrou em alta de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,6968 para venda e a R$ 5,6948 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6742 e a máxima de R$ 5,7176. O post Arroba do boi gordo ultrapassa R$ 300 em mais estados; confira apareceu primeiro em Canal Rural.

Ciclone não deve afetar apenas o Sul do país; veja prováveis impactos

Foto: Inmet A noite da próxima quarta (23) e a madrugada de quinta (24) devem ser marcadas pela formação de um ciclone extratropical a se formar entre o Uruguai e o estado do Rio Grande do Sul, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Assim, as áreas de instabilidade provocadas pelo calor e umidade associada ao sistema de baixa pressão provocarão pancadas de chuvas no oeste do Paraná e centro-oeste do Planalto Sul de Santa Catarina. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O órgão alerta que à medida em que o ciclone se forma, deve provocar volumes significativos de chuva e, também, ventos fortes. “O sol aparece por alguns momentos e o tempo fica calmo, mas, em seguida, o céu fica encoberto, com chuvas e ventos moderados a fortes”, diz a nota do Inmet. Impactos do ciclone no Rio Grande do Sul Na quinta-feira, o ciclone ganha força no Uruguai e norte da Argentina e continuará a avançar pelo Rio Grande do Sul, causando fortes instabilidades no oeste e parte do centro e sul do estado. As áreas mais atingidas pelos volumes de chuva e pelas rajadas de vento serão as regiões brasileiras próximas do Uruguai, norte da Argentina e no Paraguai. “Nas demais regiões, incluindo Porto Alegre, também haverá ventania, mas com chuva mais fraca se comparada às demais regiões do território gaúcho”. De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o ciclone também deve atingir a Região Centro-Oeste na forma de temporais e rajadas de vento intensas que podem ultrapassar os 70 km/h. “Porém, o sistema não será forte o suficiente para levar chuva às áreas produtoras do Matopiba. Nestas áreas ao Nordeste, o conselho para o produtor é que segure a semeadura da safra porque a tendência para a chuva voltar é a partir da segunda quinzena de novembro. Apenas sul da Bahia e algumas áreas do Tocantins devem receber as precipitações”. Na sexta-feira (25), o ciclone deverá estar em alto-mar e o tempo seco com a presença do sol começa a predominar no Sul do país. À exceção será o norte do Paraná, que ainda terá instabilidades. Apesar desse cenário, o Inmet destaca que o ciclone ainda poderá provocar ventos moderados a fortes na faixa litorânea dos três estados do Sul. O post Ciclone não deve afetar apenas o Sul do país; veja prováveis impactos apareceu primeiro em Canal Rural.

Soja tem preços firmes e movimentações nesta terça-feira

Foto: O mercado brasileiro da soja teve um dia movimentado nos portos nesta terça-feira (22), com preços firmes impulsionados pela Bolsa de Chicago. As transações também refletiram um bom movimento em relação à safra nova. As informações são da Safras & Mercado. Preços da soja no Brasil Passo Fundo (RS): preço aumentou de R$ 134,00 para R$ 135,00 Missões (RS): preço manteve-se estável em R$ 134,00 Porto de Rio Grande (RS): saca subiu de R$ 141,00 para R$ 143,00 Cascavel (PR): preço subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00 Porto de Paranaguá (PR): valor passou de R$ 143,00 para R$ 144,50 Rondonópolis (MT): saca aumentou de R$ 139,00 para R$ 140,00 Dourados (MS): preço aumentou de R$ 138,00 para R$ 140,00 Rio Verde (GO): preço valorizou de R$ 132,50 para R$ 135,00. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Chicago Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em alta, especialmente para o óleo, enquanto o farelo apresentou uma leve queda. A demanda robusta pela soja norte-americana, combinada com incertezas relacionadas à eleição presidencial nos Estados Unidos, que podem afetar as relações comerciais com a China, contribuíram para a valorização. Contratos futuros da soja Os contratos de soja com entrega em novembro fecharam com um aumento de 10,75 centavos, ou 1,09%, cotados a US$ 9,91 3/4 por bushel. A posição para janeiro de 2025 foi cotada a US$ 10,00 1/2 por bushel, também com um ganho de 10,75 centavos. Nos subprodutos, a posição de dezembro do farelo teve uma leve queda de US$ 0,60, ou 0,18%, fechando a US$ 317,70 por tonelada. Por outro lado, os contratos de óleo com vencimento em dezembro registraram uma alta de 1,30 centavo, ou 3,06%, fechando a 43,69 centavos de dólar. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão com uma leve alta de 0,07%, negociado a R$ 5,6968 para venda e a R$ 5,6948 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,6742 e R$ 5,7176. O post Soja tem preços firmes e movimentações nesta terça-feira apareceu primeiro em Canal Rural.

BNDES disponibiliza mais R$ 2,2 bilhões para programas do Plano Safra 2024/25

Plano Safra. Foto: Governo Federal O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibiliza, nesta terça-feira (22), mais R$ 2,2 bilhões para operações de crédito no âmbito de programas do Plano Safra 2024/25. Com a medida, o total de recursos ainda disponível nos diferentes Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF) a serem repassados pela instituição é de R$ 11,2 bilhões, com prazo de utilização até junho de 2025. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Os recursos poderão ser utilizados por produtores rurais, cooperativas e agricultores familiares para custeio e investimento em diversas finalidades, incluindo ampliação da produção, aquisição de máquinas e equipamentos, armazenagem e inovação. “O BNDES é um dos principais apoiadores do setor agropecuário brasileiro, financiando os investimentos tanto do agro empresarial quanto dos pequenos agricultores. Seguindo estratégia do governo federal, aumentamos em 73% o orçamento para esta safra, chegando ao maior orçamento já oferecido pelo Banco”, destaca o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Total disponibilizado pelo BNDES No total, o BNDES está disponibilizando R$ 66,5 bilhões no Plano Safra 2024/2025 (foram R$ 38,4 bilhões na última safra), sendo que R$ 14,8 bilhões estão destinados a pequenos produtores da agricultura familiar, o que representa aumento de 28% em relação ao último ano-safra. Neste Plano Safra 2024/25, o banco já aprovou R$ 17,1 bilhões e atendeu a solicitações de mais de 81 mil operações por meio de operações indiretas, realizadas pela rede de agentes financeiros credenciados. O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, destaca que o BNDES é um grande parceiro da agropecuária brasileira e que está “atento às necessidades do setor e sempre buscando soluções para oferecer crédito para quem precisa investir, com linhas inovadoras, atendendo aos produtores e cooperativas e fomentando o desenvolvimento social”. Além dos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGFs), o BNDES também oferece soluções próprias para garantir a oferta de crédito ao setor agropecuário durante todo o ano, como o BNDES Crédito Rural. Na atual safra, o produto já soma R$ 1,9 bilhão em operações aprovadas. O post BNDES disponibiliza mais R$ 2,2 bilhões para programas do Plano Safra 2024/25 apareceu primeiro em Canal Rural.

Área dedicada ao feijão diminui 45,5% em menos de cinco décadas

Foto: Pixabay A área plantada com feijão tem sofrido queda significativa ao longo dos últimos anos no Brasil, perdendo lugar para culturas mais rentáveis, como a soja. De acordo com a série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), entre a safra 1976/77 e a 2023/24, as lavouras dedicadas ao grão caíram de 1.582 milhão para 861 mil hectares, redução de 45,5% em 47 anos. No entanto, mesmo com menos área, a produção da leguminosa mais presente no prato do brasileiro se manteve praticamente estável. Isso porque, no mesmo perído, a produtividade saltou 85%, partindo de 591 kg/ha para 1.094 kg/ha. Tal resultado provém do emprego de tecnologia no campo. Exemplo disso é a irrigação por gotejamento, que tem como princípio o aprimoramento do uso da terra e dos recursos hídricos. “A fertirrigação é capaz de fornecer nutrientes diretamente na raiz da planta, aproveitando cerca de 90% da água utilizada e otimizando o uso de fertilizantes. Isso tem sido essencial para melhorar a produtividade do feijão, especialmente em áreas onde a terra cultivada está diminuindo”, afirma o especialista agronômico da Netafim, Warlen Pires. Produtividade do feijão Foto: Divulgação Netafim No Brasil, a agricultura empresarial responde por 76,9% da produção total de feijão, de acordo com a Embrapa. Já a agricultura familiar atende ao restante, focada, especialmente, na produção de feijão verde e preto, com 55,6% e 41,8% de participação, respectivamente. Segundo Pires, no Nordeste, onde a agricultura familiar é predominante, a produtividade da leguminosa atinge uma média de 480 kg/ha, enquanto no Centro-Oeste atinge média de 2.178 kg/ha e no Sudeste, chega a 1.795 kg/ha. De acordo com ele, além do aumento de produtividade, a irrigação por gotejamento também ajuda a reduzir custos de produção. “Com o uso da irrigação por gotejamento subterrâneo, é possível evitar doenças que prosperam em microclimas úmidos, o que reduz a necessidade de defensivos agrícolas”. Ele dá o exemplo de um produtor de Paraúna, Goiás, que alcançou média de 60 sacas por hectare e, de quebra, economizou na aplicação de fungicidas. O post Área dedicada ao feijão diminui 45,5% em menos de cinco décadas apareceu primeiro em Canal Rural.

Legado familiar e sustentabilidade: a trajetória do produtor de soja que seguiu os passos do pai

Foto: Charles Peeters Há cerca de um mês, os produtores de soja em Goiás puderam iniciar o plantio no estado. Charles Peeters, agrônomo e proprietário de uma fazenda entre Montividiu e Caiapônia, possui 17 anos de experiência na produção agrícola. A gestão da propriedade se baseia na agricultura regenerativa, que busca restaurar e melhorar a saúde do solo, promovendo a biodiversidade e a ciclagem de nutrientes. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Legado e plantio O pai de Charles foi um dos pioneiros na adoção do plantio direto e da integração lavoura-pecuária na região. Hoje, o produtor mantém e promove essas práticas em sua propriedade. “O plantio direto já é uma realidade na nossa propriedade há 35 anos. Isso nos trouxe produtividade e a possibilidade de cuidar melhor do solo”, destaca. Além disso, a propriedade é privilegiada por um clima e uma altitude que permitem a produção de duas safras por ano, englobando tanto soja quanto milho. No entanto, a temporada atual traz desafios. Embora a janela de plantio tenha sido aberta em 25 de setembro, Charles iniciou suas atividades apenas em 12 de outubro, enfrentando um atraso de 15 a 20 dias em comparação ao ano passado. “Estamos com cerca de 50% da área de soja plantada. O clima tem sido um fator crítico, pois o plantio depende de chuvas adequadas”, afirma Charles, enfatizando a importância de uma abordagem cautelosa diante das incertezas climáticas. E referente às práticas sustentáveis? Peeters adota práticas agrícolas que demonstram seu compromisso com a sustentabilidade, como a implantação de um sistema de rotação de culturas e utiliza plantas de cobertura, além de integrar a pecuária em sua produção. “Essa diversidade ajuda a manter a saúde do solo, tanto do ponto de vista químico, físico e biológico, aumentando a resiliência da propriedade frente a estresses hídricos e altas temperaturas”, explica. A tecnologia digital é outra aliada na gestão da propriedade. Charles utiliza ferramentas e estações meteorológicas que facilitam a coleta e análise de dados. No entanto, ele observa que, apesar de acumular informações valiosas, as decisões nem sempre são tomadas com base nesses dados. “Estamos em constante evolução, mas ainda há um caminho a percorrer em termos de análise e aplicação de informações”, comenta. Desafios Os principais desafios enfrentados por ele incluem pragas e doenças de solo, como nematoides e fusário, que limitam a produtividade. “Buscamos sempre bater novos recordes de produtividade, mas precisamos saber gerenciar bem o uso de biológicos e produtos no solo”, ressalta. A combinação de práticas de manejo com um foco na saúde das lavouras ajuda a manter uma produção saudável. Os riscos climáticos e o perfil do solo também são fatores críticos. O agrônomo realiza perfis de solo em profundidade e aplica correções, como calcário e gesso, para garantir um solo equilibrado. “Buscamos zerar o alumínio e ter um solo bem corrigido até um metro de profundidade, o que nos ajuda a gerenciar melhor os estresses climáticos”, explica. “Estamos em um período de chuvas satisfatórias, e o capricho no plantio é fundamental. É preciso garantir qualidade na distribuição das sementes para uma lavoura uniforme e bem estabelecida”, completa. Ele destaca que, apesar do uso de tecnologias e dados, a agricultura básica continua sendo fundamental. “Fazer o arroz com feijão bem feito, aplicar na hora certa, minimizar perdas e garantir uma operação eficiente são essenciais para o sucesso”, afirma Charles. Ele enfatiza ainda que a manutenção preventiva das máquinas e a eficiência operacional são importantes para evitar prejuízos no campo. O post Legado familiar e sustentabilidade: a trajetória do produtor de soja que seguiu os passos do pai apareceu primeiro em Canal Rural.

Agro brasileiro provou ser capaz de gerar segurança alimentar e energética ao mundo, diz Arnaldo Jardim

Foto: Reprodução O agronegócio brasileiro provou que é um dos principais responsáveis pela segurança alimentar do planeta e, em breve, também deve ser o protagonista da segurança energética. Essa é a opinião do deputado federal Arnaldo Jardim, presidente da Comissão Especial sobre Transição Energética e Produção de Hidrogênio Verde. O parlamentar foi convidado do quadro Daoud Entrevista, conduzido pelo comentarista do Canal Rural Miguel Daoud. Assista abaixo: Jardim é, também, autor da proposta que deu origem à Lei 14.130/2021, que institui os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro). Ele lembra que há cerca de 20 anos, o Plano Safra era o único responsável pelo financiamento e custeio da produção agropecuária brasileira, mas, atualmente, responde por apenas 30% desta tarefa. De acordo com o deputado, restante provém do próprio produtor através de operações como o barter que, muitas vezes, vem incutida de juros altos. “Foi a partir daí que surgiu a ideia do Fiagro como um mecanismo de mercado porque, embora o ago seja responsável por 22%, 28% do PIB brasileiro, os números variam, na bolsa de valores, as empresas do agro são apenas 3%. Isso porque há um descasamento entre o mercado de capitais e o agro. Aproximar [os dois lados] significa mais recursos e menos dependência de governo, além de baratear o custo”. Segurança energética e alimentar O deputado também falou que o agronegócio brasileiro vem se destacando na produção de alimentos e de energia. “Quando nós começamos a debater isso […], uma parte do mundo, por desconfiança, outra por preconceito e uma terceira por interesse comercial, disse que o Brasil não poderia fazer isso porque ao começar a produzir energia, deixaria de produzir alimentos. Nós provamos o contrário”. Segundo Jardim, o Brasil aumentou o cultivo de alimentos ao mesmo tempo em que as propriedades rurais passaram a contribuir para a produção energética. Conforme ele, tudo isso vem amparado, agora, pelo chamado Combustível do Futuro. “O etanol deve continuar e deve aumentar a mistura [à gasolina], com o aumento da produção de cana. Mas agora também provém do milho, do triticale e do trigo”, diz. Além disso, o aumento exponencial da mistura de biodiesel ao diesel convencional é outro destaque apontado por Jardim, assim como, mais recentemente, a aprovação de produção de biogás e biometano provindo de granjas de aves, suínos e também de produção bovina. O post Agro brasileiro provou ser capaz de gerar segurança alimentar e energética ao mundo, diz Arnaldo Jardim apareceu primeiro em Canal Rural.

Ainda vem chuva por aí: dia será marcado por pancadas e tempo encoberto

Foto: Pixabay As pancadas de chuva ainda se fazem presentes em grande parte do Brasil nesta terça-feira (22). Acompanhe a previsão do tempo para as cinco regiões na parceria entre Climatempo e Canal Rural. Sul Pancadas de chuva isoladas na Região Metropolitana de Curitiba, litoral e centro-sul paranaense, e no litoral norte de Santa Catarina. Nas demais áreas, o sol aparece entre algumas nuvens e as temperaturas sobem até os 30 graus. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Sudeste Pancadas de chuva ainda ocorrem no interior de São Paulo e no Triângulo Mineiro, áreas onde não se descartam a possibilidade de temporais localizados. O Rio de Janeiro terá tempo estável, com o sol predominando entre algumas nuvens. Centro-Oeste Condição de tempo mais instável em todo o Centro-Oeste. Em Mato Grosso, a chuva vem com até forte intensidade e acompanhada por trovoadas e raios. Em Goiás e no Distrito Federal, chuva mais isolada, mas com potencial para ter temporais. Em Mato Grosso do Sul, céu mais nublado; se chover, será passageiro. Nordeste Chuva concentrada sobre o interior da Bahia e entre as capitais Salvador e Natal. O interior da Região volta a ter tempo ensolarado e quente. A umidade à tarde pode atingir índices em torno dos 30%. Norte Chove em grande parte da Região Norte. No Amazonas, Acre, em Rondônia, Tocantins, Roraima e no sul do Pará, a previsão é de pancadas de chuva com raios e trovoadas. As temperaturas sobem e a sensação à tarde é de abafado. Nas demais regiões do Pará e no Amapá, tempo ensolarado. O post Ainda vem chuva por aí: dia será marcado por pancadas e tempo encoberto apareceu primeiro em Canal Rural.

Mercado do boi gordo segue em alta graças à intensa demanda de exportação; veja cotações

Foto: Giro do Boi/reprodução O mercado físico do boi gordo volta a apresentar alta em seus preços. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “Isso acontece em linha com a atual posição das escalas de abate, que permanecem apertadas em grande parte do país”. Segundo ele, as exportações seguem como uma variável determinante na atual temporada, ocupando um papel relevante na formação dos preços da arroba do boi gordo. Preços médio da arroba do boi São Paulo: R$ 309,92 Goiás: R$ 304,46 Minas Gerais: R$ 304,71 Mato Grosso do Sul: R$ 306,48 Mato Grosso: R$ 293,85 Mercado atacadista O mercado atacadista segue com preços firmes, ainda em perspectiva de alta no curto prazo. O quarto dianteiro é precificado a R$ 18,20 por quilo. O quarto traseiro permanece cotado a R$ 23,20 por quilo. A ponta de agulha segue no patamar de R$ 17,25 por quilo. Câmbio O dólar comercial fechou em queda de 0,14%, cotado a R$ 5,6923. A moeda refletiu, ao longo da sessão, a falta de indicadores tanto aqui quanto lá fora, e certa percepção de melhora no fiscal doméstico. O post Mercado do boi gordo segue em alta graças à intensa demanda de exportação; veja cotações apareceu primeiro em Canal Rural.