Produtos menos tradicionais do agronegócio batem recordes de exportação

[ad_1] Em abril, o Brasil exportou US$ 15,03 bilhões em produtos do agronegócio e, além dos produtos tradicionais da pauta exportadora, alguns itens, menos tradicionais, alcançaram o melhor desempenho da série histórica. É o caso do óleo de milho, que atingiu US$ 55,3 milhões em exportações, maior valor já registrado. A madeira compensada (ou contraplacada) teve o maior volume embarcado em abril: 145,5 mil toneladas. Já as miudezas de carne bovina, exportada para mercados na Ásia e recentemente habilitada para o Marrocos, somou 21,3 mil toneladas. Outro destaque foi o sebo bovino, com 35,6 mil toneladas exportadas, e os bovinos vivos destinados principalmente à reprodução, que registraram valor recorde de US$ 61,8 milhões e têm como principal destino a Turquia, o que evidencia o alto valor genético do gado brasileiro. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o resultado faz parte da estratégia de diversificação de mercados adotada pela pasta. “Esses dados mostram que o Brasil vem ganhando espaço não apenas em volume, mas em produtos com maior valor agregado e potencial de diferenciação nos mercados internacionais”, divulgou o ministério. Ainda de acordo com o Mapa, o governo, por meio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, tem atuado com foco em três frentes: ampliação de mercados, diversificação de produtos e promoção comercial. “Os resultados de abril refletem esse esforço conjunto entre Mapa, Ministério das Relações Exteriores (MRE) e setor produtivo para consolidar o Brasil como fornecedor confiável de alimentos para o mundo”, concluiu a pasta. [ad_2] Source link

Algodão segue acima da paridade de exportação

[ad_1] Nos primeiros quatro meses de 2025, os preços internos do algodão em pluma vem operando acima da paridade de exportação. Isso de acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). As pesquisas do instituto apontam, que neste mês de maio, os preços da pluma seguirão em alta. Ao mesmo tempo, no cenário internacional, o algodão vem apresentando um enfraquecimento nos valores.  Dessa forma, o mercado externo perde vantagem em comparação com o interno. O indicador Cepea/Esalq aponta que a média parcial deste mês está 13% mais alta que a paridade de exportação. Esta é a maior vantagem desde fevereiro de 2023 para o algodão pluma com pagamento em oito dias. De acordo com o Centro de Estudos, a vantagem se dá frente ao limitado estoque de passagem do algodão da safra 2023/24. Outro fator que também contribui é a resistência dos vendedores, que vem se mantendo firmes nos preços cobrados.  Do lado dos demandantes, estes têm buscado estocar matéria prima até a entrada da nova safra. Assim, os compradores vem buscando fechar contratos envolvendo as safras 2024/25 e 2025/26, aponta o Cepea. [ad_2] Source link

‘Prêmio Nobel de Agricultura’ é de pesquisadora brasileira

[ad_1] A cientista brasileira Mariangela Hungria, da Embrapa Soja, foi escolhida para receber o Prêmio Mundial de Alimentação 2025 – o World Food Prize, considerado o “Nobel” da agricultura. A homenagem reconhece sua importante contribuição no desenvolvimento de insumos biológicos para a agricultura. O anúncio foi feito na noite desta terça-feira (13), na sede da fundação responsável pelo prêmio, nos Estados Unidos. Criada pelo Nobel da Paz Norman Borlaug, pai da Revolução Verde, a instituição realizará a cerimônia oficial no dia 23 de outubro, em Des Moines (EUA). Mariangela enviou um vídeo à redação do Canal Rural e falou sobre a emoção de receber o prêmio internacional, fruto de um trabalha árduo no Brasil. O prêmio reconhece anualmente as personalidades que contribuem para o aprimoramento da qualidade e da disponibilidade de alimentos no mundo e também é conhecido como o “Nobel” da agricultura e alimentação, uma vez que essa categoria não é contemplada nas categorias oficiais do Nobel. “Estou imensamente feliz, ainda não consigo acreditar, é uma grande honra, um reconhecimento mundial. Acredito que minha principal contribuição para mitigar a fome no mundo tenha sido minha persistência de que a produção de alimentos é essencial, mas deve ser feita com sustentabilidade. Foi uma vida dedicada à busca por altos rendimentos, mas via uso de biológicos, substituindo parcial ou totalmente os fertilizantes químicos. Com essa premiação, existe também o reconhecimento do empenho da pesquisa brasileira rumo a uma agricultura cada vez mais sustentável, favorecendo nossa imagem no exterior”, explica Mariangela Hungria. Foto: reprodução/ Embrapa Soja Para a pesquisadora, por muitos anos, o conceito predominante era o de produzir alimentos para acabar com a fome no mundo, no entanto, seu trabalho sempre esteve pautado na produção de alimentos de forma sustentável. “Hoje, percebo uma crescente demanda global por maior produção e qualidade de alimentos, mas com sustentabilidade — reduzindo a poluição do solo e da água e diminuindo as emissões de gases de efeito estufa”, ressalta. “Minha abordagem busca ‘produzir mais com menos’ — menos insumos, menos água, menos terra, menos esforço humano e menor impacto ambiental”, sempre rumo a uma agricultura regenerativa, reforça. Solenidade WFP 2025 A governadora do estado de Iowa, Kim Reynolds, celebrou a homenagem. “A trajetória da Dr.ª Hungria mostra que ela é uma cientista de grande perseverança e visão – caraterísticas que partilha com o Dr. Norman Borlaug, fundador do Prêmio Mundial da Alimentação e pai da Revolução Verde”, afirmou a Governadora Reynolds. “Como cientista pioneira e mãe, a Dra. Hungria também serve como um exemplo inspirador para mulheres pesquisadoras que buscam encarnar ambos os papéis. As suas descobertas e desenvolvimentos contribuíram para levar o Brasil a tornar-se um celeiro mundial. O Prêmio reconhece aqueles cuja coragem e inovação transformam o nosso mundo”, destaca. O presidente do Comitê de Seleção dos indicados ao Prêmio, Dr. Gebisa Ejeta ressaltou que “A Dr.ª Hungria foi escolhida pelas suas extraordinárias realizações científicas na fixação biológica que transformaram a sustentabilidade da agricultura na América do Sul. “O seu brilhante trabalho científico e a sua visão empenhada no avanço da produção agrícola sustentável para alimentar a humanidade com o uso criterioso de fertilizantes químicos e insumos biológicos deram-lhe reconhecimento global, tanto no país como no estrangeiro.” O chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno, comemorou a indicação da pesquisadora ao prêmio. “É uma grande honra contar com uma das maiores cientistas da área agrícola do mundo compondo a equipe de pesquisa da Embrapa Soja. Posso dizer que é um privilégio para a Embrapa Soja ter a Mariangela atuando ativamente em prol da ciência agrícola, e mais, trazendo soluções para desafios complexos da sojicultura e resultados práticos que realmente impactam a vida dos produtores. Por isso, esse reconhecimento do WFP, que é equivalente ao Prêmio Nobel da Agricultura, vem coroar a trajetória de excelência na pesquisa agropecuária que ela faz. Seu trabalho é um orgulho para a Embrapa e para todo o Brasil”, comemora. A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, também celebrou a conquista. “Considero esta uma homenagem dupla — e profundamente significativa. Primeiro, à nossa colega pesquisadora, uma mulher que dedicou sua trajetória à ciência, acreditando no poder dos microrganismos para transformar a agricultura em uma atividade mais produtiva, competitiva e sustentável. Segundo, à nossa empresa, que em seus 52 anos sempre investiu e acreditou nesses ideais. Como primeira mulher a presidir esta instituição, sinto-me especialmente tocada por esta homenagem, que valoriza não apenas a excelência científica nacional, mas também o protagonismo feminino na construção de um país mais inovador e justo”, afirma. Uma vida dedicada à microbiologia Mariangela está sendo reconhecida por sua trajetória de mais de 40 anos dedicados ao desenvolvimento de tecnologias em microbiologia do solo, o que vem permitindo aos produtores rurais a obtenção de altos rendimentos com menores custos e mitigação de impactos ambientais. A ênfase das suas pesquisas tem sido no aumento da produção e na qualidade de alimentos por meio da substituição total ou parcial de fertilizantes químicos por microrganismos portadores de propriedades como fixação biológica de nitrogênio (FBN), síntese de fitormônios e solubilização de fosfatos e rochas potássicas. Foto: Embrapa O uso da inoculação na soja com bactérias fixadoras de nitrogênio (Bradyrhizobium), que pode ser ainda mais benéfico se associado à coinoculação com a bactéria Azospirilum brasiliense. Somente em 2024, por exemplo, esta tecnologia propiciou uma economia estimada de 25 bilhões de dólares, ao dispensar o uso de adubos nitrogenados. A pesquisadora estima esse valor considerando a área de soja, a produção de soja, o valor do fertilizante (ureia) que seria necessário para essa produção, e a eficiência de uso do fertilizante nitrogenado. Além deste benefício, Mariangela explica que essa tecnologia evitou, em 2024, a emissão de mais de 230 milhões de toneladas de CO₂ equivalentes por ano para a atmosfera. Hoje, a inoculação da soja é adotada anualmente em aproximadamente 85% da área total cultivada de soja, hoje cerca de 40 milhões de hectares — representando a maior taxa de adoção de inoculação do mundo. Associado aos trabalhos com soja, a pesquisadora também

Brasil e China discutem cooperação em biotecnologia agrícola

[ad_1] Representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China (Mara) se reuniram nesta terça-feira (13) para o encontro do Grupo de Trabalho de Biotecnologia e discutiram caminhos de cooperação entre os dois países. A pauta da reunião incluiu temas como avaliação de biossegurança, regulamentação de organismos geneticamente modificados e uso da biotecnologia para ampliar a sustentabilidade e a segurança alimentar. O encontro foi liderado pelo secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, acompanhado do vice-presidente da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), Mário Murakami, e de equipes técnicas. “A agricultura brasileira é bastante diversa. Prospectar e identificar oportunidades por meio do diálogo técnico e regulatório é essencial para ampliar a cooperação entre Brasil e China, assim como a resiliência da agricultura brasileira”, comentou Goulart. Representante do governo chinês também ressaltou a relevância do Brasil como parceiro comercial estratégico, especialmente no fornecimento de grãos como soja e milho. “Com o esforço conjunto dos dois governos, temos garantido um comércio fluido e estável de produtos transgênicos. Queremos aproveitar essa reunião para aprofundar o intercâmbio técnico e o conhecimento mútuo”, disse. O vice-presidente da CTNBio, Mário Murakami, reforçou o papel da comissão brasileira como referência internacional. “A proposta é construir uma relação de benefício mútuo, a partir de um processo gradual de aproximação técnica entre as comissões. À convergência regulatória entre os países pode fortalecer a segurança alimentar, a sustentabilidade ambiental e a competitividade econômica, além de favorecer a transferência de tecnologias”, explicou Murakami. [ad_2] Source link

Frente fria e grande amplitude térmica em duas regiões; confira a previsão

[ad_1] Dia marcado por diferença significativa entre mínimas e máximas, além de frente fria chegando ao Nordeste. Acompanhe a previsão para as cinco regiões do país: Sul Por conta da influência da alta pressão no oceano, continuará chovendo fraco nos litorais de Santa Catarina e Paraná, sem precipitações nas demais áreas da região Sul. O destaque será a amplitude térmica, principalmente nas cidades situadas mais no interior dos três estados por conta de ventos quentes e secos vindos da região central do Brasil. Porém, como as noites serão com tempo aberto, as temperaturas durante as madrugadas e manhãs serão baixas. Sudeste Todo o litoral do Espírito Santo, incluindo Vitória, terá chuva fraca, mas que se estende por todo o dia. Isso acontece pelos efeitos da alta pressão, estimulando umidade para a região que está com temperatura máxima em torno dos 24°C. Nas demais áreas do Sudeste, madrugadas e manhãs seguem com baixas temperaturas e um pouco de vento, fazendo com a sensação térmica seja baixa. Predomínio de sol entre nuvens, sem previsão de chuva. Centro-Oeste Apesar de chuvas isoladas nos últimos dias, o tempo em todos os estados do Centro-Oeste volta a ficar estável e, com isso, a amplitude térmica se estende. Em Cuiabá, por exemplo, o dia começa com 22°C e a máxima chega aos 33°C (diferença de 11°C), com temperaturas acima da média para o período. Nordeste A frente fria alcança o estado da Bahia. Resultado: chuva forte durante todo o dia em Porto Seguro, com volumes de até 60 mm em pouco tempo, principalmente no período da tarde. As precipitações serão isoladas, rápidas e moderadas no interior baiano e no litoral de Sergipe, Alagoas e Pernambuco. Ainda chove em Salvador, porém, com menos intensidade e volume. Nas demais áreas da região, o tempo fica estável, com sol entre muitas nuvens e calor. Norte A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e a disponibilidade de umidade já comum na Região Norte deixam o tempo instável, principalmente no norte do Amazonas e Pará, além do oeste de Roraima e leste do Amapá, onde os acumulados de chuva podem chegar aos 40 mm em um único dia. A chuva pode vir em forma de temporal. [ad_2] Source link

Produtores rurais ainda enfrentam entraves para validação do CAR

[ad_1] Em pleno mês em que o Código Florestal completa 13 anos de vigência, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o georreferenciamento — exigências legais para propriedades rurais — ainda são fonte de dor de cabeça para milhares de produtores em todo o Brasil. A situação é tema de uma audiência pública nesta terça-feira (13) pela Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, em Brasília. A iniciativa foi da deputada Daniela Reinehr (PL-SC), que alertou para os impactos que a não validação do CAR tem causado aos produtores, especialmente os de pequenas propriedades e da agricultura familiar. De acordo com a parlamentar, embora muitos produtores tenham feito a autodeclaração exigida pelo sistema, grande parte dos cadastros segue sem validação oficial, o que impede o acesso a crédito rural, programas de fomento e até mesmo inventários. “O produtor fez sua parte, declarou seu CAR, mas a validação por parte do poder público não aconteceu. Muitas vezes não se sabe sequer quem é a autoridade competente para realizar essa etapa”, afirmou Reinehr. “Essa insegurança jurídica está limitando o acesso ao financiamento e inviabilizando atividades, especialmente em estados com pequenas propriedades, como Santa Catarina.” Outro ponto de preocupação é o prazo para o georreferenciamento de imóveis com menos de 100 hectares, que passa a ser exigido a partir de novembro. Segundo a deputada, o custo do procedimento — que inclui identificação da forma, dimensões e localização da propriedade por meio de técnicas geoespaciais — pode inviabilizar o negócio de pequenos produtores. Durante a audiência, representantes do Ministério da Agricultura, do Judiciário, do Ministério Público, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e de outras entidades técnicas debaterão o assunto. A intenção, segundo Reinehr, é transformar o encontro em uma verdadeira força-tarefa para destravar a validação do CAR e rever prazos e procedimentos do georreferenciamento. [ad_2] Source link

Produtores gaúchos iniciam protesto por soluções de dívidas

[ad_1] Agricultores gaúchos iniciaram, nesta terça-feira (13), uma mobilização para chamar a atenção do governo sobre o grave endividamento no setor agropecuário. O movimento, que não tem data para terminar, reivindica que o governo federal atenda ao pedido de securitização das dívidas ou apresente outra alternativa de prorrogação e renegociação. A mobilização ocorre em diversas regiões do estado, com concentração de produtores e máquinas agrícolas em pontos estratégicos, próximos a rodovias importantes. O ato, de caráter pacífico, busca dar visibilidade à situação crítica enfrentada por muitos produtores, que acumularam dívidas após sucessivos períodos de estiagem e, mais recentemente, uma grande enchente. “O pior problema está nas cooperativas de crédito. Elas penalizam os produtores de forma muito severa e não estão respeitando o manual do crédito rural. Não temos produto para vender e, consequentemente, não temos como honrar os pagamentos. O que nos resta é lutar pela securitização”, disse a produtora Luciene Agazzi. “Estamos sofrendo com uma grande estiagem há cinco anos e enfrentamos dificuldades para plantar a próxima safra de soja. Se não houver uma ampla securitização, com prazos de 15, 20 anos ou mais, a situação vai se tornar insustentável para nós, pequenos agricultores”, afirmou o produtor Leonardo Seibt. De acordo com a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), o endividamento do setor já se aproxima de R$ 73 bilhões, sendo que grande parte das dívidas vence ainda este ano. Muitos produtores não conseguiram renegociar os débitos com as instituições financeiras ou o fizeram com juros mais elevados, agravando ainda mais a situação. A mobilização com máquinas agrícolas teve início ainda na semana anterior, durante a Expojoia, realizada no noroeste gaúcho. No evento, houve uma audiência pública do Senado, com a presença do senador Luís Carlos Heinze (PP-RS), autor do projeto de securitização das dívidas rurais, que prevê a prorrogação dos passivos por até 20 anos. “É preciso mobilização, é preciso pressão, para que na próxima etapa possamos garantir a securitização e alongar essas dívidas. É disso que os produtores precisam: prazo longo para se reorganizar e conseguir pagar as contas”, afirmou Heinze. O movimento segue sem prazo definido para encerrar-se. Os organizadores afirmam que as manifestações só cessarão quando houver uma medida concreta de apoio por parte do governo federal. [ad_2] Source link

Etanol de milho cresce 18 vezes em sete anos no Brasil

[ad_1] Antes completamente refém da cana-de-açúcar para a fabricação de etanol, o Brasil diversificou a sua matriz energética com o milho. Agora, o cereal não é mais apenas insumo para ração animal ou produto de exportação. O biocombustível proveniente do grão teve crescimento de 1.700% no país nos últimos sete anos, ou seja, aumentou em 18 vezes. Atualmente, mais de 17 milhões de toneladas de milho viram a matéria-prima que abastece motores. E não para por aí: a projeção é que esse volume tenha incremento de quase 30%, ultrapassando as 22 milhões de toneladas até 2026. De acordo com o gerente de inteligência e estratégia da Biond Agro, Felipe Jordy, o modelo industrial do etanol de milho permite operação contínua durante a entressafra da cana, gera co-produtos de alto valor nutricional (como DDG e óleo de milho), e apresenta margens operacionais de até 30%, mesmo em cenários de oscilação do preço do cereal. Assim, o retorno sobre o investimento (TIR) de projetos maduros gira em torno de 15% ao ano. “A indústria do etanol de milho oferece um equilíbrio raro entre sustentabilidade e retorno financeiro”, arremata. Diversificação da matriz nacional O gerente acredita que o uso do milho como fonte energética contribui diretamente para a segurança energética nacional. “Ao atender a demanda crescente por combustíveis renováveis, o etanol de milho reduz a dependência de fontes fósseis.” Para Jordy, o milho passou a ser protagonista da nova matriz energética brasileira. “Essa versatilidade aumenta a resiliência das usinas e fortalece o suprimento doméstico, reduzindo impactos ambientais e permitindo ao agro participar ativamente da transição energética que o mundo exige”, reforça. Embora o estado de Mato Grosso ainda concentre a maior parte da produção — com mais de 16 milhões de toneladas de capacidade previstas para 2026 —, o setor avança para novas regiões. Estados como Paraná, Bahia e Santa Catarina estão entrando no radar, promovendo a interiorização e diversificação da produção de etanol de milho no país. “Estamos diante de uma grande transformação, que posiciona o Brasil como protagonista da bioenergia no mundo. O etanol de milho não é apenas uma tendência – é um caminho sólido para integrar competitividade, sustentabilidade e independência energética no agronegócio brasileiro”, conclui. [ad_2] Source link

Mapa regionaliza calendário agrícola da Bahia para Safra 2025/26

[ad_1] Pela primeira vez, o estado da Bahia foi dividido em três regiões agrícolas distintas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com datas específicas para o vazio sanitário e o início da semeadura da safra 2025/26. A mudança está prevista na Portaria SDA/MAPA nº 1.271, de 30 de abril de 2025, publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), e representa um avanço técnico importante no manejo fitossanitário da cultura no estado. A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) avaliou como positiva a regionalização dos prazos, considerando as diferentes condições climáticas e fitossanitárias presentes no território baiano. “Essa medida atende a uma demanda antiga do setor produtivo e reconhece as particularidades de cada microrregião agrícola da Bahia. É um avanço na busca por mais eficácia no controle da ferrugem-asiática e no uso racional de defensivos agrícolas”, destaca o presidente da Aiba, Moisés Schmidt. O vazio sanitário é o período no qual fica proibido cultivar ou manter plantas vivas de soja no campo. O objetivo é eliminar os hospedeiros do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem-asiática — principal doença da cultura no Brasil —, reduzindo assim a presença de esporos no ambiente durante a entressafra. Foto: Divulgação/Aiba Já o calendário de semeadura define o intervalo em que a semeadura da soja é permitida. A medida busca reduzir o número de aplicações de fungicidas e prevenir o surgimento de populações do fungo resistentes aos principais grupos químicos utilizados no controle da doença. A legislação determina que o vazio sanitário deve ter duração mínima de 90 dias, e cabe à Secretaria de Defesa Agropecuária estabelecer, anualmente, os prazos para cada estado. De acordo com a Aiba, será publicada em breve, em caráter excepcional, uma portaria da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) com o calendário para a antecipação da semeadura, reforçando os prazos legais previstos na legislação fitossanitária do estado. O acompanhamento das áreas plantadas, excepcionalmente durante o vazio sanitário, será regulamentado por norma específica da Adab, em conformidade com a decisão aprovada na Câmara Técnica Regional (CTR), realizada em 23 de janeiro de 2025. Regionalização No Oeste da Bahia, a maior parte dos municípios produtores de soja está incluída na Região I, onde o vazio sanitário ocorrerá entre 26 de junho e 7 de outubro, e a semeadura será permitida a partir de 8 de outubro a 31 de dezembro. Entre os municípios contemplados estão: Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, São Desidério, Formosa do Rio Preto, Correntina, Riachão das Neves, Cocos, Santa Maria da Vitória, entre outros. Vazio sanitário: Região I: 26 de junho a 7 de outubro de 2025 Região II: 14 de junho a 14 de setembro de 2025 Região III: 14 de dezembro de 2025 a 14 de março de 2026 Calendário de semeadura: Região I: 8 de outubro a 31 de dezembro de 2025 Região II: 15 de setembro a 15 de dezembro de 2025 Região III: 15 de março a 25 de junho de 2026 Regiões Munícpios baianos na Região I: Abaíra, América Dourada, Andaraí, Angical, Baianópolis, Barra, Barra da Estiva, Barra do Mendes, Barreiras, Barro Alto, Bom Jesus da Lapa, Boninal, Bonito, Brejolândia, Brotas de Macaúbas, Buritirama, Cafarnaum, Canápolis, Canarana, Carinhanha, Catolândia, Central, Cocos, Coribe, Correntina, Cotegipe, Cristópolis, Feira da Mata, Formosa do Rio Preto, Gentio do Ouro, Ibicoara, Ibipeba, Ibitiara, Ibititá, Ibotirama, Igaporã, Ipupiara, Iramaia, Iraquara, Irecê, Itaetê, Itaguaçu da Bahia, Jaborandi, João Dourado, Jussara, Jussiape, Lapão, Lençóis, Luís Eduardo Magalhães, Malhada, Mansidão, Marcionílio Souza, Matina, Morpará, Morro do Chapéu, Mucugê, Mulungu do Morro, Muquém do São Francisco, Nova Redenção, Novo Horizonte, Oliveira dos Brejinhos, Palmares, Paratinga, Piatã, Presidente Dutra, Riachão das Neves, Riacho de Santana, Rio de Contas, Santa Maria da Vitória, Santana, Santa Rita de Cássia, São Desiderio, São Félix do Coribe, São Gabriel, Seabra, Serra do Ramalho, Serra Dourada, Sítio do Mato, Souto Soares, Tabocas do Brejo Velho, Uibaí, Utinga, Wagner, Wanderley e Xique-xique. Região II: Alcobaça, Aratuípe, Cairu, Camamu, Caravelas, Gandu, Ibirapitanga, Ibirapoã, Igrapiúna, Itamaraju, Itanhém, Ituberá, Jaguaripe, Jucuruçu, Lajedão, Medeiros Neto, Mucuri, Nilo Peçanha, Nova Viçosa, Piraí do Norte, Prado, Presidente Tancredo Neves, Taperoá, Teixeira de Freitas, Teolândia, Valença, Vereda e Wenceslau Guimarães. Região III: Acajutiba, Alagoinhas, Aporá, Araçás, Aramari, Cardeal da Silva, Catu, Conde, Crisópolis, Entre Rios, Esplanada, Inhambupe, Itanagra, Itapicuru, Jandaíra, Olindina, Ouriçangas, Pedrão, Rio Real e Sátiro Dias. Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem. [ad_2] Source link

China abre cinco novos mercados para produtos do agro brasileiro

[ad_1] O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, assinou acordos bilaterais em prol das exportações da agropecuária brasileira à China. O ato aconteceu durante o encontro do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com o presidente chinês Xi Jinping, no Grande Palácio do Povo em Pequim, nesta terça-feira (13). A iniciativa abre cinco novos mercados e foca no avanço das medidas sanitárias e fitossanitárias entre o Mapa e a Administração-Geral de Aduanas da China (GACC). As aberturas são para exportação de carne de pato, carne de peru, miúdos de frango (coração, fígado e moela), grãos derivados da indústria do etanol de milho (DDG e DDGs) e farelo de amendoim. “Sob a liderança do presidente Lula, o Brasil alcança uma conquista histórica com o maior número de aberturas de mercado para a China de uma única vez. Um reflexo da confiança mútua e da boa relação entre os dois países”, comemorou Fávaro. O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, destacou que foram cinco produtos abertos o agronegócio brasileiro, que se somam aos pescados, cujas exportações foram autorizadas no fim de abril. “Um impacto estimado em aproximadamente US$ 20 bilhões. Esse resultado é fruto do trabalho conjunto de muitas equipes do Mapa, do MRE e da Embaixada do Brasil na China”, destacou. Em 2024, a China importou US$ 155 milhões de miúdos de frango, US$ 50 milhões de carne de peru, US$ 1,4 milhão de carne de pato, mais de US$ 66 milhões em DDG e DDGS e US$ 18 milhões em farelo de amendoim, segundo dados da aduana chinesa. “Estamos celebrando mais uma conquista para o Brasil. A abertura das três proteínas de carne de aves pode representar mais de R$ 1 bilhão em receita cambial para o nosso país”, destacou o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin. Durante o encontro, também foi assinado o Memorando de Entendimento (MoU) entre o Mapa e a GACC na área de medidas sanitárias e fitossanitárias, com o objetivo de promover a comunicação e a cooperação bilateral nesse setor. A iniciativa visa proteger a saúde humana, animal e vegetal, além de aumentar a segurança dos alimentos comercializados entre Brasil e China. [ad_2] Source link