Carne bovina: exportações desaceleram em novembro, mas receita sobe 25%

Foto: Pixabay As exportações brasileiras de carne bovina (in natura e processada) desaceleraram em novembro, após meses de crescimento acelerado. O volume exportado somou 279.229 toneladas, representando um aumento de 9% em relação a novembro de 2023, quando foram exportadas 256.069 toneladas. Os preços médios pagos pelo produto brasileiro, no entanto, avançaram, subindo de US$ 3.909 por tonelada em 2023 para US$ 4.469 em 2024. Com isso, a receita do setor alcançou US$ 1,247 bilhão no mês, alta de 25% sobre o mesmo período do ano anterior. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Alta no volume de carne exportada no ano De janeiro a novembro de 2024, o Brasil exportou 2,94 milhões de toneladas de carne bovina, crescimento de 30,8% em comparação ao mesmo período de 2023, quando o volume foi de 2,25 milhões de toneladas. A receita acumulada atingiu US$ 12,021 bilhões, alta de 23,25%. Apesar do aumento no volume e na receita, o preço médio de exportação em 2024 (US$ 4.077) ficou 5,8% abaixo do registrado no ano anterior (US$ 4.328). Mudanças no mercado internacional A China, principal destino da carne bovina brasileira, registrou aumento no volume importado, mas reduziu sua participação relativa no total exportado pelo Brasil. Entre janeiro e novembro de 2024, o país asiático comprou 1,21 milhão de toneladas (+11%) com receita de US$ 5,424 bilhões (+3,7%). No entanto, sua participação caiu de 48,4% para 41,1% no volume e de 53,6% para 45,1% na receita. Os Estados Unidos consolidaram sua posição como o segundo maior mercado para a carne bovina brasileira, com aumento expressivo de 69,6% no volume importado (493.462 toneladas) e 57,7% na receita (US$ 1,489 bilhão). A participação dos EUA no total exportado pelo Brasil subiu de 12,9% em 2023 para 16,7% em 2024. Os Emirados Árabes Unidos e o Chile também apresentaram desempenhos notáveis. Os Emirados Árabes mais que dobraram suas importações, adquirindo 129.952 toneladas (+103,3%) com receita de US$ 588,8 milhões (+110,2%). Já o Chile registrou um aumento de 3,3% no volume (96.896 toneladas) e 3,8% na receita (US$ 461,2 milhões). No acumulado do ano, 108 países ampliaram suas compras de carne bovina brasileira, enquanto 63 reduziram. O post Carne bovina: exportações desaceleram em novembro, mas receita sobe 25% apareceu primeiro em Canal Rural.

Após chuvas, produtores de soja do Paraná previnem pragas

Foto: Freepik Com o fim do plantio da safra de grãos de verão no Paraná, a soja segue como a principal cultura do estado, com a maior parte das lavouras já em fase reprodutiva. Embora as chuvas intensas recentes tenham chegado em um momento crítico, favorecendo a normalização do desenvolvimento das plantas, algumas áreas registraram perdas irreversíveis, conforme aponta o último boletim semanal do Departamento de Economia Rural (Deral). Segundo o Climatempo, agora, com o plantio concluído, a atenção dos produtores se volta para a prevenção de pragas. Um dos principais focos de cuidados é a ferrugem asiática, uma das doenças mais temidas pela soja. No entanto, a alta incidência de chuvas tem dificultado o controle da doença, já que as precipitações intensas e frequentes dificultam a aplicação de defensivos agrícolas nas lavouras. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Previsão do tempo e a lavoura de soja A previsão para os próximos dias indica um cenário de intensificação do tempo seco, com elevação das temperaturas no Paraná. A expectativa é que os períodos de sol e seca favoreçam a retomada das atividades no campo, permitindo a aplicação de tratamentos e o controle das pragas, fundamentais para garantir a boa produtividade da soja. Com o aumento das temperaturas e a redução das chuvas, o desafio agora será manter as lavouras livres de pragas e doenças até a colheita. O produtor de soja do Paraná segue atento, buscando alternativas para proteger sua produção e minimizar os impactos climáticos no rendimento da safra. O post Após chuvas, produtores de soja do Paraná previnem pragas apareceu primeiro em Canal Rural.

Mais facilidade para criadores de cavalos: projeto para transporte de equídeos é aprovado

Foto: Pixabay A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou, nesta terça-feira (10), o Projeto de Lei nº 1632/2023, que institui o Passaporte Equestre Paulista. A nova ferramenta promete melhorar o transporte de equídeos no estado, substituindo a tradicional Guia de Trânsito Animal (GTA) para criadores com animais devidamente identificados e com exames válidos. São Paulo abriga cerca de 240 mil equinos cadastrados — 30% do rebanho nacional —, e será o pioneiro na implementação desse modelo, que simplifica o trânsito de cavalos e outros equinos dentro do estado. Como funciona? O Passaporte Equestre será emitido diretamente pelo aplicativo da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), dispensando a emissão física da GTA e o uso do sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave). Além disso, o Gedave foi otimizado, permitindo agora que os criadores solicitem a GTA para transporte interestadual diretamente no sistema, eliminando a necessidade de autorizações presenciais em unidades de defesa agropecuária. Vantagens para os criadores Com o passaporte, os criadores poderão transportar seus cavalos para áreas livres dentro do estado durante todo o período de validade dos exames e atestados de vacinação. Entre os benefícios estão a redução de burocracia, economia de custos, proteção do animal, facilitando o comércio exterior garantindo a rastreabilidade sem comprometer a saúde do rebanho. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post Mais facilidade para criadores de cavalos: projeto para transporte de equídeos é aprovado apareceu primeiro em Canal Rural.

Caiado é condenado por abuso de poder político e pode ficar inelegível

Foto: Valter Camargo/Agência Brasil O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) tornou o governador do estado, Ronaldo Caiado, inelegível por oito anos por abuso de poder político nas eleições municipais de 2024. Na mesma sentença, a Justiça Eleitoral goiana cassou o registro da chapa do prefeito eleito de Goiânia, Sandro Mabel, que foi apoiado por Caiado na disputa pelo comando da capital. Os dois são filiados ao partido União Brasil. A medida não afeta o mandato atual de Caiado, que vai até 2026. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A decisão de primeira instância é da juíza Maria Umbelina Zorzetti, da 1ª Zona Eleitoral de Goiânia, e ainda cabem recursos ao próprio TRE-GO, em segunda instância, e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como a sentença não possui execução imediata, Mabel e a vice-prefeita eleita, Cláudia Lira (Avante), conhecida como Coronel Cláudia, poderão ser diplomados e tomar posse, até que o processo esteja finalizado (transitado em julgado). Para a magistrada, o governador Ronaldo Caiado utilizou o Palácio das Esmeraldas, sede do governo estadual, para promover eventos de campanha em apoio a Sandro Mabel. A denúncia foi apresentada pela coligação do candidato Fred Rodrigues (PL), derrotado no segundo turno das eleições. Os eventos aconteceram nos dias 7 e 9 de outubro, após o primeiro turno, e reuniram vereadores eleitos e lideranças políticas locais. O Ministério Público de Goiás (MPGO) também se manifestou favoravelmente à condenação. A defesa de Caiado confirmou que vai recorrer da decisão. Em nota, os advogados Alexandre Alencastro Veiga Hsiung e Anna Vitória Gomes Caiado consideraram incorreta a análise dos fatos e desproporcional a aplicação da pena de inelegibilidade. “O evento apurado na ação, ocorrido na residência oficial do governador, teve como propósito homenagear os vereadores eleitos em Goiânia e iniciar uma relação institucional entre o Executivo estadual e o Legislativo municipal. Não houve, na ocasião, nenhum caráter eleitoral: não se pediu voto, não foram mencionadas eleições e não havia adereços de campanha”, diz a nota. “A defesa, portanto, reafirma que não houve ilícito eleitoral, o qual, se tivesse ocorrido, ensejaria, no máximo, a aplicação de uma multa”, acrescentam os advogados de Caiado. Sandro Mabel também entrará com recurso. Em nota, a defesa reforçou que “não houve qualquer irregularidade na conduta apontada, tratando-se apenas de uma reunião política realizada na residência do governador, sem desvio de finalidade ou mesmo sem a gravidade que justifique o desfecho apresentado na sentença”. Os advogados Dyogo Crosara, Talita Hayasaki e Wandir Allan argumentam que a análise da juíza se baseou em “premissas equivocadas” e que não condizem com a jurisprudência do TSE e do TRE goiano. “Ressaltamos que toda decisão judicial em matéria eleitoral deve ser pautada por uma análise objetiva da gravidade dos fatos, algo que não se evidencia no presente caso”, diz a nota. O post Caiado é condenado por abuso de poder político e pode ficar inelegível apareceu primeiro em Canal Rural.

‘Meu pai é o meu professor’, relata produtor de soja do RS que cultiva ao lado da família

Foto: Vinicius Viegas Deleski A história de Vinicíus Viegas Deleski com a soja começou há 11 anos. Apesar de seu pai já plantar o grão há muito tempo, foi nesse período que o então sojicultor deu início à trajetória com a commodity Morador de Tapes (RS), ele sempre esteve muito próximo da vida rural, pois desde pequeno, acompanhava seu pai, Divino Luiz Zimieski Deleski, na lavoura, que também cultivava arroz, milho, tabaco e criação de gado. ”Desde pequeno, eu sempre gostei muito desse trabalho no campo. Meu pai me deixava operar o trator, o que despertou o meu interesse pela área. Isso me motivou a aprender mais sobre o processo de produção e a continuar nesse ramo”, lembra Vinícius. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Parceria com o pai Hoje, ele e seu pai trabalham juntos no interior de Tapes, onde se dedicam tanto ao cultivo de soja quanto à pecuária. Para ele, a parceria com o pai vai além de um vínculo familiar, sendo também uma forte troca de aprendizado e experiência. ”Meu pai é meu professor e parceiro de trabalho. Sempre aprendi com ele, e até hoje, seguimos juntos, discutindo ideias e tomando decisões sobre a lavoura”, diz o produtor. Ele lembra que, com o tempo, os desafios foram surgindo, principalmente em relação às questões climáticas e à oscilação do preço do produto no mercado. ”A cada nova safra, sempre encontramos algum desafio diferente, seja no clima, com períodos de seca ou chuvas excessivas, ou até mesmo com os preços na hora da comercialização. Esse é um dos maiores desafios da agricultura, mas procuramos nos adaptar e seguir em frente”, explica. Rumo ao sucesso da lavoura de soja Comparado ao ano anterior, o cultivo da soja nesta safra está dentro das expectativas. ”A área plantada já recebeu boas chuvas, o que tem contribuído para uma boa germinação das plantas. Estamos confiantes que, se o clima continuar colaborando, a produtividade será boa”, afirma. Para ele, o acompanhamento constante das condições climáticas e a previsão do tempo são essenciais para o sucesso da lavoura. Estratégia e práticas adotadas Foto: Vinicius Viegas Deleski Entre as práticas adotadas na propriedade, a rotação de culturas com soja e arroz é uma das mais importantes. “A rotação de culturas ajuda a melhorar a qualidade do solo e controla algumas plantas daninhas e pragas. Também procuramos sempre estar atualizados com as novas tecnologias, investindo em máquinas que nos ajudam a otimizar o tempo e o trabalho no campo”, diz Vinicíus. A inovação é algo que ele destaca como fundamental para aumentar a eficiência e reduzir os custos de produção. “Com a tecnologia, conseguimos ser mais rápidos e precisos, o que faz toda a diferença em uma lavoura de soja.” Lado a lado Atualmente, a família cuida de uma área de 300 hectares de soja, e o trabalho é feito apenas Vinicius e seu pai, não têm funcionários contratados, no entanto, possuem parcerias, como mecânicos, consultores, caminhoneiros e demais profissionais que ajudam na engrenagem do negócio. “Na parte do plantio e colheita somos apenas nós dois, mas estamos acostumados. Apesar de ser um trabalho intenso, conseguimos administrar bem as tarefas, dividindo as responsabilidades e otimizando o tempo”, comenta. A rotina, que exige muito esforço e dedicação, é compensada pelo amor que ambos têm pela agricultura. O futuro e o cultivo de soja Deleski segue confiando no trabalho em família e acredita que, com o conhecimento adquirido ao longo dos anos e o comprometimento com a inovação, o cultivo de soja tem um futuro promissor na propriedade. “Cada safra é uma nova oportunidade de aprender, crescer e melhorar. O mais importante é continuar trabalhando com seriedade e paixão pelo que fazemos”, finaliza. O post ‘Meu pai é o meu professor’, relata produtor de soja do RS que cultiva ao lado da família apareceu primeiro em Canal Rural.

Brasil vive momento “extremamente delicado”, diz presidente da CNA

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, definiu como “extremamente delicado” o momento fiscal e macroeconômico vivido pelo país. Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (11), na qual apresentou os resultados do agronegócio em 2024 e as perspectivas do setor para 2025, a CNA colocou o dólar mais alto e o aumento da taxa de juros como fatores de preocupação. Martins e o diretor técnico da entidade, Bruno Lucchi, não comentaram especificamente o pacote de corte de gastos enviado pelo governo ao Congresso Nacional. Leia Mais Para CNA, postergação de lei antidesmatamento da UE não resolve problema CNA estima aumento de 5% do PIB do agronegócio em 2025 Valor da produção agropecuária deve ter aumento de 7,4% em 2025, diz CNA Lucchi, no entanto, projetou uma taxa Selic a 13,5% no fim do próximo ano e alertou que juros mais elevados afetam também o Plano Safra. Quanto à variação cambial, reconheceu que o dólar mais alto ajuda na rentabilidade das exportações, mas pressiona o custo de insumos importantes. “Fertilizantes, defensivos, sêmen, medicamentos… Tudo isso vai ficar mais caro se tivermos um dólar mais alto”, alertou. O presidente da CNA, por sua vez, disse que a “incerteza econômica leva o produtor [rural] a ser mais precavido” em questões como o crédito para financiar sua produção. Menos de um terço do financiamento do setor, segundo ele, se dá diretamente pelo Plano Safra. “O agro tem procurado se libertar da necessidade de ajuda que o governo oferece”, observou. Uma queixa da CNA, contudo, é sobre o baixo orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). A demanda é por um orçamento anual de R$ 4 bilhões. Em 2025, porém, mais uma vez os recursos disponíveis devem ficar em torno de R$ 1 bilhão. O mecanismo é essencial para diminuir o risco dos produtores em caso de fenômenos climáticos que levem à quebra de safras, como a seca prolongada que afetou a região Centro-Oeste e as inundações no Rio Grande do Sul. “Vemos um desmonte do seguro rural, com cada vez menos orçamento”, lamentou Lucchi. “Não há ferramenta mais importante para fazer uma gestão do risco climático. Neste ano, houve até um aporte de recursos extras ao seguro rural por causa do Rio Grande do Sul. Mas precisaríamos em torno de R$ 4 bilhões anuais.” O que deve ficar mais barato com o acordo entre Mercosul-UE Este conteúdo foi originalmente publicado em Brasil vive momento “extremamente delicado”, diz presidente da CNA no site CNN Brasil.

Câmara avança em projeto para modernizar fiscalização agropecuária no Brasil

Foto: Mapa A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que promete fortalecer o Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). Criado em 1998, o sistema é responsável pela fiscalização de produtos agropecuários em portos, aeroportos internacionais e postos de fronteira, mas até agora vinha operando com base em normas infralegais. O projeto, que ainda será debatido em outras comissões e no plenário, busca dar mais robustez legal ao Vigiagro, modernizando procedimentos e garantindo maior eficiência no controle de produtos como animais, vegetais, sementes e embalagens de madeira. Por que isso importa? O Vigiagro tem um papel fundamental na proteção do mercado agropecuário brasileiro, impedindo a entrada de produtos fora dos padrões sanitários e de qualidade exigidos, a saída de mercadorias que possam comprometer a credibilidade das exportações brasileiras, diminuindo riscos à saúde animal e vegetal por meio de medidas preventivas e fiscalização rigorosa. A deputada Daniela Reinehr (PL-SC), relatora do projeto, destacou que a legislação atual é insuficiente para lidar com o alto volume do comércio exterior do agronegócio brasileiro. “A proposta moderniza o Vigiagro, tornando os procedimentos mais racionais, diminuindo custos e aumentando a competitividade”, afirmou. Deputada federal Daniela Reinehr (PL-SC) durante a discussão do projeto Mudanças propostas Multas mais severas: Quem for flagrado sem os certificados sanitários adequados pode pagar multas que variam de R$ 14.120 a R$ 150 mil, dependendo da gravidade. Medidas preventivas: Infrações ou riscos poderão levar à apreensão, lacre e até destruição de produtos perigosos. Estrutura reforçada: Portos e aeroportos deverão oferecer infraestrutura adequada para o trabalho dos fiscais agropecuários, incluindo instalações e equipamentos específicos para descarte seguro de resíduos de risco. Impacto no agronegócio brasileiro A inclusão do Vigiagro na legislação é vista como um passo estratégico para fortalecer o setor. Com a nova regulamentação, o governo espera simplificar processos, reduzir o tempo de liberação de cargas e melhorar a competitividade do Brasil no mercado internacional. Os recursos arrecadados com multas serão destinados a campanhas de educação sanitária e à capacitação de servidores, ampliando a eficiência do sistema. Próximos passos O projeto será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de seguir para votação no Plenário da Câmara. Caso aprovado, ainda precisará passar pelo Senado antes de virar lei. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post Câmara avança em projeto para modernizar fiscalização agropecuária no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.

Lavouras de soja em MG: boas condições de desenvolvimento

Foto: Leonardo Muller/arquivo pessoal O cultivo de soja em Minas Gerais segue com perspectivas positivas para a safra 2024/25, com previsão de aumento tanto na área plantada quanto na produção. Segundo a Safras & Mercado, a área de cultivo no estado deve ocupar 2,35 milhões de hectares, um aumento de 4,4% em relação à safra passada, com a semeadura já concluída em 100% da área até o início de dezembro. A produção de soja no estado é esperada para atingir 8,979 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 7,8% em relação ao número de 8,328 milhões de toneladas da safra anterior. O rendimento médio projetado é de 3.840 quilos por hectare, superando os 3.720 quilos por hectare registrados na temporada passada. As boas condições climáticas e o manejo eficiente nas lavouras são os principais fatores para esse aumento na produtividade. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Noroeste de MG No município de Unaí, no noroeste de Minas Gerais, as lavouras de soja também apresentam boas condições de desenvolvimento. De acordo com o departamento técnico da Cooperativa Agrícola de Unaí (Coagril), as lavouras de sequeiro, ocupando 200 mil hectares, estão divididas entre as fases de floração (80%) e crescimento vegetativo (20%). Já as lavouras irrigadas por pivô, em uma área de 100 mil hectares, estão entre as fases de enchimento de grãos e floração. As chuvas seguem regulares na região, apesar de uma semana de tempo firme. No entanto, as previsões indicam que a área deve receber boas precipitações nos próximos dias, o que favorece o desenvolvimento das plantas. Os produtores de Unaí estão confiantes quanto à produtividade, com expectativas de colher 3.900 quilos por hectare para a safra 2024/25. Embora as lavouras enfrentem desafios típicos de pragas, como a mosca-branca, o percevejo marrom e as lagartas, os produtores de Unaí têm conseguido manter o controle dessas ameaças de forma eficaz, o que contribui para o bom desempenho das lavouras na região. O post Lavouras de soja em MG: boas condições de desenvolvimento apareceu primeiro em Canal Rural.

Cafés especiais: feira na Coreia do Sul pode render US$ 28,5 milhões ao Brasil

Foto: Pixabay Uma delegação de empresários brasileiros do setor de cafés especiais faturou US$ 6,126 milhões em negócios presencialmente e pode render mais US$ 22,350 milhões nos próximos 12 meses, o que geraria um total de US$ 28,5 milhões ao país, com a participação na Café Show Seoul 2024, principal evento do segmento na Coreia do Sul, que ocorreu de 6 a 9 de novembro, na capital do país. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A iniciativa, que compõe as ações do projeto “Brazil. The Coffee Nation”, foi uma realização da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). “O mercado sul-coreano é maduro e estratégico para os cafés especiais brasileiros, por isso, é importante marcarmos presença e reforçarmos a imagem do Brasil como líder global da produção desse setor e fortalecer conexões com os agentes da Coreia do Sul. O desempenho deste ano é superior ao que obtivemos no ano passado, quando foram concretizados US$ 22,4 milhões em negócios”, disse em comunicado o diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela. Em 2023, a Coreia do Sul importou 964.302 sacas de 60 dos cafés do Brasil, o que lhe concedeu o posto de 12º lugar no ranking dos principais parceiros comerciais do produto nacional, conforme dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Neste ano, de janeiro a outubro, os sul-coreanos já importaram 888.982 sacas, mantendo a 12ª colocação na tabela das exportações brasileiras. Taiwan O roteiro dos brasileiros pela Ásia também incluiu a participação, entre 15 e 18 de novembro, na Taiwan International Coffee Show 2024, realizada em Taipé, capital taiwanesa. Segundo a BSCA, com estande e ações similares às realizadas na Coreia, os empresários brasileiros fizeram 30 contatos comerciais – dez novos -, que podem render US$ 6 milhões até dezembro de 2025. O post Cafés especiais: feira na Coreia do Sul pode render US$ 28,5 milhões ao Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.

Operação identifica leite com soda cáustica, água oxigenada e até pelos

Agentes do GAECO dentro da fábrica da Dielat O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) deflagrou, hoje (11), a 13ª fase da Operação Leite Compensado contra a adulteração de produtos lácteos em uma fábrica da Dielat localizada em Taquara, na região metropolitana de Porto Alegre. A investigação do MP indica que houve a adição de soda cáustica e água oxigenada em produtos comercializados pela empresa como leite UHT, leite em pó e compostos lácteos. Essas substâncias são perigosas à saúde e usadas para reprocessar produtos vencidos e recuperar itens deteriorados. Além disso, foram detectados “pelos indefinidos” e pontos de sujeira dentro de embalagens. Agentes cumpriram quatro mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em empresas e residências na cidade de São Paulo e de quatro municípios gaúchos: Taquara, Parobé, Três Coroas e Imbé. Foram presos o químico, o sócio-proprietário da indústria e dois gerentes. A ofensiva teve a colaboração do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e contou também com o apoio da Brigada Militar do Rio Grande do Sul. Os produtos da Dielat são comercializados no Brasil e também são exportados para a Venezuela. A empresa já venceu licitações para fornecer laticínios a escolas e a outros órgãos públicos. Ao menos sete cidades gaúchas tiveram leite fornecido pela Dielat para merenda escolar, segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE), entre elas Alvorada, Canela, Gravataí, Ivoti, Porto Alegre, Taquara e Viamão. Recentemente, a empresa foi vencedora de um certame para distribuir produtos derivados do leite para escolas de um município paulista. Alquimista Quase 12 anos depois da primeira fase e pouco mais de sete anos após a 12ª etapa, o MP-RS prendeu novamente o químico industrial conhecido entre os fraudadores como o “alquimista” ou o “mago do leite”. Ele já havia sido alvo da quinta fase da operação, em 2014, quando foi descoberta a sua participação na adição de soda cáustica, bicarbonato de sódio e água oxigenada nos produtos de uma indústria em Imigrante, no Vale do Taquari. A Dielat teria contratado o químico para assessorar a produção. O promotor de Justiça Mauro Rockenbach, da Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre comentou a prisão. “Era para ele estar usando tornozeleira eletrônica, era para sair a condenação dele, mas enquanto essas questões básicas não ocorrem, o que ele faz? Adultera leite e pior, aprimora seus mecanismos de ação, já que tem a fórmula exata da quantidade de soda cáustica para uma quantidade exata de litros de leite, fazendo com que os ajustes não sejam detectados nos exames”, ressalta Rockenbach. Sofisticação De acordo com o promotor, as fraudes estão mais sofisticadas, permitindo que substâncias como soda cáustica e água oxigenada escapem de detecções iniciais da fiscalização de órgãos ligados ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). “Além de ajustar o pH e mascarar a acidez do leite, essas substâncias são usadas para reprocessar produtos vencidos e recuperar itens deteriorados, o que representa graves riscos à saúde, incluindo potencial carcinogênico. A denúncia de 2024 se confirmou um novo risco”, afirma o promotor. Próximos passos Exames minuciosos estão sendo realizados para identificar com exatidão os lotes contaminados. As autoridades destacam a importância de intensificar a fiscalização para impedir que práticas desse tipo continuem a comprometer a saúde da população. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Em nota, a Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) lamentou as notícias envolvendo a empresa Dielat. A entidade reafirma que o leite gaúcho mantém elevados padrões de qualidade e destaca que tais adulterações não têm origem nas propriedades rurais ou nos produtores que cuidam com zelo de suas vacas e de todo o processo produtivo. Já o Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) repudiou com veemência a informação e exigiu que o caso seja apurado com rigor, e os responsáveis penalizados. “Qualquer ação adotada no intuito de burlar o sistema posto é rechaçada em coro por todos os agentes do setor produtivo e deve ser punida”, encerra o comunicado do Sindilat. O post Operação identifica leite com soda cáustica, água oxigenada e até pelos apareceu primeiro em Canal Rural.