Projeto autoriza investigados por crimes a comprar armas de fogo

Foto: Pixabay A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que autoriza investigados por crimes a registrarem armas de fogo. O texto, aprovado nesta quarta-feira (11), altera pontos do Estatuto do Desarmamento, entre eles o que restringia a compra de arma de fogo a pessoas que estivessem respondendo a inquérito policial ou criminal. O projeto, que ainda deverá ser analisada pelo Senado, define que as pessoas que estiverem respondendo a inquérito poderão comprar arma de fogo e registrá-la em seu nome, exceto se estiver respondendo aos seguintes crimes crime doloso contra a vida; crime qualificado como hediondo ou a este equiparado; crime contra a dignidade sexual, tentado ou consumado; crime tipificado na Lei Maria da Penha; crime cometido contra o patrimônio com o uso de violência; ou crime de ameaça ou cometido com grave ameaça. Dessa forma, quem estiver respondendo por furto, por exemplo, poderá comprar uma arma. Por outro lado, o texto deixa mais claro que, além de continuar a ter de fornecer certidões negativas de antecedentes criminais, o interessado não poderá ter sido condenado por sentença com trânsito em julgado e não poderá estar sob restrição por medida protetiva, como a relacionada a violência doméstica (manter distância da vítima). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Outras condições exigidas em lei não são alteradas, como comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. Registro de armas O relator do projeto, deputado Ismael Alexandrino (PSD-GO), incluiu no texto a concessão de um novo prazo de um ano para os proprietários de arma de fogo pedirem o registro, devendo comprovar a posse lícita da mesma. Segundo o texto, poderá ser regularizada qualquer arma em posse do interessado, mesmo antes da data prevista no Estatuto do Desarmamento, 31 de dezembro de 2008. Com a alteração, o proprietário da arma poderá pedir inclusive o registro provisório. Alexandrino argumentou que o projeto resolve o problema do registro de armas de fogo sem registro. “Impossibilitar o registro não extinguirá a existência das armas, elas continuarão a existir, permanecendo na ilegalidade como armas frias, na clandestinidade, muitas vezes sendo usadas na criminalidade ou para esquentar supostos conflitos. O registro proporcionará a transparência e o controle necessários a uma política de segurança pública séria e exitosa”, justificou. O projeto aumenta ainda de 3 para 5 anos o prazo para a renovação do certificado de registro da arma. Além disso, o texto define que o prazo começará a contar a partir da emissão do certificado anterior. O projeto também altera o ponto do estatuto que trata do disparo de arma de fogo em público. A norma diz que essa prática é crime inafiançável, com reclusão de 2 anos a 4 anos para quem disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências, em via pública ou em direção a ela. Com a mudança, o ato deixará de ser crime inafiançável quando se tratar da legítima defesa ou de outra pessoa. O projeto também altera o Estatuto do Desarmamento, no ponto em que trata de armas apreendidas, que determina que elas não poderão ser restituídas enquanto interessarem ao processo. O novo texto diz que se os objetos já tiverem passado por exame pericial definitivo, deverão ser restituídos ou ter a destinação definida em lei. Pelo projeto, as armas, acessórios e munições poderão ser doadas, após passar por perícia do Exército, às Forças Armadas e aos órgãos de segurança pública, segundo o padrão de uso de cada instituição. Será dada preferência para a doação, exceto para as armas de uso proibido ou de uso restrito, inicialmente para os órgãos de segurança pública do estado em que se deu a apreensão; órgão de segurança pública que tiver a menor relação de armas por integrante efetivo da instituição solicitante; órgão de segurança pública cuja sede se localize em área de maior criminalidade; guardas municipais; e Polícia Legislativa Federal. No caso de arma de fogo apreendida sem número de série ou sem outros elementos de identificação, mas que estiver em perfeito estado de conservação e própria para uso, será renumerada pelo Comando do Exército, que providenciará novo registro para doação aos órgãos de segurança. Segundo o deputado Alexandrino, um país com grandes dificuldades financeiras, como o Brasil, “não pode se dar ao luxo” de destruir armamento que pode ser empregado pelas forças de defesa e de segurança pública. “Um país com grandes dificuldades financeiras e de equilíbrio fiscal como o nosso, com os inevitáveis reflexos que levam a carências nas diversas instituições públicas, não pode se dar ao luxo de destruir armamento caro e que pode ser empregado com vantagem pelas forças de defesa e de segurança pública”, defendeu. *Com Agência Câmara Notícias O post Projeto autoriza investigados por crimes a comprar armas de fogo apareceu primeiro em Canal Rural.
Estudo revela potencial de R$ 4 bilhões anuais para impulsionar o agro paulista

Programa de Gestão do Aporte de Nutrientes na Bacia Hidrográfica do Tibagi. A recomposição de vegetação nativa ao redor de cultivos agrícolas pode gerar um aumento na produção agrícola. É o que revela um estudo inédito, realizado grupo do projeto Biota Síntese, coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil) e a Universidade de São Paulo (USP). Segundo a pesquisa, a manutenção da vegetação nativa ao redor de cultivos agrícolas pode gerar um aumento de R$ 4,2 bilhões anuais à produção agrícola do estado em algumas culturas de cultivo. Os agricultores podem ter ganhos bilionários com restauração ecológica a partir do plantio de vegetação nativa, que é a prática de plantar espécies originárias de uma determinada região ou ecossistema. O efeito de ganho vem da polinização gerada pelas abelhas. Apenas com a produção de soja, laranja e café, seriam acrescentados respectivamente R$ 1,4 bilhão, R$ 1 bilhão e R$ 660 milhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do estado todos os anos. Outros cultivos permanentes, como goiaba, abacate e manga, teriam ganhos de R$ 280 milhões, enquanto lavouras temporárias, como tomate, amendoim e feijão, teriam acréscimo de R$ 820 milhões, totalizando assim cerca de R$ 4,2 bilhões de aumento total na produção. A pesquisa destaca ainda que há aumento da qualidade e tamanho dos produtos, resultado da maior frequência de visitas de polinizadores às flores de plantas cultivadas quando há vegetação nativa por perto. Pesquisadores e técnicos da Secretaria, além de outras instituições, apresentaram no Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema), os resultados de estudos realizados nos últimos dois anos. Polinização A metodologia usada na pesquisa indica que é possível aplicar individualmente a iniciativa em cada município. “Um exemplo são as abelhas que vivem nas matas nativas, saem para buscar alimento nas flores das lavouras, polinizando-as, gerando mais frutos e consequentemente maior produção”, informou Eduardo Moreira, pesquisador da USP e coautor do estudo. Foto: Katia Braga “Os serviços ecossistêmicos são extremamente valiosos, mas nem sempre são adequadamente reconhecidos, já que são prestados silenciosamente pela biodiversidade, e o projeto ajuda a preencher esta lacuna”, observou Carlos Joly, professor emérito da Unicamp e coordenador do Biota Síntese. Serviços Ambientais Outro estudo apresentado foi na área de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA). A publicação reúne diretrizes para fortalecer programas recentes já com bons resultados, como os PSAs Juçara, Guardiões das Florestas e Mar sem Lixo, e aprendizados de casos consolidados de sucesso, como o Projeto Conexão Mata Atlântica e o Crédito Ambiental Paulista para as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (CAP/RPPN). Ao compilar e discutir estas experiências de PSA do estado, o grupo concluiu que incentivar cada vez mais os ganhos deste tipo de política podem ir muito além do aumento das áreas conservadas. “O PSA agrega ganhos sociais com o aumento efetivo de renda dos prestadores de serviços ambientais, maior participação destas pessoas nas ações de conservação ambiental e seguramente um ganho importante no relacionamento entre associações e comunidades com a gestão pública das Unidades de Conservação”, explicou Patrícia Ruggiero, pesquisadora da USP e coautora do estudo. As pesquisas receberam investimentos de R$ 4,3 milhões pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post Estudo revela potencial de R$ 4 bilhões anuais para impulsionar o agro paulista apareceu primeiro em Canal Rural.
Safra recorde de soja: Conab prevê 166,2 milhões de toneladas para 2024/25

Foto: Canal Rural Reprodução A produção brasileira de soja deverá totalizar 166,211 milhões de toneladas milhões de toneladas na temporada 2024/25 – um aumento de 12,5% na comparação com a temporadaanterior, quando foram colhidas 147,718 milhões de toneladas. A projeção faz parte do 3º levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em novembro, a companhia trabalhava com estimativa de safra de 166,143 milhões de toneladas. A Conab indica que houve elevação de 2,6% sobre o ano anterior na área de cultivo. São 47,369 milhões de hectares. A produtividade está estimada em 3.509 quilos por hectare. Em 2023/24, o rendimento ficou em 3.201 quilos por hectare, o que representa uma elevação de 9,6%. O tempo O relatório do Conab informa que a regularização das precipitações na maioria das regiões produtoras, o plantio da soja avançou na Região Centro-Oeste, Norte e Nordeste, alcançando 90% da área estimada de cultivo, no início de dezembro. Essa concentração do plantio em novembro implicará também em uma colheita concentrada e demandará uma programação precisa na secagem da oleaginosa por parte dos produtores, para evitar perdas durante a colheita. O clima “As chuvas ocorridas em novembro favoreceram a implantação e o desenvolvimento da cultura em grande parte dos estados produtores. Apenas algumas regiões do Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí, Tocantins e Maranhão tiveram curtos períodos de falta de chuva, mas não o suficiente para influenciar nas estimativas iniciais de produtividade da cultura”, diz o relatório. Na maioria das áreas, as precipitações frequentes, intercaladas com períodos de sol, favoreceram o estabelecimento e desenvolvimento da cultura, propiciando condições ideais para a manifestação do potencial produtivo da soja. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post Safra recorde de soja: Conab prevê 166,2 milhões de toneladas para 2024/25 apareceu primeiro em Canal Rural.
Após nova cirurgia, Lula está acordado e conversando, afirma equipe médica

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil O médico Roberto Kalil afirmou que a cirurgia de embolização da artéria meníngea média, realizada na manhã desta quinta-feira (12) no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para prevenir um novo sangramento na cabeça, foi bem-sucedida. “A gente conseguiu embolizar aquela artéria. O presidente está acordado e conversando”, afirmou o médico Roberto Kalil após o cirurgia, que teve início por volta das 7h10 e durou menos de uma hora. Queda no banheiro Lula tem 79 anos e fez uma cirurgia de emergência na madrugada de terça-feira (10) para drenar um hematoma na cabeça em decorrência da queda que sofreu no banheiro de casa em outubro. O objetivo deste último procedimento – realizado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo – é evitar um possível novo sangramento. Segundo os médicos, ele não ficará com nenhuma sequela. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Com o presidente internado, o vice-presidente Geraldo Alckmin comanda nesta quinta-feira (11) a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável. O post Após nova cirurgia, Lula está acordado e conversando, afirma equipe médica apareceu primeiro em Canal Rural.
Como a defesa sanitária nas granjas garante perus de Natal saudáveis e seguros

Foto: Pixabay A carne de peru é tradição no Natal, e para assegurar a qualidade do produto, fiscais Estaduais Agropecuários e a defesa sanitária das granjas comerciais seguem atuando nas granjas de produção de perus. O objetivo é atestar aos compradores no país e no exterior que a carne de peru brasileira é livre da doença de Newcastle e da influenza aviária, assim como ocorre na produção de frango. A operação é realizada pelos servidores de forma contínua ao longo do ano. Apenas no Rio Grande do Sul, a atividade envolve 184 propriedades – são 167 granjas comerciais de perus e 17 granjas de reprodução de perus. Como funciona? Os profissionais atuam em todo o processo de produção, que começa pela certificação das matrizes e incubadoras e registro das granjas de peru. A categoria também é responsável pelas coletas de sangue e outros materiais para controle das enfermidades, pelo acompanhamento da sanidade dos perus e pelo atendimento de notificações de doenças com potencial de epidemias ou risco para a saúde pública. O Fiscal Estadual Agropecuário e conselheiro da Associação dos Fiscais Agropecuários do RS (Afagro), Jeferson Barcelos Morais, explica que, para o consumo interno, os produtores selecionam lotes com tamanho ideal para o peru de Natal assado inteiro. “Quando chegam as festas de fim de ano, o peru é a estrela da mesa, aquecendo o consumo interno da ave natalina”, diz Jeferson. Nesta época, a carne exportada é comercializada em cortes, com destaque para coxa, sobrecoxa e peito de peru. Durante o restante do ano, o consumo nacional resume-se a embutidos, como peito, blanquet, linguiça e salsicha. A maior parte da produção de peru é exportada. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post Como a defesa sanitária nas granjas garante perus de Natal saudáveis e seguros apareceu primeiro em Canal Rural.
Confinamento de gado bovino cresce 11% em 2024: o que isso significa?

Foto: Governo de MT O Censo de Confinamento de 2024, realizado pela DSM-Firmenich, revelou um aumento de 11% no número de gado bovino confinado em relação ao ano anterior, alcançando 7.961.754 cabeças em 2.592 propriedades brasileiras. Segundo o gerente de confinamento da empresa, Walter Patrizi, esse crescimento reflete uma retomada no setor, que enfrentou margens negativas nos últimos dois anos. “Esse aumento está totalmente em linha com o crescimento do abate registrado neste ano e supera a média histórica de 9% ao ano. Foi um crescimento realmente muito importante”, destacou Patrizi, durante evento de apresentação dos resultados do Censo de Confinamento da dsm-firmenich, realizado na terça-feira, 10. Ele também chamou atenção para a maior participação das vacas no confinamento. A concentração geográfica da atividade permanece marcante, com 75% do volume confinado distribuído entre os Estados de Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. Porém, destacou que a prática tem avançado para outras regiões. “Esses cinco Estados representam, em grande parte, o nosso confinamento. No entanto, Estados como Pará e Tocantins vêm crescendo de forma significativa nos últimos anos”, explicou. Os dados também indicam um aumento dos grandes confinamentos. “Os maiores confinamentos, com mais de 10 mil cabeças, têm crescido mais do que os menores. Já os confinamentos de pequeno porte, em geral, reduziram o volume de animais”, apontou Patrizi. Ele acrescentou que cem grandes produtores, entre os mais de 2.500 levantados no censo, concentram praticamente metade do rebanho confinado. De acordo com o levantamento, a participação de confinamentos com mais de 10 mil cabeças cresceu de 53,9% (3,9 milhões de cabeças) em 2023 para 58,7% (4,7 milhões de cabeças) em 2024. Já os confinamentos com menos de 10 mil cabeças se mantiveram com 3,3 milhões de animais entre um ano e outro, mas a participação recuou de 46,1% para 41,3%. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post Confinamento de gado bovino cresce 11% em 2024: o que isso significa? apareceu primeiro em Canal Rural.
Podcast Diário Econômico: Copom sobe Selic e antecipa novas altas; ouça análise

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a decisão unânime do Copom em subir a Selic para 12,25%, além da sinalização de novas altas nas próximas reuniões. O comitê justifica que o cenário inflacionário se mostra desafiador, exigindo uma política monetária mais contracionista. O Ibovespa fechou em alta de 1,06%, enquanto o dólar caiu 1,53% frente ao real, refletindo as expectativas do mercado sobre o pacote fiscal. Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado! Foto: divulgação O post Podcast Diário Econômico: Copom sobe Selic e antecipa novas altas; ouça análise apareceu primeiro em Canal Rural.
Frente marítima causa pancadas de chuva em áreas amplas do país

Foto: Pixabay Quinta-feira será marcada por pacadas de chuva em grande parte do país. Confira a previsçao do tempo para hoje e comece o dia bem informado sobre o que o céu reserva para a sua região: Sul A quinta-feira será marcada por chuvas isoladas na Região Metropolitana de Curitiba e no litoral paranaense, com intensidade entre fraca e moderada. No extremo noroeste do Rio Grande do Sul, o cenário será semelhante. Contudo, nas demais áreas, incluindo Porto Alegre e Florianópolis, o sol predomina, com temperaturas em elevação. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Sudeste O calor e a alta umidade, associados ao deslocamento de uma frente marítima, favorecem a formação de nuvens e pancadas de chuva isoladas em Minas Gerais, Espírito Santo e no extremo noroeste de São Paulo. Nas capitais paulista, mineira e fluminense, o sol aparece entre nuvens, sem previsão de chuva. Centro-Oeste No Centro-Oeste, as instabilidades causadas pelo calor e umidade trazem pancadas de chuva de fraca a forte intensidade em Mato Grosso do Sul, Goiás e em grande parte de Mato Grosso, principalmente à tarde. Apenas o extremo leste de Mato Grosso do Sul e o noroeste de Mato Grosso devem permanecer sem precipitações. Nordeste Ventos vindos do oceano formam nuvens carregadas do litoral do Maranhão ao Rio Grande do Norte, com chuvas isoladas e baixos acumulados. Já no extremo sul do Maranhão, sul do Piauí e oeste da Bahia, as pancadas são mais intensas, acompanhadas de raios e trovoadas. Nas demais áreas, o tempo será seco, com temperaturas elevadas e baixa umidade do ar. Norte Na Região Norte, chuvas isoladas ocorrem no extremo sul do Tocantins, oeste e sul do Pará e norte do Amapá. No Amazonas, Acre e norte de Rondônia, a chuva será mais intensa, com possibilidade de temporais. Apesar disso, o sol aparece em toda a região, garantindo temperaturas elevadas e clima abafado. O post Frente marítima causa pancadas de chuva em áreas amplas do país apareceu primeiro em Canal Rural.
FPA denuncia emissão irregular de certidão de nascimento para indígenas paraguaios no Paraná

Foto: PMPR O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion, apresentou projeto de lei (PL 4740/2024) que tem como objetivo definir os procedimentos legais aplicáveis para o reconhecimento da nacionalidade brasileira aos indígenas. Segundo ele, a proposta surge em meio a denúncias de que o Ministério dos Povos Indígenas e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) estariam concedendo certidões de nascimento a indígenas de nacionalidade paraguaia na região oeste do estado do Paraná, mais precisamente na cidade de Guaíra, que tem histórico de invasões a propriedades rurais há décadas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Além disso, a bancada pede a convocação da ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, para que preste esclarecimentos sobre a atuação da pasta e da Funai na suposta concessão de documentos que reconhecem a nacionalidade brasileira a indivíduos vindos do Paraguai. “Também foi enviado um ofício ao Embaixador do Paraguai no Brasil, Juan Angel Delgadillo, solicitando informações sobre a imigração de indígenas paraguaios e as assistências prestadas a eles”, diz a FPA, em nota. Adoção de critérios legais O objetivo do PL 4740/2024 é que a Funai tenha critérios legais e confiáveis para fins de concessão de relevante documento para aquisição de nacionalidade brasileira, diz Lupion. De acordo com ele, a questão é fundamental, pois uma das importantes políticas públicas do Estado brasileiro é a demarcação de terras indígenas. “O próprio município de Guaíra, em petição no Supremo Tribunal Federal, destacou que o tráfego de indígenas não brasileiros na região não é novidade. Contudo, diante da situação vivenciada atualmente no estado do Paraná e no estado de Mato Grosso do Sul, há elementos que demonstram a problemática de não se ter procedimentos e requisitos para a concessão de nacionalidade. A demarcação de terras indígenas dá-se no território brasileiro e deve ser direcionada para cidadãos brasileiros indígenas”, considera. Lupion também solicitou apresentação de requerimento à Comissão de Assuntos Internacionais, Inter-regionais e de Planejamento Estratégico para a elaboração de relatório detalhado sobre a migração irregular de cidadãos paraguaios que estão sendo registrados como indígenas brasileiros, recebendo, assim, certidões de nascimento no Brasil. Outro lado Em resposta à reportagem do Canal Rural, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) esclarece que não possui competência legal para emitir certidões de nascimento, tarefa que é de exclusiva responsabilidade dos cartórios de registro civil. “Enquanto órgão responsável pela promoção e proteção dos direitos dos povos indígenas, a Funai adota práticas rigorosas para assegurar a legalidade de suas ações, além de fortalecer continuamente os mecanismos de controle interno”, diz, em nota. O post FPA denuncia emissão irregular de certidão de nascimento para indígenas paraguaios no Paraná apareceu primeiro em Canal Rural.
Copom eleva a taxa Selic para 12,25% ao ano e antevê novas altas

Foto: Pixabay O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu elevar nesta quarta-feira (11) a taxa básica de juros em 1 ponto percentual, fixando-a em 12,25% ao ano. Em nota, o órgão diz entender que a medida é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Além disso, o Copom afirmou que diante de um cenário mais adverso para a convergência da inflação, antevê ajustes de mesma magnitude nas próximas duas reuniões, ou seja, convergendo em taxa de 14,25% até fevereiro de 2025. O que motivou a alta? O órgão justifica a decisão ao considerar o ambiente externo desafiador em função, principalmente, da conjuntura econômica nos Estados Unidos, “o que suscita maiores dúvidas sobre os ritmos da desaceleração, da desinflação e, consequentemente, sobre a postura do Fed [Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos]”. De acordo com a nota divulgada pelo Conselho, os bancos centrais das principais economias permanecem determinados em promover a convergência das taxas de inflação para suas metas em um ambiente marcado por pressões nos mercados de trabalho. “O Comitê avalia que o cenário externo segue exigindo cautela por parte de países emergentes”. Atividade econômica brasileira Em relação ao cenário doméstico, o Copom afirma que o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho segue apresentando dinamismo, com destaque para a divulgação do PIB do terceiro trimestre, que indicou abertura adicional do hiato. “A inflação cheia e as medidas subjacentes têm se situado acima da meta para a inflação e apresentaram elevação nas divulgações mais recentes”, destaca a nota. O órgão salienta que as expectativas de inflação para 2024 e 2025 apuradas pela pesquisa Focus elevaram-se de forma relevante e encontram-se em torno de 4,8% e 4,6%, respectivamente. Riscos de alta da inflação Em função da materialização de riscos, o Comitê avalia que o cenário se mostra menos incerto e mais adverso do que na reunião anterior. Persiste, no entanto, uma assimetria altista no balanço de riscos para os cenários prospectivos para a inflação. Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se: Uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado; Uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais positivo; e Conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada. Entre os riscos de baixa, o Copom destaca: Desaceleração da atividade econômica global mais acentuada do que a projetada; e Os impactos do aperto monetário sobre a desinflação global se mostrarem mais fortes do que o esperado “O Comitê tem acompanhado com atenção como os desenvolvimentos recentes da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros. A percepção dos agentes econômicos sobre o recente anúncio fiscal afetou, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes, especialmente o prêmio de risco, as expectativas de inflação e a taxa de câmbio. Avaliou-se que tais impactos contribuem para uma dinâmica inflacionária mais adversa”, diz a nota do Copom. O post Copom eleva a taxa Selic para 12,25% ao ano e antevê novas altas apareceu primeiro em Canal Rural.