Virada do ciclo pecuário em 2025 deve elevar os preços do milho

Fotos: Renata Silva/ Embrapa Rondônia e Seagri-RO A alta demanda por etanol deu suporte aos preços do milho na última semana. O relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou em mais de 3% as exportações norte-americanas, com impactos diretos na precificação. Enquanto isso, no Brasil, o plantio do cereal já superou 70% da área, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), avanço de cerca de 7% em relação à semana anterior. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Quanto aos preços, em Chicago, o milho encerrou a semana passada cotado a US$ 4,42 por bushel, alta de 0,45% em relação ao período anterior. No Brasil, na B3, o contrato de janeiro de 2025 registrou valorização de 0,73%, encerrando a R$ 74,49 por saca. O que esperar do mercado do milho? Confira as tendências para o milho em análise da plataforma Grão Direto: Perspectivas safra 2025: as regiões produtoras de milho primeira safra apresentam boas condições para o desenvolvimento vegetativo da cultura. Estados como Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul têm previsões de boas chuvas e temperaturas elevadas para os próximos 15 dias, cenário que favorece a safra. Já para o milho segunda safra, as projeções climáticas indicam continuidade das chuvas até abril, coincidente com o início do plantio no Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. Apesar das incertezas, a Conab projeta que a safra de milho brasileira em 2025 será a segunda maior da história, consolidando o país como um dos principais players globais. Boi gordo: após uma forte alta nas cotações do boi gordo, o aumento no volume de entregas físicas por parte dos pecuaristas pressionou os preços para baixo. “No entanto, para 2025, o cenário indica uma arroba mais valorizada, sustentada pela virada do ciclo pecuário. Como o maior demandante de milho no Brasil, essa dinâmica impacta diretamente as cotações do cereal, que na B3 seguiram o movimento de queda recente. Porém, a expectativa para o ano que vem é de um mercado altista até o início do plantio do milho segunda safra. Qualquer surpresa na área plantada poderá alterar significativamente as projeções de produção total, trazendo volatilidade ao mercado”, diz a Grão Direto. Projeções gerais: o mercado caminha entre estoques globais reduzidos e uma safra brasileira em pleno desenvolvimento. “Esse cenário refletiu no mercado físico, de forma que as cotações não acompanharam a B3 como em outros momentos. Contudo, no curto prazo, as pressões negativas, presentes desde o final da última semana, devem permanecer puxando as cotações”, diz a plataforma. Para a Grão Direto, com base nos argumentos anteriores, podemos ter uma semana negativa para o milho, acompanhando o desenvolvimento da safra aqui no Brasil. O post Virada do ciclo pecuário em 2025 deve elevar os preços do milho apareceu primeiro em Canal Rural.
Como a soja se comportou? Confira a análise detalhada

O mercado da soja, nas últimas semanas, apresentou movimentos que refletem tanto os fatores internos quanto os externos que impactam a commodity. Apesar de um aumento nas expectativas de exportação para dezembro, os volumes ainda permanecem bem abaixo dos níveis de 2023. Confira os dados da plataforma Grão Direto: A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou sua previsão de exportações para mais de 300 mil toneladas a mais neste mês, indicando que o comércio exterior da soja se mantém forte, apesar da queda em relação ao ano passado. No entanto, a recente divulgação do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe mudanças mínimas nas estimativas para a safra brasileira, mas apontou um aumento global nas previsões de produção e estoques, o que teve impacto nos preços internacionais. Além disso, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa Selic para 12,25%, com novo aumento de 1 ponto percentual previsto para janeiro, reflete as incertezas fiscais que rondam o Brasil e que também influenciam os mercados financeiros. No mercado de Chicago, os contratos de soja para janeiro e março de 2025 registraram quedas de 0,6% e 0,5%, respectivamente. Já o dólar recuou 0,66%, fechando a R$ 6,03. Embora as cotações em Chicago e o câmbio tenham tido uma semana de queda, no mercado físico brasileiro os preços se mantiveram mistos, sem grandes variações. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O que esperar para o mercado de soja? Com a soja entrando na fase de floração, as condições climáticas seguem favoráveis para a maioria das regiões produtoras do Brasil. A expectativa é que as chuvas, embora com menor volume, continuem a garantir o bom desenvolvimento das lavouras. Além disso, a boa reserva hídrica do solo tem suprido eventuais déficits hídricos, mantendo o mercado otimista quanto à produtividade da safra 2024/2025. A safra argentina também mantém boas perspectivas. A Bolsa de Comércio de Rosário estima uma produção de 53,5 milhões de toneladas, o que mantém o otimismo no mercado. Contudo, as esmagadoras argentinas têm antecipado compras de soja para março com origem no Brasil e Paraguai, aproveitando a vantagem da colheita mais precoce nesses países. Esse movimento tem pressionado os prêmios futuros da soja em algumas regiões do Brasil, especialmente no Mato Grosso do Sul e Sul do Brasil. Em termos econômicos, o PIB do agronegócio para 2025, projetado pela CNA, deverá crescer 5%, impulsionado pela boa safra de grãos e pela forte atuação das indústrias exportadoras. No entanto, o setor enfrenta o desafio das altas taxas de juros, que devem impactar o custo de financiamento para os produtores e a alavancagem das empresas do setor. Projeções O cenário no mercado de Chicago deve continuar com um ritmo estável, com tendência levemente negativa. O câmbio, ainda influenciado pelos fatores fiscais internos, segue como o principal fator de incerteza. Com as perspectivas de uma boa safra, a soja brasileira deverá manter uma posição competitiva, mas as condições macroeconômicas e os preços internacionais de Chicago continuarão impactando os rumos do mercado. O post Como a soja se comportou? Confira a análise detalhada apareceu primeiro em Canal Rural.
No Paraná, lavouras de soja seguem em boas condições

Foto: Aprosoja-PR De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Paraná, as lavouras de soja da safra 2024/25 apresentam um desenvolvimento até o momento. Atualmente, 92% das lavouras estão em boas condições, 7% em situação média e 1% em situação ruim. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Na avaliação da semana anterior, 92% das lavouras estavam em boas condições, enquanto 8% estavam em situação média. Segundo o Deral, as plantas estão nas fases de crescimento vegetativo (22%), floração (33%) e frutificação (45%), uma ligeira diferença em relação à semana passada, quando 34% das plantas estavam em crescimento vegetativo, 33% em floração, 37% em frutificação e 6% em maturação. A área total cultivada com soja na safra 2024/25 deve alcançar 5,776 milhões de hectares, um leve decréscimo em relação aos 5,784 milhões de hectares plantados na safra anterior. Já a produção total é estimada em 22,285 milhões de toneladas, o que significa um aumento de 20% em comparação com a safra 2023/24. A produtividade média esperada para 2024/25 é de 3.858 quilos por hectare, superando os 3.200 quilos por hectare registrados na temporada passada. O post No Paraná, lavouras de soja seguem em boas condições apareceu primeiro em Canal Rural.
Robô pastor autônomo revoluciona a pecuária e otimiza o manejo do gado

Foto: reprodução Pesquisadores da Universidade de Sydney, na Austrália, desenvolveram um robô autônomo que pode revolucionar a pecuária. O SwagBot é um aparelho com quatro rodas, alimentado por bateria, com diversos sensores, inteligência artificial (IA) e sistemas de aprendizado de máquina. O chamado pastor robô é capaz de determinar a saúde, o tipo e a densidade do pasto, além de monitorar a saúde do gado. O aparelho foi lançado em 2016 como um simples robô capaz de atravessar terrenos acidentados, mas agora pode tornar a pecuária mais eficiente e ecologicamente correta. Como funciona? Em depoimento à Agência Reuters, o professor de robótica e sistemas inteligentes da Universidade de Sydney, Salah Sukkarieh, disse que o SwagBot utiliza informações para conduzir o gado de forma autônoma para os melhores terrenos, com boa proteína, e movê-lo antes que o solo fique degradado – o pastoreio em excesso pode levar a solos mais pobres. O aparelho também pode enviar dados aos fazendeiros em tempo real. Em campo A fazendeira Erin O’Neill acompanhou uma demonstração do robô em um campo ao norte de Sydney e disse à Reuters que o aparelho permite uma avaliação mais detalhada do solo onde os animais circulam, permitindo ao criador saber quais pedaços de pasto são mais nutritivos. Acompanhe o vídeo e veja o funcionamento do SwagBot! Melhorias O SwagBot faz parte de uma tendência crescente na agricultura em direção à tecnologia, tornando a produção mais eficiente em lugares como a Austrália, que possui cerca de 30 milhões de cabeças de gado, uma das maiores do mundo. O robô pastor ainda está em desenvolvimento, mas será que os animais estarão habituados com o aparelho? Segundo o professor Sukkarieh, quando o gado estiver acostumado, ele o seguirá. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post Robô pastor autônomo revoluciona a pecuária e otimiza o manejo do gado apareceu primeiro em Canal Rural.
Plantio de soja 2024/25 atinge 96,8% da área prevista; de milho verão, 75%

Foto: Gilson Abreu/AEN A semeadura de soja 2024/25 no Brasil atingia, até o último domingo (15), 96,8% da área prevista, informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em boletim semanal de progresso de safra. Na comparação semanal, houve avanço de 2,7 pontos percentuais (pp). Em relação a igual período da safra passada, há leve avanço de 0,2 pp. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, já encerraram o plantio. Goiás (com 99,3% da área plantada); Tocantins (com 99%); Bahia (97%); Piauí (94%); Santa Catarina e Rio Grande do Sul (ambos com 91%), além de Maranhão (59%) ainda precisam concluir os trabalhos de campo. Plantio de milho Quanto ao plantio de milho verão 2024/25, os estados produtores semearam 75% da área prevista até ontem, avanço de 2,8 pontos porcentuais na semana. Em relação a igual período da safra passada, a evolução dos trabalhos é de 1,5 ponto porcentual. Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina já encerraram o plantio. Goiás conta com 99% da área trabalhada, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 88%. Outras culturas Quanto ao algodão da safra 2024/25, até este domingo, 12,2% da área prevista estava plantada, avanço de 4,5 pp ante a semana anterior e atraso de 2,5 pp na comparação com igual período da safra 2023/24, informa a Conab. Goiás, com 54% da área plantada, está com os trabalhos mais adiantados, seguido de Mato Grosso do Sul, com 45%. Mato Grosso, o maior produtor da fibra, semeou apenas 2,5% da área prevista. A semeadura de arroz atingia até ontem 88,6% da área prevista na safra 2024/25, disse a Conab. Houve avanço de 2 pontos percentuais na comparação com a semana anterior e de 3,6 pontos porcentuais em relação a igual período da safra 2023/24. Santa Catarina já encerrou o plantio. Em seguida, vêm o Rio Grande do Sul, com 99% da área plantada e, depois, Goiás, com 82%. O plantio de feijão atingia 63,8% da área prevista em 2024/25, avanço de 3,3 pontos porcentuais na semana e de 13,8% ante igual período da safra passada. Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná já encerraram a semeadura. Santa Catarina contava com 94% da área prevista plantada, seguida do Rio Grande do Sul, com 64%, e Bahia, com 53%. O Piauí ainda não começou o plantio. Já a colheita de feijão 2024/25 alcançava, até ontem, 7,7% da área prevista, avanço semanal de 1,5 pp e atraso anual de 2,7 pontos porcentuais. São Paulo já colheu 85% da área, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 8%, e Paraná, com 1%. Por fim, a colheita de trigo se encerrou no país, avanço de 1,1 ponto percentual na comparação semanal e igual porcentual na comparação anual. Rio Grande do Sul e Santa Catarina finalizaram os trabalhos de uma semana para outra, encerrando a colheita do cereal da safra 2023/24. O post Plantio de soja 2024/25 atinge 96,8% da área prevista; de milho verão, 75% apareceu primeiro em Canal Rural.
Agricultura familiar pode ser impulsionada com planejamento e gestão

José Pereira de Castro, 85 anos, e Cleuza Maria Ortiz de Castro, 80 anos. Foto: Itu/ São Paulo Seu José Pereira de Castro, 85 anos, e Dona Cleuza Maria Ortiz de Castro, 80, estão casados há 56 anos. Produtores rurais em Itu, no interior de São Paulo, compartilham uma história de amor que se reflete no agronegócio. O namoro à distância, com trocas de cartas que demoravam a chegar, simboliza a paciência e a dedicação que os dois sempre tiveram um pelo outro. Esse amor foi se multiplicando, duas filhas e quatro netos. Quando compraram a propriedade em Itu, tudo era terra e mato. Juntos, com muito esforço, começaram a plantar verduras, frutas e a criar galinhas poedeiras. Construíram a casa e compraram maquinários e ferramentas para o dia a dia. Hoje eles têm orgulho de oferecer aos clientes o sistema de “Colha, Pague e Leve”, em que o consumidor pode pegar os próprios produtos, vivendo uma experiência única no campo. Mas para isso, é importante agendar horário ou fazer encomendas por e-mail. Só que para que toda essa estrutura desse certo, foi necessário investir para otimizar o tempo e trabalho. Foi assim que, em 2014, decidiram comprar um trator. Como seu Castro já havia trabalhado com vendas de tratores antes de se tornar agricultor, a escolha foi fácil, mas o financiamento precisava ser acessível. “A compra do trator foi viabilizada com o crédito do Pronaf. Conseguimos financiar o equipamento com juros baixos e um prazo que se encaixava no nosso planejamento. Cada passo foi planejado para garantir que o crédito fosse usado da melhor forma possível. Eu terminei o financiamento em setembro deste ano”, explica seu Castro. O Pronaf, Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, é uma iniciativa do Governo Federal para apoiar o pequeno agricultor. De acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) é importante que a renda bruta anual familiar seja de até R$500 mil nos últimos 12 meses. Além disso, o produtor precisa que, no mínimo, 50% da renda familiar seja da exploração do agronegócio. Com juros baixos e prazos longos, o programa ajuda a financiar infraestrutura, máquinas e insumos, essencial para o crescimento e a sustentabilidade da produção rural. “No início, eu fiquei com receio de nos endividarmos, mas o planejamento foi feito com cuidado, e vimos que era a melhor forma de se fazer”, afirma dona Ortiz. Adriana Meneses, presidente do Sindicato Rural de Itu A Adriana Meneses, presidente do Sindicato Rural de Itu, reforça a importância do planejamento na hora de solicitar o crédito. “A gente precisa saber primeiro, aquilo que a gente quer desempenhar na nossa atividade – o que você quer fazer? Em seguida fazer um bom planejamento, o Sebrae e o Senar podem ajudar neste processo, ou você pode fazer um curso de gestão. Por último, ter uma rede de apoio para saber usar o crédito, sem o risco de se perder no meio do caminho”, afirma Meneses. Foi exatamente isso que seu Castro e dona Cleuza fizeram: antes mesmo de solicitar um crédito, fizeram inúmeros cursos no Sebrae, planejaram detalhadamente o uso do dinheiro, priorizando o crescimento sustentável da atividade agrícola. “As condições oferecidas pelo programa e ainda com juro a 2% ao ano, foram excelentes”, finaliza o produtor. Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp. Veja quem pode solicitar o Pronaf: Agricultores; Aquicultores – que se dediquem ao cultivo de organismos que tenham na água; Pescadores artesanais; Silvicultores – que cultivem florestas nativas ou exóticas; Extrativistas – que exerçam o extrativismo artesanalmente no meio rural; Membros integrantes de comunidades quilombolas rurais ou de povos indígenas ou membros dos demais povos e comunidades tradicionais; É importante ter a comprovação do CAF-Pronaf válido O que é CAF-Pronaf? O Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), é requisito para o acesso de agricultores familiares e demais beneficiários com apoio e incentivo à produção agrícola familiar. O CAF substitui a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) Documentação básica necessária: Identidade e CPF dos membros da família Certidão de casamento ou declaração de união estável Documento que comprove o uso da terra O crédito consciente é fundamental para o sucesso de qualquer financiamento, e o Pronaf pode ser uma oportunidade para quem deseja expandir ou melhorar sua produção agrícola. No dia 20 de dezembro, às 20h, confira no Canal Rural e/ou no YouTube esta e muitas outras histórias de empreendedorismo. Abra a porteira dos seus negócios e venha empreender com a gente! O post Agricultura familiar pode ser impulsionada com planejamento e gestão apareceu primeiro em Canal Rural.
Usinas eólicas em alto-mar: projeto cria oportunidades para o Brasil, diz instituto

Foto: Pixabay O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) definiu, em nota, a aprovação do projeto de lei 576/2021, das eólicas offshore – usinas instaladas em alto-mar para produção de energia a partir do vento -, como “importante avanço” na política pública nacional pela transição energética e pelo combate ao aquecimento global, além de abrir uma oportunidade gigantesca para atração de investimentos ao país. Aprovado no Congresso, o projeto aguarda sanção presidencial para virar lei. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “O IBP entende que a iniciativa fortalece o Brasil como ator relevante para a COP30, em 2025. Este é um marco que ratifica o compromisso do país com a agenda da descarbonização da economia e abre uma oportunidade gigantesca para a atração de novos investimentos”, disse o IBP em nota. Segundo o IBP, a geração de energia eólica em alto mar tem grande potencial para consolidar o Brasil como protagonista no cenário global de energias renováveis, com forte geração de emprego e renda. “Para cada 1 GW de geração eólica offshore, projeta-se a criação de 14.600 postos de trabalho ao longo de toda a cadeia produtiva, que vai desde a fabricação das turbinas até o descomissionamento de áreas anos depois”, projeta o IBP. O instituto lembrou, ainda, que o setor de óleo e gás tem grande sinergia com o segmento eólico, devido ao conhecimento acumulado nas operações offshore. O post Usinas eólicas em alto-mar: projeto cria oportunidades para o Brasil, diz instituto apareceu primeiro em Canal Rural.
Como está o monitoramento da ferrugem asiática no RS?

Foto: Rafael Soares/Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul O monitoramento da ferrugem asiática nas lavouras de soja gaúchas completa dois meses e traz resultados importantes. A ação, que faz parte do programa Monitora Ferrugem, foi iniciada em outubro de 2024 e já conta com 77 coletores instalados em 75 municípios do Rio Grande do Sul. O programa é desenvolvido pela Emater RS. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Afinal, o que é a ferrugem asiática? A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é uma das principais doenças que afetam a soja no mundo inteiro e pode causar danos às lavouras. A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do estado, por meio da doutora em fitopatologia Andreia Mara Rotta de Oliveira, destaca que o monitoramento inicial detectou esporos do fungo nos coletores. As partículas podem ter se originado de regiões que começaram o plantio antes do Rio Grande do Sul ou de países vizinhos, já que o fungo se espalha facilmente pelo ar. Nos primeiros dias de monitoramento, já foi registrada a presença do fungo. No entanto, nas últimas semanas, houve uma diminuição significativa na quantidade de esporos nos coletores, como comenta Oliveira. Além disso, as condições climáticas deste ano, influenciadas pelo fenômeno La Niña, podem reduzir os focos de ferrugem. A previsão é de um verão com menos chuvas, o que deve resultar em menos focos de ferrugem do que o observado na safra passada, quando o El Niño predominou. Situação no RS Até o momento, 80% da área de soja do Rio Grande do Sul foi plantada. A expectativa é de uma área total de 6 milhões 811 mil hectares dedicados à cultura. A soja é a principal cultura de verão do estado, o que reforça a importância do monitoramento contínuo e das ações preventivas contra a ferrugem asiática. A doença, se não controlada, pode causar perdas de até 90% das lavouras. O programa O Programa Monitora Ferrugem é uma ação conjunta entre a Seapi, Emater/RS-Ascar e diversas instituições de ensino e pesquisa do estado. Entre os participantes estão o Departamento de Defesa Vegetal (DDV) e unidades do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), como o laboratório de fitopatologia, que realiza análises dos coletores em 16 municípios, além dos centros de pesquisa em sementes e em agricultura digital e irrigação. O Monitora Ferrugem RS também disponibiliza, semanalmente, informações sobre a ocorrência de esporos do fungo, oferecendo aos agricultores dados atualizados sobre as áreas mais propensas à infecção. Através do site do programa, é possível consultar um mapa de risco diário que indica as condições climáticas favoráveis à doença, ajudando na tomada de decisão sobre o manejo e controle da ferrugem. Acesse o Programa Monitora Ferrugem:https://www.emater.tche.br/site/monitora-ferrugem-rs/. As informações são da Seapi. O post Como está o monitoramento da ferrugem asiática no RS? apareceu primeiro em Canal Rural.
Oeste de MT: o clima e o impacto no plantio da soja

Foto: Clima e Mercado/Aprosoja MT Os produtores de soja na região Oeste de Mato Grosso enfrentaram uma série de desafios durante a safra 2024/2025, mas as perspectivas para a colheita continuam positivas. Os relatos dos agricultores destacam tanto as adversidades quanto as expectativas de uma colheita bem-sucedida. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O desafio e a esperança de uma boa safra O plantio da soja nesta safra começou mais tarde devido ao atraso nas chuvas, mas, ao contrário do ano passado, o clima se estabilizou e as lavouras estão se desenvolvendo bem. Apesar do começo complicado, as chuvas chegaram no momento certo, ajudando no crescimento das plantas. Em relação à safra do ano passado, a soja deste ano está com um desenvolvimento muito mais promissor. Desafios na colheita de soja Uma das principais preocupações dos produtores neste ano é a logística de colheita. Com a previsão de chuvas intensas para os próximos dias, muitos temem que os armazéns da região Oeste não sejam suficientes para armazenar o grande volume de grãos que será colhido, especialmente devido ao aumento da umidade dos grãos. A capacidade de armazenamento tem sido apontada como um grande desafio logístico para a região. Uma solução discutida pelos produtores é a implementação de “armazéns na propriedade”, que ajudariam a evitar os problemas logísticos durante a colheita. A construção desses armazéns no campo poderia ser uma alternativa eficiente, principalmente se houver acesso a recursos mais acessíveis para viabilizar a construção. Com isso, seria possível armazenar os grãos imediatamente após a colheita, sem sobrecarregar os armazéns locais. Previsões para a colheita da soja A expectativa é que a colheita da soja na região Oeste de Mato Grosso comece entre os dias 20 e 25 de janeiro, com a previsão de que toda a safra seja colhida até o final do mês. A colheita deverá ser rápida para evitar danos causados pelas chuvas, que podem impactar a qualidade dos grãos. Em relação à produção de milho, a estimativa é de uma redução de 20 a 25% na safra, devido ao atraso no plantio causado pelas chuvas tardias. No entanto, os produtores estão se adaptando e já consideram alternativas, como o cultivo de milheto, para suprir essa redução na produção de milho. O post Oeste de MT: o clima e o impacto no plantio da soja apareceu primeiro em Canal Rural.
Exportações do agronegócio chegam a US$ 153 bilhões no acumulado de 2024

Foto: Ivan Bueno/Embrapa As exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 152,63 bilhões, entre janeiro e novembro. Este foi o segundo melhor desempenho já registrado na série histórica. Algumas commodities foram destaques por esse desempenho, como a soja (US$ 52,19 bilhões), carnes (US$ 23,93 bilhões) e o complexo sucroalcooleiro (US$ 18,27 bilhões), que juntos responderam por mais de 60% do total exportado. No período, o agronegócio brasileiro representou 48,9% do total das exportações brasileiras. Apesar de uma redução de 18,7%, o complexo soja manteve sua posição de destaque, enquanto carnes e açúcar registraram crescimentos significativos, impulsionados por recordes de embarques e diversificação de mercados. A redução de 5,2% no índice de preços internacionais foi parcialmente compensada pelo aumento de 5,2% no volume exportado. Mais destaques O café solúvel obteve um acumulado de US$ 792 milhões no período. Outro produto que chamou a atenção foi o óleo essencial de laranja, com mais de US$ 365 milhões em exportações até novembro de 2024. O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, disse que os resultados da diversificação de mercados e produtos começam a aparecer de forma concreta na balança comercial. “Com as boas perspectivas de safra para 2025, a continuidade das aberturas de novos mercados, a maturação comercial das aberturas já realizadas e a intensificação das ações de promoção comercial com uma série de novos instrumentos, esperamos ainda mais avanços qualitativos e quantitativos nas exportações do agronegócio”, destacou. Resultados de novembro Em novembro, as exportações do agronegócio somaram US$ 12,66 bilhões, o que equivale a 45,2% do total exportado pelo Brasil no mês. Apesar de uma retração de 5,8% em relação a novembro de 2023, setores como carnes, café e produtos florestais tiveram resultados significativos, compensando parcialmente a queda nas vendas de grãos. O setor de carnes foi o principal destaque do mês, com um recorde histórico de exportações para novembro, atingindo US$ 2,45 bilhões (+30,2%). A carne bovina foi o principal produto, com US$ 1,23 bilhão (+29,9%), seguida pela carne de frango (US$ 876,92 milhões, +31,8%) e pela carne suína (US$ 289,40 milhões, +30,8%). Esse crescimento foi impulsionado por maiores volumes exportados e preços médios mais altos. As exportações de café também alcançaram um recorde histórico para novembro, com US$ 1,47 bilhão (+84,4%), impulsionadas por um aumento de 21,8% no volume exportado e de 51,4% nos preços internacionais. A União Europeia, Estados Unidos e México foram os principais destinos do café verde brasileiro. Já os produtos florestais cresceram 29,1%, totalizando US$ 1,51 bilhão, liderados pela celulose, com US$ 877,34 milhões em receitas. Por outro lado, o complexo soja sofreu uma retração de 50,3%, com exportações de US$ 1,86 bilhão, devido à quebra de safra e redução nos estoques. O milho também apresentou queda, totalizando US$ 967,89 milhões (-41,7%) devido à redução de 36,2% na quantidade embarcada. Alta nas importações As importações de produtos agropecuários totalizaram US$ 1,54 bilhão em novembro de 2024, um aumento de 14,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Entre os principais itens importados estão trigo (US$ 102,16 milhões; +21,2%) e salmões (US$ 76,05 milhões; +14,1%). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post Exportações do agronegócio chegam a US$ 153 bilhões no acumulado de 2024 apareceu primeiro em Canal Rural.