Bezerros mais resistentes ao calor nascem pela primeira vez no Brasil

[ad_1] Os primeiros bezerros geneticamente editados a partir de embriões fecundados in vitro nasceram no país. O feito, inédito na América Latina, foi anunciado pela Embrapa em parceria com a Associação Brasileira de Angus. As entidades declararam que trata-se de um marco para a bovinocultura nacional. O projeto tem como objetivo desenvolver bovinos mais resilientes às altas temperaturas e às mudanças climáticas, usando a tecnologia de edição genética CRISPR/Cas9. Ao todo, cinco bezerros da raça angus nasceram entre o fim de março e o início de abril. Os primeiros resultados indicam sucesso na edição genética em pelo menos dois deles. O sequenciamento genético, realizado pela Embrapa Gado de Leite (MG), confirmou a eficácia da técnica e apontou que os animais editados carregam a característica desejada: pelos curtos e lisos para uma maior resiliência ao calor. A técnica usada é considerada inovadora para bovinos e promete impulsionar a adaptação de raças produtivas, como angus e holandesa, às condições tropicais do país. A expectativa é que esses animais sofram menos com o estresse térmico, o que resulta em melhor bem-estar e, consequentemente, em maior produtividade. Mutações genéticas nos embriões Segundo o pesquisador da Embrapa Luiz Sérgio de Almeida Camargo, a ferramenta foi adaptada pela ciência a partir de um sistema natural encontrado em bactérias. “O CRISPR/Cas9 funciona como uma espécie de tesoura genética, capaz de editar sequências no DNA de maneira precisa, e que pode ser usada para melhorar a saúde e o bem-estar animal bem como promover características de interesse econômico”, contextualiza. Com essa tecnologia, é possível introduzir mutações benéficas diretamente nos embriões, sem necessidade de cruzamentos tradicionais que poderiam levar gerações para fixar as características desejadas. O projeto focou na edição do gene receptor da prolactina, relacionado ao controle da temperatura corporal em bovinos. Pelos curtos e maior resiliência Foto: Rubens Neiva/Embrapa Mutações no gene receptor da prolactina provocam o desenvolvimento de pelos mais curtos e lisos, que ajudam a reduzir a temperatura corporal dos animais. Essa característica é natural em algumas raças adaptadas ao clima tropical da América Latina, mas está ausente em raças puras de alta produtividade, como a Angus ou a Holandesa. De acordo com Camargo, dois dos bezerros editados apresentam pelos curtos e lisos, resultado de mais de 90% de edição genética nos folículos pilosos. “Os resultados obtidos já são suficientes para que os animais apresentem a característica desejada”, afirma o pesquisador, destacando que as pesquisas continuam para aprimorar a eficiência do processo. Impacto na produção e no bem-estar animal Com a edição, espera-se que os animais da raça Angus apresentem menor estresse térmico e maior capacidade produtiva e reprodutiva em ambientes quentes e úmidos. Essa adaptação é cada vez mais necessária diante dos cenários previstos de aquecimento global. “A capacidade de resistir melhor ao calor traz ganhos diretos para o bem-estar dos animais e também para a produtividade, beneficiando os produtores”, reforça Camargo. Além disso, manter a raça Angus com suas principais características produtivas, agora com maior resiliência ao calor, representa um avanço estratégico para a bovinocultura brasileira, que busca combinar qualidade de carne com capacidade de adaptação ambiental. Para os cientistas, os primeiros bezerros editados são apenas o começo. As próximas etapas da pesquisa incluem o acompanhamento do crescimento dos animais, a avaliação de sua performance produtiva e reprodutiva e, especialmente, o estudo da hereditariedade das edições no genoma. Se a transmissão da característica para os descendentes for comprovada, a tecnologia poderá ser disseminada de maneira natural pelas próximas gerações, acelerando a adaptação de rebanhos inteiros ao clima tropical. *Sob supervisão de Victor Faverin [ad_2] Source link
Qual é o seu maior receio na hora de declarar o imposto de renda?

[ad_1] Na interatividade da semana, perguntamos o maior receio na hora de declarar o imposto de renda. O resultado revelou que 61% dos produtores rurais apontam a burocracia como o principal desafio na hora de fazer a declaração. Além disso, 20% demonstraram preocupação com custos adicionais, enquanto 19% têm receio sobre o uso e o acesso às informações prestadas à Receita Federal. Mas afinal, como desburocratizar esse processo e declarar com mais tranquilidade? Conversamos com Priscila Duarte Salvador, especialista em Direito, Contabilidade e Tributação do Agronegócio. Para ela, o maior receio está relacionado à falta de informação, orientação adequada e algumas crenças equivocadas. “Muitos produtores têm a crença de que se declararem imposto de renda, irão obrigatoriamente pagar imposto, mas não, o que irá fazer o produtor rural pagar imposto é a falta de organização em relação ao seu livro caixa.”, explica Priscila. Ela também alerta sobre a importância de buscar profissionais preparados. “Outro ponto que causa receio por parte dos produtores na entrega do imposto de renda é a falta de conhecimento e despreparo dos colegas contadores para atender a atividade rural. ” Para facilitar a sua declaração, anote essas dicas valiosas da especialista: Procure um profissional especializado para auxiliar. Mantenha a escrituração do seu livro caixa em dia. Organize seus contratos de exploração. Faça o planejamento do seu imposto de renda com antecedência, nem sempre declarar quer dizer pagar imposto. Sempre peça nota fiscal e/ou recibo de despesas, na atividade rural toda despesa importa. Toda quinta-feira tem uma nova enquete no Porteira Aberta Empreender! Participe, envie sua opinião e ajude a construir pautas ainda mais importantes para você, micro e pequeno empreendedor rural. A resposta da pergunta da semana vai ao ar todo sábado no canal do YouTube do Canal Rural. Acompanhe! [ad_2] Source link
Temperaturas acima da média e chuva de 60 mm: confira a previsão de hoje

[ad_1] Foto: Inmet Um bloqueio atmosférico continua aumentando as temperaturas em parte do país, principalmente em partes do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Nordeste, atenção para o deslocamento da chuva forte da Bahia para outros estados. No Norte, precipitações de até 60 mm. Acompanhe: Sul Temperaturas amenas ao amanhecer e tardes quentes devido ao predomínio de sol e ventos vindos do Centro-Oeste do Brasil. Assim, diversas cidades no oeste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná atingem temperaturas acima dos 30°C. Com isso, a umidade relativa do ar já chega aos 40% na região norte gaúcha. Temperaturas acima da média de 5°C ou mais em todo o Rio Grande do Sul e no oeste do Paraná e de Santa Catarina. Já no leste desses dois estados, fica entre 3°C e 5°C acima. Sudeste Com temperaturas baixas de manhã e altas no período da tarde, principalmente em cidades do interior de São Paulo e Minas Gerais, a umidade relativa do ar pode chegar aos 20% nessas áreas. No norte mineiro (divisa com a Bahia) e norte do Espírito Santo, há possibilidade de chuva isolada no período da tarde, com baixos acumulados. O predomínio será de sol com algumas nuvens, sem possibilidade de chuva nas demais áreas do Sudeste. Centro-Oeste Umidade relativa do ar chegando aos 30% ou menos em quase todas as áreas do Centro-Oeste devido ao bloqueio atmosférico e calor no período da tarde, com cidades no oeste de Mato Grosso do Sul alcançando os 36 °C (temperatura acima da média para o período). Essa situação permanecerá por um bom período. Somente uma frente fria de forte intensidade poderá acabar com o bloqueio. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Nordeste Presença de Distúrbio Ondulatório de Leste (DOL), influenciando no campo de chuva nas cidades de Natal (RN), João Pessoa (PB) e Recife (PE), com acumulados em torno de 25 mm em um único dia. Já a frente fria que está estacionária na região de Salvador provocará chuva de até 40 mm em Sergipe, principalmente no litoral (incluindo Aracajú), bem como no sul de Alagoas e na região nordeste da Bahia. Norte Devido à atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), a cidade de Fortaleza (CE) pode registrar chuva de até 40 mm no dia e o leste do Amapá até 60 mm. No norte do Amazonas e Pará, chuva isolada, podendo ser forte com altos acumulados no período da tarde. O post Temperaturas acima da média e chuva de 60 mm: confira a previsão de hoje apareceu primeiro em Canal Rural. [ad_2] Source link
Santa Catarina emite ‘Alerta Máximo’ após confirmação de gripe aviária no Rio Grande do Sul

[ad_1] O foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul, fez a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) de Santa Catarina e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) emitirem um Alerta Máximo para que a avicultura comercial reforce as medidas de biosseguridade. Uma Nota Técnica com medidas sanitárias visando garantir a proteção do estado e dar segurança aos países importadores foi publicada. Além disso, o estado intensifica as ações de defesa sanitária animal, entre elas estão a análise da movimentação e produtos de origem animal vindos da região do foco; o direcionamento da atividade de vigilância ativa em propriedades que receberam animais daquela região nos últimos 30 dias; e orientação aos Postos de Fiscalização Agropecuária (PFFs) da divisa sul para intensificar a inspeção documental e física de todas as cargas de aves e ovos férteis provenientes do Rio Grande do Sul. Os médicos-veterinários da Cidasc foram orientados a manter a avaliação criteriosa nos atendimentos de casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves (SRN) e de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) . Durante as vigilâncias e certificações de rotina, haverá um trabalho de as orientação sobre a importância da biosseguridade na prevenção das doenças das aves. “Santa Catarina é o segundo maior exportador de carne de frango do Brasil, e isso se deve à implementação das normas de biosseguridade na avicultura e pelo trabalho da defesa sanitária, por meio da Cidasc. Seguindo as orientações do governador Jorginho Mello, estamos vigilantes e reforçando todas as medidas para impedir a entrada dessa doença em Santa Catarina. Precisamos que cada um faça sua parte”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini. Segundo o governo catarinense, a depender da evolução do cenário epidemiológico, novas medidas poderão ser adotadas pela Cidasc para proteger a avicultura catarinense. “Cabe à Cidasc, a todo o setor produtivo e à sociedade vigiar. Importante também avisar a Cidasc em caso de suspeita de doença nas aves ou de alta mortalidade, além de cuidar muito da biosseguridade de sua produção. Cuidados com a água, com a ração, com telas, calçados e roupas, não ter visitas para entrar no aviário. Fechar as aves de subsistência em um local telado, pois sabemos que o vírus está circulando e temos que manter as aves silvestres afastadas desses ambientes. Importante saber que a carne de aves e ovos não transmitem a doença ao ser humano, podem e devem ser consumidos normalmente”, pontua a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos. A SAR reforça que aves mortas ou com sinais clínicos da doença não devem ser manipuladas. [ad_2] Source link
Diesel ‘fora de campo’ em São Paulo?; Embrapa Soja comenta sobre a transição para combustíveis renováveis

[ad_1] O estado de São Paulo busca dar um novo passo rumo à sustentabilidade, com o intuito de se tornar o primeiro do Brasil a substituir completamente o uso de diesel por combustíveis renováveis, com foco no agronegócio. O anúncio foi feito pelo governador Tarcísio de Freitas, que destacou que o etanol, o biometano e o hidrogênio verde serão as principais fontes dessa transição energética. Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! A proposta de descarbonizar a agropecuária paulista é ambiciosa e essencial diante dos desafios climáticos e da necessidade urgente de tornar a produção agrícola mais sustentável. Para discutir os impactos dessa mudança, o Soja Brasil conversou com Roberta Carnevalli, pesquisadora da Embrapa Soja. Ela explicou que o uso de biocombustíveis em tratores, colheitadeiras e no transporte agrícola já é uma realidade no Brasil. Desde 2008, existe uma mistura obrigatória de biodiesel no diesel fóssil, que começou com 2% e hoje está em 13%, com previsão de aumento nos próximos anos. ”O uso de biodiesel puro ainda é limitado por questões técnicas em máquinas mais antigas, mas o setor tem evoluído rapidamente”, observa Carnevalli. Segundo ela, os modelos mais modernos já operam com 100% de biodiesel (B100), embora a adaptação continue sendo um desafio para os equipamentos mais antigos. Emissões de diesel e seus impactos O ponto central da transição energética, segundo a pesquisadora, está no conceito de emissões circulares. Diferentemente do diesel fóssil, que libera carbono armazenado por milhões de anos no subsolo, os biocombustíveis provêm de plantas que absorvem CO₂ durante o crescimento. Quando queimadas, essas plantas liberam o mesmo gás, mantendo o equilíbrio do ciclo do carbono. ”Com os biocombustíveis, nós fechamos o ciclo do carbono. É diferente de queimar combustível fóssil, que só adiciona mais CO₂ à atmosfera”, afirma. Além de reduzir a pegada de carbono, os biocombustíveis representam uma alternativa viável para manter a produtividade no campo. No entanto, o custo ainda é uma barreira. Apesar de ter caído nos últimos anos, o biodiesel continua mais caro do que o diesel fóssil. ”Não se trata apenas de economia, mas de sobrevivência no planeta”, alerta Carnevalli. Ela destaca que as mudanças climáticas já impactam a produção global de alimentos, com perdas que podem chegar a 20% ao ano. O que isso muda para a economia? Do ponto de vista econômico, a substituição do diesel por fontes renováveis pode gerar benefícios, especialmente com políticas públicas que incentivem essa transformação. São Paulo conta com uma cadeia produtiva consolidada de etanol a partir da cana-de-açúcar e possui potencial para expandir a produção de soja em áreas de pecuária extensiva atualmente subutilizadas. A adoção de práticas agrícolas sustentáveis e o uso eficiente da terra podem reduzir custos e aumentar a competitividade dos produtos paulistas. Caso a produção local de soja não seja suficiente para atender à demanda energética, existe a possibilidade de integração com estados vizinhos como Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás, que são grandes produtores do grão. Pilar ambiental na substituição do diesel No aspecto ambiental, a substituição do diesel por biocombustíveis oferece benefícios relevantes. A recomendação é que a expansão ocorra apenas sobre áreas já abertas, sem afetar florestas nativas, e que os cultivos sigam boas práticas agrícolas. Entre elas estão o plantio direto, a rotação de culturas com gramíneas, o uso de plantas de cobertura e técnicas de manejo sustentável que contribuem para a redução das emissões de gases do efeito estufa. Um dos pontos que geram debate é a destinação de parte da produção de soja para fins energéticos, o que levanta questionamentos sobre o equilíbrio entre segurança alimentar e demanda energética. Para Carnevalli, essa preocupação pode ser superada com planejamento adequado e uso racional da terra. “Não há conflito entre alimento e energia se fizermos uso inteligente da terra”, defende. Além disso, o processamento da soja para extração de óleo, utilizado na produção de biodiesel, gera como subproduto o farelo, amplamente usado na alimentação animal. Esse fator pode inclusive contribuir para a redução dos custos na cadeia da carne. Programa Soja Baixo Carbono (SBC) A Embrapa Soja faz parte do Programa Soja Baixo Carbono, em parceria com sete empresas apoiadoras, incluindo a UPL, com o objetivo de desenvolver um protocolo de certificação para a soja produzida em sistemas que adotem práticas agrícolas com baixa emissão de gases de efeito estufa e estimulem o sequestro de carbono. A certificação estará disponível no mercado a partir de 2026, fornecendo relatórios sobre as emissões contabilizadas para o sistema de produção da fazenda. Esse inventário será utilizado na contabilidade das emissões dos produtos ao longo da cadeia de processamento. Entre as diretrizes para a obtenção do selo, estão a adoção de boas práticas, como o sistema de plantio direto, coinoculação da soja, manejo da adubação e correção do solo, que são requisitos obrigatórios. Além disso, práticas complementares, como o manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas, zoneamento de riscos climáticos e a integração lavoura-pecuária-florestas, também devem ser adotadas pelo candidato ao selo. Dessa forma, é estratégico que um programa de desenvolvimento da cadeia de produção de biocombustíveis à base de soja seja originado em fazendas que já contabilizam suas emissões e adotam práticas de baixa emissão de gases de efeito estufa. Isso garante a redução das emissões associadas ao uso de combustíveis fósseis e assegura que a soja venha de fazendas que produzem de maneira sustentável, com as emissões relativas à mudança de uso da terra devidamente compensadas. [ad_2] Source link
Não há restrição generalizada da exportação de aves do RS, diz Mapa

[ad_1] Em meio à repercussão do caso de gripe aviária identificado na noite dessa quinta-feira (15) em Montenegro, no Rio Grande do Sul, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) acaba de divulgar uma nota em suas redes sociais onde reitera que não há restrição generalizada da exportação de produtos de aves do território gaúcho. “Tendo em vista que o Brasil é o maior produtor e exportador de carne de aves do mundo, que possui dimensões continentais com mais de 8 milhões de quilômetros quadrados, com longas distâncias e deslocamentos, reiteramos a importância de se reconhecer a regionalização para o caso”, diz a nota do Mapa. A pasta considera que a rápida detecção do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), assim como as ações empenhadas para o isolamento do plantel afetado, demonstram a robustez do sistema de inspeção do Brasil. “Reafirmando o compromisso de transparência e de responsabilidade com a qualidade e sanidade dos produtos exportados pelo Brasil, as restrições de exportação seguirão fielmente aos acordos sanitários realizados com nossos parceiros comerciais”, diz a nota. Exportações para China e UE O ministro da pasta, Carlos Fávaro, informou que a partir desta sexta (16) e pelos próximos 60 dias, a China não comprará a carne de frango brasileira. Isso porque o protocolo firmado com o país asiático prevê que, com a presença da doença, toda produção nacional de aves fica impedida de ser adquirda. O mesmo ocorre em relação à União Europeia (UE). Os chineses importam do Brasil mais de 40 mil toneladas de carne de frango por mês, o que representa mais de 10% dos embarques nacionais do produto. Quanto ao bloco europeu, figura entre os dez principais destinos da commodity brasileira. Assim, os embarques para lá perfazem cerca de 7% de todo volume exportado pelo país. Em 2024, o Brasil vendeu 229,984 mil toneladas do produto para os 27 países da UE, com embarques que somaram US$ 655,320 milhões. Restrição de compras O Mapa tenta negociar para que a restrição de compra se restrinja apenas ao Rio Grande do Sul e não a todo o Brasil, com base no princípio de regionalização, preconizado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) – restringindo a exportação aos 10 quilômetros de raio do foco. O Ministério enfatiza que países como o Japão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Filipinas, por exemplo, já aprovaram a regionalização para IAAP. Contudo, para respeitar os acordos firmados com a China e a União Europeia, as exportações ficam restritas ao país todo. “Quando as exigências estão relacionadas à sanidade e à qualidade dos produtos, o Brasil se compromete a seguir rigorosamente os protocolos internacionais estabelecidos, garantindo a segurança e a confiança dos nossos parceiros comerciais”, finaliza a nota. [ad_2] Source link
Gripe aviária chega ao Brasil, mas encontra um sistema de defesa forte e preparado

[ad_1] O Brasil, maior exportador mundial de carne de frango, vive nesta semana um episódio que há tempos era temido, mas que não surpreende diante da complexidade do cenário sanitário global: a confirmação de um foco de gripe aviária em uma granja no Rio Grande do Sul. Apesar do impacto inicial da notícia, é fundamental destacar que o país mantém um dos sistemas de vigilância sanitária mais robustos do mundo, referência em biossegurança e rastreabilidade. O caso, até o momento isolado, reforça a importância do investimento constante em monitoramento, barreiras sanitárias e resposta rápida — fatores que explicam por que o Brasil se manteve livre da doença por tanto tempo, mesmo com a expansão global do vírus. As autoridades já isolaram o foco e ativaram os protocolos de contenção previstos pelo Plano Nacional de Sanidade Avícola. A expectativa do setor é que o caso permaneça restrito à área afetada, sem comprometer a produção nacional nem os embarques internacionais. A confiança no sistema sanitário brasileiro é compartilhada por muitos dos principais importadores de carne de frango, que reconhecem a transparência e o rigor técnico das ações adotadas pelo país. O episódio serve como alerta, mas não como alarme. A gripe aviária chegou, mas encontrou um Brasil preparado. O controle rápido e a comunicação eficiente serão essenciais para preservar a imagem sanitária brasileira e garantir a continuidade de um setor que movimenta bilhões e gera milhões de empregos em todo o território nacional. Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação. [ad_2] Source link
Veja como os preços da arroba do boi gordo encerraram a semana

[ad_1] O mercado físico do boi gordo encerrou a semana apresentando nervosismo, com muitas indústrias ausentes da compra de gado. Isso porque o foco de influenza aviária em granja comercial no Rio Grande do Sul tornou o cenário das exportações brasileiras de carne de frango mais imprevisível. Diante disso, os frigoríficos brasileiros optaram por recuar do mercado. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a expectativa é que o cenário de pressão baixista se acentue durante a próxima semana. De acordo com ele, isso acontece por conta, também, da fragilidade do consumo durante a segunda quinzena do mês, em um ambiente ainda pautado por escalas de abate confortáveis. Cotações da arroba do boi gordo São Paulo: R$ 307,33 — ontem: R$ 308,27 Goiás: R$ 290,89 — na quinta: R$ 290,71 Minas Gerais: R$ 294,71 — anteriormente: R$ 295 Mato Grosso do Sul: R$ 301,70 — ontem: R$ 302,27 Mato Grosso: R$ 299,12 — na quita: R$ 299,32 Mercado atacadista O mercado atacadista apresenta queda em seus preços no decorrer da sexta-feira. O ambiente de negócios ainda sugere a continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com um consumo menos aquecido ao longo da segunda quinzena do mês. “O setor está apreensivo com as eventuais consequências do foco de Influenza Aviária em granja comercial no Rio Grande do Sul, e os potenciais impactos para o restante do mercado brasileiro”, disse Iglesias. O quarto traseiro foi precificado a R$ 23,90 por quilo, queda de R$ 0,10. O dianteiro foicotado a R$ 19,40 por quilo, queda de R$ 0,10. Já a ponta de agulha foi precificada a R$ 17,80 por quilo, queda de R$ 0,20. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,19%, sendo negociado a R$ 5,6685 para venda e a R$ 5,6665 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6612 e a máxima de R$ 5,7137. Na semana, a moeda teve valorização de 0,25%. [ad_2] Source link
Votação do marco do licenciamento ambiental ganha possível data

[ad_1] A Comissão de Agricultura (CRA) do Senado pode votar na terça-feira (20) o projeto da Lei Geral do Licenciamento Ambiental (PL 2.159/2021). O documento está sendo analisado em conjunto com a Comissão de Meio Ambiente (CMA). A reunião da CRA tem dois itens na pauta e está marcada para às 14h. O projeto teve a análise iniciada na Câmara dos Deputados em 2004. Apresentado pelo ex-deputado Luciano Zica (SP), o texto foi aprovado em 2021 e desde então está em análise no Senado. Um relatório único foi construído em conjunto pelos relatores na CRA e na CMA, senadores Tereza Cristina (PP-MS) e Confúcio Moura (MDB-RO), respectivamente. A atual legislação que trata da Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938, de 1981) apresenta as hipóteses legais de exigência de licenciamento para a aprovação de empreendimentos considerados de alto impacto ao meio ambiente. Há, ainda, várias resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) que estabelecem regras de procedimentos e situações nas quais o licenciamento é exigido, bem como as modalidades de licença. Segundo os relatores, a diversidade de regulamentações faz com que haja muitos litígios relacionados ao licenciamento. Para eles, a expectativa é que uma lei geral proporcione mais segurança jurídica. A dispensa de licenciamento ambiental para quatro atividades agropecuárias é um dos itens da proposta que gera mais discordâncias. Dispensa de licenciamento O relatório de Confúcio Moura e Tereza Cristina mantém o entendimento da Câmara de que deve haver dispensa para o cultivo de espécies de interesse agrícola, temporárias, semiperenes e perenes; a pecuária extensiva e semi intensiva; a pecuária de pequeno porte; e pesquisas de natureza agropecuária sem risco biológico. Até a tarde desta sexta-feira (16), 94 emendas haviam sido apresentadas pelos senadores. A recomendação dos relatores é pela aprovação do projeto com 24 emendas. Antes da votação na CRA, o projeto pode ser votado na CMA, que tem reunião deliberativa marcada às 9h da próxima terça. Securitização de dívidas O outro projeto na pauta da comissão é o PL 320/2025, que busca diminuir perdas de produtores rurais afetados por tragédias climáticas, ao permitir securitização de dívidas. A securitização possibilita que produtores utilizem suas dívidas como um produto financeiro. Assim, podem antecipar o recebimento de recursos para financiar projetos. O projeto, do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), tem relatório favorável do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). [ad_2] Source link
Argentina segue China e UE e suspende compra de aves e subprodutos do Brasil

[ad_1] Após China e União Europeia suspenderem as exportações de produtos e subprodutos de aves do Brasil nesta sexta-feira (16), foi a vez da agência sanitária estatal da Argentina, a Senasa, anunciar a mesma medida. O caso ocorre após identificação, na noite de quinta-feira (15), do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em matrizeiro de aves comerciais, na cidade de Montenegro, no Rio Grande do Sul. O governo argentino informou que manterá a medida em vigor até que o Brasil seja certificado como país livre da gripe aviária. Assim, após a confirmação do caso pelo governo brasileiro, a Senasa pediu ao setor produtivo do país o reforço das medidas de biossegurança em seus próprios estabelecimentos. Em 2024, o Brasil exportou aproximadamente 4 milhões de toneladas de produtos e subprodutos de origem avícola para a Argentina, conforme dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). É válido destacar que, conforme lembrado pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, cada país adota um protocolo de conteção em caso de comprovação de doenças desse tipo em animais de criação comercial. Alguns, como China, União Europeia e Argentina, não restringem as compras apenas ao estado ou município onde foi identificada a doença. Por outro lado, países como Japão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Filipinas têm acordos diferentes com o Brasil, em que prevalece a regionalização. Por conta disso, devem deixar de importar carne de frango somente do Rio Grande do Sul. [ad_2] Source link