Confira dados de exportação da soja no Brasil em janeiro

Foto: Ivan Bueno/APPA As exportações brasileiras de soja, farelo de soja, milho e trigo devem apresentar uma queda em janeiro de 2025, conforme as previsões divulgadas pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O volume estimado de embarques para o mês de janeiro mostra uma redução em comparação ao mesmo período do ano anterior. A soja, um dos principais produtos de exportação do Brasil, deverá atingir 1,71 milhão de toneladas em janeiro de 2025, conforme estimativa da Anec. Caso se confirme esse número, a exportação de soja ficará bem abaixo das 2,4 milhões de toneladas registradas em janeiro de 2024. A redução reflete um cenário de menor demanda externa e desafios logísticos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp Farelo da soja No caso do farelo de soja, a previsão da Anec é de 1,43 milhão de toneladas exportadas, contra 1,75 milhão em janeiro de 2024. A queda nas exportações de farelo é um reflexo da diminuição da produção e de uma possível desaceleração nas compras de países importadores. Por outro lado, as exportações de milho também devem apresentar uma diminuição. A Anec estima que o Brasil embarque 2,9 milhões de toneladas do grão em janeiro de 2025, número que está abaixo das 3,5 milhões de toneladas exportadas no mesmo mês de 2024. A redução na quantidade de milho exportada pode ser atribuída a uma colheita menos robusta e ao aumento da concorrência de outros países produtores. Além da soja, farelo e milho, as exportações de trigo também deverão recuar. A previsão é de que o Brasil exporte 519.290 toneladas de trigo em janeiro de 2025, um volume inferior às 685.171 toneladas exportadas no mesmo período do ano anterior. A redução nas exportações de trigo está ligada a questões de oferta e demanda no mercado internacional. O post Confira dados de exportação da soja no Brasil em janeiro apareceu primeiro em Canal Rural.

ALERTA VERMELHO: Inmet emite aviso de grande perigo por excesso de chuva; veja locais

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou nesta quarta-feira um alerta vermelho de grande perigo para excesso de chuva em áreas do Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia. De acordo com o aviso, a chuva pode ultrapassar 100 mm em 24 horas, com risco alto de alagamentos, transbordamento de rios e deslizamento de encostas. Alerta vermelho: mapa com áreas em grande perigo por excesso de chuva Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! O alerta, que é o de maior severidade emitido pelo instituto, é válido até as 10h da manhã desta quinta (9). Áreas em grande perigo por excesso de chuva por estado Espírito Santo central litoral norte noroeste Vale do Rio Doce Minas Gerais norte Jequitinhonha Região Metropolitana de Belo Horizonte Vale do Mucuri Bahia sul O post ALERTA VERMELHO: Inmet emite aviso de grande perigo por excesso de chuva; veja locais apareceu primeiro em Canal Rural.

Projeto propõe regras para exploração sustentável do pau-brasil

Exploração irregular e o tráfico ilegal colocam a espécie em risco Quase extinto devido à exploração predatória indiscriminada, o pau-brasil, árvore que deu nome ao país, pode ganhar uma nova lei que visa preservar a espécie. A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro de 2024, o Projeto de Lei 3284/24 que estabelece regras para o manejo sustentável do pau-brasil em todo o território nacional, buscando conciliar a preservação ambiental com o desenvolvimento socioeconômico. O texto aprovado determina que a exploração e o comércio do pau-brasil sejam permitidos apenas a partir de árvores cultivadas em sistemas agroflorestais – modelos que combinam árvores, culturas agrícolas e, às vezes, criação de animais – ou originárias de plantios comerciais devidamente registrados e licenciados. Entre as exigências, estão a comprovação do replantio, a manutenção das árvores até atingirem a idade adulta e a proibição da extração de árvores com menos de 30 anos. Proposta sustentável De autoria do deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), o projeto defende o manejo sustentável como solução para explorar a madeira sem ameaçar a sobrevivência da espécie. O deputado ressalta que o pau-brasil, reconhecido por sua madeira de alta qualidade, é utilizado há mais de dois séculos na fabricação de arcos para instrumentos de corda, como violinos e violoncelos. Atualmente, o uso do pau-brasil não é proibido, mas a exploração irregular e o tráfico ilegal ainda colocam a espécie em risco. Relator na comissão, o deputado Pezenti (MDB-SC) destacou o simbolismo do pau-brasil. “Foi o primeiro produto explorado economicamente no Brasil colônia, marcando o nome do país até os dias atuais”, afirmou. Ele também enfatizou a importância do projeto. “O tráfico ilegal representa uma ameaça significativa, destacando a necessidade de fiscalização, manejo sustentável e educação ambiental”, defendeu. Política Nacional de Conservação do Pau-Brasil O texto aprovado cria a Política Nacional de Conservação do Pau-Brasil (PNCPB), que tem como objetivos principais: Mapear, monitorar e conservar populações nativas da espécie; Estimular o manejo sustentável e a exploração econômica responsável; Combater a exploração ilegal, o tráfico e o comércio irregular. Além disso, a proposta prevê: Criação de áreas de conservação específicas para proteção do pau-brasil; Incentivos financeiros e fiscais para manejo sustentável e preservação; Desenvolvimento de viveiros e bancos genéticos da planta. Próximos passos A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, o projeto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post Projeto propõe regras para exploração sustentável do pau-brasil apareceu primeiro em Canal Rural.

Agentes da PRF flagram motorista de bitrem com cocaína na BR-406

Um motorista de um caminhão bitrem carregado com cana-de-açúcar foi flagrado por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na BR-406, em Ceará-Mirim/RN, com uma porção de cocaína no interior do veículo. De acordo com a PRF, a droga é frequentemente usada por caminhoneiros para prolongar jornadas de trabalho de forma perigosa e ilegal, “um agravante que expõe todos nas estradas a riscos consideráveis”, informou a corporação. Em 2024, o mesmo motorista esteve envolvido em um acidente com outro bitrem carregado de cana-de-açúcar, quando o caminhão que conduzia tombou e bloqueou parte da pista. O caso gerou transtornos para os usuários da rodovia. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Além do flagrante de posse de cocaína, o veículo apresentava outras duas infrações: excesso de peso de 13 toneladas acima do permitido e altura excedente. O bitrem ultrapassava o limite máximo permitido de 4,40 metros, atingindo 4,90 metros. Segundo a PRF, essas irregularidades comprometem a segurança viária, a integridade das estruturas rodoviárias e aumentam significativamente o risco de acidentes. Punição O condutor foi enquadrado no artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006) pela posse da substância entorpecente. A pena pode incluir advertência, prestação de serviços à comunidade ou participação em programas educativos. Além disso, ele foi autuado administrativamente pelas infrações de excesso de peso e altura, sendo obrigado a realizar o transbordo da carga excedente antes de seguir viagem. Orientação A PRF reforça que o uso de drogas por motoristas, associado a irregularidades como excesso de peso e altura, compromete a segurança de todos os usuários das estradas. O post Agentes da PRF flagram motorista de bitrem com cocaína na BR-406 apareceu primeiro em Canal Rural.

À espera do USDA, soja deve ter dia lento; veja projeções

Foto: Personagem Soja Brasil/Canal Rural O mercado da soja deve continuar com um ritmo lento nesta quarta-feira, enquanto os operadores aguardam o relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para sexta-feira. Já o mercado físico registrou movimentos limitados na terça-feira (7), com quedas nos preços. Chicago manteve-se estável e o dólar apresentou alta significativa, o que contribui para a cautela dos produtores, que seguem focados no monitoramento das lavouras e nas condições climáticas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp Soja no Brasil No Brasil, as cotações físicas da soja recuaram em diversas regiões. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 134,00 para R$ 131,00, enquanto na região das Missões o preço passou de R$ 135,00 para R$ 133,00. No Porto de Rio Grande, o valor foi de R$ 141,00 para R$ 140,50. Em Cascavel (PR), a saca desvalorizou de R$ 130,00 para R$ 128,00, e no Porto de Paranaguá, o preço caiu de R$ 137,00 para R$ 136,00. Rondonópolis (MT) viu sua cotação estabilizar em R$ 117,00, enquanto Dourados (MS) teve uma queda de R$ 125,00 para R$ 122,00. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 125,00 para R$ 120,00. USDA O USDA deve revisar suas estimativas para a safra e os estoques finais de soja americana em 2024/25. A expectativa do mercado é que os estoques finais de soja nos Estados Unidos sejam ajustados de 470 milhões de bushels para 454 milhões. Para a produção americana, a previsão é de uma leve redução, de 4,461 bilhões para 4,451 bilhões de bushels. Em relação ao cenário global, os estoques finais de soja deverão alcançar 132 milhões de toneladas, com uma pequena revisão em relação aos 131,9 milhões de dezembro. A expectativa também é que os estoques trimestrais nos EUA sejam mais elevados que em 2023, com a projeção de 3,236 bilhões de bushels. Chicago Em Chicago, os contratos com vencimento em março subiram 0,07%, cotados a US$ 9,98 por bushel, com o mercado reagindo à expectativa do relatório de oferta e demanda do USDA. No entanto, os ganhos foram limitados pela alta do dólar e pela previsão de chuvas na Argentina. Câmbio O dólar comercial registrou uma alta de 0,51%, sendo negociado a R$ 6,1360, e o índice do dólar (DXY) subiu 0,61%, atingindo 109,19 pontos. O post À espera do USDA, soja deve ter dia lento; veja projeções apareceu primeiro em Canal Rural.

BNDES aprova R$ 1 bilhão para produção de etanol de segunda geração

Foto: Raízen/divulgação Com o objetivo de alavancar a transição energética e a inovação tecnológica na produção de energia no Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 1 bilhão para a Raízen Energia S/A construir uma Unidade de Etanol Celulósico de segunda geração (E2G) em Andradina (SP), com capacidade instalada para produzir até 82 milhões de litros por ano. Com recursos do Programa BNDES Mais Inovação (R$ 500 milhões) e do Fundo Clima (R$ 500 milhões), a planta será uma das seis previstas no país para alcançar a viabilidade econômica do E2G até 2028. Ao todo, o projeto prevê investimentos aproximados de R$ 1,4 bilhão e a geração de mais de 1.500 empregos diretos durante a fase de construção, além de 200 postos de trabalho durante a operação de cada unidade. O biocombustível poderá ser utilizado em diversas frentes, como SAF (Sustainable Aviation Fuel), hidrogênio verde e combustível marítimo. Diferentemente do método convencional de produção do etanol, que utiliza a fermentação do caldo de cana com leveduras, a produção do E2G envolve enzimas especiais para extrair açúcares da celulose do bagaço da cana, que depois são fermentados por leveduras. Atualmente, a produção de E2G no mundo representa menos de 1% da produção de etanol no Brasil. Com o apoio financeiro do BNDES, a capacidade nacional de produção de E2G poderá alcançar 440 milhões de litros, considerando as seis plantas da Raízen. Em comparação, a produção de etanol de primeira geração no Brasil foi de 34,2 bilhões de litros em 2024. “O apoio do BNDES para a construção de uma unidade de etanol avançado vai contribuir para a expansão da fronteira tecnológica brasileira, além de atrair mais investimentos para a cadeia de fornecedores de insumos, máquinas e equipamentos. O Banco dispõe dos instrumentos fundamentais, como o Fundo Clima, que apoia projetos voltados à descarbonização, e o Mais Inovação, que impulsiona o desenvolvimento de tecnologias disruptivas e que agreguem valor à produção nacional”, afirmou o presidente da instituição, Aloizio Mercadante. José Luís Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, destacou que o projeto está alinhado com os objetivos da nova política industrial do Brasil, que prioriza a transição energética e a inovação tecnológica. “A ampliação da produção de E2G fortalecerá a posição nacional como um dos principais produtores de novos biocombustíveis. A demanda projetada pelo BNDES para SAF e combustível marítimo pode gerar investimentos da ordem de R$ 167 bilhões, contribuindo para expandir a fronteira tecnológica do país”, afirmou. Sobre a Raízen A Raízen, criada em 2011 por meio de uma joint venture entre a Cosan e a Shell, atua em diversos setores, incluindo o cultivo de cana-de-açúcar, a produção de açúcar e etanol, cogeração de energia, logística, transporte e distribuição de combustíveis, empregando mais de 45 mil colaboradores. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post BNDES aprova R$ 1 bilhão para produção de etanol de segunda geração apareceu primeiro em Canal Rural.

Brasil consolida liderança na exportação de algodão, mas 2025 traz desafios

Foto: Divulgação/Abapa Após os recordes alcançados em 2024 – com um aumento de 16,6% na produção e a conquista do posto de maior exportador mundial de algodão, superando os Estados Unidos, que lideravam desde a safra 1993/94 – o Brasil deve enfrentar novos desafios no setor em 2025. As projeções são de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). De acordo com o estudo, a produção mundial de algodão está crescendo mais do que a demanda, enquanto os custos avançam acima dos preços de venda projetados para a nova temporada. Atualmente, o Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores globais, atrás de China e Índia, conforme dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). A estimativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) para a produção brasileira em 2025 é de 3,9 milhões de toneladas. Desafios à vista O Cepea aponta que o crescimento da economia mundial deve seguir a mesma linha de 2024, enquanto o petróleo está sendo negociado em patamares inferiores aos de um ano atrás, favorecendo o uso de fibras sintéticas. Já os contratos futuros do algodão indicam estabilidade para 2025. No Brasil, as cotações podem ser pressionadas pela maior oferta global, estoques de passagem elevados, demanda contida e o modesto crescimento econômico mundial. Por outro lado, a valorização do dólar frente ao real pode sustentar a paridade de exportação, oferecendo algum suporte aos preços. Produção em alta A safra 2023/24 marcou o terceiro ano consecutivo de crescimento da produção brasileira de algodão, que alcançou 3,7 milhões de toneladas de pluma. O país cultivou 1,9 milhão de hectares, com uma produtividade média de 1,8 tonelada por hectare. No cenário global, a produção está estimada em 25,6 milhões de toneladas, um aumento de 3,9% em relação à safra anterior. Já o consumo mundial deve atingir 25,21 milhões de toneladas, crescimento de 1,2%. Exportações em destaque Como já citado, em 2024, o Brasil consolidou-se como maior exportador mundial de algodão, e a estimativa para 2025 é de 2,9 milhões de toneladas exportadas. Os principais destinos do algodão brasileiro continuam sendo China e Vietnã. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post Brasil consolida liderança na exportação de algodão, mas 2025 traz desafios apareceu primeiro em Canal Rural.

Agrofloresta transforma negócio de pequeno produtor rural

José Cunha adotou sistema agroflorestal. Foto: Lucas Clemente AD Produções. Reprodução Sebrae A integração da floresta com a agricultura têm permitido recuperar solos em áreas degradadas, preservando o ecossistema, enquanto produzem alimentos.  Esse é o caso do pequeno produtor agrícola, José Cunha que produz frutas e hortaliças orgânicas em sua propriedade, no município de Mojuí dos Campos (PA). O empreendedor divide a gestão com sua esposa, Elizabete Ramos, que atua na parte financeira do negócio. O casal tem recebido visitas do Sebrae para implementar iniciativas de apoio ao desenvolvimento setorial, a fim de potencializar negócios conectados com a bioeconomia. O objetivo é inseri-los na rota da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30) que acontece em novembro, na cidade de Belém (PA). Cunha evidencia sua paixão pela agricultura sustentável, por meio do sistema agroflorestal. O produtor contou que há dez anos a área estava improdutiva após práticas de queimadas no local.  “Com muito trabalho, eu recuperei todo esse terreno investindo em matéria orgânica, usando sistema de tecnologia de reprodução do solo, compostagem e produtos biológicos obtidos da própria natureza. E hoje, posso dizer com muito orgulho que temos um solo fértil onde tudo que plantamos tem resultado”, disse José Cunha. Cunha protege e enriquece o solo garantindo que diferentes espécies agrícolas trabalhem juntas. Em seu cultivo, por exemplo, bananeiras estão ao lado dos jerimuns (nome dado à abóbora moranga no norte e nordeste do Brasil), que por sua vez, são vizinhos de jatobás, cumarus, goiabeiras, cebolinhas, coentros, entre outros. O produtor cultiva ainda o açaí, com tecnologia de melhoramento genético da Embrapa, que permite que o fruto cresça em galhos baixos facilitando a colheita. Histórico de sucesso Em 2005, Cunha foi beneficiado pelo Programa de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS), iniciativa apoiada pelo Sebrae que alia criação de animais à produção agroecológica com técnicas sustentáveis e de preservação ambiental. E a parceria não ficou por aí. Durante um período, morou em Macapá (AP), e junto com o Sebrae ajudou a modificar o setor de produção do estado onde chegou a ser coordenador do Cinturão Verde aumentando a capacidade de produção do estado de quatro para vinte hortaliças. Em Santarém, a colaboração com o Sebrae ajudou a impulsionar a Associação Tapajós Orgânicos, que é um Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade Orgânica (OPAC). Cunha é coordenador e trabalha com 23 produtores da região que vendem os produtos em duas feiras de orgânicos de Santarém (PA) e também para a merenda escolar por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). “O Sebrae sempre foi meu parceiro e eu quero continuar essa parceria para potencializar os orgânicos. Nós que somos pedaço da Amazônia temos que defender esta ideia, pois o orgânico no Brasil é na base da resistência e eu trabalho porque amo a agricultura e quero produzir sem agredir a natureza”, afirmou José Cunha. Com informações da Agência Sebrae de Notícias O post Agrofloresta transforma negócio de pequeno produtor rural apareceu primeiro em Canal Rural.

Podcast: arrecadação forte no Brasil e os destaques da economia hoje; ouça análise

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a alta do Ibovespa (+0,95%, aos 121 mil pontos), impulsionada por blue chips e Petrobras. O dólar caiu para R$ 6,10 (-0,13%), enquanto a arrecadação de novembro subiu 11,21% (real), segundo melhor resultado histórico. A inflação ao produtor avançou 1,23%, acumulando dez meses de alta. Hoje, destaque para a PIM de novembro (-0,9% esperado) e dados do mercado de trabalho nos EUA. Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado! Foto: divulgação O post Podcast: arrecadação forte no Brasil e os destaques da economia hoje; ouça análise apareceu primeiro em Canal Rural.

Saúde e longevidade do produtor passam pelas máquinas agrícolas autônomas, aposta John Deere

Foto: Divulgação John Deere Uma nova geração de máquinas agrícolas foi trazida pela John Deere na maior feira de tecnologia do mundo, a Consumer Eletronics Show (CES 2025), em Las Vegas, Estados Unidos. Poupar homens e mulheres do campo de trabalhos extenuantes e solucionar o problema da falta de mão-de-obra qualificada são as preocupações que parecem estar no centro desta empreitada, ainda mais agora que o conceito de sustentabilidade já está mais incorporado ao setor com a adoção de modelos a biodiesel e até mesmo elétricos. Assim, a palavra de ordem agora é autonomia. Exemplo disso é o maior trator da empresa, o 9RX, voltado a operações agrícolas em grande escala e que neste ano passa a estar disponível para venda no mercado norte-americano. A companhia ainda não divulga o preço e o Brasil, por enquanto, terá de esperar mais algum tempo: questões de conectividade e regulamentação ainda são gargalos em solo nacional. No entanto, neste rol, é consenso entre os executivos da companhia que as perspectivas são para lá de positivas visto a gigante área agricultável do país e a já consolidade tecnificação dos produtores de Oiapoque ao Chuí. Sensores embutidos O modelo é equipado com 16 câmeras individuais dispostas em cápsulas para garantir visão 360° do campo. De acordo com o vice-presidente de Tecnologia da companhia, Jahmy Hindman, os sensores da máquina são tão sensíveis que captam insetos e até mesmo a variação de luz do dia. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Contudo, também está equipado com tecnologia artificial para garantir que apenas empecilhos reais interrompam a operação, como pedras e grandes galhos que tenham o poder de danificar seus equipamentos. “Essa tecnologia vai de encontro com as necessidades dos produtores rurais que têm dificuldade em encontrar mão de obra qualificada e não têm mais tempo ou disposição para ficar 12, 14 horas operando uma máquina”, diz o executivo. Fator que também exemplifica essa realidade é a idade média do homem e da mulher do campo. Nos Estados Unidos, por exemplo, este número é de 58 anos. No Brasil, de 46. Assim, a saúde e o bem-estar dos agricultores é uma preocupação que parece estar no centro das atenções das gigantes do setor. Por isso que em culturas especiais, como pomares, onde a pulverização com jato de ar é repetitiva e exaustiva, a John Deere mostra outra alternativa: o trator estreito 5ML que, assim como o gigante 9RX, também é autônomo. Trator estreito autônomo para pomares. Foto: Divulgação John Deere O vice-presidente de Tecnologia da empresa afirma que o sistema desta máquina, que já está na segunda geração, garante uma navegação precisa mesmo sob uma densa cobertura vegetativa, além de identificar obstáculos com precisão e recalcular a rota sempre que preciso. De acordo com Hindman, em um primeiro momento, a máquina estará à venda apenas com motor a diesel, mas, futuramente, será disponibilizada a versão movida à bateria elétrica. *O jornalista viajou para a CES 2025 a convite da John Deere O post Saúde e longevidade do produtor passam pelas máquinas agrícolas autônomas, aposta John Deere apareceu primeiro em Canal Rural.