Estiagem nas lavouras de soja; produtores seguem preocupados

Foto: Arquivo pessoal O começo de 2025 está sendo difícil para os produtores de soja do Rio Grande do Sul, com a combinação de granizo e estiagem em diversas regiões do estado. Após episódios de granizo que afetaram lavouras em várias localidades, a falta de chuvas por mais de um mês começa a gerar preocupações sérias, principalmente devido aos impactos na produtividade da soja. As previsões indicam que, mesmo com a volta das chuvas, as perdas podem ser irreparáveis para muitas áreas do estado. No Noroeste do estado, mais de 10 mil hectares foram destruídos pelo granizo, afetando fortemente a produção local. Em Tapes, no Sul, o cenário é igualmente alarmante. “Perdemos quase 20% da nossa área, que foi devastada. Hoje, depois de vários dias de chuva, dá para ver alguma coisa rebrotando, mas não sabemos o que vai restar. Áreas mais velhas, como as de soja em fase de enchimento de grãos, acredito que não vão se recuperar”, explica um produtor da região. Além dos danos causados pelo granizo, a estiagem já causa efeitos visíveis nas lavouras. Plantas jovens estão secando e as folhas estão comprometidas. Em Morro Redondo, no Sul, e Santo Ângelo, nas Missões, as perdas de produtividade são praticamente certas, com plantas abortando flores ao invés de se desenvolverem normalmente. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp Chuvas na soja A previsão de chuvas para os próximos dias oferece alguma esperança, mas a instabilidade climática tem dificultado as estimativas sobre os danos nas lavouras. Com chuvas irregulares, algumas áreas podem ser beneficiadas enquanto outras continuam sem precipitação significativa. Em Castilhos, na região Central, a falta de umidade já é preocupante, com chuvas muito abaixo do esperado desde o final de dezembro. Segundo dados da Emater, 97% da área foi semeada e está dentro da média das últimas safras, mas a seca prolongada e os preços baixos das commodities agravam a situação dos produtores. Além disso, o endividamento acumulado das últimas safras frustradas torna o cenário ainda mais difícil para muitos agricultores, especialmente os que dependem de áreas arrendadas. O setor rural está pedindo ajuda urgente do governo para enfrentar o passivo crescente. Muitos produtores não têm mais como arcar com as dívidas, e a falta de um apoio efetivo, somada aos altos juros de empréstimos, tem dificultado a recuperação das lavouras. A crise é ainda mais grave em áreas onde o pagamento de arrendamentos está atrasado, exacerbando o endividamento dos agricultores. Sem ações concretas para aliviar a situação financeira dos produtores, muitos podem ser forçados a abandonar a atividade agrícola, com sérios impactos para a economia do estado e para a produção de alimentos no Brasil. O Rio Grande do Sul, que enfrenta uma sequência de dificuldades climáticas, aguarda com apreensão as chuvas que podem salvar a safra, mas o tempo está se esgotando. O post Estiagem nas lavouras de soja; produtores seguem preocupados apareceu primeiro em Canal Rural.
Liderança global no uso de máquinas agrícolas autônomas será do Brasil, aposta John Deere

Trator autônomo 9RX, da John Deere. Fotos: Divulgação Imagine um produtor rural que possui fazenda de soja e milho em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. Ao checar a previsão do tempo, descobre que terá uma janela ideal de semeadura a partir do próximo dia. Porém, ele está em São Gabriel, no Rio Grande do Sul, e há anos encontra dificuldades em contratar mão de obra qualificada para operar as suas plantadeiras. O que poderia ser uma preocupação, rapidamente se resolve: mesmo a milhares de quilômetros de distância, pega o celular do bolso e, em tempo real, envia um comando para que as suas máquinas agrícolas liguem sozinhas, se alinhem e iniciem mais uma safra com o pé direito. Esse tipo de cenário de ficção científica está mais próximo de acontecer do que muitos podem imaginar, aposta a John Deere. Isso porque a companhia expôs os três tratores autônomos de sua segunda geração na Consumer Eletronics Show (CES 2025), em Las Vegas, nos Estados Unidos. Eles já estão à venda para os produtores norte-americanos e o plano é que desembarquem no Brasil em um futuro bastante próximo. Modelos autônomos Modelo autônomo 5ML de 130 cavalos para culturas especiais, como pomares O maior trator da multinacional, o 9RX, de 830 cavalos, voltado a grandes operações, passa a contar com um kit de autonomia que combina visão computacional avançada com inteligência artificial, tudo isso embutido em sensores e 16 câmeras individuais que permitem visão 360° do campo. Existem, ainda, os tratores estreitos 5ML, de 130 cavalos que, em um primeiro momento, possuem motor a diesel, mas a promessa da John Deere é que no curto prazo operem também na versão elétrica. Os modelos são voltados a culturas especiais, como pomares, locais onde a pulverização com jato de ar tende a ser exaustiva. De acordo com o vice-presidente e CTO Global da marca, Jahmy Hindman, o sistema de autonomia deles permite navegação precisa mesmo sob a densa cobertura de folhas. Tal como o 9RX, identificam obstáculos sensíveis e pequenas variações, como insetos e até mesmo a mudança de luz do dia. Contudo, possuem a capacidade de apenas interromper a operação quando diante de empecilhos que possam realmente danificá-los, caso de pedras e grandes galhos, garante a companhia. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Segundo Hindman, o modelo tecnológico dessas máquinas foi treinado com imagens coletadas em ambiente real, sendo a maioria delas captadas em operações agrícolas nos Estados Unidos. “Estamos trabalhando para que essa tecnologia funcione bem no Brasil. Nossa projeção é que entre os próximos dois ou três anos já estaremos aptos a implementar esses modelos no país.” E a pressa é justificável: a John Deere aposta que o Brasil estará, em um futuro próximo, entre os três principais mercados de máquinas agrícolas autônomas do mundo, atrás apenas de Estados Unidos, Europa ou Canadá. Contudo, para o vice-presidente sênior e CFO global da marca, Josh Jepsen, há potencial para ir ainda mais além. “Ao analisarmos o agronegócio brasileiro, com propriedades de tamanhos muito superiores a tudo o que vemos nos Estados Unidos e também com a dificuldade que os produtores têm de encontrar mão de obra capacitada para operar as máquinas, algo que não deve mudar e até se agravar no futuro, acreditamos que o Brasil será o primeiro mercado global em máquinas autônomas futuramente”. Ele também destaca a capacidade de o país produzir, em alguns casos, até três safras por ano, algo que não ocorre em outras importantes nações com vocação agrícola. “Os períodos em que os produtores têm para fazer as operações em campo no Brasil são limitados, com janelas muito curtas. Uma tecnologia como a autonomia das máquinas pode ajudar nesse trabalho que, para o agricultor, pode ser muito extenuante”, afirma. Já para o vice-presidente de Sistemas de Produção para a América Latina da John Deere, Cristiano Correia, as próprias características geopolíticas do Brasil tendem a elevá-lo ao patamar de liderança global na adoção de máquinas autônomas. “O Brasil possui áreas agrícolas enormes e distantes de qualquer município com mais população, então é realmente muito difícil para o agricultor atrair mão de obra qualificada. Na Europa e nos Estados Unidos isso é diferente porque as cidades são mais descentralizadas e o produtor consegue contar com os trabalhadores que necessita com um pouco mais de facilidade”. Segundo ele, a companhia tem como meta para 2026 conectar ao sistema autônomo cerca de 1,5 milhão de máquinas agrícolas no mundo. “No Brasil, a expectativa é que sejam algumas centenas de milhares em um futuro próximo”, enfatiza. Obstáculos a transpor Falta de conectividade ainda é desafio para implementação no Brasil Ainda que a John Deere reconheça o gigante potencial brasileiro na adoção de máquinas autônomas, os executivos da empresa ficam apreensivos com a limitação da conectividade em propriedades rurais do país. O Indicador de Conectividade Rural (ICR), por exemplo, demonstrou que por aqui apenas 37,4% dos imóveis rurais têm cobertura 4G ou 5G em toda a área de uso agropecuário. “Por conta deste grande desafio do Brasil, iniciamos em 2024 uma parceria com a Starlink para nos ajudar a preencher esse vácuo em locais de maior deficiência de internet, como em Mato Grosso, por exemplo. Nossa expectativa é que no Brasil esses modelos de conexão acoplados à maioria das máquinas novas entre em operação em cerca de dois anos. Já para as máquinas mais antigas, o retrofit deve demorar entre três e cinco anos”, detalha o CTO Global da John Deere, Jahmy Hindman. Segundo ele, outro desafio que a companhia trabalha para superar é fazer com que máquinas autônomas trabalhem em propriedades com terrenos mais acidentados e montanhosos – como no Rio Grande do Sul e Paraná – tão bem como já poderiam operar em lavouras planas, caso de Mato Grosso e da maioria das áreas produtivas do Cerrado brasileiro. “A autonomia é como o desenvolvimento de uma criança, ou seja, aprendemos inicialmente a engatinhar para depois andar e só
Rota Caminho dos Ipês é impulsionada com apoio do Sebrae

Foto: Arquivo Fazenda São Clemente Marcada pela presença do ipê, árvore símbolo de Mato Grosso do Sul, a Rota Caminho dos Ipês abrange dez municípios no centro do estado: Campo Grande, Corguinho, Dois Irmãos do Buriti, Jaraguari, Nova Alvorada do Sul, Ribas do Rio Pardo, Rio Negro, Rochedo, Sidrolândia e Terenos. Com a proximidade da Capital como diferencial, a região atrai visitantes interessados em passeios de “bate e volta”, além de experiências que incluem turismo rural e contemplação da natureza. Empresários locais dos atrativos turísticos presentes nesses municípios identificaram objetivos comuns e decidiram unir forças para superar desafios, como a baixa visibilidade do turismo na região. Essa união foi impulsionada pelo Sebrae/MS em 2022, quando os empreendedores estiveram em uma caravana organizada pela instituição para participar do seminário Inspira Ecoturismo, em Bonito (MS). A partir de então, eles criaram um grupo no aplicativo WhatsApp para a troca de informações e estreitamento do relacionamento, que continua ativo com encontros presenciais possibilitando que as ideias compartilhadas se tornem práticas assertivas. Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp. Para apoiar os empresários, o Sebrae, por meio do programa Transforma Turismo, promove treinamentos, mentorias e consultorias para melhorar a gestão dos negócios. “Quando valorizamos o turismo, desenvolvemos toda a cadeia ao redor, desde restaurantes, lanchonetes, padarias e até atrativos turísticos. Focamos em um grupo já fortalecido por um trabalho anterior do Sebrae, então apostamos que os resultados serão positivos”, afirma o analista-técnico do Sebrae/MS, Humberto Dionísio. Foto: Arquivo Estância Alegria Protagonistas da Rota Além das capacitações, em 2024, os empreendedores promoveram a primeira edição do Festival de Inverno de Turismo Rural. Com o objetivo de aumentar o fluxo de visitantes diante da baixa temporada devido às temperaturas mais amenas no período, com um impacto positivo para os estabelecimentos participantes. A iniciativa terá uma nova edição neste ano. A empresária Élda Ávila, da propriedade de turismo rural Estância Alegria, localizada em Campo Grande, integrou a programação do Festival, além de ter participado de todas as capacitações oferecidas pelo Sebrae/MS. “A assessoria prestada pelo Sebrae em todas as etapas da construção do nosso negócio, assim como esclarecimentos e apoio realizado através das consultorias são essenciais para que nos sintamos seguros e fortalecidos para empreender na Rota”, opina. Foto: Arquivo Fazenda São Clemente Com o oferecimento de trilhas e passeios nas cachoeiras, a fazenda São Clemente, em Sidrolândia, também compôs o Festival de Inverno e a empreendedora Queila Arruda quer repetir a dose este ano. “O Sebrae foi a melhor coisa que surgiu para o nosso empreendimento dando vários suportes, cursos e aperfeiçoamentos. Na Rota Caminhos dos Ipês, somos um grupo de oito empreendedores que uma vez por mês, em cada empreendimento, nos encontramos para trocar ideias”, afirma a empresária. O apoio do Sebrae/MS junto aos empreendedores prossegue neste ano com oficinas, consultorias gerais e personalizadas; além da realização de rodadas de negócios e missões empresariais. Mais informações sobre as ações do Sebrae estão disponíveis na Central de Relacionamento, no número 0800 570 0800 ou no site: ms.sebrae.com.br. Fonte: Agência Sebrae de Notícias O post Rota Caminho dos Ipês é impulsionada com apoio do Sebrae apareceu primeiro em Canal Rural.
Nova pista da Imigrantes ampliará acesso logístico ao Porto de Santos

O Governo de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (10) o projeto para a ampliação do Sistema Anchieta-Imigrantes, principal rota de acesso ao Porto de Santos, estratégico para o escoamento de grãos, carnes e outros produtos agrícolas. A proposta prevê a construção de uma nova pista de descida na Rodovia dos Imigrantes, conectando o Planalto à Baixada Santista. A iniciativa foi autorizada pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) e busca atender às crescentes demandas do agronegócio e do transporte logístico no Brasil. Infraestrutura moderna A nova pista terá 21,5 quilômetros de extensão, sendo 80% composta por túneis, incluindo um túnel de 6 quilômetros, o maior do Brasil. Com duas faixas de rolamento reversíveis, o trecho garantirá maior fluidez para caminhões, ampliando em 145% a capacidade de descida de veículos pesados e em 25% a capacidade geral do sistema. “Essa obra é essencial para o crescimento do agronegócio e da logística brasileira. Vamos garantir mais eficiência no escoamento de cargas pelo Porto de Santos, vital para exportações agrícolas, além de mais conforto e segurança para os motoristas”, destacou o governador Tarcísio de Freitas. Conexão estratégica com o Porto de Santos O traçado começará no km 43 da Rodovia dos Imigrantes (SP-160), com acesso ao Rodoanel Mário Covas (SP-021), e se conectará no km 265 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni (SP-055), próximo ao Polo Industrial de Cubatão. Essa configuração permitirá acesso rápido às margens Direita e Esquerda do Porto de Santos, atendendo à crescente demanda de exportações agrícolas e industriais. Tecnologia e segurança para o transporte pesado Com uma inclinação média de 4%, o novo trajeto garantirá maior segurança para caminhões carregados. Túneis paralelos de emergência, reversibilidade de sentido e uso de estradas de serviço existentes são destaques do projeto, que também prioriza a redução de impactos ambientais. “Estamos planejando soluções estruturais de longo prazo para melhorar a mobilidade entre o Planalto e a Baixada Santista, essenciais para o escoamento da produção agroindustrial brasileira”, explicou Rafael Benini, secretário de Parcerias em Investimentos. Próximos passos A Ecovias, concessionária responsável pelo Sistema Anchieta-Imigrantes, já iniciou a elaboração do projeto funcional. Em seguida, serão realizados os projetos básico e executivo, que definirão o cronograma e o custo total da obra, prevista para começar após a conclusão do licenciamento ambiental em 2026. Com o agronegócio representando boa parte do PIB nacional e o Porto de Santos como o principal ponto de exportação, a nova pista da Imigrantes será um divisor de águas para o setor. A previsão orçamentária para a realização da obra não foi divulgada. O post Nova pista da Imigrantes ampliará acesso logístico ao Porto de Santos apareceu primeiro em Canal Rural.
Chuva forte atinge boa parte do Brasil nesta sexta-feira

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil O aumento no transporte de umidade combinado com o calor pode provocar chuva forte em boa parte do Brasil. Em São Paulo, o tempo seguirá instável, mas a chuva será irregular em todo o estado. Ao longo do dia, as nuvens aumentarão gradativamente, com condições para pancadas localizadas à tarde, acompanhadas de raios. No Rio Grande do Sul, há previsão de pancadas irregulares no planalto e na serra gaúcha. A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) continuará influenciando o clima em Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Goiás e Mato Grosso. Roraima será um dos poucos estados sem previsão de chuva significativa. Confira o detalhamento, segundo a Climatempo, por região: Sul Áreas de instabilidade predominam na região. Rio Grande do Sul: Pancadas irregulares no planalto e na serra gaúcha, com chance de chuva forte, raios e ventos em pontos isolados. Nas demais áreas, o tempo será aberto, abafado e com sol entre nuvens. Santa Catarina: Previsão de pancadas isoladas em quase todo o estado. No leste, haverá mais nebulosidade, enquanto no centro e oeste, atenção para chuva forte com raios em alguns municípios. Paraná: Céu encoberto no leste e litoral, com chuva moderada ao longo do dia. No interior, céu parcialmente nublado e pancadas irregulares à tarde, especialmente nas regiões sul, centro e nordeste. Sudeste A influência da ZCAS concentra chuva intensa no norte de Minas Gerais e Espírito Santo. Minas Gerais e Espírito Santo: Risco elevado de temporais com volumes significativos e transtornos. Rio de Janeiro: Sexta-feira nublada, com pancadas de chuva isoladas pela manhã e irregulares ao longo do dia. São Paulo: Instabilidades perdem força, mas haverá céu parcialmente nublado e pancadas irregulares à tarde. O litoral terá mais umidade, enquanto o extremo oeste terá tempo seco e umidade baixa. Centro-Oeste A ZCAS mantém chuva intensa sobre Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. Mato Grosso e Goiás: Alerta para temporais à tarde, com volumes elevados no nordeste de Mato Grosso e norte de Goiás. Distrito Federal: Temporais localizados, especialmente no período da tarde. Mato Grosso do Sul: Chuva forte no norte e nordeste, enquanto o sul do estado terá tempo seco e calor. Nordeste A reorganização da ZCAS amplia as áreas de chuva. Bahia: Perigo de chuva forte e acumulados elevados no sul e oeste. Demais estados: Temporais isolados, principalmente no interior do Maranhão, Piauí e Pernambuco. No litoral de Alagoas, sem chuva significativa. Norte Calor e umidade intensificam as chuvas na maior parte da região. Rondônia, sul do Amazonas, Pará, Tocantins e Amapá: Alerta para temporais fortes com raios e ventos. Roraima: Predomínio de tempo firme, sem previsão de chuva. O post Chuva forte atinge boa parte do Brasil nesta sexta-feira apareceu primeiro em Canal Rural.
Diário Econômico: inflação final de 2024 e o impacto do Payroll; confira análise

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o dia morno no mercado: o Ibovespa subiu levemente e o dólar caiu para R$ 6,04. Apesar da queda no varejo em novembro, o setor segue em um bom momento. Hoje, o foco está na inflação oficial de 2024, com projeção de 4,86%, e no Payroll dos EUA, que pode agitar os mercados. Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado! Foto: divulgação O post Diário Econômico: inflação final de 2024 e o impacto do Payroll; confira análise apareceu primeiro em Canal Rural.
Milho: Paraná inicia plantio da 2ª safra em área de 2,56 mi de hectares

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil O plantio da segunda safra de milho já começou no Paraná. A previsão de área é de 2,564 milhões de hectares, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do estado. O plantio atinge menos de 1% da área projetada. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! De acordo com o Deral, o ritmo lento dos trabalhos é normal para o período e está atrelado principalmente à colheita da soja, que ocupa 5,7 milhões de hectares (93% da área total da primeira safra de grãos) e teve menos de 1% das lavouras colhido até agora. “O plantio (de milho) só deve começar a evoluir mais rapidamente quando a colheita da soja tomar corpo”, diz o Deral. O avanço também é limitado pelo clima. “Apesar das boas chuvas registradas até dezembro, 2025 começou quente e apenas com chuvas esparsas”, destaca o engenheiro agrônomo Carlos Hugo W. Godinho, do Deral, em nota. Safra de milho atrasada em relação à anterior Em comparação com o ciclo anterior, a safra atual está mais atrasada. O relatório aponta que 12% das lavouras de soja estão em maturação, 4 pontos porcentuais abaixo dos 16% registrados no mesmo período do ano passado, “indicando que a colheita deve ser um pouco mais lenta que no ciclo anterior”. No caso do feijão segunda safra, que deve ocupar 381 mil hectares, o plantio atinge 6% da área prevista. Somadas, as áreas de milho e feijão segunda safra já semeadas representam mais de 32 mil hectares, ante 6,2 milhões de hectares ocupados pelas culturas na primeira safra. O post Milho: Paraná inicia plantio da 2ª safra em área de 2,56 mi de hectares apareceu primeiro em Canal Rural.
Ceagesp: índice de preços recuou 3,31% em dezembro

Foto: Prefeitura de Pojuca/BA O índice de preços Ceagesp encerrou o mês de dezembro em queda de 3,31% ante uma variação positiva de 3,25% em novembro. No ano, a alta é de 2,20%. “O destaque ficou com o setor de verduras, que, após enfrentar forte alta no mês anterior, fechou o período com a maior redução de preços entre todos os setores analisados”, disse a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) em nota. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! “As férias escolares provocaram forte desaquecimento de vendas no setor, puxando em grande parte a redução de preços.” O setor de verduras variou -1,01% ante uma variação de 25,56% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de -3,41%. As principais reduções ocorreram nos preços de alface crespa (-22,25%) e coentro (-20,50%). As principais altas ocorreram nos preços de repolho liso (+29,96%) e brócolis ramoso (+29,16%). O setor de frutas variou -5,08% ante uma variação de 5,26% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de 2,69%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de 11,54% no ano e de 11,54% em 12 meses. As principais reduções ocorreram nos preços de carambola (-57,66%) e pitaia (-46,54%). As principais altas ocorreram nos preços de caju (+20,91%) e mamão Havaí (+17,23%). O setor de legumes variou 5,25% ante uma variação de -9,61% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de 16,34%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de -14,16% no ano e de -14,16% em 12 meses. As principais altas ocorreram nos preços de vagem macarrão (+64,24%) e pepino comum (+51,39%). As principais reduções ocorreram nos preços de jiló (-47,91%) e quiabo (-39,65%). O setor de diversos variou -9,73% ante uma variação de 3,56% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de 8,27%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de -14,48% no ano e de -14,48% em 12 meses. As principais reduções ocorreram nos preços de batata lavada (-34,32%) e batata escovada (-19,42%). As principais altas ocorreram nos preços de ovos de codorna (+15,91%) e ovos brancos (+12,67%). O setor de pescados variou 3,17% ante uma variação de 0,03% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de 0,31%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de 1,95% no ano e de 1,95% em 12 meses. As principais altas ocorreram nos preços de curimba (+38,46%) e abrotea (+23,33%). As principais reduções ocorreram nos preços de espada (-14,65%) e robalo (-11,40% O post Ceagesp: índice de preços recuou 3,31% em dezembro apareceu primeiro em Canal Rural.
Dólar fecha no menor valor em quase um mês

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil Num dia de ajustes e de feriado parcial nos Estados Unidos, o dólar teve forte queda e fechou no menor nível em quase um mês. A Bolsa de Valores (B3) perdeu força perto do fim das negociações e ficou praticamente estável, abaixo dos 120 mil pontos. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (9) vendido a R$ 6,041, com queda de R$ 0,068 (-1,11%). A cotação iniciou o dia em leve alta, influenciada pelo aumento do dólar no exterior, mas passou a cair após o fechamento do mercado norte-americano, que funcionou em horário reduzido por causa do funeral do ex-presidente Jimmy Carter. A cotação está no menor valor desde 13 de dezembro, quando estava em R$ 6,03. Com o desempenho de hoje, a moeda norte-americana acumula queda de 2,25% em 2025. Bolsa No mercado de ações, o dia foi marcado pela volatilidade. Em dia de poucos negócios, o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 119.781 pontos, com alta de 0,13%. O indicador chegou a subir 0,44% às 14h11, mas desacelerou nas horas finais da sessão. Com o fechamento mais cedo do mercado norte-americano, os investidores se voltaram para os fatores internos. Sem notícias relevantes para a economia no cenário doméstico, prevaleceu o ajuste de posições com os investidores vendendo dólares para embolsar lucros recentes. A valorização do minério de ferro e do petróleo no mercado internacional e os juros altos no Brasil ajudaram a atrair capitais externos para o país. O post Dólar fecha no menor valor em quase um mês apareceu primeiro em Canal Rural.
Boi gordo: mais um dia de arroba em alta; veja preços

Foto: Lenito Abreu/Governo do Tocantins O mercado físico do boi gordo teve mais um dia de elevação dos preços nesta quinta-feira (9). Segundo Fernando Henrique Iglesias, consultor de Safras & Mercado, a oferta é bastante restrita neste início de temporada. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Em algumas regiões do Pará, Tocantins, Rondônia, Acre e Mato Grosso são relatados problemas de qualidade nas pastagens que dificultam a engorda (cigarrinha-da-pastagem e lagartas). Nas regiões em que a pastagem tem melhores condições, o pecuarista vai cadenciando o ritmo das negociações, o que tem se mostrado uma estratégia efetiva, observa Iglesias. “As indústrias ainda encontram dificuldade na composição de suas escalas de abate e se veem obrigadas a subir os preços de maneira constante”, aponta. Preços médios da arroba de boi gordo hoje São Paulo: R$ 328,08 (R$ 326,92 ontem). Minas Gerais: R$ 313,53 (R$ 312,94 anteriormente). Goiás: R$ 314,29 (R$ 312,14 ontem). Mato Grosso do Sul: R$ 320,57 (R$ 319,89 ontem). Mato Grosso: R$ 315,88 (R$ 311,96 ). Atacado O mercado atacadista apresenta acomodação em seus preços no decorrer da semana. Iglesias destaca que a demanda é tipicamente enfraquecida neste período do ano. “A população está descapitalizada e prioriza o consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, embutidos e do ovo”, comenta. Quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 17 por quilo. Quarto traseiro permanece cotado a R$ 26,80 o quilo. Ponta de agulha ainda é precificada a R$ 18 por quilo. O post Boi gordo: mais um dia de arroba em alta; veja preços apareceu primeiro em Canal Rural.