Complexo penitenciário utiliza atividades agrícolas para ressocialização de detentos

Foto: Reprodução Em quatro unidades do complexo penitenciário de Joinville, município do norte de Santa Catarina, detentos no regime semi-aberto têm a oportunidade de trabalhar com atividades agrícolas em troca de salário e redução de pena. Assim, cultivam grande variedade de frutas, legumes e verduras nos 96 hectares disponíveis ao redor do presídio. A produção aqui basicamente é de frutas, feijão, milho, tubérculos, como mandioca, batata-doce, beterraba, assim como as raízes tuberosas, também cebola e alho”, detalha o superintendente da Polícia Penal catarinense, Guimorvan Boita. Segundo ele, os produtos colhidos são utilizados na própria cozinha das penitenciárias, mas também são vendidos para hospitais, mercados e para a população das cidades vizinhas. A renda mensal da produção gira em torno de R$ 80 mil, cerca de R$ 1 milhão por ano. “Nosso complexo tem um fundo rotativo que gira em torno de R$ 4 milhões e nesse fundo rotativo, temos iniciativa própria tanto de fazer licitação, compra de produtos, de material, então tudo o que a gente precisa dentro do nosso complexo ou de nossa Regional é retirado desse trabalho”, afirma o superintendente. Programa combate a ociosidade Apesar de o programa não ser novo, pelo contrário, começou na década de 1970 com a inauguração da penitenciária que, na época, tinha apenas 50 presos e hoje conta com cerca de 3.300 detentos, vem evoluindo para combater a ociosidade dentro do presídio. “Todo preso que trabalha ganha um salário mínimo. Ele não pode ganhar menos do que isso, mas 75% desse montante fica para o preso em uma conta pecúlio e 25% retorna para a unidade para que possamos investir em benefícios, em criar mais oficinas, em obras e melhorias tanto para o interno como para a própria unidade”. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Segundo Boita, a cada três dias trabalhado, o interno ganha um dia de remissão de pena. “Além disso, ele também tem outros benefícios: durante a noite ele pode estudar, então de segunda à sexta ele trabalha 8 horas por dia […]. No sábado ele pode trabalhar outras quatro horas, mas não pode ultrapassar 44 horas semanais de trabalho”. Vida agrícola pós-cárcere Aprender a lidar com a terra em Joinville ajuda o interno a se ressocializar ao fim da pena, visto que o município conta com forte presença do agro e, ao mesmo tempo, com mão de obra escassa. De acordo com o superintente, não há acompanhamento da vida do detento após o cuprimento da pena, mas existem relatos de presos que aprenderam técnicas agrícolas no complexo penitenciário. “Sabemos de alguns que quando saíram, já tinham alguma terra ou acabaram alugando uma área de terra e esse foi o primeiro passo para eles produzirem em sua própria terra”. O superintendente da Polícia Penal relata que quando os detentos iniciam o trabalho nas hortas do complexo, dizem que saíram do inferno para entrar no céu. “Ele passa a estar em um ambiente produtivo, bonito, um ambiente onde se produz alimento”. Estrutura para a produção Foto: Reprodução Os detentos recebem toda a estrutura necessária para o cultivo, como sementes, fertilizantes e defensivos, além dos equipamentos agrícolas. A Secretaria de Agricultura de Santa Catarina doou, inclusive, um novo trator para substituir o antigo. De acordo com o secretário de Agricultura de Santa Catarina, Valdir Colatto, a ideia é fazer com que todos os presídios de Santa Catarina tenham o programa de ressocialização por meio das atividades agrícolas. Já o superintendente da Polícia Penal acredita que o modelo deveria ser replicado em todo o país. “O preso que trabalha pode ajudar a sua família do lado de fora e também não tem tempo de pensar em fazer coisas erradas. Ao terminar o trabalho, ele chega em sua cela, toma banho e ainda pode estudar por mais duas ou três horas à noite”. O post Complexo penitenciário utiliza atividades agrícolas para ressocialização de detentos apareceu primeiro em Canal Rural.

Novo zoneamento de risco climático para canola é lançado pelo Ministério da Agricultura

Foto: Alberto Mansaro Junior/Embrapa Trigo O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, no Diário Oficial da União desta terça-feira (14), a atualização do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura da canola. Trata-se de uma oleaginosa em expansão no Brasil. Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Canola (Abrascanola), em 2024, cultivou-se no país 186.240 hectares. A principal zona de produção é o Rio Grande do Sul, seguida pelo Paraná, Mato Grosso, Santa Catarina e Distrito Federal. De acordo com o agrometeorologista da Embrapa Trigo Gilberto Cunha, o movimento dessa cultura rumo à região tropical pode ser feito com melhor embasamento técnico se levado em consideração o novo Zarc da canola no Brasil. Óleo de canola Foto: Pixabay A totalidade da produção e grãos de canola no Brasil é direcionada para a produção de óleo comestível, que é o seu subproduto mais nobre. O óleo de canola apresenta propriedades de elevado valor nutricional, considerado entre os melhores óleos vegetais para o consumo humano. A Embrapa destaca que ele também pode ser utilizado para a produção de biocombustível, semelhante ao que é praticado em vários países da Europa, ou ainda, ser utilizado para diversos outros fins na indústria. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! “No esmagamento do grão de canola, sobra o subproduto que é utilizado como farelo para a composição de rações usadas na produção animal. Na escala mundial, a canola é a terceira maior oleaginosa, perdendo, em produção, apenas para as palmáceas e para a soja, seu concorrente direto em termos de grãos produtores de óleo”, destaca a entidade. Em relação à soja, a canola tem a vantagem de produzir o dobro de óleo por hectare, já que o grão é composto de, aproximadamente, 40% de óleo, enquanto no grão de soja o teor de óleo oscila ao redor de 20%. Ideal para rotação de culturas Em nota, o Mapa ressalta que a canola se diferencia das principais espécies produtoras de grãos, que, em geral, são gramíneas ou leguminosas, por ser uma brássica. “Além de ter sistema radicular pivotante, contribuindo no condicionamento físico do solo, a sua inserção em sistemas de produção de grãos, auxilia na quebra do ciclo de doenças, especialmente aquelas que possuem fases associadas aos restos culturais ou ao solo”, diz a nota. Assim, a canola constitui-se em uma alternativa para compor sistemas de rotação de culturas, necessários para estabilidade e/ou aumento da produtividade de grãos nos cultivos de inverno no Brasil. Por ser uma espécie de inverno, não compete pela mesma estação de crescimento com a soja, a cultura produtora de grãos mais importante. Zarc para canola O primeiro Zarc para a canola foi publicado em 2008, com indicação de cultivo no Rio Grande do Sul, exclusivamente para o sistema sequeiro. Depois foram estendidos os resultados para Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás. Em 2021, o Zoneamento da canola foi reavaliado, incluindo o sistema irrigado como alternativa para os estados das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, caso do Oeste Baiano e, em 2024, o Zarc da canola, sistemas sequeiro e irrigado, foi elaborado dentro dos padrões da nova sistemática de avaliação da disponibilidade de água nos solos (6 classes), igualmente como é feito com a soja desde 2023, em vez da tipificação genérica dos solos 1, 2 e 3. Segundo o agrometeorologista da Embrapa, o novo Zarc canola, sistemas sequeiro e irrigado, além dos riscos de geada no estabelecimento e na floração, contemplou o risco de seca em função de cada solo que a lavoura será cultivada. “Foram identificados municípios e épocas de semeadura preferenciais para o cultivo de canola, com probabilidades de perdas de rendimento de grãos devido à ocorrência de eventos meteorológicos adversos inferiores a 20%, 30% e 40%“, diz a nota da empresa nacional de pesquisa. Aplicativo Plantio Certo O Zoneamento de Risco Climático para a cultura da canola pode ser acessado no aplicativo móvel Zarc Plantio Certo (Android e iOS), desenvolvido pela Embrapa Agricultura Digital (SP) e disponível gratuitamente nas lojas de aplicativos. Os resultados do Zarc também podem ser consultados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos”. O post Novo zoneamento de risco climático para canola é lançado pelo Ministério da Agricultura apareceu primeiro em Canal Rural.

Em 30 minutos, chuva provoca estragos e deixa famílias desalojadas em Itambé

Foto: Ascom/Prefeitura Municipal de Itambé Em apenas 30 minutos na tarde desta terça-feira (14), o município de Itambé, na região Sudoeste da Bahia, acumulou 70 milímetros de chuva. De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente da cidade, o volume de água provocou inúmeros estragos, deixando muitas famílias desabrigadas e desalojadas. A região do Riacho do Barro, no bairro Valdomiro Santos, foi uma das mais afetadas, com diversas casas submersas. A Secretaria de Assistência Social informou, que até o momento, 52 famílias estão sendo atendidas. Os moradores foram forçados a evacuar suas casas rapidamente, deixando para trás móveis, eletrodomésticos, roupas e documentos pessoais. Além disso, a prefeitura informou que está cadastrando as famílias atingidas para o recebimento de cestas básicas, vestimentas, cobertores, colchões e outros itens essenciais. Foto: Ascom/Prefeitura Municipal de Itambé A administração municipal também montou um abrigo provisório e começou a receber as famílias atingidas e que vai declarar Situação de Emergência por conta das áreas afetadas pelas chuvas, especialmente na zona urbana. A Defesa Civil Municipal está acompanhando de perto as famílias atingidas, isolando as áreas de maior risco e monitorando a situação. Desde a última semana, equipes da Defesa Civil estão percorrendo áreas de risco e monitorando as margens dos rios Pardo e Verruga, tanto na zona rural quanto na urbana. Chuvas no estado De acordo com o último boletim da Defesa Civil do Estado (Sudec), divulgado às 09h desta terça (14), 66 municípios foram afetados pelas chuvas e 5 estão em Situação de Emergência: Jaguaquara, Decreto Nº 152, 11/01 Maiquinique, Decreto Nº 28, 12/01 Itajuípe, Decreto Nº 148, 13/01 Floresta Azul, Decreto Nº 39, 13/01 Coaraci, Decreto Nº 8090, 13/01 Além disso, 271 pessoas estão desabrigadas, 957 desalojadas, 2 feridas e um total de 2.211 pessoas foram afetadas. Chuva deve superar os 150 mm em áreas de 3 regiões brasileiras durante a semana Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp! O post Em 30 minutos, chuva provoca estragos e deixa famílias desalojadas em Itambé apareceu primeiro em Canal Rural.

Soja: preços caem no Brasil; confira as cotações

Foto: Pixabay O mercado brasileiro de soja teve pouco movimento nesta terça-feira. Houve registro de negócios nos portos, mas poucos volumes tiveram pagamentos imediatos, pois a colheita está no início. Os vendedores com soja disponível para embarque rápido aproveitaram os preços mais altos. Produtores do Mato Grosso seguem apreensivos quanto à safra no estado e, por isso, estão fora do mercado. O viés dos preços foi de baixa, acompanhando os movimentos de Chicago e do dólar. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp Preços da soja Passo Fundo (RS): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00 a saca Região das Missões (RS): recuou de R$ 135,00 para R$ 134,00 a saca Porto de Rio Grande (RS): baixou de R$ 143,00 para R$ 141,50 Cascavel (PR): desvalorizou de R$ 133,00 para R$ 131,00 Porto de Paranaguá (PR): caiu de R$ 142,00 para R$ 140,00 Rondonópolis (MT): estabilizou em R$ 121,00 Dourados (MS): caiu de R$ 125,00 para R$ 122,00 a saca Rio Verde (GO): se manteve em R$ 124,00 Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com preços mais baixos. Após dois dias de ganhos acentuados, com os contratos atingindo o maior patamar desde outubro, o dia foi de realização de lucros. O relatório do USDA apontou estoques e produção norte-americanos abaixo do esperado, o que deflagrou os ganhos anteriores. No entanto, o cenário de ampla oferta mundial de soja garantiu a correção dos preços. As atenções seguem voltadas para o desenvolvimento das lavouras sul-americanas, com as perspectivas ainda favoráveis, apesar das preocupações no sul do Brasil e na Argentina. A produção brasileira de soja deverá totalizar 166,33 milhões de toneladas na temporada 2024/25, com um aumento de 12,6% em relação à temporada anterior. A expectativa para a Argentina é de uma produção de 54,05 milhões de toneladas para a safra 2024/25, com um ajuste de 1 milhão de toneladas em relação à previsão anterior. O USDA anunciou mais uma venda de 198 mil toneladas de soja para a China por parte de exportadores privados. Câmbio O dólar comercial encerrou em queda de 0,85%, sendo negociado a R$ 6,0459 para venda e a R$ 6,0439 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0408 e a máxima de R$ 6,0923. O post Soja: preços caem no Brasil; confira as cotações apareceu primeiro em Canal Rural.

Preço médio da arroba do boi gordo segue em alta; veja cotações

Foto: Gabriel Faria/Embrapa O mercado físico do boi gordo teve menor fluidez nos negócios no decorrer desta terça-feira (14), mas manteve o tom de alta nas cotações, de acordo com a consultoria Safras & Mercado. Segundo o consultor da empresa Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate no geral permanecem encurtadas, o que sinaliza para a continuidade do movimento de alta no curto prazo. “A oferta é restrita, e não há sinais de avanços consistentes no curto prazo. Exportações seguem em bom nível neste início de ano, algo compreensível uma vez que o Brasil ainda figura como principal alternativa para o fornecimento de carne bovina”, destaca. Preços médios da arroba do boi (a prazo) São Paulo: R$ 332,33 (R$ 331,83 ontem) Minas Gerais: R$ 319,71 (R$ 318,82 anteriormente) Goiás: R$ 319,82 (R$ 319,29 na segunda) Mato Grosso do Sul: R$ 324,20, estável Mato Grosso: R$ 316,82 (R$ 316,69 ontem) Mercado atacadista O mercado atacadista apresenta acomodação em seus preços no decorrer da semana. Iglesias destaca que a demanda é tipicamente enfraquecida neste período do ano, com a população descapitalizada e priorizando o consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, embutidos e do ovo. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 17,00, por quilo. Quarto traseiro permanece cotado a R$ 26,80, por quilo. Ponta de agulha ainda é precificada a R$ 18,00, por quilo. O post Preço médio da arroba do boi gordo segue em alta; veja cotações apareceu primeiro em Canal Rural.

Produção de soja deve aumentar 15,4% em 2025, projeta IBGE

Colheita da soja no oeste da Bahia. Foto: Jefferson Aleffe/Marca Comunicação A expectativa de uma nova safra recorde de soja tem ajudado a turbinar a projeção para a produção agrícola brasileira de 2025. A colheita da oleaginosa deve totalizar um ápice de 167,3 milhões de toneladas neste ano, aumento de 15,4% em relação a 2024, 22,348 milhões de toneladas a mais. Os dados são do terceiro Prognóstico para a Produção Agrícola de 2025, divulgado nesta terça-feira (14), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além da soja, são esperados aumentos em 2025 para as seguintes culturas: Milho 1ª safra (alta de 9,3% ou 2,124 milhões de toneladas a mais); Milho 2ª safra (alta de 4,1% ou 3,736 milhões de toneladas a mais); Arroz (8,1% ou 856,1 mil toneladas a mais); Trigo (4,8% ou 360,7 mil toneladas a mais); e Feijão 1ª safra (30,9% ou 276, 1 mil toneladas a mais) Já o algodão herbáceo em caroço deve ter safra praticamente estável em relação à de 2024, apenas 2,354 mil toneladas a mais. Em contrapartida, está prevista redução para a produção de sorgo, queda de 3,2% ou 127,668 mil toneladas a menos. Produção agrícola do país A produção agrícola brasileira deve somar 322,6 milhões de toneladas em 2025, 29,9 milhões de toneladas a mais que o desempenho de 2024, um aumento de 10,2%. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Se confirmada, a safra 2025 marcará novo volume recorde, superando o ápice de 315,386 milhões de toneladas visto em 2023. “Esse crescimento se deve à recuperação da safra de soja, que passou por muitos problemas em 2024. Isso se soma às condições climáticas favoráveis às lavouras na maior parte do Brasil, mesmo com atraso no início do plantio”, diz o gerente da Coordenação de Agropecuária do IBGE, Carlos Guedes, em nota. Segundo ele, os produtores conseguiram recuperar este atraso, utilizando-se de alta tecnologia. “Tem chovido de forma satisfatória na maioria das regiões produtoras, o que beneficia as lavouras que estão em campo”. O post Produção de soja deve aumentar 15,4% em 2025, projeta IBGE apareceu primeiro em Canal Rural.

Excesso de chuvas paralisa colheita de soja e traz risco de perdas

Foto: Canal Rural/Reprodução O excesso de chuvas tem causado transtornos e paralisações nas atividades agrícolas em Mato Grosso, colocando em risco a produtividade da soja neste início de colheita da safra 2024/2025. Os produtores enfrentam desafios com a alta umidade do solo, dificultando a entrada das máquinas e aumentando os custos de operação. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp A primeira área colhida pela equipe do gerente de produção no município de Campos de Julho teve uma produtividade média de 76 sacas por hectare. O excesso de chuvas, segundo ele, está comprometendo o andamento da colheita. O grande desafio, de acordo com o gerente, será o clima, especialmente agora, em janeiro e fevereiro, períodos críticos para a colheita. As máquinas precisam estar preparadas para trabalhar com alta performance e na hora certa, para evitar perdas na lavoura. Em outras propriedades de soja, a umidade excessiva tem gerado dificuldades semelhantes. Naquelas áreas de sequeiro, a constante chuva tem impedido o rendimento esperado das máquinas, dificultando o trabalho de colheita. A situação exige agilidade, já que qualquer janela de sol precisa ser aproveitada ao máximo para evitar a perda de produção. Nos municípios onde a produção é mais concentrada, como Sorriso, o problema também se repete. Lá, a colheita está sendo escalonada nas áreas irrigadas, com as máquinas funcionando apenas em períodos intercalados para evitar danos. A chuva constante tem feito com que as máquinas fiquem paradas por dias, gerando preocupação entre os produtores. Além disso, a situação nas áreas de sequeiro, onde a concentração de produção é maior, também é preocupante. A falta de chuva até meados de outubro atrasou o plantio, mas, com o ritmo acelerado de semeadura depois disso, muitas áreas ficaram prontas para a colheita em um curto espaço de tempo. A preocupação com o risco de perdas devido à chuva intensa é crescente, já que a janela para a colheita é estreita e o clima tem dificultado o trabalho no campo. O post Excesso de chuvas paralisa colheita de soja e traz risco de perdas apareceu primeiro em Canal Rural.

Agronegócio representou 23,5% do PIB da Bahia até o terceiro trimestre de 2024

Foto: Divulgação/Seagri O agronegócio representou 23,5% do PIB total da Bahia até o terceiro trimestre de 2024, de acordo com a base de dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os dados foram divulgados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan), compartilhados também pela Seagri. Este desempenho é ainda mais notável no terceiro trimestre, onde a participação alcançou 26,5%, a maior já registrada para o período, superando os 19,8% do mesmo trimestre em 2023. Comparando os números parciais de 2024 com os do ano anterior, observa-se um crescimento expressivo. Em 2023, a participação da agropecuária baiana no PIB nacional foi de 5,5%, enquanto em 2024, até o terceiro trimestre, essa participação subiu para 7,1%. De acordo com a pasta, esses dados preliminares indicam uma recuperação significativa em 2024, após uma queda observada em 2023. A estimativa do PIB da Bahia até o terceiro trimestre de 2024 é de R$ 349 bilhões, com o agronegócio contribuindo com aproximadamente R$ 83 bilhões, equivalente a 23,8% do total. Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) da Bahia em 2024, calculado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), acumulou receitas de R$ 54 milhões. O segmento de “Lavouras” foi o mais expressivo, contribuindo com 81% do VBP total, seguido pela produção animal com 19%. Dentro do segmento de “Lavouras”, os grãos lideraram com 57%, seguidos pelo cacau (12%), frutas (11%) e outras lavouras (20%). Na produção animal, os bovinos de corte foram a principal atividade, representando 57%, seguidos por aves (22%), leite (13%) e suínos e ovos (8%). Safra baiana de grãos em 2025 mantém previsão de crescimento de 6,7% Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp! O post Agronegócio representou 23,5% do PIB da Bahia até o terceiro trimestre de 2024 apareceu primeiro em Canal Rural.

Com colheita prevista, Aprosoja TO busca alternativas

Foto: Canal Rural/RN O desabamento da ponte Jucelino Kubitschek, localizada na BR-226, que liga os estados de Tocantins e Maranhão, completa 35 dias sem que as autoridades locais tenham encontrado uma solução para retomar o transporte entre os dois estados. A região, que é um dos maiores polos produtores de soja do Brasil, tem enfrentado grandes desafios logísticos desde o acidente. A Aprosoja TO se posicionou sobre o assunto. Uma das alternativas em discussão é o uso de balsas para a travessia, mas a solução ainda não está operando, e não há previsão de quando a estrutura estará disponível para atender a demanda. A expectativa é que a nova ponte seja entregue apenas em dezembro do ano que vem, o que deixa os produtores preocupados com os impactos no escoamento da próxima safra. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp Em entrevista, a presidente da Aprosoja TO, Caroline Barcelos, explicou que, embora já tenha sido iniciada a movimentação para a construção da estrutura de apoio à balsa, não há uma previsão de quando ela começará a funcionar. Ela ressaltou ainda que, com a falta de alternativas, o custo do frete aumentou consideravelmente, principalmente com a necessidade de percorrer rotas alternativas que podem acrescentar até 100 quilômetros ao trajeto. A safra de soja está prevista para começar em cerca de 15 dias, e o aumento no custo do transporte já é sentido pelos produtores, que enfrentam o desafio do escoamento da produção e também da chegada de insumos, como fertilizantes e defensivos agrícolas, que se tornaram mais caros e demorados para serem entregues. Além disso, a queda da ponte compromete diretamente o escoamento da produção para o Porto Franco, no Maranhão, que é um dos principais destinos da soja do Tocantins. A presidente da Aprosoja Tocantins também destacou a preocupação com a possível implementação de um fundo de transporte pelo governo do Maranhão, que cobraria taxas adicionais sobre a produção que passasse por aquele estado. Para os produtores do Tocantins, esse acréscimo nos custos pode tornar ainda mais difícil a competitividade no mercado, especialmente em um cenário de margens apertadas. Diante desse cenário, Caroline Barcelos pediu que o governo estadual de Tocantins considere medidas para amenizar os custos adicionais, como a isenção de algumas taxas, para que os produtores não sejam sobrecarregados ainda mais. A situação, que já é crítica para a logística de escoamento da soja e chegada de insumos, exige soluções rápidas e eficazes para garantir que a safra de soja do Tocantins, uma das maiores do país, não seja comprometida por esse imprevisto. O uso da balsa e a busca por novas rotas alternativas são apenas paliativos até a conclusão da nova ponte, que só deverá ser entregue no final de 2026. O post Com colheita prevista, Aprosoja TO busca alternativas apareceu primeiro em Canal Rural.

Safra baiana de grãos em 2025 mantém previsão de crescimento de 6,7%

Foto: Guilherme Soares/ Canal Rural BA O terceiro prognóstico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a safra de grãos em 2025 (cereais, leguminosas e oleaginosas), prevê que, na Bahia, deverá ocorrer um crescimento de 6,7% nessa produção, frente a 2024. De acordo com o IBGE, para este ano, a safra de grãos deverá ser de 12.140.464 toneladas, frente às 11.381.095 toneladas estimadas para 2024. A soja, principal produto agrícola da Bahia, devera ter em 2025, uma produção recorde de 8.333.190 toneladas, 10,6% a mais que em 2024 (mais 801.090 toneladas). A previsão é que o aumento da produção do grão frente a 2024 se dê pelo aumento de 5,5% na área plantada, que passará a ser 2,144 milhões de hectares, e de 4,9% no rendimento médio do produto, que deverá chegar aos 3.888 kg/hectare. Esse terceiro prognóstico para a soja na Bahia segue o resultado nacional, que aponta, em todo o país, um aumento de 15,4% na safra do grão em 2025, ficando em 167,3 milhões de toneladas, pouco mais da metade de toda a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas do Brasil. Situação das lavouras de soja De acordo com boletim divulgado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), nesta terça-feira (14), o estado fisiológico da maioria das lavouras demonstra uma perspectiva de safra recorde, dado ao ótimo desenvolvimento das plantas. De maneira geral, a safra 2024/25 de soja, está com condições excelentes, em diversos níveis fisiológicos, requerendo atenção e alerta nos monitoramentos, visto que, na região está sendo registrados casos pontuais da presença de D.F.C (Doenças de Final de Ciclo) como Mancha-Alvo (Corynespora cassiicola), Mancha-parda (Septoria glycines), além da presença do MofoBranco (Sclerotinia sclerotiorum). A operação de colheita das áreas com cultivos antecipados já está sendo realizada de maneira discreta, mas os produtores continuaram a enfrentar dificuldades devido aos altos volumes pluviométricos previstos para o período. Ainda de acordo com a Aiba, a expectativa para essa semana, é que sejam colhidos por volta de 2.200 hectares. Nas primeiras áreas irrigadas, as médias parciais de colheita da safra 2024/25 registraram estar na casa dos 72 sc/ha. No mesmo período do ano passado as médias parciais estavam na casa dos 69 sc/ha. Chuva deixa municípios em estado de emergência na Bahia Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp! O post Safra baiana de grãos em 2025 mantém previsão de crescimento de 6,7% apareceu primeiro em Canal Rural.