Safra de soja deve crescer em comparação à anterior, diz consultoria

Foto: Jefferson Aleffe/Marca Comunicação O Brasil está prestes colher a maior safra de soja da história, de acordo com a Agroconsult. Os números indicam uma produção de 172,4 milhões de toneladas, em uma área de 47,5 milhões de hectares. Essa expectativa se deve ao clima favorável no início do ciclo, ao aumento da área plantada e às boas condições de cultivo na maioria dos estados produtores. A previsão aponta para uma produtividade média de 60,5 sacas por hectare, o que representa um aumento de 10,9% em relação à safra de 2023/24 e de 6,2% em comparação ao recorde de 2022/23. Embora ainda haja muito a ser feito até o final da colheita, a safra se beneficia de um crescimento de cerca de 700 mil hectares, um aumento de 1,5% sobre o ano passado. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp A expansão da área plantada ocorre principalmente devido à migração de áreas anteriormente destinadas ao milho verão para a soja, que tem custos de produção mais baixos. A boa distribuição das chuvas no início do ciclo permitiu um bom estabelecimento das lavouras e, ao contrário do ano passado, o replantio foi mínimo. Os estados de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Tocantins se destacam com o potencial de produtividade mais alto da história. Mato Grosso, por exemplo, está prestes a alcançar recordes de produtividade, com estimativas de 63 sacas por hectare. Já a Bahia tem lavouras uniformes e previsão de 67 sacas por hectare, enquanto Minas Gerais e São Paulo também registram números positivos com estimativas de 66 e 64,5 sacas por hectare, respectivamente. No entanto, as condições climáticas ainda trazem desafios, como a estiagem e as altas temperaturas em algumas regiões, como o Rio Grande do Sul e o Mato Grosso do Sul, que impactam a produtividade das lavouras. As preocupações com o aumento da umidade durante a colheita também são apontadas como um possível desafio para a logística de armazenagem e secagem do grão. O post Safra de soja deve crescer em comparação à anterior, diz consultoria apareceu primeiro em Canal Rural.

Arroz: Conab quer baixar preço ao produtor, dizem entidades que contestam dados

Foto: Paulo Lanzetta O levantamento da safra 2024/25 divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na última terça-feira (14) repercutiu negativamente entre as entidades que representam os produtores de arroz do Rio Grande do Sul. Isso porque a autarquia estimou que a área a ser semeada com o cereal no estado deve totalizar 988 mil hectares, 6,4% acima do que o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) projeta, de 927,8 mil hectares. Com base nessa discrepância, a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) emitiram na última quarta-feira (15) nota conjunta para contestar os números da Companhia. No comunicado, as entidades externaram sua preocupação com a “nova rodada de desinformação quanto aos dados de área, produtividade e produção de arroz” que estão sendo divulgados pela Conab. Área vai crescer, mas não tanto Foto: Embrapa/divulgação As entidades reforçam que o governo divulgou através da Conab dados “equivocados sobre a produção de arroz”, superestimando a produção (8.255,2 milhões de toneladas no RS e 11.985,8 milhões no Brasil) com o intuito claro de intervir nos preços do cereal, o que pode causar mais problemas para produtores, indústrias, varejistas e, principalmente, consumidores. “Informamos que, de acordo com o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), órgão que, diferentemente da Conab, realiza levantamentos de campo e o faz por várias décadas, a área plantada efetivamente cresceu em relação a 2024, mas 2,69% e não 9,7% como erroneamente está sendo informado pela Conab. Embora pareça pouco, esse erro pode custar bilhões de reais ao país”, destacam. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! De acordo com o presidente da Federarroz, Alexandre Velho, a diferença de 60 mil hectares projetada entre o Irga – Instituto de confiança das entidades representativas dos produtores – e a Conab poderia gerar uma diferença expressiva de 500 mil toneladas a mais de arroz na colheita. Segundo ele, o Irga já havia retificado seus números com base nos problemas enfrentados pelos produtores, principalmente os da parte central do estado. Assim, cortou em mais de 20 mil hectares a intenção de plantio frente à área efetivamente semeada, de 948,3 para os atuais 927,8 mil hectares. “Esse dado do Irga já tinha sido publicamente anunciado, mas a Conab não apenas o desconsiderou, como aumentou ainda mais a estimativa de área. Acredito que a Conab está usando o arroz de forma política na tentativa de baixar os preços do cereal, ou seja, está agindo de forma populista”, diz Velho. Influência nos preços do arroz A nota da Federarroz e da Farsul afirma, ainda, que em 2024 o governo brasileiro estava disposto a “desperdiçar R$ 7,2 bilhões para compra de arroz importado”, com o intuito de ser vendido com preço tabelado e abaixo do custo de produção, sob a alegação que faltaria arroz para o consumidor interno. “Dissemos, de maneira clara, que não faltaria arroz e não faltou, em nenhum supermercado do Brasil, nenhum dia e nem por um minuto, apesar do pânico causado na população pelo próprio governo”, observa o comunicado das entidades. Por fim, apesar das diferenças de estimativa entre Conab e Irga, o comunicado das entidades tranquiliza a sociedade ao dizer que, como de costume, será produzido bem mais arroz do que os brasileiros consomem, “o que nos obrigará a exportar excedentes, não havendo nenhum risco de desabastecimento”. Resposta da Conab Procurada pela reportagem, a Conab enviou uma nota de resposta ao posicionamento da Federarroz e da Farsul. A autarquia ressalta que acompanha regularmente as informações da cadeia produtiva do arroz e desenvolve, há quase 50 anos, levantamentos da produção agrícola, com objetivo de contribuir para a formulação de políticas públicas e disponibilizar gratuitamente informações atualizadas sobre a conjuntura agrícola. Assim, refuta qualquer ilação quanto à manipulação de dados com o objetivo de influenciar o comportamento do mercado agrícola. “O acompanhamento da safra brasileira, realizado mensalmente pela Conab, reflete a expectativa de produção no mês anterior à publicação do relatório mensal de safra. Destaca-se que a semeadura do arroz, no Rio Grande do Sul, finalizou na segunda semana de janeiro. A equipe técnica da Conab voltará a campo a partir da próxima semana. Esses dados serão publicados no relatório de fevereiro”. Ainda conforme a nota, a Companhia destaca que com o propósito de aprimorar as informações do levantamento de safra, ampliou parcerias com instituições reconhecidas pela sua capacidade técnica. “Dentre essas, firmamos acordo de cooperação técnica com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para implementar mapeamento de área cultivada de arroz no Rio Grande do Sul, por meio de imagem de satélite”. Por fim, a Conab diz que com esse levantamento objetivo, poderá dirimir quaisquer dúvidas relativas à área plantada de arroz, comparativamente ao levantamento subjetivo da Conab e de outras instituições. O post Arroz: Conab quer baixar preço ao produtor, dizem entidades que contestam dados apareceu primeiro em Canal Rural.

Chocolate Surpresa volta ao mercado para promover agricultura regenerativa de cacau

Foto: divulgação A Nestlé anunciou na terça-feira (15), o relançamento do chocolate Surpresa, clássico das décadas de 1980 e 1990, para divulgar seu programa de agricultura regenerativa de cacau, que recebeu investimentos de R$ 110 milhões no Brasil. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! O programa, chamado Nestlé Cocoa Plan, conta com a parceria de 6 mil produtores sustentáveis e quatro moageiras. O cacau cultivado por meio do programa será utilizado na produção do chocolate que marca o retorno do produto ao mercado. Os R$ 110 milhões investidos até agora no Nestlé Cocoa Plan fazem parte do total de R$ 2,7 bilhões destinados à operação de chocolates e biscoitos da Nestlé no Brasil até 2026. Segundo a empresa, o programa foi fundamental para que, em 2024, a Nestlé atingisse a meta de obter 30% de suas principais matérias-primas (cacau, café e leite) provenientes de agricultura regenerativa. “Nosso foco é garantir uma cadeia produtiva eficiente, com qualidade e responsabilidade. A meta agora é ampliar a agricultura regenerativa para 50% das nossas principais matérias-primas até 2030, o que demandará mais investimentos e avanços tecnológicos”, afirmou o gerente de ESG da Nestlé no Brasil, Luiz Collaço. As fazendas participantes do programa são avaliadas em 41 critérios de controle estabelecidos pela Nestlé, o que inclui monitoramento de emissões de carbono e treinamentos voltados para jovens agricultores. Com o retorno do Surpresa, a Nestlé busca aliar nostalgia e sustentabilidade. O produto chega ao mercado com uma plataforma digital que inclui o jogo “Mundo Surpresa” no Roblox. Nele, os usuários podem simular a gestão de uma fazenda de cacau sustentável, desde o plantio até a produção de chocolate. Além disso, as embalagens da nova versão do chocolate trazem QR Codes que permitem acessar cards digitais e interagir com animais em realidade aumentada, reforçando a mensagem de educação ambiental por meio da inovação tecnológica. O post Chocolate Surpresa volta ao mercado para promover agricultura regenerativa de cacau apareceu primeiro em Canal Rural.

Veja como está a colheita de soja no Paraná

Foto: Deral/Paraná O Paraná estado iniciou a colheita da soja da safra 24/25, com 2% da área total já em fase de colheita, o que representa mais de 104 mil hectares de soja plantados. Com uma área estimada de 5,8 milhões de hectares, a previsão inicial de produção é de 22,2 milhões de toneladas. Contudo, essa estimativa pode ser revista no fim de janeiro, dependendo da evolução das condições climáticas. A localidade enfrenta desafios devido às altas temperaturas e à escassez de chuvas regulares, principalmente nas regiões Oeste e Sudoeste, que são polos tradicionais de produção. Apesar disso, as chuvas mais recentes trouxeram certo alívio, oferecendo um pequeno respiro para as lavouras que enfrentam momentos críticos de desenvolvimento. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp Lavouras de soja no Paraná De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), 83% das lavouras de soja estão em boas condições, enquanto 15% apresentam desenvolvimento médio e 2% enfrentam condições adversas. A previsão é de que esse cenário continue a ser monitorado, com atualizações mensais que podem trazer uma visão mais precisa das perspectivas para o restante da safra. No final deste mês, o Deral divulgará novas informações sobre a produtividade das áreas já colhidas e o progresso das lavouras que ainda estão em campo. O clima será um fator crucial para definir a performance final da soja no Paraná, com possíveis ajustes nas projeções de produtividade à medida que mais dados se tornem disponíveis. O post Veja como está a colheita de soja no Paraná apareceu primeiro em Canal Rural.

Alimentos e bebidas geram maior impacto na inflação de dezembro

Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil A inflação acelerou em dezembro para quase todas as faixas de renda, na comparação com novembro. A exceção foi para as famílias de classe A, com recuo de 0,64% para 0,55% de um mês para o outro. Em contrapartida, a inflação das famílias de renda muito baixa avançou de 0,26% em novembro para 0,48% em dezembro. O impacto veio principalmente dos grupos alimentos e bebidas e transportes. Os dados são do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, divulgado nesta quinta-feira (16) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No acumulado de 2024, a faixa de renda baixa registrou a maior alta inflacionária, de 5%, ao passo que no segmento de renda alta a taxa foi menos elevada, de 4,4%. Inflação 2023 x 2024 Na comparação de 2024 com 2023, houve aceleração da inflação para as quatros primeiras faixas de renda e uma desaceleração para as faixas de renda média alta e alta. Já na comparação de dezembro de 2024 com o mesmo mês de 2023, à exceção das faixas de renda média e média alta, todas as demais classes de renda registraram desaceleração. O impacto da alta dos alimentos no domicílio foi proporcionalmente mais forte nas classes de rendas mais baixas, dado o maior percentual desse gasto no orçamento dessas famílias, enquanto a pressão exercida pelo grupo transportes foi mais intensa para o segmento de renda alta. Alimentos com maiores altas No caso dos alimentos, mesmo diante das deflações ainda mais intensas dos cereais (-0,98%), dos tubérculos (-7,2%) e dos leites e derivados (-0,63%), os efeitos da forte alta das proteínas animais, como carnes (5,3%) e aves e ovos (2,2%), além dos reajustes do óleo de soja (5,1%) e do café (5%), explicam, em grande parte, o impacto desse grupo para os segmentos das classes de rendas mais baixas em dezembro. Já em relação ao grupo transportes, além da alta dos combustíveis (0,7%), os reajustes nas tarifas de trem e de ônibus interestadual (3,8%) impactaram mais fortemente a inflação dos segmentos de renda mais baixa, enquanto os aumentos do transporte por aplicativo (20,7%) e das passagens aéreas (4,5%) pressionaram com mais intensidade a inflação das famílias de maior poder aquisitivo. Em contrapartida, a deflação apontada pelo grupo habitação, refletindo a queda das tarifas de energia elétrica (-3,2%), gerou um alívio inflacionário, em dezembro, para todas as classes. De modo geral, as maiores pressões inflacionárias nos últimos 12 meses foram nos grupos alimentos e bebidas, saúde e cuidados pessoais e transportes. No caso dos alimentos no domicílio, embora a alta tenha se dado de forma bem disseminada, os fortes aumentos no período em itens importantes da cesta de consumo das famílias como arroz (8,2%), carnes (20,8%), aves e ovos (6,5%), óleo de soja (29,2%), leite (18,8%) e café (36,9%) são destaques. Em relação à saúde e cuidados pessoais, as maiores contribuições registradas em 12 meses vieram dos produtos farmacêuticos (6%) e de higiene (4,2%), dos serviços de saúde (7,6%) e dos planos de saúde (7,9%). Já as maiores pressões exercidas pelo grupo transportes vieram da alta das tarifas de metrô (10,8%) e do transporte por aplicativo (10%), além dos reajustes da gasolina (9,7%) e do etanol (17,6%). O post Alimentos e bebidas geram maior impacto na inflação de dezembro apareceu primeiro em Canal Rural.

Ibama amplia frota de aeronaves para reforçar combate a crimes ambientais

Foto: Ibama O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) recebeu, nesta quinta-feira (16), sete helicópteros modelo AW119 Koala. As novas aeronaves reforçam a capacidade de fiscalização ambiental, combate ao desmatamento, garimpo ilegal e prevenção de incêndios florestais, especialmente na região amazônica. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o investimento, realizado por meio de um arrendamento anual de R$ 130 milhões, inclui 5 mil horas de voo por ano. Além de fortalecer a fiscalização, os helicópteros também serão utilizados em operações de resgate, enchentes e outros desastres climáticos. A ministra Marina Silva participou da cerimônia de entrega e destacou a importância do reforço na infraestrutura do Ibama. “Isso não é custo, é um investimento. Proteger o capital natural do país é essencial, especialmente neste momento de aquecimento global e eventos climáticos extremos”, afirmou a ministra. Marina também elogiou a atuação do presidente do Ibama, Rodrigo Agostin, e da diretoria de proteção ambiental, destacando o compromisso do governo federal com o enfrentamento das mudanças climáticas. Modernização e ampliação da atuação As aeronaves substituirão parte da frota antiga e começarão a operar na próxima semana. Segundo Rodrigo Agostin, presidente do Ibama, os helicópteros aumentam em quase 50% a capacidade operacional do órgão. “Agora, conseguimos atuar em áreas antes inacessíveis devido às dificuldades logísticas e operacionais. Esse avanço marca uma nova etapa no combate ao desmatamento e às práticas ilegais”, declarou Agostin. Além da aquisição das aeronaves, o Ibama também abriu um concurso para a contratação de mais de 400 novos servidores, que atuarão junto ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ampliando ainda mais a força de trabalho na proteção ambiental. A chegada dos helicópteros é mais um esforço para conter o avanço do desmatamento e fortalecer a fiscalização ambiental em um momento crucial para a preservação dos recursos naturais do Brasil. O post Ibama amplia frota de aeronaves para reforçar combate a crimes ambientais apareceu primeiro em Canal Rural.

Publicada MP que proíbe cobrança adicional em transações por Pix

Foto: João Risi/PR O governo federal publicou, na edição desta quinta-feira (16), no Diário Oficial da União, medida provisória (MP) que proíbe a cobrança de tributos e valores adicionais em pagamentos e transações via Pix. O texto classifica como prática abusiva a exigência, pelo fornecedor de produtos ou serviços, em estabelecimentos físicos ou virtuais, de preço superior, valor ou encargo adicional em razão da realização de pagamentos por meio de Pix à vista. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! A prática, de acordo com a publicação, sujeita o infrator às penalidades previstas na legislação do direito do consumidor. “Fornecedores de produtos ou serviços, em estabelecimentos físicos ou virtuais, deverão informar os consumidores, de forma clara e inequívoca, sobre a vedação de cobrança de preço superior, valor ou encargo adicional para pagamentos por meio de Pix à vista.” Ainda segundo o texto, o Ministério da Justiça e Segurança Pública vai disponibilizar um canal digital de orientação e recebimento de denúncias de ilícitos e crimes contra a relação de consumo. “O pagamento realizado por meio de Pix à vista equipara-se ao pagamento em espécie. Não incide tributo, seja imposto, taxa ou contribuição, no uso do Pix”. A medida provisória entra em vigor na data da publicação. Revogação Diante da onda de fake news (notícias falsas) em torno da modernização da fiscalização do Pix, a Receita Federal revogou nesta quarta-feira (16) o ato normativo que estendia o monitoramento das transações aos bancos digitais, fintechs e instituições de pagamento. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, anunciaram a revogação da instrução normativa e a edição da medida provisória. Segundo o governo, a MP reforça princípios garantidos pela Constituição nas transações por Pix, como o sigilo bancário e a não cobrança de impostos nas transferências pela modalidade, além de garantir a gratuidade desse meio de pagamento para pessoas físicas. “Essa revogação se dá por dois motivos: tirar isso que tristemente virou uma arma nas mãos desses criminosos e inescrupulosos. A segunda razão é não prejudicar a tramitação do ato que será anunciado [a medida provisória]”, disse Barreirinhas. Com a edição da MP, nenhum comerciante pode cobrar preços diferentes entre pagamentos via Pix e em dinheiro, prática que começou a ser detectada nos últimos dias. Para Haddad, a medida provisória deve extinguir a onda de fake news em relação à taxação do Pix, que tomou conta das redes sociais desde o início do ano. O post Publicada MP que proíbe cobrança adicional em transações por Pix apareceu primeiro em Canal Rural.

SP lidera exportações agropecuárias com superávit recorde de R$ 150 bi em 2024

Complexo sucroalcooleiro respondeu por 40% de participação no agro O estado de São Paulo consolidou sua liderança no agronegócio brasileiro em 2024, respondendo por 18,6% das exportações do setor no país. O estado atingiu um superávit recorde de R$ 150 bilhões, reflexo de exportações que somaram R$ 184,7 bilhões, um crescimento de 6,8% em comparação a 2023. Já as importações do setor totalizaram R$ 34 bilhões (+11,9%). De acordo com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, os cinco principais grupos de produtos exportados representaram 78,9% das vendas do agronegócio paulista: Complexo sucroalcooleiro: R$ 74,16 bilhões (40,1% de participação), com o açúcar liderando (93%); Carnes: R$ 21,52 bilhões (11,6%), sendo a carne bovina responsável por 84,2%; Produtos florestais: R$ 18,93 bilhões (10,2%), com destaque para celulose (54,9%) e papel (37,4%); Grupo de sucos: R$ 17,78 bilhões (9,6%), sendo o suco de laranja o principal produto (98,1%); Complexo soja: R$ 13,68 bilhões (7,4%), com 78,9% do valor vindo da soja em grão. O café ocupou a sexta posição, com exportações de R$ 7,71 bilhões (+42,9% em relação a 2023). Desempenho por destinos A China foi o principal mercado das exportações paulistas, adquirindo R$ 35,57 bilhões, apesar de uma redução de 19,1%. A União Europeia ficou em segundo lugar, com R$ 23,45 bilhões, seguida pelos Estados Unidos, que registraram um crescimento expressivo de 21,5%, totalizando R$ 20,8 bilhões. Impacto nacional Mesmo com uma leve retração de 1,3% no total das exportações do agronegócio brasileiro, que somaram R$ 991,15 bilhões, São Paulo reforçou sua liderança. Destaque para sua contribuição nos grupos de sucos (84,1% do total nacional), complexo sucroalcooleiro (62,5%) e produtos de origem vegetal (63%). O secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai, destacou a resiliência do setor:“São Paulo reafirmou sua força no agronegócio, mesmo diante de desafios climáticos e instabilidade internacional. O estado continua sendo referência em produção, exportação e inovação no campo.” Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post SP lidera exportações agropecuárias com superávit recorde de R$ 150 bi em 2024 apareceu primeiro em Canal Rural.

Açúcar e soja impulsionam Porto de Santos a recorde histórico em 2024

Foto: Pedro Cavalcante/ Porto de Santos O Porto de Santos alcançou um marco inédito em 2024, movimentando 179,8 milhões de toneladas no acumulado do ano, um crescimento de 3,8% em relação a 2023. O resultado consolida o melhor desempenho anual da história do complexo portuário. Destaques do agronegócio As exportações somaram 131,3 milhões de toneladas (+1,0%), enquanto as importações atingiram 48,5 milhões de toneladas (+12,1%). No segmento de granéis sólidos, que totalizou 90,7 milhões de toneladas, o açúcar liderou com 27,0 milhões de toneladas (+17,8%), seguido pela soja em grãos, com 27,8 milhões de toneladas, e o milho, que registrou 15,9 milhões de toneladas. Outros produtos do agronegócio também se destacaram, como farelo de soja (+2,5%), café em grãos (+41,2%) e carnes (+31,5%). Granéis líquidos e carga geral Os granéis líquidos alcançaram 19,6 milhões de toneladas (+1,2%), estabelecendo um novo recorde para o segmento. A carga geral solta movimentou 9,6 milhões de toneladas (+9,3%), com a celulose liderando, ao atingir 8,1 milhões de toneladas (+11,3%). Contêineres e infraestrutura A movimentação de contêineres ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 5 milhões de TEU, totalizando 5,4 milhões de TEU em 2024, um aumento expressivo de 14,7%. Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), celebrou o desempenho: “Este recorde histórico reforça a importância estratégica do Porto de Santos para o Brasil. O crescimento em segmentos como contêineres, agronegócio e combustíveis reflete a eficiência operacional e os investimentos em infraestrutura. Estamos motivados para buscar novos avanços em 2025.” Relevância comercial O fluxo de navios também cresceu, com 5.557 embarcações (+1,9%) movimentando US$ 174,43 bilhões em comércio exterior. O Porto de Santos ampliou sua participação na balança comercial brasileira para 29,0% em 2024. A China permaneceu como o principal parceiro comercial, representando 27% das transações, enquanto o Estado de São Paulo liderou entre os estados exportadores, com 53,7% das operações internacionais. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post Açúcar e soja impulsionam Porto de Santos a recorde histórico em 2024 apareceu primeiro em Canal Rural.

Cruzeiro do Sul: a farinha que leva sabor e cultura do Brasil ao cenário global 

Farinha de Cruzeiro do Sul A cidade de Cruzeiro do Sul, que fica a 626 quilômetros de distância de Rio Branco, carrega histórias, tradição, sabor e inovação na produção de farinha de mandioca.  A iguaria, que já recebeu o selo de Indicação de Procedência(IP), se prepara para brilhar este ano na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30). Um encontro global anual em que líderes mundiais dos países membros se reúnem para propor medidas para reduzir danos causados ao meio ambiente e ao planeta.  Com um processo de produção quase todo manual, a farinha de Cruzeiro do Sul se tornou símbolo do Acre. Produzida com técnicas passadas de geração em geração, envolvendo cerca de 30 horas de trabalho, cada etapa do preparo respeita práticas sustentáveis que preservam o meio ambiente e sem queimadas.    “O nosso produto é orgânico, artesanal, e a gente vem fazendo o modelo conservacionista, sem queimadas. Essa é a grande prioridade da nossa região”, conta com orgulho Zeca da Farinha, produtor rural.  Em 2017, após muito esforço das cooperativas locais, a farinha conquistou o selo de Indicação Geográfica (IG) de Procedência, tornando-se o primeiro produto brasileiro derivado da mandioca a obter esse reconhecimento. Para Zeca o selo abre portas: “A farinha de Cruzeiro do Sul é a melhor do mundo”.  Mas isso só foi possível graças ao apoio do Sebrae e de outras instituições, que ofereceram capacitação aos produtores.  Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp. Zeca da Farinha, produtor rural “O Sebrae, na verdade, ajudou em toda a estruturação, trazendo cursos de boas práticas na plantação, mostrando onde estávamos errando e acertando”, esclarece o produtor rural, que faz parte da terceira geração na produção do alimento.  “Para a conquista do selo, o Sebrae esteve presente tanto financeiramente como no levantamento de campo e no diagnóstico. Foram muitas reuniões e workshops para sensibilizar os produtores sobre a importância da IG. Hoje, a farinha de Cruzeiro do Sul é nosso ouro”, afirma Laiz Maria Montenegro Mappes, gerente do escritório regional do Juruá – Sebrae Acre. Atualmente, a detentora do registro é a Central de Cooperativas do Juruá, que está legalmente autorizada a utilizar a marca ‘Farinha de Cruzeiro do Sul’.  “A questão de conseguir o selo veio de uma grande batalha das cooperativas que conseguiram da Indicação de Procedência. Esse selo veio para agregar valor ao nosso produto”, esclarece Zeca.  Hoje, o Brasil possui 135 Indicações Geográficas registradas, sendo 96 de Indicação de Procedência (IP) e 39 de Denominação de Origem (DO), segundo o INPI. Como explica Hulda Giesbrecht, do Sebrae: “A IG protege os ativos de um território como história, saberes e fatores naturais”. Por dentro da história A história da Farinha de Cruzeiro do Sul começou com os migrantes nordestinos que, no final do século XIX, trouxeram seus costumes para o Acre. Após o declínio do Ciclo da Borracha, a produção da farinha se tornou uma alternativa econômica fundamental para a região.  “Quando a borracha caiu de preço, a produção acabou. Então, a principal economia até hoje na região, é a farinha”, diz Zeca.  Rumo à COP30 Mappes destaca a oportunidade de levar a farinha como exemplo de produto sustentável que movimenta a economia local. “A gente vai levar uma representatividade da Farinha de Cruzeiro do Sul para participar da COP30”, afirma. Laiz conta ainda, que o Acre passa por meses de seca, geralmente começa em julho e vai até o mês de setembro, período em que os  produtores rurais estão plantando e entre as iniciativas voltadas à sustentabilidade, está o uso da leguminosa mucuna, que permite o cultivo na mesma área por até 15 anos.  “A gente está trabalhando fortemente com relação às queimadas. Uma das práticas para este ano, é começar o trabalho com a mucuna – que é uma leguminosa -, em que produtor pode passar de 10 a 15 anos plantando na mesma área. Além disso, vamos trabalhar a questão do reflorestamento. Então, temos muito trabalho e conquistas antes da COP 30”, finaliza a gerente do escritório regional do Juruá – Sebrae Acre. O encontro da COP 30, considerado um dos principais eventos do tema no mundo, vai acontecer pela primeira vez no Brasil entre os dias 10 e 21 de novembro, em Belém (PA).  Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo Quer conhecer mais histórias como a da Farinha de Cruzeiro do Sul?  Hoje, quinta-feira (16), às 17h45, na Tela do Canal Rural você pode acompanhar não só o reconhecimento da IG da Farinha de Cruzeiro do Sul como também outras histórias inspiradoras.  O programa Porteira Aberta Empreender é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você descobrir produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo no campo. Siga o Porteira Aberta Empreender nas redes sociais, participe com perguntas e compartilhe sua história de sucesso.  Confira onde assistir ao programa Canais disponíveis para assistir o programa Porteira Aberta Empreender O post Cruzeiro do Sul: a farinha que leva sabor e cultura do Brasil ao cenário global  apareceu primeiro em Canal Rural.