Suínos: relatório avalia empresas com as melhores práticas de bem-estar animal

Foto: Seara A ONG internacional Sinergia Animal publicou, nesta sexta-feira (16), a terceira edição do relatório “Porcos em Foco: Monitor da Indústria Suína Brasileira”. A publicação traz análise das 16 maiores produtoras e processadoras de carne suína do Brasil e elenca, em ranking, as suas políticas de bem-estar animal, indo da categoria A (melhor posicionamento) à F (pior classificação). O intuito é avaliar o progresso do setor para acabar com práticas que causam sofrimento animal. De acordo com o documento, as empresas analisadas representam cerca de 70% da produção nacional da proteína derivada dos suínos. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Uma das novidades da terceira edição do relatório é ampliação da cadeia produtiva, uma vez que oito companhias foram avaliadas pela primeira vez, como Marfrig, Minerva, Nutribras e Ecofrigo. Ranking das empresas O Brasil é, atualmente, o 4º maior produtor e exportador de carne suína do mundo, de acordo com o documento Production Pork de 2023, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Entre as empresas responsáveis por esse feito, a JBS, a Pamplona e a BRF seguem liderando o ranking das que mantém as melhores práticas de bem-estar animal. Cada uma delas somou 15 pontos e mantiveram-se na categoria B, a exemplo do que mostrou o relatório de 2023 da Sinergia Animal. Já a Aurora foi a única que retrocedeu, caindo da categoria D para a E. Na contramão de seus concorrentes, a empresa ainda não sinalizou a intenção de banir corte de orelhas e nem de adotar o sistema “cobre e solta” para novas unidades, ambas práticas já adotadas por JBS e BRF. Entre os principais avanços, o relatório destaca a Frimesa como a que apresentou mais políticas de bem-estar animal em 2024, subindo da categoria F para a C no ranking após comprometer-se a banir procedimentos dolorosos em leitões, como corte e desbaste de dentes, corte de orelhas e castração cirúrgica. A diretora da Sinergia Animal no Brasil, Cristina Diniz, ressalta que nenhuma das empresas avaliadas atingiram pontos o suficiente para conseguir se enquadrar na categoria A. No entanto, para ela, a indústria suína brasileira ainda tem a oportunidade de liderar pelo exemplo, adotando práticas alinhadas às expectativas globais de bem-estar animal. Sofrimento animal e riscos à saúde pública A avaliação mostra que o corte de caudas e o uso indiscriminado de antimicrobianos também permanecem práticas comuns. Para a Sinergia Animal, ambos são exemplos de soluções paliativas que ignoram problemas estruturais, como o estresse causado pelo confinamento em alta densidade. “Até 75% dos antibióticos vendidos globalmente são utilizados na pecuária, e no Brasil, o consumo é alarmante: a média de 358 mg/kg de suíno produzido é o dobro da média mundial”, ressalta o relatório. O uso de antibióticos em animais saudáveis está diretamente ligada ao aumento da resistência antimicrobiana, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). “O setor precisa reconhecer que a resistência antimicrobiana não é apenas uma questão técnica, mas uma crise ética e de saúde pública. Políticas que restrinjam o uso de antibióticos a casos de real necessidade são um passo imprescindível para proteger não apenas os animais, mas também a sociedade”, afirma Cristina. Para a diretora da ONG, a suinocultura brasileira precisa se mirar em exemplos internacionais, como Reino Unido e Noruega, por exemplo, países que já proibiram completamente o uso de gaiolas de gestação. Confira o relatório na íntegra. O post Suínos: relatório avalia empresas com as melhores práticas de bem-estar animal apareceu primeiro em Canal Rural.
Município de Luís Eduardo Magalhães oferece mudas gratuitas à população

Foto: Divulgação/ Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães A prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia, está disponibilizando gratuitamente no Viveiro Municipal, mudas de espécies nativas do Cerrado brasileiro para a população residente no município. Entre as espécies nativas disponíveis estão as aroeiras, ipês amarelos, sibipirunas, ingás, flamboyants, jacarandás dentre outras variedades, que são encontradas no equipamento público. De acordo com a administração municipal, cada pessoa pode escolher até três mudas, e no momento da retirada será necessário o preenchimento de um formulário, apresentar um documento de identificação e comprovante de residência de onde será realizado o plantio. Foto: Divulgação/ Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães O projeto que incentiva arborização da cidade é viabilizado pela Secretaria de Sustentabilidade. A retirada das mudas acontecem no Viveiro Municipal, localizado na Rua Teixeira de Freitas, n°1048, no bairro Santa Cruz. A prefeitura informou que o atendimento funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h. Importância da arborização De acordo com estudo publicado em 2021 por pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente, em que abordam a influência das árvores na qualidade de vida da população urbana, o plantio de espécies nativas são mais interessantes, pois atraem a fauna a elas associadas, tornando o ambiente mais agradável. Os cientistas avaliaram a arborização urbana em Mogi Guaçu, SP, de acordo com o poder aquisitivo em cinco bairros, em 15 quarteirões por bairro, totalizando 1.299 árvores. Segundo o artigo dos pesquisadores, Laerte Scanavaca Júnior e Rony Corrêa da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), publicado no Brazilian Journal of Agriculture, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda uma área de vegetação mínima de 12 m² por habitante para uma boa qualidade de vida. No entanto, poucos municípios brasileiros alcançam esse índice, embora a legislação obrigue os com mais de 20 mil habitantes a terem um Plano Diretor de Florestas Urbanas. O pesquisador, Laerte Scanavaca Júnior, alerta que árvores requerem manutenção e poda adequada. Além disso, à época, todos os estudos mostraram que os benefícios superavam os custos à taxa de 1,52 a 6,13 por dólar investido. Plataforma Agro Brasil + Sustentável impulsiona boas práticas na Bahia Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp! O post Município de Luís Eduardo Magalhães oferece mudas gratuitas à população apareceu primeiro em Canal Rural.
Aprosoja Brasil comenta sobre a queda da ponte entre MA e TO

Foto: Soja Brasil/EP 28 Quase um mês após a queda da ponte que liga os estados do Maranhão e Tocantins, as operações logísticas continuam afetadas. Para entender melhor o impacto dessa situação, o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, foi convidado para atualizar a todos sobre o cenário atual. Buffon iniciou a entrevista destacando que, apesar de a tragédia ter sido inesperada e ter ceifado vidas, a logística da região ainda enfrenta enormes desafios. “A balsa está sendo instalada esta semana, mas, por enquanto, ela está sendo destinada apenas a veículos pequenos, como caminhonetes e carros de passeio. O trânsito de carga pesada, que impacta diretamente o setor, continua sendo um problema”, explicou o presidente da Aprosoja. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp A solução temporária tem sido desviar o tráfego por dois trajetos alternativos, que, dependendo da rota escolhida, variam entre 50 km e 200 km de desvio. No entanto, o estado das estradas, agravado pelas chuvas na região, torna o trânsito ainda mais complicado. Buffon relatou que alguns pontos dessas estradas ficaram ainda mais danificados, com trechos de atoleiros que dificultam a passagem de veículos pesados. Outro ponto crítico abordado pelo presidente da Aprosoja Brasil é o uso das balsas. “Com o aumento da demanda, as filas nas balsas estão muito grandes, o que tem causado atrasos de até dois dias. Existe a previsão de aumentar a capacidade, com a instalação de balsas maiores, especialmente próximas ao eixo da BR, o que deve ajudar a melhorar o fluxo e reduzir o tempo de espera”, comentou. De acordo com Buffon, essa situação terá um impacto significativo sobre a logística de pelo menos duas safras. Ele reforçou a urgência das obras para reconstrução da ponte. “A reconstrução precisa ser iniciada o mais rápido possível. Se isso não acontecer, mais duas safras podem ser gravemente afetadas. Já tivemos conversas com órgãos responsáveis e parece que as providências estão sendo tomadas, mas o período de chuvas tem dificultado o início das obras.” Apesar dos desafios logísticos, o presidente da Aprosoja Brasil também falou sobre a abertura nacional da colheita da soja, que começou em várias regiões e traz boas expectativas para a safra de 2025. “Temos uma safra com previsão de bons resultados, mas é preciso que as questões logísticas sejam resolvidas para garantir que os grãos cheguem aos portos de forma eficiente.” Confira a matéria completa no Soja Brasil: O post Aprosoja Brasil comenta sobre a queda da ponte entre MA e TO apareceu primeiro em Canal Rural.
CropLife Brasil lança campanha para promover o uso sustentável de tecnologias no campo

Foto: Divulgação CNA A CropLife Brasil (CLB) lançou nesta quarta-feira (15) a campanha Boas Práticas Agrícolas (BPAs) para conscientizar produtores, trabalhadores rurais, consumidores e outros atores da cadeia produtiva sobre a importância do uso responsável das tecnologias no campo. O objetivo é estabelecer uma iniciativa permanente para fortalecer a relação entre a produção sustentável de alimentos e os desafios globais de sustentabilidade que impactam o agronegócio, além de capacitar o setor com ferramentas e informações sobre as BPAs, essenciais para geração de impactos positivos na agricultura e no planeta. De acordo com a empresa, as ações compartilhadas na campanha visam reforçar a adoção de boas práticas como indispensáveis para assegurar sistemas produtivos resilientes, garantir produtividade, conservar ecossistemas e fortalecer a capacidade de adaptação às mudanças climáticas. A campanha destaca, ainda, que a transformação sustentável na agropecuária exige a colaboração entre governos, instituições de pesquisa, empresas e produtores rurais. Para o presidente da CLB, Eduardo Leão, a união de esforços é o caminho para garantir a produção de alimentos seguros e de alta qualidade com redução dos impactos ambientais, sociais e econômicos. “A CropLife Brasil acredita que somente com cooperação e diálogo entre os diversos atores envolvidos é possível conciliar produtividade e sustentabilidade. Precisamos promover avanços que beneficiem toda a sociedade e preservem os recursos naturais para as futuras gerações.” Desafios e soluções As BPAs envolvem um conjunto de princípios, normas e recomendações técnicas que vão muito além do campo, conforme a CropLife Brasil. Para promover maior engajamento, a campanha disponibilizará informações sobre o que já vem sendo desenvolvido nas lavouras e abordará os principais desafios e as soluções capazes de consolidar uma produção que alie sustentabilidade e eficiência. “A ideia é reforçar iniciativas que criem um ambiente propício para o desenvolvimento de ações que atendam às demandas globais por alimentos, ao mesmo tempo em que preservam os recursos naturais e reduzem os impactos ambientais do setor”, diz a empresa, em nota. Assim, a cada dois meses, a CLB disponibilizará, no portal oficial da campanha, informações detalhadas sobre os principais temas: Sustentabilidade do Bt: as biotecnologias Bt são ferramentas valiosas no controle de pragas e entregam benefícios socioambientais significativos. A adoção de refúgio estruturado é uma BPA essencial para a sustentabilidade da tecnologia Bt e, consequentemente, da lavoura. O plantio é a principal ferramenta dos programas de Manejo da Resistência a Insetos (MRI) e tem sido eficaz em retardar o aparecimento de resistência em pragas; • Habilitação de agricultores e aplicadores de defensivos: para promover o desenvolvimento agrícola sustentável, é essencial habilitar o trabalhador rural com a disseminação de BPAs sobre a aplicação correta dos defensivos, utilizando-se de programas que beneficiam aplicadores e agricultores em todo o território nacional; • Combate à ilegalidade de defensivos e sementes: o uso de produtos ilegais, como sementes ou defensivos químicos e biológicos, prejudica a natureza, a produtividade agrícola, a economia do país e a sociedade como um todo. Além do uso de insumos legalizados, o combate ao uso ilegal via canais de denúncia é uma BPA que protege o crescimento da agropecuária, meio ambiente e o bem-estar das pessoas; • Coexistência da agricultura e polinizadores: a convivência harmônica e sustentável da agricultura com as abelhas e outros polinizadores é essencial para a produção de alimentos já que cerca de 75% dos cultivos agrícolas dependem ou são beneficiados pela polinização realizada pelas abelhas e outros animais. As BPAs promovem a conservação dos polinizadores e compõem projetos de preservação da biodiversidade; • Descarte e logística reversa de embalagens de defensivos agrícolas: o tratamento adequado às embalagens de defensivos agrícolas e o retorno ao ciclo produtivo como matéria-prima de outros produtos, posiciona o Brasil como referência na destinação ambientalmente correta de embalagens vazias de defensivos; • Manejo da cigarrinha do milho: dado o potencial de impacto das infestações da cigarrinha nos cultivos de milho, é de grande importância conscientizar o mercado e os produtores rurais sobre as BPAs para o manejo eficaz dos enfezamentos do milho. Como se engajar na ação da CropLife Brasil Todo o conteúdo da campanha Boas Práticas Agrícolas estará reunido em uma página específica no portal da companhia. A proposta é que produtores e trabalhadores rurais, indústria e consumidores possam conhecer um pouco mais sobre a importância da adoção das BPAs, além de engajar e conscientizar os diversos stakeholders sobre o papel transformador das boas práticas agrícolas para um futuro mais sustentável para a agricultura brasileira. A ideia da CropLife Brasil é que o portal também seja uma fonte de informação para formuladores de políticas públicas, jornalistas, estudantes e todas as pessoas que busquem informações sobre o tema. O post CropLife Brasil lança campanha para promover o uso sustentável de tecnologias no campo apareceu primeiro em Canal Rural.
BNDES eleva em 26% financiamentos para o agronegócio em 2024

Os financiamentos aprovados pelo BNDES em 2024 para o agronegócio brasileiro cresceram 26% ante 2023, para R$ 52,3 bilhões, à medida que o banco de fomento vem buscando participar mais dos empréstimos ao setor agropecuário nos últimos anos, de acordo com dados divulgados pela instituição nesta sexta-feira (17). O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social realizou 191.231 operações para o setor, 27,9% a mais do que 2023 e 60% a mais que em 2022. As operações envolvem financiamentos diretos feitos pelo bancos e também agentes financeiros que repassaram o recursos do BNDES. Leia Mais Trump diz ter conversado sobre comércio e TikTok em telefonema com Xi Crescimento de 5% da China em 2024 foi surpresa positiva, diz FMI BC da China diz estar confiante de que pode manter o iuan estável Os empréstimos foram destinados a produtores rurais, cooperativas, agricultores familiares e agroindústrias, para custeio e investimentos como máquinas, equipamentos, tecnologia, armazenamento e outros fins. “O BNDES é um dos principais apoiadores do setor agropecuário brasileiro, financiando os investimentos tanto do agro empresarial quanto dos pequenos agricultores e das cooperativas. Importante destacar que incremento ao nosso crédito agrícola é acompanhado de políticas públicas de fomento à economia de baixo carbono e de preservação ambiental”, disse em nota o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Crédito do BNDES a micro, pequenas e médias empresas cresce 46% em 2024 | Money News A Conab e o IBGE apontam em suas projeções mais atualizadas que a safra de 2025 deve alcançar cerca de 322 milhões de toneladas de grãos, o que seria um novo recorde. O BNDES destacou ainda que no ano passado aprovou R$ 5,9 bilhões para o estado do Rio Grande do Sul, que foi afetado por enchentes em 2024, que causaram destruição de áreas plantadas, armazenagem, máquinas, equipamento e unidades produtivas. México criará fabricante de veículos elétricos de baixo custo até 2026 Este conteúdo foi originalmente publicado em BNDES eleva em 26% financiamentos para o agronegócio em 2024 no site CNN Brasil.
Valor bruto da produção agropecuária deve crescer e chegar a R$ 1,419 tri

Foto: Vinicius Ramos/Canal Rural Bahia O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) deve atingir R$ 1,419 trilhão em 2025, um crescimento de 11,5% em comparação ao ano anterior, segundo estimativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Em 2024, o VBP foi projetado em R$ 1,272 trilhão, com alta de apenas 0,4% em relação a 2023. O VBP reflete o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, considerando a produção agrícola e pecuária, cruzando os dados de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com os preços médios recebidos pelos produtores. Projeções para 2025 Agricultura – R$ 941,8 bilhões (66,4% do total, alta de 11,2% sobre 2024); confira alguns destaques: Laranja: maior crescimento entre as lavouras, com alta de 35,9%, alcançando R$ 108,1 bilhões. Soja: faturamento bruto deve subir 19%, chegando a R$ 360,8 bilhões. Milho: crescimento de 12%, para R$ 140,9 bilhões. Cacau: projeção de alta expressiva, alcançando R$ 14,5 bilhões. Pecuária: R$ 477,1 bilhões (33,6% do total, alta de 12,2% em relação a 2024). O setor de bovinos obteve o maior crescimento da pecuária, alta de 21,5%, com faturamento bruto de R$ 205,4 bilhões. Suínos: avanço de 17,8%, alcançando R$ 66,2 bilhões. Frangos: alta de 4,7%, somando R$ 111 bilhões. Recuos: Algodão (-2,9%, para R$ 33,3 bilhões) e arroz (-5%, para R$ 23,9 bilhões). Ovos (-5,2%, para R$ 24,8 bilhões). Metodologia As projeções do Mapa são atualizadas mensalmente e abrangem 19 cadeias agrícolas e cinco atividades pecuárias. O VBP combina dados do IBGE com preços coletados de fontes oficiais, oferecendo uma visão abrangente do desempenho do setor agropecuário no Brasil. Essa evolução demonstra o protagonismo do agronegócio no crescimento econômico e a resiliência frente aos desafios climáticos e de mercado. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! O post Valor bruto da produção agropecuária deve crescer e chegar a R$ 1,419 tri apareceu primeiro em Canal Rural.
Oficina vai esclarecer dúvidas sobre a guia DAS, declaração anual e IR

Oficina tem como foco o esclarecimento de dúvidas referentes ao MEI. Foto: Divulgação Pixabay No dia 23 de janeiro, quinta-feira, às 19h, o Escritório Regional do Sebrae-SP no Sudoeste Paulista, Itapeva, a 287 km da capital paulista, promove uma oficina ‘MEI em Dia’, voltada ao microempreendedor individual (MEI). A atividade será ministrada pelos analistas de negócios do Sebrae-SP, Claudio Rodrigues e Letícia Marques. O objetivo da oficina é esclarecer dúvidas e orientar também os microempreendedores rurais sobre questões como: Guia DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional); Declaração Anual; Imposto de Renda; Reenquadramento, para aqueles que foram excluídos do Simples Nacional e desejam retornar ou receberam o termo de exclusão e possuam alguma pendência, cujo prazo prescreve no dia 31 de janeiro. É importante estar regularizado com as obrigações fiscais, para garantir o acesso à regularidade no CNPJ, crédito, garantia dos direitos previdenciários, além de evitar multas e penalidades. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Alterações em 2025 Devido ao aumento do salário-mínimo de R$ 1.412,00 para R$ 1.518,00 em 2025, os valores das contribuições mensais que devem ser quitadas até o dia 20 de cada mês também foram ajustados, ficando assim: Comércio e Indústria: R$ 76,90; Prestadores de Serviço: R$ 80,90; Comércio e Serviços: R$ 81,90; Caminhoneiros: 12% do salário-mínimo, com variações no ICMS e ISS conforme a atividade. Claudio Rodrigues, analista de negócios do Sebrae-SP, destaca a relevância desta oficina: “É de extrema importância que o MEI participe deste treinamento, pois neste ano de 2025 houve mudanças importantes nas obrigações fiscais. Neste treinamento mostraremos quais são estas mudanças e ajudaremos os microempreendedores individuais a ficarem em dia com as suas obrigações fiscais e contábeis. Também ajudaremos aqueles que foram desenquadrados do MEI a retornarem ao SIMEI que é a condição de Microempreendedor Individual.” Serviço: Oficina: ‘MEI em Dia’ Data: 23 de janeiro Horário: 19h Local: Escritório Regional do Sebrae-SP – Sudoeste Paulista Endereço: Rua Ariovaldo Queiroz Marques, 100, Centro, Itapeva As vagas são limitadas e as inscrições devem ser realizadas via link. O post Oficina vai esclarecer dúvidas sobre a guia DAS, declaração anual e IR apareceu primeiro em Canal Rural.
Reforma Tributária: veja quais são as principais mudanças

Foto: Governo Federal A Reforma Tributária sancionada nesta quinta-feira (16) promete simplificar a cobrança de impostos no Brasil com mudanças gradativas até 2033. O principal destaque é a criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, que substituirá cinco tributos atuais. A União administrará a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), enquanto estados e municípios gerenciarão o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Principais mudanças: Substituição de tributos: a CBS reunirá PIS, Cofins e IPI. O IBS substituirá ICMS (estadual) e ISS (municipal). Fim da cumulatividade: evita cobrança em cascata ao longo da cadeia produtiva. Transição gradual: testes de alíquotas em 2026 e ajustes progressivos entre 2027 e 2033. Alíquotas reduzidas e produtos isentos: cesta básica – açúcar, arroz, feijão, carnes, leite e pão francês terão alíquota zero. Redução de 60%: óleos vegetais, sucos naturais e produtos hortícolas. Imposto Seletivo: incidirá sobre itens como bebidas alcoólicas, produtos fumígenos e veículos, visando saúde e meio ambiente. Cashback para a população de baixa renda: devolução de 100% da CBS e ao menos 20% do IBS em contas de luz, gás, água, internet e telefone. Setores com alíquotas reduzidas: saúde, educação, insumos agrícolas e produções culturais. Profissionais liberais: 18 profissões terão redução de 30% na alíquota do IVA, incluindo médicos veterinários, engenheiros, advogados e economistas. Medicamentos: desconto de 60% na alíquota para medicamentos em geral e alíquota zero para 400 princípios ativos usados em tratamentos graves. Setores específicos: restaurantes, hotéis e bares terão redução de 40%, mas sem possibilidade de dedução de créditos fiscais. Imóveis: alíquota 50% menor em transações imobiliárias e isenção para aluguel de imóveis com rendas inferiores a R$ 240 mil anuais. Com inclusão de exceções para setores da economia e produtos, a alíquota-padrão do IVA subiu para 27,84%, segundo cálculos preliminares. Isso porque alíquotas menores para um segmento significa alíquota maior sobre os demais produtos. Entretanto, a alíquota-padrão foi limitada em 26,5%, com ajustes automáticos previstos a partir de 2033 para equilibrar o sistema. Nanoempreendedor Além do microempreendedor individual (MEI), regime criado em 2008 para beneficiar quem fatura até R$ 81 mil por ano, o Congresso criou a figura do nanoempreendedor, profissional autônomo que fatura até R$ 40,5 mil por ano (R$ 3.375 por mês). Esse limite equivale à metade do faturamento do MEI. O nanoempreendedor poderá escolher entre ficar no Simples Nacional, regime simplificado para micro e pequenas empresas com taxação em cascata, ou migrar para o IVA, com alíquota maior, mas não cumulativo. Se migrar para o IVA, a pessoa deixará de contribuir para a Previdência Social. Impacto esperado A Reforma Tributária busca maior justiça, redução de custos para famílias de baixa renda e estímulo ao crescimento econômico, mantendo o foco na sustentabilidade fiscal e no incentivo a setores estratégicos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post Reforma Tributária: veja quais são as principais mudanças apareceu primeiro em Canal Rural.
Plataforma Agro Brasil + Sustentável impulsiona boas práticas na Bahia

Foto: Divulgação/Mapa A Plataforma Agro Brasil + Sustentável, apresentada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), foi bem recebida pelos produtores baianos representados pelas associações Baiana do Produtores de Algodão (Abapa) e Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). A iniciativa que promete promover mudanças no cenário agropecuário ao unir tecnologia, inovação e práticas socioambientais, foi lançada em dezembro de 2024 pelo Mapa. De acordo com o ministério, a plataforma, de acesso gratuito por meio do login Gov.br, integra dados oficiais do governo e informações fornecidas pelo mercado, como certificações emitidas por instituições de avaliação de conformidade. Site na internet da plataforma lançada pelo Mapa e Serpro | Imagem: Reprodução/Internet Essa solução auxilia produtores a atenderem às exigências socioambientais do mercado interno e externo. Além disso, a tecnologia estreia com serviços de verificação socioambiental da propriedade e a habilitação para o Plano Safra. Relevância Em nota divulgada pelas entidades, juntos os associados da Aiba e Abapa respondem por 95% da produção agrícola em 2,8 milhões de hectares plantados no Oeste da Bahia com destaque para culturas como soja, algodão, milho e café. Na última safra, a produção de soja atingiu um recorde de 7,477 milhões de toneladas, um crescimento de 7,7% em relação ao ciclo anterior. Já a produção da pluma totalizou 691,4 mil toneladas, consolidando a Bahia como o segundo estado produtor de algodão no Brasil. Para Moisés Schmidt, presidente da Aiba, que representou os agricultores da Bahia e do Brasil no evento de lançamento, a plataforma é uma oportunidade de fortalecer a sustentabilidade na região. “A Agro Brasil Mais Sustentável é muito mais que uma ferramenta. É um compromisso de produtores e empresas com um futuro onde desenvolvimento e natureza caminhem juntos. Essa iniciativa atende às demandas do mercado global, e também reforça a nossa responsabilidade em promover práticas equilibradas e duradouras na Bahia e em todo o Brasil”, destacou Schmidt. Entre os benefícios concretos, a plataforma oferece a possibilidade de verificar a conformidade socioambiental das propriedades, além de facilitar o acesso a financiamentos com condições mais atrativas, como descontos de até 0,5% em juros. No caso dos produtores de algodão, durante o 14º Congresso Brasileiro do Algodão, em Fortaleza (CE), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, assinou um termo de reconhecimento ao programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e ao programa Algodão Brasileiro Responsável para Unidades de Beneficiamento (ABR-UBA). Dessa forma, os produtores, cujas propriedades tenham a certificação ABR, terão acesso aos descontos. “A assinatura do ministro ao termo significa o reconhecimento oficial do governo sobre o protocolo construído pela Abrapa e associações estaduais, desde 2010. Essa plataforma será um divisor de águas para os nossos produtores e vai ao encontro das boas práticas exigidas na certificação ABR. Com ela, podemos consolidar, não somente a cotonicultura, mas toda a agricultura da região como referência em produção sustentável”, reforçou a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa. Impacto da plataforma O impacto da plataforma vai além dos resultados econômicos. Segundo especialistas, ela integra a gestão eficiente de recursos naturais com a preservação ambiental, promovendo o equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade. Para o agronegócio baiano, isso representa a oportunidade de fortalecer ainda mais seu protagonismo no setor, elevando a competitividade e consolidando o estado como exemplo de práticas responsáveis no Brasil e no mundo, destacaram em nota as associações. Nível do Rio São Francisco atinge 7 metros após chuvas na Bahia Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp! O post Plataforma Agro Brasil + Sustentável impulsiona boas práticas na Bahia apareceu primeiro em Canal Rural.
Preocupações com o clima movimentam a colheita da soja

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural A colheita da safra de soja 2024 no Brasil começou, mas o ritmo é mais lento do que o esperado. Até o momento, apenas 0,3% da área foi colhida, e os trabalhos estão sendo dificultados por condições climáticas adversas. O excesso de chuvas em Mato Grosso tem dificultado o andamento da colheita, enquanto a falta de umidade no sul do país tem gerado preocupações quanto à produtividade das lavouras. Apesar desses desafios, o mercado de grãos ainda não reagiu de maneira significativa a essas dificuldades, principalmente no que diz respeito ao preço da soja. Para entender melhor o cenário e as perspectivas para o mercado de grãos, conversamos com Cristiano Palavro, diretor da Pátria Agronegócios, que analisou a situação atual e as projeções para os próximos meses. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp A colheita da soja Apesar do pequeno atraso no início da colheita e dos problemas de produtividade em algumas regiões, como Mato Grosso, o mercado ainda não apresentou grandes movimentos. Segundo Cristiano, as movimentações do mercado não estão diretamente ligadas a esses fatores climáticos, mas sim a outros elementos, como a variação cambial e os preços internacionais. “As altas que tivemos em dezembro foram mais relacionadas ao câmbio. No início de 2025, as altas estão mais associadas à evolução do mercado de Chicago, que foi impulsionado por uma redução dos estoques nos Estados Unidos”, explicou. No entanto, a atenção dos produtores e dos investidores está voltada para a evolução da safra brasileira, que pode ser afetada pela combinação de excesso de chuvas em Mato Grosso e falta de umidade no sul do país. Cristiano acredita que as projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que preveem uma safra recorde de soja, podem ser revistas para baixo. “A Conab ainda trabalha com números conservadores, mas a realidade do campo já mostra que as perdas em algumas regiões, como Mato Grosso do Sul, são significativas”, afirmou. Ele destacou que, até meados de dezembro, o Brasil tinha potencial para produzir mais de 170 milhões de toneladas de soja, mas essa previsão já foi revista. “Hoje, a projeção está em torno de 166 a 167 milhões de toneladas, mas há uma grande chance de que esse número seja ainda menor”, disse. A frustração das expectativas de produtividade, especialmente no Centro-Oeste e no Sul, tem contribuído para esse ajuste nas estimativas. O post Preocupações com o clima movimentam a colheita da soja apareceu primeiro em Canal Rural.