Delegação da ONU acompanha os preparativos para COP30 no Brasil

Foto: Agência Senado Uma delegação com 24 especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) está em Belém (PA) em missão analisando os preparativos para a 30ª Conferência da ONU para Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada entre os dias 10 e 21 de novembro. No primeiro dia de visitas de campo, o grupo se reuniu com representantes dos comitês organizativos dos governos federal, do estado e município. Ao longo da semana, a missão conhecerá a infraestrutura hoteleira, o planejamento de logística, transporte, segurança pública e infraestrutura de saúde. De acordo com a secretária-executiva adjunta da UNFCCC (sigla em inglês para Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), Noura Hamladji, a missão não é avaliativa e tem o objetivo de apoiar a organização para tornar a COP30 um sucesso. “Estou bastante impressionada com o planejamento, mas também com o nível de investimento de R$ 5 bilhões e também com o empenho e o compromisso das autoridades do governo federal, do governo do estado e também do município aqui de Belém. Esses são ingredientes muito importantes para haver o sucesso”, disse, após conhecer os números apresentados pelo secretário extraordinário para a COP30, Valter Correia. O governo brasileiro espera receber cerca de 100 mil visitantes ao longo das duas semanas de conferência. Em 2024, a COP29, realizada em Baku, no Azerbaijão, recebeu 54.148 participantes. Segundo Valter Correia, a expectativa é que o fortalecimento do turismo seja um legado importante para a Amazônia. “Estamos trabalhando incessantemente para entregar uma COP que tenha todas as condições de garantir o sucesso das negociações globais sobre o clima”, declarou. De acordo com a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), Belém já vive um crescimento superior a 59% das chegadas de visitantes por via aérea, no período entre janeiro e novembro de 2024, quando comparado ao ano anterior. Além dos investimentos governamentais em infraestrutura, há ações de melhoria da rede hoteleira, construção de mais hospedagens, capacitações de profissionais do setor de turismo voltadas à sustentabilidade e reforma de pontos turísticos em toda a região metropolitana. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! O post Delegação da ONU acompanha os preparativos para COP30 no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.

Confira como o mercado da soja se comportou

Colheita de soja | Foto: Wenderson Araujo/Trilux A última semana foi marcada por desafios climáticos que impactaram a colheita da soja no Brasil. Chuvas intensas nas regiões Centro-Norte do país, incluindo parte de Minas Gerais, geram alertas para o risco de precipitações acima da média. No Sul, a estiagem também afetou a produtividade, com o Departamento de Economia Rural (Deral) reportando dificuldades, mesmo com apenas 2% da área do estado sendo colhida. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp Safras de soja recorde Apesar desses desafios, a safra de soja 2024/25 segue com projeções positivas, com o International Grains Council (IGC) elevando suas estimativas de produção mundial, sustentando a expectativa de uma safra recorde. Em Chicago, o contrato de soja para março de 2025 fechou a US$10,35 por bushel, registrando alta de 0,88% na semana. Em contrapartida, o dólar recuou 0,49%, encerrando a semana cotado a R$6,07. No mercado físico, o movimento foi negativo ao longo da semana, com a soja recuando na rolagem de contratos em Chicago. Condições climáticas O comportamento climático nas próximas semanas será determinante para confirmar ou não a safra recorde de 170 milhões de toneladas, um volume já amplamente aceito pelos players do mercado. Conforme a safra avança, os prêmios começam a sofrer pressão de baixa. Os acumulados de chuva dos últimos cinco dias foram satisfatórios em grande parte das áreas produtivas, e as previsões do NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA) indicam continuidade das precipitações nas próximas duas semanas. Embora o risco de falta de chuva seja baixo, o excesso hídrico pode se tornar uma preocupação em algumas regiões. Soja na Argentina Ao analisar o início das safras anteriores, é possível identificar um padrão interessante. Na safra 21/22, que sofreu uma quebra significativa, a colheita começou entre as semanas 1 e 2 de janeiro, e o mercado reagiu com alta tanto na base FOB quanto na CBOT. Já na safra 22/23, também marcada por uma quebra produtiva, a colheita iniciou entre as semanas 2 e 3 de janeiro, resultando em queda nas cotações. Para a safra atual, o volume de soja ainda é pequeno para considerar um início significativo de colheita, devido ao clima chuvoso e às lavouras úmidas. À medida que o início da colheita se aproxima, o mercado pode reagir com uma queda expressiva nos preços, tanto na base FOB quanto na CBOT. Na Argentina, apesar das recentes preocupações com as condições climáticas e o desenvolvimento da safra, as previsões indicam uma possível melhoria nas condições meteorológicas. Essa recuperação no potencial produtivo pode gerar uma pressão de baixa nas cotações dos derivados de soja, dependendo da velocidade da recuperação da safra argentina. Colheita Com base nos parâmetros climáticos e de colheita, a soja pode enfrentar uma semana de baixa, pressionada pelo avanço da colheita no Brasil. O câmbio não deverá exercer uma influência significativa nos preços nesta semana, com as oscilações nos mercados internacionais, em grande parte, sendo determinadas pelas condições climáticas e o progresso da colheita no Brasil e na Argentina. O post Confira como o mercado da soja se comportou apareceu primeiro em Canal Rural.

Brasil destaca avanços na agricultura sustentável em Fórum Global

Ministros da Agricultura e autoridades de 60 países participaram do 17º Fórum Global de Alimentação e Agricultura (GFFA), realizado de 15 a 18 de janeiro, na Alemanha. O encontro debateu como a bioeconomia pode impulsionar uma agricultura sustentável e os esforços necessários para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 2 – Fome Zero até 2030. Na conferência ministerial que encerrou o evento, foi apresentada uma proposta global para uma bioeconomia transformadora, baseada na economia circular, com foco em sustentabilidade, resiliência e inclusão. O documento enfatiza o uso de recursos renováveis e o respeito aos limites ecológicos, alinhando a agricultura à Agenda 2030 e ao Pacto para o Futuro. Protagonismo Brasileiro O secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa, Pedro Neto, liderou a delegação brasileira. Ele destacou políticas públicas e iniciativas que promovem um modelo agrícola adaptado às mudanças climáticas, focado na segurança alimentar e na preservação da biodiversidade. “Por décadas, a produção agrícola do Brasil cresceu de forma impressionante, ajudando a reduzir a pobreza e garantindo segurança alimentar global. Graças a novas tecnologias, manejo sustentável e recuperação de pastagens degradadas, o Brasil se tornou o maior exportador líquido de alimentos do mundo, contribuindo significativamente para a segurança alimentar global”, afirmou Neto. Durante o fórum, o Brasil apresentou o painel “Diversidade à ação: Colaboração global para alcançar uma bioeconomia sustentável na agricultura”, organizado pelo IICA. Representantes de diferentes países conheceram tecnologias brasileiras e discutiram desafios e oportunidades de cooperação global no setor. Preparação para COP 30 e G20 Pedro Neto também participou de uma mesa-redonda com ministros de diferentes países, abordando a presidência brasileira no G20, a Iniciativa sobre Bioeconomia do bloco e a Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza. Os debates reforçaram o protagonismo brasileiro em sustentabilidade e agricultura global, preparando o país para liderar a COP 30.Parcerias Internacionais Em encontro com o ministro da Agricultura do Congo, Grégoire Mutshail Mutomb, foram discutidas cooperações bilaterais, especialmente no cultivo de milho. A comitiva brasileira incluiu representantes do Ministério das Relações Exteriores, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! O post Brasil destaca avanços na agricultura sustentável em Fórum Global apareceu primeiro em Canal Rural.

Custo de produção do algodão sobe para a safra 2025/26

Foto: Divulgação/Abapa O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou a estimativa de dezembro de 2024 para os custos de produção agrícola (CPA) no estado. O custo operacional efetivo (COE) do algodão na safra 2025/26 foi projetado em R$ 15.179,03 por hectare, um aumento de 15,94% em relação à safra anterior. Esse avanço foi impulsionado principalmente pela elevação de 15,11% nos custos com defensivos agrícolas, além de um aumento expressivo de 36,27% nos gastos com micronutrientes. Ambos os fatores estão relacionados à valorização do dólar e à atualização dos painéis modais, que indicaram maior necessidade de aplicação de insumos. Produtividade para cobrir custos Com base no preço médio futuro do algodão em dezembro de 2024, de R$ 133,07 por arroba, o Imea calcula que o cotonicultor precisará atingir uma produtividade mínima de 114,07 arrobas de pluma por hectare na safra 2025/26 para cobrir os custos operacionais. Apesar de ser 2,87% inferior à produtividade média das últimas safras, o resultado pode ser desafiador devido às condições climáticas adversas no início do ciclo.Impactos para o Setor A alta nos custos de produção acende o alerta para produtores de algodão em Mato Grosso, que devem enfrentar desafios no manejo e na viabilidade econômica do cultivo. Com a volatilidade cambial e o cenário climático instável, o planejamento estratégico será crucial para manter a competitividade e a sustentabilidade das operações. As informações são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! O post Custo de produção do algodão sobe para a safra 2025/26 apareceu primeiro em Canal Rural.

Empreendimentos rurais lideram contratações

Foto: Pixabay O agronegócio continua como um dos principais motores socioeconômicos do Brasil. Estudo divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), aponta novamente a importância dos empreendedores rurais dentro e fora da porteira. O número de pessoas empregadas no terceiro trimestre de 2024, nos setores compostos pelo agronegócio, chegou a 28,4 milhões. Aumento de 1,9% frente ao mesmo período do ano anterior. De acordo com o documento, apesar do aumento, a participação do setor no total de ocupações do Brasil seguiu em 26% de julho a setembro de 2024. O número foi impulsionado pelo aumento de contratações nas agroindústrias, com avanço de 6,7% em relação ao terceiro trimestre de 2023, e nos agrosserviços, com ampliação de 6,3%. Segundo os pesquisadores do Cepea/CNA, a expansão é “reflexo da maior complexidade operacional de algumas atividades industriais que mobilizam uma gama de serviços”. O estudo teve como principal fonte de informações os microdados trimestrais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD-C), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Micro e pequenas empresas Pesquisa feita pelo Sebrae a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontou que somente entre os meses de janeiro e setembro de 2024, os pequenos negócios foram responsáveis por gerar seis em cada dez empregos formais no Brasil.  No acumulado de 2024, o total de postos de trabalho criados pelas micro e pequenas empresas (MPEs) foi de 1.231.276. O montante já superou o total do volume de 1.182.684 novas vagas oferecidas em 2023.  O levantamento do Sebrae ainda apontou que em setembro de 2024 foram geradas 247 mil vagas, com destaque para as MPE, que foram responsáveis por 152 mil empregos formais, enquanto as médias e grandes empresas contabilizaram 95 mil postos de trabalho. Décio Lima, presidente do Sebrae, declarou à Agência Sebrae de Notícias, que “o fortalecimento da economia tem estimulado as micro e pequenas empresas a crescerem, gerando mais empregos e melhorando o nível de remuneração dos trabalhadores”. O post Empreendimentos rurais lideram contratações apareceu primeiro em Canal Rural.

Trump ameaça países do Brics

Foto: Shealah Craighead/ The White House O recém-empossado presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na noite desta segunda-feira, 20, que os países membros do Brics estavam tentando “dar a volta” nos Estados Unidos e que, se isso ocorrer, “não vão ficar felizes”. “Eu acho que [os países do Brics] estavam procurando prejudicar os Estados Unidos, e se fizerem isso, não ficarão felizes com o que vai acontecer”, disse Trump, que considera que os EUA não possuem “bons acordos” com a maioria dos países. “Nós não fazemos nenhum bom acordo. Temos um déficit com quase todos”, afirmou o novo chefe da Casa Branca. Em relação especificamente à China, Trump lembrou que, em seu primeiro mandato, impôs “grandes tarifas” aos produtos do país, especialmente no aço, o que ajudou a manter empresas de siderurgia funcionando nos EUA. Ele não deu mais detalhes sobre futuras tarifas contra país asiático, mas pontuou que tem reuniões e telefonemas agendados com o presidente Xi Jinping para tratar do assunto. Trump acrescentou ainda, que, por ora, os EUA ainda “não estão prontos” para implementar novas tarifas universais. Sobre o Brics O grupo não é um bloco econômico ou uma associação de comércio formal. A aliança começou com quatro países, reunindo Brasil, Rússia, Índia e China, até que, em 2011, a África do Sul foi admitida no grupo. Em 2024, Egito, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Etiópia e Irã aderiram ao grupo como membros plenos. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! O post Trump ameaça países do Brics apareceu primeiro em Canal Rural.

Brasil e Singapura garantem comércio de carne suína, mesmo com PSA

Foto: Canal Rural Brasil e Singapura assinaram um acordo de regionalização para o comércio de carne suína, que assegura a continuidade das exportações em caso de um eventual surto de Peste Suína Africana (PSA) no Brasil. O protocolo, firmado no dia 15 de janeiro, já está em vigor e estabelece que o comércio será mantido desde que a doença seja contida em uma zona específica e que sejam adotadas as medidas de controle recomendadas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o acordo trará maior segurança e previsibilidade para o comércio entre os dois países, beneficiando as indústrias de carne suína de ambas as nações. Reconhecimento internacional O Brasil é reconhecido como livre de PSA desde 1988, status emitido pela OMSA, e segue com monitoramento rigoroso para garantir a segurança sanitária. Segundo Marcelo Mota, diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, o protocolo firmado com Singapura reflete a confiança do país asiático na eficiência do serviço veterinário brasileiro e na capacidade do setor produtivo nacional de garantir segurança alimentar. Importância do acordo O mercado de Singapura, conhecido por ser um dos mais exigentes da Ásia, representa uma importante oportunidade para as exportações brasileiras de carne suína. A regionalização como estratégia permite que apenas áreas específicas afetadas por um eventual surto sejam isoladas, minimizando impactos ao comércio internacional. Sobre a PSA A Peste Suína Africana é uma doença viral altamente contagiosa que atinge suínos domésticos e selvagens. Embora não apresente riscos à saúde humana, a doença pode causar severas perdas econômicas na indústria suína. Como um dos maiores exportadores globais de carne suína, o Brasil se beneficia de medidas que protejam suas exportações e ampliem sua presença em mercados estratégicos. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! O post Brasil e Singapura garantem comércio de carne suína, mesmo com PSA apareceu primeiro em Canal Rural.

Obras na BR-158 prometem impulsionar escoamento de grãos em Mato Grosso

DNIT obtém licença do Ibama para obras no contorno da terra indígena em Mato Grosso O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a Infra S.A. obtiveram licença ambiental do Ibama para o avanço das obras de construção e pavimentação do contorno da Terra Indígena Marãiwatsédé, pertencente à etnia Xavante, na BR-158, em Mato Grosso. A rodovia é uma das principais rotas para o transporte de soja, milho e algodão, conectando o estado aos portos do Arco Norte, no Pará, de onde a produção é exportada para o mercado internacional. Atualmente, cerca de 2 mil carretas trafegam diariamente pela BR-158, sendo que o trecho não pavimentado, que atravessa a terra indígena, representa um gargalo logístico. O DNIT já iniciou a construção de 12 quilômetros do novo contorno, com 2,5 quilômetros concluídos. A licença do Ibama autoriza a execução de obras em um trecho de 86 quilômetros, parte do lote A, que conecta as cidades de Porto Alegre do Norte e Alto Boa Vista. Pavimentação em dois lotes O projeto do novo contorno abrange 195,42 quilômetros de pavimentação, divididos em dois lotes: Lote A: Com 93,99 quilômetros, vai do km 201,2, próximo ao Posto do Luizinho, até o entroncamento da BR-158 com a BR-242/MT, em Alto Boa Vista. Lote B: Prevê 101,43 quilômetros de extensão, ligando Alto Boa Vista à região do distrito de Alô Brasil, em Bom Jesus do Araguaia. Este trecho ainda está na fase de elaboração do projeto. Enquanto as obras avançam, o DNIT segue realizando manutenções no trecho já pavimentado e na estrada de chão, garantindo a trafegabilidade e a segurança dos usuários. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! O post Obras na BR-158 prometem impulsionar escoamento de grãos em Mato Grosso apareceu primeiro em Canal Rural.

Dia será marcado por pancadas de chuva de moderada a forte intensidade

Foto: Pixabay O tempo típico de verão não dá trégua: pancadas de chuva e calorão. A diferença é que as condições climáticas têm estado mais intensas neste janeiro de 2025. Confira: Sul A chuva continua em forma de pancadas e pode vir com força no Paraná. Chove de maneira mais irregular no centro-norte de Santa Catarina e o tempo fica firme no litoral do estado. Dia de sol, temperaturas em elevação à tarde no Rio Grande do Sul e pancadas mais isoladas no sul, litoral e na Serra gaúcha. Sudeste Dia abafado, mais instável ainda em grande parte do Sudeste. Haverá variação de nuvens em São Paulo e pancadas de moderada a forte intensidade; divisa com o Paraná tem risco de temporais. Chove à tarde com raios no sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Tempo firme em parte do Espírito Santo e pouca chuva no leste e norte de Minas Gerais. Centro-Oeste Dia de sol e calor no Distrito Federal e temperaturas em elevação em Goiás e Mato Grosso. Contudo, há condições de pancadas de chuva de moderada a forte intensidade com risco de raios nessas áreas. Chove a qualquer momento no sul e no oeste de Mato Grosso do Sul; a chuva no norte do estado cai em forma de pancadas. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Nordeste Muita umidade estimulando nuvens carregadas sobre Maranhão e Piauí. Pancadas a qualquer momento do dia com chance de temporais isolados nesses estados. Chove com moderada a forte intensidade na costa leste da Região. Boa parte do oeste e norte da Bahia voltam a ficar em atenção. Norte Calorão e tempo firme em Roraima. Pancadas de chuva a qualquer hora no Amazonas, em Rondônia, no Pará e norte do Tocantins com risco alto de temporal. Pode chover forte no leste do Acre. Perigo de chuva volumosa no Amapá devido à atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). O post Dia será marcado por pancadas de chuva de moderada a forte intensidade apareceu primeiro em Canal Rural.

Carne bovina gaúcha ganha estudo inovador que conecta qualidade ao ambiente de criação

Foto: Élen Nalério/Embrapa Um projeto liderado pela Embrapa Pecuária Sul, no Rio Grande do Sul, busca mapear as características da carne bovina produzida no estado, relacionando composição nutricional e saudabilidade aos diferentes sistemas de criação. A pesquisa reúne mais de 20 especialistas de diversas instituições brasileiras e utiliza tecnologias de ponta, como metabolômica e inteligência computacional, para entender o impacto dos sistemas produtivos na qualidade da carne. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Tecnologia a serviço da carne gaúcha Segundo Élen Nalério, pesquisadora responsável pelo estudo, a metabolômica permitirá uma análise aprofundada do sistema biológico dos animais. “Com essa ferramenta, conseguimos identificar os compostos presentes na carne e entender como o sistema produtivo impacta na qualidade final”, afirma. Além disso, os dados coletados vão compor um banco de informações alimentado por inteligência computacional, que buscará padrões nutricionais vinculados ao ambiente de criação. O projeto avaliará entre três e cinco sistemas de produção predominantes no Rio Grande do Sul, considerando variáveis como solo, alimentação, raça e emissões de carbono. “Nosso objetivo é criar modelos preditivos que possam ser aplicados em pesquisas futuras e ajudar na valorização da carne gaúcha”, detalha Nalério. Foto: Leonardo Hostin/Embrapa Dados para a saúde e o mercado Um dos principais resultados esperados é a disponibilização de um dossiê com informações detalhadas sobre a carne gaúcha. Essas informações poderão subsidiar políticas públicas, como o Guia Alimentar para a População Brasileira, e combater desinformações sobre o impacto da carne na saúde humana. Nalério destaca a relevância do estudo em um cenário de crescente preocupação ambiental e pressões sociais sobre o consumo de carne. “Acreditamos que as carnes gaúchas têm características únicas em termos de eficiência produtiva e benefícios à saúde, o que pode abrir novos mercados e agregar valor à produção local.” Foto: Élen Nalério/Embrapa Metodologia detalhada Os dados serão coletados tanto em campo quanto em laboratório. Informações como dieta animal, idade de abate, tipo de solo e emissões de metano serão combinadas a análises químicas de amostras de carne. Essas análises incluirão parâmetros físico-químicos, composição de ácidos graxos e vitaminas, conduzidas no Laboratório de Ciência e Tecnologia de Carnes da Embrapa Pecuária Sul. Com o sucesso da iniciativa no Rio Grande do Sul, a ideia é expandir o projeto para outros estados, abrangendo diferentes biomas e sistemas produtivos do Brasil. “Estamos desenvolvendo metodologias que poderão ser aplicadas em diversas regiões, fortalecendo a cadeia produtiva nacional”, conclui a pesquisadora. Esse estudo pioneiro coloca a carne bovina gaúcha no centro das discussões sobre eficiência produtiva e sustentabilidade, com impactos que prometem beneficiar produtores, consumidores e o mercado como um todo. O trabalho tem apoio financeiro da da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs). “Temos representantes de diferentes áreas de atuação no estudo, como por exemplo, matemáticos e pesquisadores de TI para o trabalho com inteligência computacional”, conta Élen Nalério. Além disso, o projeto conta com pesquisadores da Embrapa Gado de Leite (MG), Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Universidade Federal de Lavras (Ufla) e Universidade Federal de Pelotas (UFPel) , com expertises nas áreas de produção animal, química e engenharia de alimentos, ciência da carne, estatística, física e matemática aplicada. O post Carne bovina gaúcha ganha estudo inovador que conecta qualidade ao ambiente de criação apareceu primeiro em Canal Rural.