Queda no dólar, foco na inflação, Trump discursando no Fórum Mundial: o que movimenta os mercados hoje

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o dólar em queda de 1,4%, abaixo de R$ 6, enquanto o Ibovespa recuou 0,3%, aos 122 mil pontos. Christine Lagarde reforçou a redução gradual de juros na zona do euro, e Trump ameaçou tarifas à Rússia por falta de acordo de paz. No Brasil, o fluxo cambial semanal cresceu US$ 806 milhões, mas o acumulado do ano segue negativo em US$ 3,8 bilhões. Hoje, foco no CMN e na Receita Tributária de dezembro. Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado! Foto: divulgação O post Queda no dólar, foco na inflação, Trump discursando no Fórum Mundial: o que movimenta os mercados hoje apareceu primeiro em Canal Rural.
Temporais no Sul e trégua da chuva no Centro-Oeste; acompanhe a previsão de hoje

Foto: Pixabay Enquanto temporais são esperados para o Sul do país, o sol reina em outras áreas, como no Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, regiões onde a chuva diminui. Acompanhe a previsão para esta quinta-feira (23) para os estados brasileiros. Sul Instabilidades do interior do continente favorecem o retorno da chuva no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, além de reforçar as precipitações que já atingem áreas do Paraná. Assim, há previsão de pancadas, com risco para temporais, entre o oeste e norte gaúcho até o norte paranaense. Sudeste Pancadas ainda isoladas em São Paulo, no Rio de Janeiro e centro-sul de Minas Gerais. Já as capitais desses estados terão um dia de sol, com tempo abafado e chuva à tarde. No Espírito Santo, mais sol do que chuva. Centro-Oeste Muito sol e tempo abafado na Região. A chuva cai isolada em áreas do centro-leste de Mato Grosso do Sul, norte de Goiás e no norte e leste de Mato Grosso. Os volumes de chuva não são elevados. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Nordeste A chuva diminui sobre a Região. As pancadas acontecem isoladas entre o Piauí, norte da Bahia e em Pernambuco. Nas demais áreas, mais sol do que chuva. Norte Chove sobre todos os estados, exceto em Roraima, onde a previsão é de altas temperaturas e sol entre nuvens. Pancadas mais fortes caem sobre o Amazonas, Acre e Rondônia. O post Temporais no Sul e trégua da chuva no Centro-Oeste; acompanhe a previsão de hoje apareceu primeiro em Canal Rural.
Banco do Brasil é eleito o mais sustentável do mundo pela sexta vez

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Pela sexta vez, o Banco do Brasil (BB) foi eleito o banco mais sustentável do mundo pelo ranking Global 100, da empresa canadense de pesquisa Corporate Knights. O ranking foi divulgado durante o encontro anual do Fórum Econômico Mundial, evento que reúne líderes mundiais e empresários em Davos, na Suíça, ao longo desta semana. Lançado em 2005, o ranking Global 100 lista as 100 grandes corporações mais sustentáveis do mundo. Na edição deste ano, cerca de 8,3 mil empresas com receita anual de mais de US$ 1 bilhão por ano foram avaliadas. Nos últimos dez anos, o BB apareceu no ranking das 100 corporações mais sustentáveis do mundo em seis. Na lista global, o banco ocupa o 17º lugar geral de sustentabilidade em todo o mundo. Segundo a Corporate Knights, a carteira de negócios sustentáveis do Banco do Brasil, atualmente com saldo superior a R$ 370 bilhões, foi o destaque para a classificação no ranking. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Formada por linhas de crédito que financiam atividades com retorno socioambiental, a carteira equivale a cerca de 30% do volume total de crédito do banco. O BB pretende ampliar o saldo para R$ 500 bilhões até 2030. Em nota, a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, afirmou que a sustentabilidade está incorporada à estratégia da instituição, com desdobramentos em outros ramos da instituição. “Só para ter uma ideia, já contabilizamos R$ 1,7 bilhão em saldo de financiamentos voltados para a bioeconomia na região da Amazônia Legal. Isso representa crescimento de 55% em um ano e nos proporciona mudar a vida das pessoas em aspectos sociais e ambientais. Trabalhamos por um futuro mais diverso, inclusivo e verde para todos, e esse caminho nos leva a sermos reconhecidos o banco mais sustentável do planeta”, declarou. Avaliação independente Submetida a avaliação independente, a carteira de crédito sustentável do BB usa critérios internacionais para definir projetos e empreendimentos dessa natureza. Entre os segmentos financiados pela carteira, estão os setores de energias renováveis, eficiência energética, construção, transporte e turismo sustentáveis, água, pesca, floresta, agricultura sustentável, gestão de resíduos, educação, saúde e desenvolvimento local e regional. Além do crédito para empreendimentos sustentáveis, o BB destaca-se por investimentos em energia solar. Desde 2020, o banco inaugurou usinas próprias em nove estados e pretende estrear mais 22 nos próximos anos. Indicadores de desempenho O ranking Global 100 avalia as dimensões econômica, ambiental e social de grandes companhias. Baseada em dados públicos divulgados pelas empresas, a pesquisa considera 15 indicadores de desempenho, entre os quais gestão financeira, de pessoal e de recursos; receita obtida de produtos e de serviços com benefícios sociais e/ou ambientais; diversidade racial e de gênero e desempenho da cadeia de fornecedores. O Banco do Brasil faz parte de índices de bolsas de valores que consideram empresas sustentáveis do ponto de vista ambiental e social, como o Dow Jones Sustentability Index, da Bolsa de Nova York, nas categorias mercados globais e emergentes, o FTSE Good Index Series, da Bolsa de Londres, e o Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3, a bolsa de valores brasileira. A nota de sustentabilidade do banco no ranking MSCI, da Morgan Stanley Capital International, padrão de referência do mercado global, subiu de 5 para 5,3 em 2024. O post Banco do Brasil é eleito o mais sustentável do mundo pela sexta vez apareceu primeiro em Canal Rural.
JBS doa 3 milhões de tags de rastreamento de gado com enfoque no pequeno produtor

Foto: Reprodução Canal Rural A JBS anunciou nesta quarta-feira (22) a doação de três milhões de tags (brincos na orelha do boi) para rastreamento de rebanhos no Pará. A iniciativa foi comunicada durante o painel “De Davos a Belém: Definindo o caminho do Brasil para uma indústria de gado sustentável e de baixo carbono”, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. De acordo com o CEO da companhia, Gilberto Tomazoni, a iniciativa ocorre em parceria com o governo do estado (sede da COP30, em novembro) e com a ONG The Nature Conservancy (TNC) e tem como objetivo rastrear 100% do plantel paraense de bovinos e búfalos até 2026. “Colocamos a tag em 28 mil animais no ano passado e, com isso, testamos todo o sistema de tecnologia que permite rastreamento desde a colocação desse brinco na fazenda, passando pelo transporte até o processamento do animal”, detalha. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Tomazoni detalha que dos três milhões de tags, dois milhões serão destinados a pequenos produtores, permitindo, assim, que ganhem visibilidade do início ao fim da cadeia e, com isso, acessem mercados sofisticados. Além disso, a empresa apoiou o treinamento de operadores para a leitura das tags, ampliou sua assistência técnica e regularizou mais de 15 mil fazendas na região amazônica desde 2021 por meio dos Escritórios Verdes. No Fórum Mundial, a JBS também destacou a meta de acabar com o desmatamento entre os seus fornecedores da cadeia pecuária até este ano. “Temos tolerância zero com desmatamento. Monitoramos os nossos fornecedores há mais de 10 anos e construímos uma plataforma sustentável para tratar, também, de nossos fornecedores indiretos e estamos cumprindo todas essas metas”, ressalta o executivo. O post JBS doa 3 milhões de tags de rastreamento de gado com enfoque no pequeno produtor apareceu primeiro em Canal Rural.
Arroba do boi começa a dar sinais de queda; veja cotações

Foto: Semagro/MS O mercado físico do boi gordo teve acomodação em seus preços nesta quarta-feira (22) em grande parte do país, ou seja, os patamares ficaram de estáveis a mais baixos nocomparativo com a terça-feira. Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o grande ponto que travou os índices da arroba é o enfraquecimento dos valores da carne no mercado interno. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! “Basicamente, o padrão de consumo delimitado para o período direciona o consumo para proteínas de menor valor agregado, o que acabou resultando na queda dos preços do traseiro bovino. As exportações em alto nível e a atual posição das escalas de abate ainda é uma variável chave a ser considerada como ponto de sustentação dos preços internos”, avalia. Preços médios da arroba do boi (a prazo) São Paulo: R$ 333,75 (R$ 334,42 anteriormente) Minas Gerais: R$ 323,53, estável Goiás: R$ 323,21, sem mudanças Mato Grosso do Sul: R$ 327,05, sem alteração Mato Grosso: R$ 318,91 (R$ 319,82 ontem) Mercado atacadista O mercado atacadista apresenta preços acomodados no decorrer da semana. Para Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela queda das cotações no curto prazo, que devem ocorrer de maneira mais intensa nos cortes do traseiro bovino, pelo padrão de consumo delimitado para o primeiro bimestre. “A preferência da população ainda recai sobre proteínas de menor valor agregado, a exemplo da carne de frango, embutidos e ovo”, salienta. O quarto traseiro foi precificado a R$ 26 por quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,50, por quilo. Já a ponta de agulha ainda é precificada a R$ 18,70 por quilo. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,40%, sendo negociado a R$ 5,9465 para venda e a R$ 5,9445 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,9157 e a máxima de R$ 6,0202. O post Arroba do boi começa a dar sinais de queda; veja cotações apareceu primeiro em Canal Rural.
Negócios da soja estagnados; confira os preços do grão no país

Foto: Ascom Famasul O mercado brasileiro de soja esteve travado nesta quarta-feira (22). A forte queda do dólar e a retração na Bolsa de Chicago pressionaram as cotações domésticas para baixo e deixaram os agentes de fora dos negócios. Em algumas praças, os preços já se ajustaram para a safra nova. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp Preços da soja Passo Fundo (RS): preço se manteve em R$ 137,00 Missões (RS): preço se manteve em R$ 138,00 Porto de Rio Grande (RS): preço se manteve em R$ 142,00 Cascavel (PR): preço caiu de R$ 127,00 para R$ 125,00 Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 135,00 para R$ 132,00 Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 120,00 para R$ 116,00 Dourados (MS): preço se manteve em R$ 117,00 Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 121,00 para R$ 116,00 Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos, em um dia de muita volatilidade. Além de um movimento de realização de lucros após subir mais de 3% no dia anterior, o mercado foi pressionado por novas informações sobre as tarifas a serem impostas pelo novo governo Trump. Dessa vez, o novo presidente americano colocou na sua mira a União Europeia, Rússia e China. Trump especulou uma taxa de 10% nos produtos chineses. Com isso, as compras do país asiático ficariam mais caras, e a tendência seria de uma migração de interesse para a América do Sul. Brasil e Argentina não estiveram fora do radar do mercado nesta quarta-feira. A informação de que a China teria suspendido a compra de soja de cinco empresas brasileiras por conta de problemas fitossanitários ajudou o mercado em seus períodos de alta. Na Argentina, a preocupação com o clima prossegue e ajudou a limitar o recuo. Contratos futuros da soja Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 11,25 centavos de dólar ou 1,05%, a US$ 10,56 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,68 1/4 por bushel, com perda de 9,50 centavos, ou 0,88%. Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com alta de US$ 4,80 ou 1,54%, a US$ 315,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 44,42 centavos de dólar, com baixa de 1,35 centavo ou 2,94%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,40%, sendo negociado a R$ 5,9465 para venda e a R$ 5,9445 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,9157 e a máxima de R$ 6,0202. O post Negócios da soja estagnados; confira os preços do grão no país apareceu primeiro em Canal Rural.
Carne suína tem queda de preço e aumenta competitividade ante outras proteínas

Foto: Pixabay A carne suína registra desvalorização de 14,1% na parcial de janeiro ante dezembro no atacado da Grande São Paulo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Com os preços pressionados pela oferta superior à demanda, a carcaça especial suína foi comercializada a uma média de R$ 12,09/kg na parcial do dia 21. Esse movimento aumentou a competitividade da carne suína frente às principais proteínas. Enquanto a carcaça casada bovina registrou leve queda de 0,3% em janeiro, comercializada a uma média de R$ 23,42/kg, o frango inteiro resfriado apresentou alta de 1%, para R$ 8,39/kg no igual período. A diferença de preço entre a carcaça especial suína e o frango inteiro resfriado caiu 35,9% de dezembro para janeiro, para R$ 3,70/kg, o que torna a carne suína mais acessível aos consumidores. Em relação à carne bovina, a diferença entre os preços da carcaça suína e da carcaça casada bovina aumentou 20,2%, atingindo R$ 11,33/kg, fortalecendo a competitividade da proteína suína. Insumos em queda Os custos com insumos da cadeia produtiva de suínos recuaram na última semana. Entre os dias 14 e 21 de janeiro, o farelo de soja caiu 0,9%, com a tonelada comercializada a R$ 1.973,57 na região de Campinas (SP). O milho apresentou retração de 0,9%, com o Indicador Esalq/BM&FBovespa a R$ 74,02/saca de 60 kg. O post Carne suína tem queda de preço e aumenta competitividade ante outras proteínas apareceu primeiro em Canal Rural.
Soja: MS tem 38% da área plantada afetada por falta de chuva

Foto: R.R. Rufino/Embrapa A estiagem em Mato Grosso do Sul atinge cerca de 1,7 milhão de hectares de soja, o equivalente a 38% da área total cultivada no estado, segundo dados do projeto Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga-MS), da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS). Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! A comercialização da safra 2024/25 alcançou 33,8% do total até 20 de janeiro, avanço de 0,55 ponto porcentual em relação a igual período da safra anterior. Por enquanto, segundo estimativas do projeto Siga-MS, o estado deve colher 13,977 milhões de toneladas nesta safra, com produtividade média estimada em 51,7 sacas por hectare, em uma área 6,8% maior em comparação com o ciclo anterior, totalizando 4,501 milhões de hectares. Em relação às condições das lavouras, 61,6% estão em situação boa; 20,3% regular e 18,1% ruim. A região sul-fronteira registra o cenário mais crítico, com 44,6% das áreas em condição ruim, seguida pela região sul, com 31,2%. Em contrapartida, a região norte apresenta 93,5% das lavouras em boa condição. A região sul enfrenta 30 dias de seca moderada, com precipitações entre 1,4 mm e 66,6 mm, além de dez dias de seca severa, sem chuvas. O Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul (Cemtec) prevê volumes de até 178 mm de chuva para a região sul nos próximos dias, o que pode beneficiar lavouras que ainda não iniciaram o enchimento de grãos. Em Amambaí (MS), um dos municípios mais prejudicados, 90% das lavouras foram atingidas pela falta de chuvas, sendo 60% de forma severa, com produtividade caindo de 60 para 30 sacas por hectare em algumas propriedades, segundo a Aprosoja-MS. Dados do Siga-MS indicam que, em 17 de janeiro, aproximadamente 55% das lavouras estavam em estágios fenológicos críticos: 23% em enchimento de grãos, 29% com grãos cheios e 3% no início da maturação. Preço da soja em MS O preço médio da saca de 60 kg em Mato Grosso do Sul registrou desvalorização de 1,69% entre 13 e 17 de janeiro, cotada agora a R$ 116. Na comparação com igual período do ano anterior, houve valorização nominal de 10,64%. A Aprosoja-MS monitora semanalmente a situação e deve apresentar dados finais da safra 2024/25 em maio. O post Soja: MS tem 38% da área plantada afetada por falta de chuva apareceu primeiro em Canal Rural.
Casa Civil nega debate sobre ‘intervenção artificial’ para reduzir preço dos alimentos

Foto: Motion Array A Casa Civil negou que esteja em discussão uma “intervenção de forma artificial” para reduzir os preços dos alimentos. O posicionamento ocorreu após o chefe da pasta, Rui Costa, ter falado que terá conversas com ministérios “para buscar conjunto de intervenções que sinalizem para o barateamento dos alimentos”. “A Casa Civil informa que não está em discussão intervenção de forma artificial para reduzir preço dos alimentos. O governo irá discutir com os ministérios e produtores de alimentos as medidas que poderão ser implementadas”, afirmou a assessoria. De acordo com a pasta, ainda não é possível avançar no detalhamento de tais medidas antes da realização das reuniões que irão tratar do assunto. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Nesta quarta-feira (22), Costa participou de entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do CanalGov, veículo institucional do governo federal, e disse que teria conversas com os ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Fazenda “para buscar conjunto de intervenções que sinalizem para o barateamento dos alimentos”. “A princípio, nós vamos fazer algumas reuniões com o ministro da Agricultura, ministro do Desenvolvimento Rural, que pega as pequenas propriedades, o MDA, e o Ministério da Fazenda para a gente buscar conjunto de intervenções que sinalizem para o barateamento dos alimentos”, disse Rui Costa na ocasião. Repercussão negativa Rui Costa | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil A fala do ministro gerou repercussão e questionamentos sobre que tipo de intervenção deve ser tomada. Porém, o governo nega tal ação e admite que o ministro usou a palavra de forma inadequada. Após a entrevista, a Casa Civil divulgou uma nota com os principais pontos da entrevista. Na publicação, porém, o ministério altera a fala do ministro, substituindo o termo “intervenções” por “ações”. “Vamos fazer algumas reuniões, com os ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário, da Fazenda, para buscar um conjunto de ações que sinalizem para o barateamento dos alimentos”, diz a publicação, em referência ao que o ministro teria falado. Cobrança por redução de preço dos alimentos Durante reunião ministerial de segunda-feira (20), o presidente Lula cobrou os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, pela redução no preço dos alimentos. Segundo integrantes que participaram do encontro, Teixeira respondeu à cobrança do chefe do Executivo dizendo que o Ministério da Agricultura, o MDA, o Ministério do Desenvolvimento Social e o Ministério da Fazenda têm um grupo para discutir a alta do preço dos alimentos. De acordo com o ministro, até o fim do ano, deve ser feito um parecer sobre o tema e proposta uma solução. Lula, porém, não se contentou com a resposta e disse que o governo precisa pensar em uma resposta imediata e resolver logo a situação. A cobrança do presidente ocorre em meio à inflação resistente dos alimentos, observada em 2024 e que deve persistir neste ano. Carnes, açúcar e café devem pressionar a inflação dos alimentos, enquanto a maior safra de grãos pode aliviar o movimento inflacionário. O post Casa Civil nega debate sobre ‘intervenção artificial’ para reduzir preço dos alimentos apareceu primeiro em Canal Rural.
Safra de uva da Serra Gaúcha surpreende e deve ficar acima da expectativa

Foto: Divulgação/ Seagri A safra de uva 2024/25 da Serra Gaúcha deve ser de 860 mil toneladas, 55% maior em relação à safra 2023/24 e 5% superior à expectativa de uma safra “normal”, segundo a Emater-RS. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! O cálculo engloba toda a fruta com propósito comercial, ou seja, para transformação industrial (745 mil t) ou doméstica (15 mil t), e a para consumo in natura (100 mil t), disse em nota a empresa, que no levantamento considerou 55 municípios – 49 que compõem a região de Caxias do Sul e outros seis das regiões administrativas de Lajeado e de Passo Fundo. Na nota o engenheiro agrônomo Enio Ângelo Todeschini, do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, destaca que, com os desastres naturais históricos que marcaram o ano de 2024, especialmente o excesso de chuvas no outono e inverno, que mantiveram o solo saturado de água por quatro meses, era de se esperar uma safra com sérias deficiências. “Surpreendentemente houve uma ótima brotação – número e vigor das gemas; fertilidade (número de cachos/broto) dentro da média e tamanho/peso dos cachos acima da média”, afirma. De acordo com a Emater, a colheita da variedade mais cultivada na região, a bordô, que deveria ocorrer em fevereiro, foi antecipada em 20 dias. “As cultivares superprecoces e precoces apresentaram ótima sanidade das bagas, coloração e teor de açúcar. Mantendo-se as condições climáticas semelhantes às atuais, as variedades de ciclo médio e as tardias (cabernet sauvignon, moscatos, isabella) deverão apresentar a mesma qualidade”, disse. Contribuíram para o desempenho da safra, conforme a Emater, o acúmulo de horas de frio, embora mal distribuído, um pouco acima da média histórica; a alternância fisiológica; a ausência de geadas tardias; e as condições climáticas do período de setembro a dezembro (frequente ocorrência de baixas temperaturas noturnas, e temperaturas máximas diurnas, abaixo das médias para a época do ano), que favoreceram o florescimento, o desenvolvimento e a maturação das bagas, bem como a sanidade da cultura, reduzindo as intervenções fitossanitárias. Todeschini destaca, ainda, a importância de outra prática que vem sendo trabalhada pela Emater/RS-Ascar: o uso de planta de cobertura do solo. “É a prática cultural de maior adesão e efeitos a médio e longo prazo, reduzindo o uso de herbicidas e fertilizantes, as perdas de solo, nutrientes e água. A cada ano que passa, o manejo imprimido aos pomares vem sendo aperfeiçoado, refletindo-se em aumento da produtividade ou, como nessa safra, na redução das perdas”, acrescentou. O post Safra de uva da Serra Gaúcha surpreende e deve ficar acima da expectativa apareceu primeiro em Canal Rural.