Governo ‘faz jogo de cena’ com importação de alimentos, diz presidente da FPA

Foto: FPA/divulgação O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), divulgou uma nota criticando a medida divulgada pelo governo federal que poderá reduzir o Imposto de Importação de alimentos para baratear o preço dos produtos no mercado brasileiro. “A ideia de diminuir tarifas de importação de gêneros alimentícios é mais uma medida desesperada e mal pensada do governo que insiste em ignorar os problemas macroeconômicos, o controle inflacionário, câmbio descontrolado e gasto público exorbitante. A desconfiança do mercado e a falta credibilidade agravam a situação”, diz o deputado. Segundo o parlamentar, não existem problemas com desabastecimento, com a safra e não há sobrepreço. “Os preços dos produtos agropecuários brasileiros seguem os padrões mundiais, anunciar que vai abrir importações é simplesmente jogo de cena demagógico para induzir a população a achar que estão fazendo algo prático para baixar preços.” Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! O presidente da FPA ressalta que o setor produz com qualidade e quantidade, mesmo com os desafios econômicos que aumentam os custos de produção. Lupion afirma que as medidas de apoio e estímulo à produção adotadas pelo governo não conseguem fazer frente à alta de juros e câmbio. O deputado disse que a inflação está descontrolada pela falta de capacidade do governo em cortar gastos. “Medidas efetivas de corte de gastos e valorização da economia seriam muito mais eficientes que mais essa desastrada tentativa, meramente política, de enganar a população”, encerra o texto. Leia a nota na íntegra: A ideia de diminuir tarifas de importação de gêneros alimentícios é mais uma medida desesperada e mal pensada do governo que insiste em ignorar os problemas macroeconômicos, o controle inflacionário, câmbio descontrolado e gasto público exorbitante.A desconfiança do mercado e a falta credibilidade agravam a situação. Não existe desabastecimento, não há problemas de safra, não há sobrepreço! Os preços dos produtos agropecuários brasileiros seguem os padrões mundiais, anunciar que vai abrir importações é simplesmente jogo de cena demagógico para induzir a população a achar que estão fazendo algo prático para baixar preços. O agro faz sua parte ao produzir com qualidade e quantidade, apesar dos desafios econômicos que aumentam os custos de produção e diminuem a competitividade, num cenário em que medidas de apoio e estímulo à produção não conseguem fazer frente à alta de juros e câmbio. A inflação como um todo, não apenas dos alimentos, está descontrolada pela falta de capacidade e compromisso do governo em cortar seus próprios gastos e ter o mínimo de responsabilidade com as suas contas. O governo segue apenas fazendo discurso político e procurando transferir a culpa da sua incompetência para os outros. Medidas efetivas de corte de gastos e valorização da economia seriam muito mais eficientes que mais essa desastrada tentativa, meramente política, de enganar a população… Deputado Federal Pedro Lupion (PP-PR)Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) O post Governo ‘faz jogo de cena’ com importação de alimentos, diz presidente da FPA apareceu primeiro em Canal Rural.

Homem morre após ataque de abelhas em cemitério no Oeste da Bahia

Um homem morreu após ser picado por abelhas no cemitério municipal de Riachão das Neves, no Oeste da Bahia, na tarde da última quinta-feira (23). Ele estaria acompanhando um sepultamento no local, quando foi surpreendido pelos insetos. Por meio de nota, a prefeitura do município informou que José Vicente Cardoso Filho, de 67 anos, morreu em decorrência do ataque de um enxame de abelhas durante um enterro no cemitério local. A prefeitura, no entanto, não deu mais detalhes sobre o ocorrido e ressaltou que, o enxame estava no local há aproximadamente dois anos sem incidentes. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! De acordo com o biólogo, Ronaldo Ursulino dos Santos, as abelhas são da espécie Apis mellifera, popularmente conhecidas como abelhas-europeias. Segundo a página, Tudo Junto, no Instagram, testemunhas disseram que outras pessoas que acompanhavam o sepultamento teriam sido alertadas por um coveiro sobre a presença do enxame. Ainda de acordo com o perfil, o funcionário do cemitério teria pedido para que os presentes evitassem barulho ou aproximação do local. No entanto, por algum motivo que não foi informado, as abelhas se espalharam rapidamente e atingiram as pessoas, também nas ruas próximas ao cemitério. Em um vídeo publicado nas redes sociais, uma pessoa narra o que teria acontecido “Tem um caído lá, a viatura está socorrendo”, mostra a gravação. Além da vítima, pelo menos 4 pessoas teriam sido atendidas e medicadas no Hospital Municipal Herculano Farias e receberam alta médica. Bombeiros combatem incêndio em armazém de café no Oeste da Bahia Resgate O resgate do enxame foi realizado na tarde da última sexta-feira (24), por equipes do 17º Batalhão de Bombeiros Militar. De acordo com o Corpo de Bombeiros, as abelhas apresentavam comportamento agressivo. Ao chegarem ao local, os agentes identificaram o enxame no alto de uma árvore, e com o apoio de um caminhão Munck fornecido pela Secretaria de Meio Ambiente do município, conseguiram alcançar e capturar as abelhas de forma segura, eliminando o risco para os moradores da região. Após a operação, o enxame foi solto em um local isolado e apropriado na natureza, garantindo a segurança da população e preservando os insetos. O post Homem morre após ataque de abelhas em cemitério no Oeste da Bahia apareceu primeiro em Canal Rural.

Escore corporal é a chave para alta taxa de fertilidade das vacas na estação de monta; entenda

Foto: ACNB O período das águas é a época ideal para os pecuaristas iniciarem a estação de monta. Nesse ponto, o chamado “escore corporal”, índice usado para avaliar o estado nutricional da vaca, pode ser um aliado no manejo reprodutivo. De acordo com o zootecnista Bruno Marson, a ferramenta é voltada ao desempenho reprodutivo dos animais e nada mais é do que uma avaliação visual do plantel. “No escore corporal, a gente dá uma nota de um a cinco, em que um são vacas muito magras e cinco as gordas demais. O ideal é que as vacas estejam em uma nota intermediária, entre 3 e 3,5”, detalha. Marson ressalta que o pecuarista precisa ter um olhar treinado para a tarefa. “Ele vai observar o espaço entre as costelas, entre as vértebras no dorso do animal, a traseira, a inserção da cauda, a proeminência dos ossos da traseira, do ílio e do ísquio”. O especialista ressalta que em um animal com escore corporal de 3,5, ou seja, o mais adequado, não é possível contar as costelas e nem as vértebras, além de uma certa quantidade de gordura na inserção da cauda e o ílio e o ísquio observáveis, mas não muito presente. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! “Se o animal está gordo demais, observa-se uma cobertura muito grande de gordura, principalmente na inserção da cauda, ou seja, aquelas bolsas de gordura não são o ideal. É importante que a gente monitore e se certifique que as vacas estejam bem na estação de monta por causa da taxa de fertilidade […]. Vacas magras demais ou gordas demais não conseguem emprenhar”, destaca. Suplementação das vacas Em anos de seca, o capim perde qualidade e com menos nutrientes, é comum que as vacas fiquem mais magras. Para reverter esse quadro, Marson destaca que a suplementação é ideal para recuperar o escore corporal. “Quanto mais cedo a vaca emprenhar dentro da estação, o bezerro vai nascer com melhor qualidade porque a vaca vai ter passado a maior parte da gestação dela com o pasto favorável, verde. Se ela emprenha mais tarde, passa a gestação com um pasto menos favorável”. O zootecnista afirma que a diferença de peso entre bezerros que nasceram em épocas favoráveis e desfavoráveis pode chegar a até 30kg no período de desmama. O post Escore corporal é a chave para alta taxa de fertilidade das vacas na estação de monta; entenda apareceu primeiro em Canal Rural.

Tragédia de Brumadinho: 6 anos depois, memória e luta por justiça permanecem

Foto: Corpo de Bombeiros-MG Diversas atividades estão em curso desde o início da semana para relembrar os seis anos do rompimento da barragem da mineradora Vale. A programação não se restringe a Brumadinho (MG), epicentro da tragédia; também foram organizadas ações em Belo Horizonte, Ouro Preto e São Paulo. O rompimento da barragem ocorrido há seis anos liberou uma avalanche de rejeitos que gerou grandes impactos ambientais e socioeconômicos que afetaram milhares de pessoas em diferentes municípios mineiros da bacia do Rio Paraopeba. Naquele 25 de janeiro de 2019, foram perdidas 272 vidas, incluindo dois bebês de mulheres que estavam grávidas. Até hoje, nenhuma pessoa foi responsabilizada em âmbito criminal. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Atividades A Associação dos Familiares das Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem em Brumadinho (Avabrum) tem um papel de destaque na mobilização por justiça. Criada em 2019 por mães e pais, viúvas e viúvos, irmãs e irmãos, filhos e filhas de pessoas que morreram na tragédia, a entidade organiza anualmente em janeiro uma semana de eventos. O cronograma que se iniciou no último domingo (19) incluiu carreata, passeio de bicicleta e um seminário de debates. Hoje, um ato nas ruas do centro de Brumadinho fecha a agenda. A mobilização será reforçada com a presença dos integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), organização que luta contra os impactos causados pela atividade minerária em todo o país e que também também construiu uma programação para marcar a data da tragédia: ontem (24), uma assembleia, um debate e uma marcha para cobrar por justiça foram realizados em Belo Horizonte. No ato em Brumadinho, os familiares farão coro à luta contra a impunidade e prestarão homenagens aos entes queridos, os quais são chamados de joia. Trata-se de uma resposta ao ex-presidente da Vale Fábio Schvartsman, que na época da tragédia avaliou que a empresa era um “joia brasileira” que não poderia ser condenada. Foto: Corpo de Bombeiros-MG O Instituto Camila e Luiz Taliberti, entidade criada nos meses seguintes à tragédia, vem desenvolvendo uma série de atividades em torno dos seus objetivos: de defender os direitos humanos, empoderando grupos de mulheres e engajados com a preservação do meio ambiente, e cobrar respostas para a tragédia de Brumadinho e outros crimes ambientais. Para a marca dos seis anos, o instituto inaugurou, no final de novembro do ano passado, a exposição Paisagens Mineradas: Marcas no Corpo e no Território. Reunindo obras de 12 artistas mulheres, a mostra ficará em cartaz até março ocupando um anexo do Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, berço da mineração no século 18, no chamado ciclo do ouro. Além disso, neste sábado, quem visitar a exposição poderá acompanhar uma performance da artista Morgana Mafra, na qual o público será convidado a uma reflexão sobre as cicatrizes que a exploração mineral deixa nos territórios e nas vidas que os habitam. Na sequência, quando Morgana Mafra sair de cena, os olhos do público que a acompanha poderão se voltar para a tela onde o documentário Sociedade de Ferro, dirigido por Eduardo Rajabally, aborda as conexões entre grandes empresas e o poder público em meio a uma investigação sobre a tragédia ocorrida em Brumadinho e também a que ocorreu em 2015 na bacia do Rio Doce. Na ocasião, o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco, em Mariana (MG), causou 19 mortes e um aborto, além de gerar impactos para populações de dezenas de cidades mineiras e capixabas. Além das atividades artísticas em Ouro Preto, o Instituto Camila e Luiz Taliberti convocou também um ato público na região central de São Paulo. A mobilização irá se iniciar às 10h deste domingo (26) na Avenida Paulista. Memória Para a agenda de 2025, o lema adotado pela Avabrum é “Memória Irreparável – Uma Tragédia que Rompeu Histórias Não Será Esquecida”. A entidade vem adotando uma postura crítica à ideia de reparação. Dois anos após a tragédia, uma série medidas foi prevista em um acordo firmado entre a Vale, o governo federal, os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A mineradora Vale ficou responsável por destinar o valor de R$ 37,68 bilhões ao longo de dez anos, com intuito de reparar os danos coletivos. Foto: Pablo Valler/ Arquivo pessoal Foram previstos investimentos socioeconômicos, ações de recuperação socioambiental, ações voltadas para garantir a segurança hídrica, melhorias dos serviços públicos, obras de mobilidade urbana, entre outras. A implementação das medidas tem sido bem avaliada pelo MPMG e pelo MPF. No entanto, o acordo é alvo de críticas dos atingidos, que o consideram insuficiente para fazer frente aos problemas. “Quando dizem reparação, dá uma ideia de restaurar e reviver. Eu perdi a família inteira. Como é que tem reparação para isso? Não tem. Infelizmente isso virou um chavão e acaba caindo em um lugar-comum. É uma coisa muito repetida e, na repetição, cai na banalização. Mas não tem reparação. O que eles tentam fazer talvez seja uma retratação. Mas não é uma reparação. E estão fazendo o suficiente? Não. E nunca será. Não vai preencher o lugar vazio dos meus filhos na mesa de Natal ou no dia dos aniversários deles”, avalia a presidente do Instituto Camila e Luiz Taliberti (ICLT), Helena Taliberti. Ela lembra que, por exigência da Avabrum, todas as obras realizadas com recursos do acordo deverão ter uma placa em homenagem dos 272 mortos. Para Helena, é uma forma de preservar a memória e fazer com que as pessoas permaneçam vivas. “Precisamos homenageá-las, lembrar o que elas foram e o legado que elas deixaram”, defende. É justamente com essa proposta que será inaugurado o Memorial Brumadinho também neste fim de semana. As portas serão abertas pela primeira vez com uma programação em dois dias. Trata-se de um pavilhão com cerca de 1,5 mil metros quadrados de área construída, integrado a um amplo jardim, em um terreno de 9 hectares, pensado

São Paulo: 471 anos e o elo com quem trabalha no campo e alimenta a cidade

Foto: Divulgação | Ceagesp Carinhosamente chamada de “Sampa”, “EssePê”, “Terra da Garoa” e “Capital da Gente”, mais de 11 milhões de pessoas dão vida à cidade neste dia 25 de janeiro, data em que São Paulo celebra seus 471 anos. O sotaque paulistano também é uma marca registrada na capital. Quem mora no município já deve ter ouvido: “E aí, parça, beleza?”, “Bom dia, mano!” ou o clássico “Cara, tipo assim, ‘EssePê’ é só trabalho, meu, tá ligado?”.  São essas expressões e muitas outras que reforçam o jeitinho único de Sampa, a cidade que nunca dorme. Mas, por trás dessa leveza “paulistanês”, existem histórias que muitas vezes passam despercebidas como as dos micro e pequenos produtores rurais, peças-chave no abastecimento diário da metrópole. Antônio Marcos Lara de Oliveira, produtor rural. Foto: Arquivo Pessoal “Às segundas-feiras eu acordo às 3h30 para preparar as caixas de alface, couve, brócolis e outras verduras. Nos outros dias, consigo sair um pouco mais tarde, mas não muito, senão pego trânsito”, conta Antônio Marcos Lara de Oliveira, agricultor de hortaliças há 17 anos. Antônio Marcos trabalha em uma propriedade arrendada em Ibiúna, no interior paulista, e traz em média, 60 caixas de verduras diariamente para vender na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, Ceagesp, a maior central de abastecimento de alimentos da América do Sul, onde passam aproximadamente 48 mil pessoas e 14 mil veículos todos os dias.  “É cansativo, mas gratificante. Cuido da produção como se fosse um filho”, diz o pequeno produtor com orgulho, diz o produtor. Igor Aparecido Vieira de Camargo, produtor rural. Foto: Arquivo Pessoal Outro exemplo é o Igor Aparecido Vieira de Camargo, também de Ibiúna. A ligação dele com São Paulo começou na adolescência. Hoje aos 28 anos, ele e a família estão ampliando os negócios. “Começamos com um boxe na Ceagesp e agora temos três. Nunca foi fácil, sempre foi trabalho”, relembra o empreendedor rural, que já está na terceira geração da agricultura familiar.  Os agricultores plantam, colhem e transportam alimentos e, além disso, são responsáveis por conectar o campo à cidade de São Paulo.  “Quando vejo o pessoal comprando minhas verduras, sinto que meu trabalho não é à toa. Fico feliz porque sei que estou ajudando na alimentação [da população]”, conta Igor Aparecido com orgulho do que faz. “Sampa”, a Terra da Garoa e das conexões com o campo Foto: Divulgação | Ceagesp De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, os alimentos mais cultivados na capital são: tomates (1.118 toneladas) e  bananas (630 toneladas). Além da produção agrícola, São Paulo também abriga rebanhos de gado e porcos que, somados, chegam a cerca de 2,5 mil cabeças.  “Outro dado interessante é que cerca de 26% do chuchu vendido na Ceagesp (10.300 toneladas), vêm de pequenos produtores da Zona Sul da cidade”, explica Thiago de Oliveira, da Seção de Economia e Desenvolvimento. No agronegócio, nem sempre há lucros. Os micro e pequenos produtores rurais, muitas vezes familiares, enfrentam desafios como mudanças climáticas, custos elevados de insumos e a concorrência com grandes produtores, mas eles seguem desempenhando um papel essencial para a segurança alimentar da maior cidade do país.  “Os pequenos produtores foram resilientes para manterem-se no setor […]. Os anos de 2023 e 2024 foram marcados por estiagens, ondas de calor e chuvas acima da média para os locais de produção”, diz Oliveira.  Atualmente, a Companhia comercializa mais de 3 milhões de toneladas de alimentos por ano, que vêm de todos os estados brasileiros, com destaque para São Paulo e Minas Gerais. Ao todo são 1500 municípios e aporte também de mercadorias de outros 24 países. “Graças à existência da central de abastecimento pode-se encontrar verduras do Cinturão Verde, laranjas do interior, maçãs de Santa Catarina, uvas, mangas e melões do Nordeste, peras da Argentina e laranjas do Egito”, afirma Gabriel Bitencourt, chefe da Seção do Centro de Qualidade Hortigranjeira. No maior entreposto da cidade, são cerca de 300 produtos comercializados ao longo do ano, que somando as distintas variedades, chegam a mais de 500 itens, disponíveis a feirantes e compradores em geral. José Lourenço Pechtoll, diretor-presidente da Ceagesp, reforça a importância de apoiar os pequenos agricultores. “Nossa estratégia de apoio à agricultura familiar atua em três eixos centrais: aproximar produtores e consumidores, capacitar agricultores e o terceiro, está em curso, um processo que visa disponibilizar, dentro dos entrepostos e armazéns, espaços para que agricultores familiares comercializam diretamente seus produtos”, esclarece Pechtoll. Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp. Celebrando quem faz São Paulo acontecer No Brasil, o agronegócio é responsável por 21,1% do Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com o Polo Sebrae Agro, desse percentual, cerca de 25% são provenientes da agricultura familiar, ou seja, dos pequenos produtores rurais. Isso significa que pouco mais de 5% do PIB brasileiro é gerado nas pequenas propriedades do país.  Já a capital paulista, reúne aproximadamente 1.100 pontos de agricultura, com grande concentração nos distritos de Grajaú, Parelheiros e Marsilac, na Zona Sul, segundo dados da prefeitura de São Paulo.  A produção agrícola da capital atinge cerca de 2,1 mil toneladas anualmente, destacando-se pela prioridade de alimentos sem agrotóxicos. Essa prática promove o consumo de produtos orgânicos e movimenta a economia local. “São Paulo é a terra da oportunidade para quem gosta de trabalhar. Só tenho a agradecer”, conta Antônio Marcos, produtor de 44 anos, que junto com a mulher e os filhos encontrou no agronegócio o meio de prosperar. Então, neste aniversário, os parabéns vão para quem, do campo à cidade, ajuda a escrever a história dessa gigante máquina conhecida como a Capital da Gente. “Se não fosse São Paulo, eu não teria nada na minha vida. Sou muito grato”, finaliza Igor Aparecido. 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Nova frente fria deve levar temporais para estados que estavam sofrendo com a seca

Foto: Motion Array O sábado será marcado pela intensificação das pancadas de chuva em grande parte do país. Confira a previsão de hoje: Sul Nova frente fria provoca aumento das condições de chuva na Região que vinha sofrendo com a estiagem. Assim, nuvens carregadas se formam nos três estados, gerando alerta de temporais a qualquer momento. Sudeste Dia abafado e com condições de chuva forte no oeste, centro e leste do estado de São Paulo durante o período da tarde. Chove em forma de pancadas mais localizadas em Minas Gerais, no sul do Rio de Janeiro e no centro-norte do Espírito Santo. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Centro-Oeste Temporais em Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás. Fim de semana abafado e com pancadas de moderada a forte intensidade. Pode chover durante à tarde em Mato Grosso, com risco de trovoadas. Nordeste Sol e muito calor no Nordeste. A umidade continua elevada e o risco de pancadas de chuva é alto entre o sul e leste da Bahia, além de no centro-sul e interior do Piauí, no Maranhão, Ceará, litoral do Rio Grande do Norte, na Paraíba e em Pernambuco. Norte A chuva acontece em todas as áreas da Região, mas o tempo não fica completamente fechado. Dia de sol, aumento de nuvens e pancadas que podem ocorrer em vários períodos do dia com alerta de temporal. O post Nova frente fria deve levar temporais para estados que estavam sofrendo com a seca apareceu primeiro em Canal Rural.

Investimento no agro ajuda a enfrentar mudanças climáticas, aponta Davos

As mudanças climáticas, o desenvolvimento sustentável e a classe média são um “trilema” que devera ser endereçado coordenada e simultaneamente, concluiu um dos painéis realizados na quinta-feira (23) no Fórum Econômico Mundial, em Davos. A questão levantada pelo painel foi pautada pela expectativa de que os países-membro da OCDE comprometam até 2% de seus PIBs com políticas industriais verdes nos próximos anos. Com isso em vista, buscou-se responder à questão “como podemos acelerar a mitigação climática enquanto reduzimos a pobreza global e protegemos os trabalhadores e consumidores em economias avançadas?”. Leia Mais Reduzir alíquota de importação “não é cálculo simplista”, dizem fontes Embalagens mais caras também impactam preço dos alimentos Soja e milho caem de máximas após Argentina reduzir impostos de exportação Dentre os setores com potencial para contribuir positivamente, os porta-vozes apontaram para o agronegócio. “Se quisermos enfrentar as mudanças climáticas, precisamos investir na agricultura”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS. O ex-vice-presidente dos Estados Unidos e ativista do clima, Al Gore, concordou com Tomazoni sobre a necessidade de financiamento, apontando para a otimização de tecnologias de captura de carbono através da agricultura regenerativa. “Se compensássemos os agricultores com base nisso, isso os ajudaria a superar o período de transição de dois a três anos [necessário para um novo modelo de produção]. Os agricultores querem isso porque os eventos climáticos extremos estão tornando suas fazendas mais vulneráveis à erosão hídrica e eólica”, pontuou Al Gore. BDM: Lula tem reunião sobre preços dos alimentos | Morning Call Segundo o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola da ONU (Ifad), apenas 4% do investimento em mudanças climáticas é direcionado para os sistemas alimentares. Desse montante, 1% é voltado aos pequenos agricultores. Porém, avalia-se que a agricultura por si só poderia ser responsável pela captura de até 20% das emissões globais de CO2. “Se apoiarmos a agricultura, podemos tirar milhões de pessoas da pobreza e, ao mesmo tempo, impulsionar o desenvolvimento econômico e avançar no enfrentamento do desafio climático”, indagou Tomazoni. “Os pequenos produtores precisam de apoio, não apenas financeiro, mas também assistência técnica sobre como fazer isso. Precisamos fazer isso, porque eles são uma grande força para a transformação”, concluiu o CEO global da JBS. Falta VR: paulistas precisam de R$ 710 a mais para completar benefício Este conteúdo foi originalmente publicado em Investimento no agro ajuda a enfrentar mudanças climáticas, aponta Davos no site CNN Brasil.

Suinocultura de MS mira em tecnologia e sustentabilidade e já cresce acima da catarinense

Foto: Asumas A suinocultura de Mato Grosso do Sul tem tido um crescimento expressivo nos últimos anos. Em 2023, por exemplo, foram 2,9 milhões de cabeças abatidas, 6,7% a mais do que em 2022, de acordo com o Sistema Famasul. No mesmo período, Santa Catarina, estado líder no setor, cresceu 2,1%, chegando a 17,8 milhões de suínos destinados a corte, conforme a Epagri. Os dados de 2024 ainda não foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas a Associação Sul-Mato-Grossense de Suinocultores (Asumas) já prevê que devem ultrapassar, com folga, os 3 milhões de suínos industrializados. Para 2025, as metas são ainda mais ambiciosas. Isso porque o plantel deve chegar a 152 mil matrizes e os investimentos no estado, como a ampliação da capacidade de abate da JBS para 10 mil cabeças por dia e a instalação de uma central de genética líquida pela Agroceres PIC, têm refletido a força e modernização do setor em solo sul-matogrossense. Por conta dessa pujança, a Asumas tem buscado promover ações que gerem mais competitividade e sustentabilidade na produção. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! O Programa Asumas de Sustentabilidade (PAS), por exemplo, foi desenvolvido em parceria com a Embrapa Agropecuária Oeste e busca transformar a suinocultura do estado em um modelo de referência nacional. O programa promove ações em eixos estratégicos como a gestão de resíduos, o bem-estar animal, uso eficiente de recursos hídricos e a geração de energia renovável a partir de biodigestores. Além disso, o PAS apoia a implementação de tecnologias para a produção de biometano, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa e gerando energia limpa para as propriedades. Produção de biogás e fertilizantes Entre os principais resultados do PAS está o incentivo à adoção de biodigestores, que transformam resíduos em biogás e fertilizantes. Essa tecnologia não apenas reduz a emissão de gases de efeito estufa, mas também cria oportunidades para a geração de energia e a comercialização de créditos de carbono. Neste último, aliás, a Asumas tem buscado capacitar produtores para que possam acessar o mercado futuramente. Outro pilar do programa é a transferência de tecnologia e o apoio ao desenvolvimento de políticas públicas que beneficiem o setor. A elaboração de manuais técnicos e a realização de eventos são exemplos disso. Bem-estar na suinocultura Questionado pela reportagem, o presidente da Asumas, Renato Spera, detalhou as ações de bem-estar animal organizadas pela entidade. “Atuamos na orientação e no suporte aos produtores, incentivando a adoção de práticas que promovam conforto, saúde e manejo adequado dos suínos”, afirma. De acordo com ele, tais compromissos incentivam ações de: Manejo adequado: capacitação dos produtores para adotar práticas que reduzam o estresse dos animais; Ambientes confortáveis: promoção de instalações que garantam ventilação, temperatura e espaço suficientes; Alimentação e nutrição balanceadas: fomento ao uso de dietas equilibradas, respeitando as necessidades nutricionais dos suínos; Monitoramento da saúde: incentivo à adoção de programas sanitários preventivos para reduzir o uso excessivo de antibióticos; Segundo ele, a Asumas também foca em comunicação e desmistificação. “Além das ações práticas dentro das granjas, investimos na comunicação transparente para combater desinformações sobre o bem-estar animal na suinocultura”, diz. De acordo com Spera, o programa também busca incentivar a adoção de tecnologias e inovações que contribuam para o bem-estar dos suínos, alinhando a produção às exigências do mercado e às normativas nacionais e internacionais. Contudo, a entidade não detalhou se trabalha para banir práticas apontadas como crueis por entidades defensoras do bem-estar dos animais de produção, tais como o banimento do uso contínuo de gaiolas de gestação e o corte de caudas. O post Suinocultura de MS mira em tecnologia e sustentabilidade e já cresce acima da catarinense apareceu primeiro em Canal Rural.

Boi gordo: veja como os preços da arroba terminaram a semana

Foto: Gabriel Faria/Embrapa O mercado físico do boi gordo voltou a registrar preços fracos, de estáveis a mais baixos, nesta sexta-feira (24). Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os sinais de esfriamento persistem, com nova queda dos preços da carne no atacado, o que deve fazer com que as indústrias frigoríficas, principalmente aquelas focadas no mercado doméstico, passem a pressionar os preços na compra de gado. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! “Como pontos de sustentação, precisam ser mencionados a atual posição das escalas de abate, que seguem encurtadas, e o forte ritmo de embarques“, conclui. Preços médios da arroba do boi (a prazo) São Paulo: R$ 332,75 (R$ 333,58 ontem) Minas Gerais: R$ 323,53, estável Goiás: R$ 322,14, no comparativo com R$ 323,21 anteriormente Mato Grosso Sul: R$ 326,36 (R$ R$ 326,59 ontem) Mato Grosso: R$ 318,91, inalterado Mercado atacadista Foto: Agência Brasil/arquivo O mercado atacadista voltou a apresentar queda de suas cotações no decorrer desta sexta-feira. Iglesias indica que o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento no curto prazo. “Ressaltando que a segunda quinzena do mês é um período de menor apelo ao consumo, soma-se a isso o perfil de consumo delimitado para o primeiro bimestre, com a população priorizando o consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, do ovo e de embutidos em geral”, avalia. O quarto traseiro foi precificado a R$ 25,50, por quilo, queda de R$ 0,50. Ponta de agulha apresenta queda de R$ 0,70 e foi precificada a R$ 18,00. Quarto dianteiro recuou R$ 0,50 e foi cotado a R$ 18,00, por quilo. Câmbio O dólar comercial encerrou em queda de 0,12%, sendo negociado a R$ 5,9175 para venda e a R$ 5,9155 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8674 e a máxima de R$ 5,9245. Na semana, a moeda estrangeira desvalorizou 2,42%. O post Boi gordo: veja como os preços da arroba terminaram a semana apareceu primeiro em Canal Rural.

Saiba as cotações da soja no Brasil

Foto: Pixabay O mercado brasileiro de soja não teve movimentos de negócios relevantes nesta sexta-feira (24). Os preços caíram, pressionados pela entrada da safra nova e acompanhando os movimentos de Chicago e dólar. Os vendedores ficaram de fora no dia. Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! Cotações da soja Passo Fundo (RS): preço caiu de R$ 137,00 para R$ 135,00 Missões (RS): preço caiu de R$ 138,00 para R$ 136,00 Porto de Rio Grande (RS): preço se manteve em R$ 140,00 Cascavel (PR): preço caiu de R$ 128,00 para R$ 125,00 Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 134,00 para R$ 132,50 Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 116,50 para R$ 115,50 Dourados (MS): preço caiu de R$ 117,50 para R$ 116,00 Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 119,00 para R$ 118,00 Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com preços mais baixos. O mercado teve um dia de realização de lucros, após atingir na semana os melhores patamares em quase seis meses. O corte nas tarifas de exportação de produtos agrícolas na Argentina ajudou na correção. Além disso, o cenário do grão segue acompanhando de perto dois pontos que sustentaram os preços ao longo da semana: a falta de chuvas na Argentina e o tom moderado de Donald Trump em relação às tarifas a serem impostas no comércio externo. O ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, anunciou a redução das tarifas de exportação para o setor agrícola a partir desta segunda-feira até 30 de junho, além da eliminação da alíquota para as economias regionais. A soja terá uma redução nas tarifas de 33% para 26%, e os derivados de soja (farelo e óleo) passarão de 31% para 24,5%. Também haverá redução nas tarifas de outros produtos como trigo, milho, cevada e sorgo. Câmbio O dólar comercial encerrou em queda de 0,12%, sendo negociado a R$ 5,9175 para venda e a R$ 5,9155 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8674 e a máxima de R$ 5,9245. Na semana, a moeda estrangeira desvalorizou 2,42%. O post Saiba as cotações da soja no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.