Bons negócios para a soja; veja as cotações do dia

[ad_1] O mercado brasileiro de soja teve bons negócios nesta terça-feira (4), especialmente no setor doméstico. No entanto, os portos apresentaram menor movimento, com a janela de embarque sendo pequena. Em geral, as cotações subiram, embora ajustes negativos tenham ocorrido em alguns pontos, como no Porto de Rio Grande. Para o mês de fevereiro, os negócios têm se concentrado mais na indústria. O recuo do dólar ajudou a conter maiores altas, mas os compradores domésticos continuam com boas ofertas no curto prazo. Cotações no Brasil Passo Fundo (RS): preço manteve-se em R$ 134,00 Região das Missões (RS): preço manteve-se em R$ 135,00 Porto de Rio Grande (RS): preço caiu de R$ 140,00 para R$ 135,00 Cascavel (PR): preço aumentou de R$ 124,00 para R$ 125,00 Porto de Paranaguá (PR): preço aumentou de R$ 132,50 para R$ 134,00 Rondonópolis (MT): preço aumentou de R$ 111,00 para R$ 113,00 Dourados (MS): preço aumentou de R$ 115,00 para R$ 118,00 Rio Verde (GO): preço aumentou de R$ 114,00 para R$ 115,00 Chicago O mercado da soja também seguiu atento às questões internacionais. O foco foi na imposição de tarifas comerciais pelo novo governo Trump, com a posição de março encerrando no maior patamar desde o início de outubro. Após um início de dia na defensiva devido a medidas de retaliação do governo chinês, o mercado se estabilizou com sinais de que ambos os lados estavam dispostos a negociar uma pausa nas tarifas, o que ajudou a acalmar os ânimos. Além disso, o clima na América do Sul segue sendo monitorado, com preocupações na Argentina devido à seca prolongada, afetando o potencial produtivo. No Brasil, as previsões indicam pouca chuva no Sul e chuvas em excesso no Mato Grosso, prejudicando a colheita. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,79%, negociado a R$ 5,7693 para venda e a R$ 5,7673 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7564 e a máxima de R$ 5,8269. [ad_2] Source link

Semana terá chuva de 150 mm e calor de 40ºC; confira e prepare-se

[ad_1] Semana de muita chuva em quase todo o país. Veja a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) entre os dias 3 e 10 de fevereiro: Sul A combinação de calor e umidade favorecerá a formação de instabilidades, com acumulados de chuva acima de 50 mm no Paraná e em Santa Catarina. Em algumas áreas do norte paranaense e oeste catarinense, o volume pode ultrapassar 150 mm (tons em vermelho no mapa abaixo). No sul do Rio Grande do Sul, os acumulados terão menores volume, contudo, as temperaturas estarão elevadas. Sudeste A combinação de calor, umidade e instabilidade atmosférica favorecerá as chuvas ao longo da semana em São Paulo e no centro-oeste de Minas Gerais, com acumulados entre 30 e 60 mm, ultrapassando os 80 mm em áreas do leste paulista. No estado e no Triângulo Mineiro, a previsão indica risco de chuva intensa no início dessa semana, com pancadas de chuva que podem ser localmente fortes. Centro-Oeste Foto: Reprodução Inmet A combinação de calor, umidade e convergência de umidade favorecerá a persistência de áreas de instabilidade em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no centrooeste de Goiás, com acumulados acima de 60 mm. Em algumas localidades do sudeste e nordeste mato-grossense e norte sul-matogrossense, as chuvas poderão ser mais intensas, ultrapassando os 80 mm. Nordeste A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) em sua posição mais ao sul favorecerá a precipitação no norte do Nordeste, com acumulados acima de 100 mm previsto para o norte do Maranhão, do Piauí e litoral do Ceará. Durante os próximos dias, o deslocamento do Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) para o continente influenciará a precipitação na região, provocando chuvas em suas bordas, atuando principalmente em algumas áreas do litoral, interior e oeste da região, podendo provocar localmente tempestades com chuvas intensas e ventos fortes. Norte As instabilidades associadas ao calor e à alta umidade provocarão pancadas de chuva ao longo da semana no Norte do país, com acumulados acima de 50 mm (tons de verde) em grande parte da região. As chuvas podem superar 80 mm (tons de vermelho a rosa) em áreas pontuais do norte e sudoeste do Amazonas. O posicionamento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mais ao sul provocará acumulados acima de 100 mm no nordeste do Pará e em áreas pontuais do Amapá. Por outro lado, em grande parte de Roraima e noroeste do Pará, os acumulados de chuva deverão ficar abaixo de 10 mm (áreas em azul). Altas temperaturas Para os próximos dias, temperaturas máximas permanecem elevadas em grande parte das Região Norte e Nordeste com valores entre 26°C e 36°C, podendo ultrapassar 38°C emalgumas localidades do interior do Nordeste. No Centro-Oeste, a semana inicia com temperaturas máximas mais amenas, variando entre 26°C e 30°C em grande parte da região. No decorrer da semana, as temperaturas devem elevar-se, variando entre 28°C e 34°C, com maiores valores sobre o oeste de Mato Grosso do Sul. Já no Sudeste, os valores estarão entre 24°C e 34°C, enquanto na Região Sul, uma onda de calor deixará as temperaturas elevadas no Rio Grande do Sul, com valores previstos entre 30°C e 38°C, podendo ultrapassar 40°C em algumas localidades. Nas demais áreas da região, as máximas irão oscilar entre 22°C e 30°C. Em grande parte da Região Centro-Oeste, está previsto temperatura máxima entre 26°C e 30°C, com maiores temperaturas previstas para o oeste de Mato Grosso do Sul e sul de Mato Grosso, onde as máximas podem superar os 34°C. [ad_2] Source link

JBS vai investir US$ 200 milhões em plantas de carne bovina nos Estados Unidos

[ad_1] A JBS, maior processadora de carne do mundo, anunciou que está investindo US$ 200 milhões em duas de suas maiores plantas de carne bovina nos Estados Unidos. A empresa informou que US$ 150 milhões serão destinados à planta de Cactus, no Texas, para melhorar a parte da instalação onde as carcaças são processadas em cortes primários e expandir a área de carne moída. Além disso, US$ 50 milhões serão investidos na planta de Greeley, no Colorado, para construir um novo centro de distribuição. A companhia afirmou que os investimentos vão melhorar a eficiência e poderão aumentar a capacidade de produção nas unidades, que têm capacidade de abater cerca de 6 mil cabeças de gado por dia. “Acreditamos que agora é o momento de investir nos Estados Unidos”, disse Wesley Batista Filho, CEO da JBS nos EUA. [ad_2] Source link

Decreto legislativo quer barrar poder de polícia da Funai: “derramamento de sangue à vista”

[ad_1] O decreto 12.373, de 31 de janeiro de 2025, assinado na segunda-feira (3) pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva que confere à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) o poder de polícia para proteger as terras indígenas está sendo criticado pela bancada do agronegócio no Congresso. A publicação atendeu a uma exigência do Supremo Tribunal Federal (STF) de dezembro do ano passado por conta de ação no poder público da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), em 2020, a respeito da forma como estavam sendo tratados os povos indígenas durante a pandemia. O deputado Alceu Moreira (MDB-RS), um dos líderes da bancada do agro na Câmara, porém, entrou com um projeto de decreto legislativo para anular a decisão. Segundo ele, a nova lei possibilitará à Funai atuar sobre áreas cujo processo de demarcação ainda está sob análise, fator que pode causar “derramamento de sangue no campo”, nas palavras do parlamentar. “A grande maioria dos processos de demarcação têm vícios de origem ou são fraudulentos para atender a interesses velados e que em nada beneficiam as comunidades indígenas. Isso é pano de fundo para que a Funai tenha o direito ao abuso de autoridade e reprima proprietários que compraram a sua terra com o suor do rosto”, afirma. Moreira afirmou, ainda, que espera contar com a ajuda do presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion, para derrubar o decreto assinado pelo presidente Lula. “Temos votos para aprovar e derrubar esse absurdo”, conclui o deputado. Entretanto, para o comentarista do Canal Rural Miguel Daoud, a lei é clara ao se referir às terras indígenas já formalizadas e não as que estão em processo de concessão. “Acho que o produtor rural não tem que se preocupar com isso porque ele não invade terra, ele cuida da sua área e respeita [as áreas alheias]. O produtor rural é uma categoria que cumpre a lei” Segundo Daoud, o decreto é uma resposta às regiões indígenas na Amazonia cuja população está sendo dizimada por garimpeiros, traficantes e bandidos que praticam, entre outros crimes, a pesca ilegal. “Nesse sentido, acho que precisa realmente ter uma resposta aos crimes cometidos em terras indígenas. Mas a eficácia do decreto me parece nula porque quase 14% de nosso território é terra indígena e a Funai tem cerca de 1.400 funcionários, mas se contarmos os que realmente atuam [na linha de frente], ela vai continuar inoperante como sempre foi”. O que diz o decreto? O decreto assinado conforme exigência do STF permite que a Funai use o poder de polícia para prevenir a violação – ou a ameaça de violação – dos direitos dos indígenas, e evitar a ocupação ilegal de suas terras. Assim, os agentes da Fundação devem combater ataques ao patrimônio cultural, material e imaterial, além de coibir construções ilegais e atividades de exploração exercidas por outras pessoas dentro das terras indígenas e em desacordo com a lei. Desta forma, os alvos da força policial da Funai incluem: Quem tentar remover indevidamente os indígenas de suas próprias terras; Quem usar de forma inadequada a imagem dos indígenas ou das comunidades, sem a devida autorização; e Quem atacar ou descaracterizar as placas e marcos que delimitam os territóriosRetirada obrigatória de ocupantes A instituição também passa a ter legitimidade em restringir o acesso às terras indígenas, expedir certificado de medida cautelar e determinar a retirada obrigatória de ocupantes, além de destruir, inutilizar, apreender bens ou instalações usadas nas infrações. Além disso, a Funai passa a ser autorizada a solicitar aos órgãos de segurança pública, especialmente à Polícia Federal (PF) e às Forças Armadas, cooperação para proteger as comunidades. [ad_2] Source link

Preços do boi gordo tiveram recuperação; confira as cotações

[ad_1] O mercado físico do boi gordo apresentou alguma recuperação em seus preços nesta terça-feira (4). A alta nos preços da arroba foi mais consistente em São Paulo, onde a dificuldade na aquisição de boiadas levou os frigoríficos a atuarem de maneira mais contundente no mercado. “Resta saber se com o recente reajuste haverá avanço das escalas de abate. Na Região Norte o quadro geral ainda é de boa disponibilidade de animais e escalas alongadas, e esse é outro elemento que precisa ser considerado, pois pode limitar altas mais consistentes em outras regiões produtoras”, diz o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, por outro lado, as exportações permanecem em bom nível, com perspectiva de recorde para a atual temporada. Preços médios do boi gordo (a prazo) São Paulo: R$ 328,08 (R$ 324,83 ontem) Goiás: R$ 306,25 (estável) Minas Gerais: R$ 314,41 (sem variação) Mato Grosso do Sul: R$ 312,95 (R$ 312,39 anteriormente) Mato Grosso: R$ 323,49 (R$ 322,01 na segunda) Mercado atacadista O mercado atacadista apresenta alta em seus preços para a carne bovina. Segundo Iglesias, ainda há expectativa de continuidade do movimento durante a primeira quinzena de fevereiro, considerando a entrada dos salários na economia como motivador da reposição ao longo da cadeia produtiva. “Importante destacar que os cortes do dianteiro e da ponta de agulha apresentam maior propensão a reajustes, algo normal para o perfil de consumo delimitado para este período do ano”, pontuou. O quarto traseiro permanece precificado a R$ 24,50 por quilo. A ponta de agulha atingiu o patamar de R$ 17,80 por quilo, alta de R$ 0,30. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 17,80, por quilo, alta de R$ 0,30. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,79%, sendo negociado a R$ 5,7693 para venda e a R$ 5,7673 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7564 e a máxima de R$ 5,8269. [ad_2] Source link

Passarela da Soja será realizada em março no Oeste da Bahia

[ad_1] Dando sequência ao calendário de eventos do agronegócio, a ‘Passarela da Soja, Milho e Culturas Alternativas’, teve data confirmada pela Fundação Bahia, entidade organizadora do evento, para o dia 8 de março, sábado, em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia. O evento é um dos mais aguardados pela cadeia produtiva agrícola regional e de todo o Matopiba, e acontecerá no Campo Experimental da Fundação Bahia. Em sua última edição, realizada em 2024, a Passarela contou com público de mais de 1.500 pessoas, divididas entre produtores, técnicos de campo, agrônomos, pesquisadores, empresários, consultores, gerentes de fazenda, estudantes e outros profissionais ligados ao agro. De acordo com a organização, para este ano, a expectativa é de superar os números da edição anterior. “A Passarela é um marco no nosso calendário agrícola porque sempre contribui informando e levando conhecimento aos nossos produtores. Este ano não será diferente. Temas técnicos importantes no cenário nacional serão abordados, além de termos também demonstrações de inovação e tecnologia através de nossos parceiros”, conta o presidente da instituição e produtor, Ademar Marçal. Passarela da inovação A Passarela da Soja, Milho e Culturas Alternativas contará com uma grande estrutura onde será ministrado o painel central e estarão presentes os estandes de empresas parceiras. Um de seus diferenciais é a Vitrine Tecnológica, espaço dedicado à demonstração de cultivares em campo. As culturas da soja – carro-chefe do Oeste baiano – e do milho, são os destaques do evento, seguidas por culturas de sucessão. O nome dos palestrantes e a programação oficial do evento ainda não foram divulgados. O encontro voltado para a demonstração de tendências e inovação acontece no Centro de Pesquisa e Tecnologia do Oeste da Bahia (CPTO), equipamento mantido pela Fundação BA. O campo possui 140 hectares voltados para o desenvolvimento da agricultura regional e abriga áreas experimentais das mais diversas culturas. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp! [ad_2] Source link

Aprosoja Mato Grosso completa 20 anos; confira a trajetória

[ad_1] Nesta terça-feira (4), a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) comemora 20 anos de atuação em defesa dos interesses dos produtores rurais do estado e do Brasil. A celebração será realizada nesta sexta-feira (7), na Abertura Nacional da Colheita da Soja, em Santa Carmem (MT). Para participar, acesse o link. Com 32 núcleos regionais e mais de 8.900 associados, a associação tem se expandido e se fortalecido ao longo das duas décadas, sempre focando nas necessidades de seus membros e no crescimento do agronegócio mato-grossense. O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, destaca a importância da entidade para o setor. “Ao longo desses 20 anos, a Aprosoja MT se consolidou como uma referência no Brasil, promovendo avanços em áreas como logística, sustentabilidade e segurança jurídica. Nosso papel de defender os produtores, investir em inovação e contribuir para políticas públicas estratégicas tem sido essencial para o fortalecimento do agronegócio”, afirmou Beber. A Aprosoja MT, criada com o objetivo de representar e defender os produtores de soja e milho de Mato Grosso, iniciou sua trajetória com desafios. O primeiro presidente da entidade, José Rogério Salles, relembra a importância da adesão dos produtores nas reuniões iniciais para formar uma associação forte, que logo se tornaria a principal voz do setor. Ao longo dos anos, a associação expandiu sua atuação e se tornou referência nacional, com influência política, contribuindo para o avanço do setor agrícola mato-grossense no Brasil e no exterior. A associação também se destaca por sua atuação em sustentabilidade, tecnologia e inovação. O programa Soja Legal, por exemplo, foi criado para promover boas práticas agrícolas e preservar o meio ambiente, consolidando Mato Grosso como referência em produção sustentável. A Aprosoja MT também criou os Centros Tecnológicos Aprosoja (CTECNO), que têm sido essenciais para melhorar a produtividade e rentabilidade das lavouras de soja e milho, oferecendo aos produtores oportunidades de capacitação e troca de experiências. Além das questões agrícolas, a Aprosoja MT tem se empenhado em ações sociais que impactam a comunidade. Programas como o Agrosolidário já beneficiaram mais de 80 instituições, com doações de alimentos e apoio a projetos culturais e esportivos. O projeto Futuro em Campo, por sua vez, aproxima crianças e professores da realidade rural, conscientizando sobre a importância do agronegócio no Brasil. Por fim, a associação também promove a campanha Armazém para Todos, que tem o compromisso de aumentar a capacidade de armazenagem nas propriedades rurais, é um exemplo do comprometimento da entidade com o fortalecimento da produção e a garantia de segurança alimentar. [ad_2] Source link

Brasil propõe união de seis países para melhorar remuneração ao produtor de cacau

[ad_1] Costa do Marfim, Gana, Equador, Camarões, Nigéria e Brasil são, atualmente, os seis países que mais produzem cacau no mundo. Para o presidente da Agência de Promoção de Exportações (ApexBrasil), Jorge Viana, essas nações precisam se unir para remunerar o elo mais fraco de uma indústria bilionária: o produtor. Por isso, durante a missão África Ocidental, que passou pela Nigéria, Gana e Costa do Marfim e ainda irá ao Senegal, Viana fez a proposta ao presidente ganense, John Mahama, de formação do grupo. A ação brasileira foi promovida pelo Itamaraty com o apoio da ApexBrasil e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). “Gana é o segundo maior produtor mundial de cacau e uma referência de qualidade na produção. Junto com a Costa do Marfim, representam 60% da oferta mundial de cacau, mas esses países juntos ficam com apenas 6% da renda do setor. Uma organização dos maiores produtores pode ajudar a aumentar a renda daqueles que estão na base da cadeia de produção”, destaca o presidente da Agência. Segundo Viana, a iniciativa não visa o antagonismo com os que industrializam o cacau, mas é voltada a uma melhor remuneração aos países que produzem o fruto. “Certamente isso vai melhorar a vida dos produtores, dos agricultores que produzem cacau”, disse. O presidente da entidade lembra que a produção brasileira de cacau já chegou a atingir cerca de 400 mil toneladas, o suficiente para inserir o país entre os quatro maiores, mas também já chegou a recuar para 50 mil. Atualmente, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está sinalizada em 296 mil toneladas. Tal alavancagem leva à estimativa de que o país esteja no pódio dos maiores colhedores do fruto futuramente. “Eu posso afirmar, como técnico, que, pela tecnologia desenvolvida, em algumas décadas, o Brasil vai estar entre os três maiores produtores de cacau do mundo, mas queremos fazer isso junto com a África, transferindo tecnologia, melhorando também a qualidade do cacau que produzimos, e fazendo o processamento do produto”. Experiência brasileira O Brasil é atualmente o sexto maior produtor mundial de cacau e ocupa posição privilegiada por ter grande representatividade em toda a cadeia de valor, sendo exportador de derivados de cacau e chocolate. No país, mais de 90% da produção está localizada no Pará e na Bahia, com destaque para a expansão da cacauicultura para regiões baianas não tradicionais no cultivo, principalmente no oeste do estado, onde o cultivo ocorre a pleno sol, com irrigação e uso intensivo de tecnologias. O presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e produtor de cacau, Moisés Schmidt, participa da Missão África Ocidental e comenta que, no cerrado baiano, a cacauicultura se destaca pela precocidade e produtividade. “Nós temos na região a Bio Brasil, que é considerado o maior viveiro hoje de cacau do Brasil e do mundo. Neste ano, nós estamos produzindo 3 milhões e 500 mil mudas e até 2027 vamos produzir 10 milhões de mudas ao ano. Do ponto de vista de dimensão da produção, são cerca de 400 hectares de cacau. Hoje, já estamos nas primeiras colheitas com uma produção média de 3.500 quilos de cacau por hectare. Então, viemos mostrar nossas soluções, para uma eventual exportação de tecnologia para gerar maior produtividade”, afirmou. No setor de cacau, além da Aiba, participam da missão o Instituto Arapyaú e o Centro de Inovação do Cacau. Os representantes do setor fizeram visitas técnicas a fazendas produtoras de cacau e de reuniões com representantes do Conselho do Cacau em Gana e do Conselho do Cacau e do Café na Costa do Marfim. Desafios à produção de cacau O representante do Instituto Arapyaú na missão, Ricardo Gomes, conta que durante as visitas técnicas em Gana e na Costa do Marfim, três temas centrais tiveram destaque: Os desafios climáticos que afetam a cultura do cacau e a importância de sistemas produtivos mais resilientes, como os agroflorestais; A queda na produção dos países africanos que desabastecem o mercado global e abrem espaço para o Brasil investir em tecnologia e expansão sustentável do cacau; A necessidade de fortalecer cooperativas, ampliar o acesso a financiamento e fomentar a inovação para impulsionar o setor. Já de acordo com o diretor do Centro de Inovação do Cacau, Cristiano Villela, a necessidade de remunerar melhor aqueles na base da cadeia produtiva também esteve no centro dos debates. “Vimos grande similares com a produção no Brasil, mas uma diferença fundamental é a questão da remuneração. Os produtores africanos recebem a um preço chega a [apenas] 40% do valor de bolsa”, afirmou. Dando seguimento à agenda de cooperação da Missão, a ApexBrasil definiu um plano de trabalho com o Centro de Promoção de Investimentos da Costa do Marfim (CEPICI), que deve tocar temas como o processamento de alimentos, agregação de valor a produtos agrícolas, capacitação técnica, produção de medicamentos e cooperação para enfrentamento de doenças tropicais. [ad_2] Source link

O excesso de umidade e as consequências para a soja

[ad_1] A instabilidade no clima nas lavouras do extremo norte de Mato Grosso tem gerado dificuldades não só para a colheita da soja, mas também para o cultivo do milho na segunda safra. O excesso de umidade, junto às chuvas volumosas e atípicas, afeta diretamente a produção agrícola na região do Xingu. Enquanto a soja se aproxima da colheita, o risco de perdas e o atraso na janela de plantio do milho preocupam os produtores. A colheita da soja tem enfrentado desafios devido à falta de sol e ao prolongado período de chuvas. De acordo com um dos produtores da região, que cultivou aproximadamente 4.000 hectares de soja em Marcelândia, a situação está crítica. Mesmo após o esforço para secar a soja, há perdas de peso de cerca de 20% nos grãos, o que impacta diretamente na qualidade e no rendimento da produção. Além disso, o plantio do milho na janela ideal também está comprometido. O clima instável dificulta a programação do milho safrinha, uma cultura essencial para a continuidade das operações agrícolas na região. Com o atraso na colheita da soja, a janela de plantio do milho fica cada vez mais apertada, o que aumenta o risco de não conseguir plantar a tempo. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a semeadura do milho no estado de Mato Grosso está atrasada em relação ao ano passado. Até o momento, foram cultivados 6,26% dos 6,83 milhões de hectares previstos para a safra 2024/2025. No mesmo período do ciclo passado, 28,66% da área já havia sido plantada. A escassez de tempo para o cultivo e os riscos de condições climáticas adversas complicam ainda mais a situação, que pode resultar em uma produção menor do que a estimada. Em Mato Grosso, maior produtor de milho do Brasil, a expectativa é de uma produção de 45,8 milhões de toneladas para a safra 2024/2025. No entanto, com o atraso nas lavouras e o clima instável, a produção pode ser impactada, afetando tanto os produtores quanto a economia do estado. A redução da área plantada e o risco de perdas na soja são reflexos de um ano atípico, onde o clima tem mostrado sua força e gerado incertezas para o futuro da agricultura na regiã [ad_2] Source link

Feira do Cerrado 2025 aposta em inovação e resiliência climática

[ad_1] A Feira do Cerrado 2025 começa nesta quarta-feira (5), em Monte Carmelo (MG), reunindo cafeicultores e produtores de grãos do cerrado mineiro em busca de soluções inovadoras para aumentar a produtividade e enfrentar os desafios climáticos. Com o tema “Agricultura e Mudanças Climáticas: Resiliência e Oportunidades”, o evento, promovido pela Cooxupé, segue até quinta-feira (6). Infraestrutura e oportunidades Em sua 10ª edição, a feira espera receber mais de 4 mil visitantes em um espaço de 50 mil m², sendo 11 mil m² cobertos. O evento contará com 65 expositores em 85 estandes, apresentando mais de 12 mil produtos, incluindo máquinas, implementos, equipamentos e insumos voltados principalmente à produção cafeeira. “Este evento é uma grande oportunidade para nossos cooperados acessarem novas tecnologias e alternativas para uma produção agrícola mais sustentável”, destaca Carlos Augusto Rodrigues de Melo, presidente da Cooxupé. Novidades e soluções tecnológicas Entre as atrações desta edição está o Espaço Novas Culturas, dedicado ao cultivo de milho e soja, além da demonstração de drones de pulverização agrícola. A Cooxupé anunciou recentemente sua entrada no mercado de cereais em sociedade com a empresa Agrobom. A feira também apresentará o lançamento de uma usina compacta para produção de biochar, tecnologia que captura carbono e reduz a emissão de gases de efeito estufa. Outras novidades incluem: Guindastes com extensões hidráulicas e capacidade de até 30 toneladas Inovações em pulverização agrícola com peças técnicas em cerâmica Espaços exclusivos da Cooxupé para serviços financeiros, seguros, cafés especiais e boas práticas agrícolas Negociações e condições especiais A feira contará com o Centro de Negócios, oferecendo suporte total aos produtores, com opções de financiamento e a Operação Barter, modalidade que permite ao cafeicultor utilizar café como moeda de troca para aquisição de equipamentos e insumos. Serviço Núcleo da Cooxupé – Rodovia MG 190, km 3, Monte Carmelo (MG) Data: 5 e 6 de fevereiro de 2025 Horário: Das 08h às 18h Entrada e estacionamento gratuitos [ad_2] Source link