‘Superenzima’ pode transformar resíduos em biocombustível

[ad_1] Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) divulgaram nesta quinta-feira (13), na revista Nature, o processo e potencial de um biocatalisador isolado a partir de bactérias do solo brasileiro, chamado de CelOCE (do inglês Cellulose Oxidative Cleaving Enzyme). As amostras são de áreas normalmente cobertas por bagaço de cana-de-açúcar, e as bactérias analisadas não tiveram uma “fase de laboratório” de seleção e criação. A pesquisa foi desde a bioprospeção, quando se encontraram os microorganismos com potencial, até a produção da enzima em escala industrial, na planta-piloto do CNPEM. Pequenas enzimas A CelOCE é uma enzima muito pequena, composta por 115 aminoácidos, o que a torna mais simples de alterar em laboratório do que o tipo de enzima usada atualmente. Essa “flexibilidade” é um dos motivos que a faz ser tratada pela equipe do CNPEM como um avanço, com potencial de mudar a cadeia de produção baseada em biomassa, e pode ser usada em combustíveis, em produtos obtidos por petroquímicos, como plásticos, ácidos orgânicos e outras moléculas. Dados sob condições industriais mostraram que, ao ser usada junto com enzimas já utilizadas na indústria, a CelOCE aumentou em até 21% a quantidade de glicose liberada a partir de resíduos vegetais. Ela funciona acelerando a quebra da celulose por desconstrução, etapa necessária para produzir energia no processo de construção de bioquímicos. “Essa descoberta muda o paradigma da degradação da celulose na natureza e tem o potencial de revolucionar as biorrefinarias”, explicou o pesquisador do CNPEM Mario Murakami, responsável por liderar os estudos. A enzima já teve seu pedido de registro de patente depositado e está em licenciamento para uso industrial. O uso no setor produtivo pode começar entre um e quatro anos após o licenciamento, dependendo da tecnologia aplicada em seu desenvolvimento. Encontrar as bactérias não foi um acidente, mas parte dos resultados do programa de mapeamento genético da vida microbiana da biodiversidade brasileira, realizado pelo CNPEM com parceiros nacionais e internacionais, como o que isolou compostos com potencial para uso médico em bactérias de uma unidade de conservação na Amazônia. Essa descoberta teve parcerias com o Instituto Nacional de Pesquisa para Agricultura, Alimentos e Meio Ambiente da França (INRAE, da Universidade Aix Marseille), e com a Universidade Técnica da Dinamarca (DTU). [ad_2] Source link

Viu esta? Touro sindi é a melhor opção para cruzar com novilhas F1 angus x nelore a pasto?

[ad_1] Com o touro sindi, a escolha da terceira raça para cruzamento com novilhas F1 angus x nelore é uma decisão estratégica para pecuaristas que buscam otimizar o ganho de peso e a adaptabilidade dos animais em regime de pastagem. A reportagem, originalmente escrita pelo jornalista Fábio Moitinho, foi a mais lida do Giro do Boi, programa que vai ao ar diariamente na tela do Canal Rural. Assista ao vídeo abaixo e confira as recomendações: No quadro “Giro do Boi Responde”, o zootecnista e especialista em cruzamento industrial Alexandre Zadra esclareceu a dúvida do produtor Eliezer Cardoso, do Sul da Bahia, que considera utilizar o touro sindi sobre essas novilhas para produzir animais de ciclo terminal. O touro sindi pode ser uma alternativa interessante, pois contribui com heterose, adaptabilidade e rusticidade. Como é um zebuíno de menor porte, quando cruzado com a F1 angus x nelore, gera bezerros bem adaptados, com bom peso na desmama e fêmeas que podem ser utilizadas como matrizes. Além disso, a carne produzida pode ser valorizada em programas de qualidade, como o 1953 da JBS, que premia animais jovens e bem acabados. Outras alternativas Apesar das vantagens do sindi, Zadra explica que há opções que podem maximizar a complementariedade genética e aumentar o rendimento da produção: Caracu: uma excelente escolha, pois oferece bom ganho de peso, adaptabilidade ao calor e animais com pelo curto, ideais para sistemas a pasto. Além disso, a carne dos tricross caracu pode receber prêmio em programas de qualidade. Outro zebuíno de maior porte: se o objetivo for produzir bezerros com maior peso e rendimento de carcaça, raças zebuínas como tabapuã ou brahman também podem ser opções interessantes. Independentemente da escolha, o especialista reforça que a decisão deve considerar o tamanho da fêmea F1, o sistema de engorda e as condições climáticas e de manejo da propriedade. O cruzamento bem planejado pode resultar em animais precoces, produtivos e com alto valor de mercado, otimizando a lucratividade do pecuarista. Tem dúvidas? Envie sua pergunta Você também pode obter resposta à sua pergunta sobre qualquer dúvida que tiver na fazenda. Envie para o quadro Giro do Boi Responde no link do WhatsApp do Giro do Boi, pelo número (11) 93310-7346 ou ainda pelo e-mail [email protected]. [ad_2] Source link

produção de ‘limão-tahiti’ no Semiárido rende 17 toneladas por hectare

[ad_1] A limeira ácida tahiti (popularmente conhecida como limão-tahiti) tem ganhado destaque no semiárido nordestino, especialmente no Vale do São Francisco, como uma alternativa promissora para os fruticultores da região. Por meio de um convênio entre a Embrapa Semiárido e a Eletrobras, foram implantadas áreas demonstrativas de 0,5 hectare em propriedades de agricultura familiar no município de Casa Nova, na Bahia. A iniciativa, que também conta com o apoio da prefeitura, busca demonstrar o potencial da cultura e incentivar sua adoção por pequenos produtores. Pesquisas indicam que a limeira ácida tahiti se adapta bem às condições climáticas locais, produzindo frutos de alta qualidade, mediante o uso de técnicas de manejo mais simples em comparação com outras espécies cítricas. “Estamos trabalhando para que essas áreas sirvam como vitrine tecnológica. Os resultados observados até agora mostram que a cultura pode ser uma excelente opção para a diversificação de renda no Semiárido”, afirma a pesquisadora Débora Bastos, da Embrapa Semiárido. Interesse pela cultura tem crescido A limeira ácida tahiti se destaca pela rusticidade e facilidade de manejo, possibilitando sua adoção tanto por grandes produtores quanto pela agricultura familiar, contribuindo para a diversificação da produção regional. Nos últimos anos, o interesse pela cultura cresceu, impulsionado pela crise enfrentada por outros estados produtores de citros, como São Paulo e Minas Gerais, devido ao greening (HLB), doença que tem dizimado pomares no país. De acordo com Bastos, o clima do Semiárido oferece um ambiente menos propício para o desenvolvimento do greening e outras doenças, garantindo maior segurança fitossanitária. Isso, aliado à qualidade dos frutos, torna a região atrativa para os mercados interno e externo. Produtividade da limeira ácida tahiti Foto: Vinícius Braga Com o uso do manejo adequado e da irrigação por gotejamento, a limeira ácida tahiti tem alcançado altos índices de produtividade no Semiárido. Em uma área experimental de 0,5 hectare, cultivada com a cultivar copa Cnpmf 02 e o porta-enxerto San Diego, foram colhidas 341 caixas de 25 kg entre setembro de 2024 e janeiro de 2025, totalizando 25,52 kg por planta e 17 toneladas por hectare. Os dados econômicos também empolgam: a receita bruta em 0,5 hectare alcançou R$ 29 mil, com preços variando entre R$ 70 e R$ 100 por caixa. “Isso demonstra o grande potencial da cultura para agricultores da região”, destaca a pesquisadora. Além disso, o escalonamento da produção possibilita atender às épocas de maior demanda e melhores preços, como entre agosto e novembro. Essa estratégia amplia as oportunidades de comercialização, tanto no Brasil quanto no exterior. Parcerias que geram resultados Um dos produtores do município de Casa Nova beneficiados pelo projeto é Domingos Castro. Em sua propriedade, foram plantadas 300 mudas da limeira ácida tahiti. Para ele, a parceria com a Embrapa tem sido fundamental para ampliar o conhecimento técnico e melhorar a condução da cultura. “Quando você tem o apoio de profissionais dedicados e competentes como os da Embrapa, Eletrobras e os técnicos da prefeitura, o retorno é praticamente garantido”. Castro ressalta que, financeiramente, a limeira ácida tahiti é uma cultura promissora. “Uma das principais vantagens do cultivo do tahiti é a regularidade do retorno financeiro: toda semana há uma renda, o que ajuda bastante na gestão da propriedade. Ele explica que, em comparação com outras culturas, como a manga, que exige um tempo maior para começar a gerar retorno, o “limão tahiti” apresenta uma vantagem. “Assim que começa a produzir, você tem uma safra e um pico de produção. Depois, com as plantas adultas, a produção se mantém constante, garantindo uma entrada semanal de recursos”, destaca. Para a pesquisadora Débora Bastos, transferir tecnologias adaptadas à região é um dos focos de atuação da Embrapa Semiárido. “Por meio de projetos como o Eólicas de Casa Nova, buscamos fortalecer a sustentabilidade da produção agrícola, criando oportunidades e gerando renda para os produtores locais. O cultivo da limeira ácida tahiti é uma dessas alternativas promissoras que queremos incentivar”, ressalta a pesquisadora. Sob supervisão de Victor Faverin [ad_2] Source link

Frente fria traz chuva de 100 mm e onda de calor supera 40°C: a semana promete! Confira

[ad_1] A semana entre 17 e 21 de fevereiro será marcada por chuvas intensas nas regiões Sul e Norte , além de uma onda de calor no Sudeste e Centro-Oeste. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e uma frente fria estacionária influenciam as condições climáticas nas diferentes regiões do país. Confira a previsão do tempo para o período, com dados da Climatempo e análise do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller. Sul Uma frente fria continua atuando sobre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, provocando chuvas acima de 100 mm e temporais ao longo da semana. Os volumes elevados ajudam a repor a umidade do solo e a recuperar as lavouras, mas inviabilizam os trabalhos em campo. No sul do Paraná, a chuva pode acumular 50 mm, garantindo boas condições para o desenvolvimento das lavouras. No norte do estado, os volumes serão menores, em torno de 20 mm, reduzindo o estresse hídrico das plantações. Há previsão de rajadas de vento superiores a 70 km/h e queda de granizo, com risco de danos a estruturas. Sudeste A onda de calor persiste na região, com temperaturas acima de 40 °C no interior de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e centro-norte de Minas Gerais. As pancadas de chuva serão passageiras e isoladas, com 20 a 30 mm no sul de São Paulo e regiões próximas ao Paraná, podendo vir acompanhadas de rajadas de vento de até 50 km/h. No nordeste de Minas Gerais e no Espírito Santo, há previsão de trovoadas no fim da tarde, favorecendo a umidade para os cafezais. No restante da região, o tempo seco acelera os trabalhos em campo, mas exige atenção com a baixa umidade do ar, inferior a 30%. Centro-Oeste A semana será quente e seca em Goiás, centro-norte de Mato Grosso do Sul e leste de Mato Grosso, com chuvas de apenas 5 a 10 mm, favorecendo a colheita da soja e o plantio do milho safrinha. No oeste de Mato Grosso, a precipitação será maior, entre 60 e 70 mm, desacelerando as operações agrícolas. No sul de Mato Grosso do Sul, a chuva retorna com 50 mm, e há risco de rajadas de vento intensas. Apesar das chuvas irregulares, a semeadura da safra de algodão 2024/2025 será finalizada em Mato Grosso e Goiás. Nordeste A Zona de Convergência Intertropical provoca chuvas intensas no Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, com acumulados superiores a 70 mm. A umidade favorece o desenvolvimento das lavouras, mas prejudica a semeadura do algodão no Maranhão. Nos estados de Pernambuco, Sergipe, Alagoas e centro-leste da Bahia, pancadas de chuva de 10 a 20 mm devem melhorar as condições para os produtores. No restante da Bahia, o tempo firme favorece a realização dos tratos culturais. Norte A ZCIT também mantém chuvas fortes no Amapá, Pará, Amazonas, Roraima, Acre e Rondônia, com volumes acima de 100 mm. Os altos acumulados dificultam a semeadura da safra de verão, além de aumentar os riscos de doenças fúngicas nas lavouras e proliferação de parasitas no gado em confinamento. Apesar do volume de chuva, os níveis dos rios seguem abaixo do esperado para o período, mas ainda garantem a navegação fluvial. [ad_2] Source link

produtores familiares quadruplicam produtividade de robustas amazônicos

[ad_1] O cultivo de variedades de café clonal conhecidas como robustas amazônicos, associado a outras tecnologias recomendadas pela Embrapa, tem possibilitado lavouras mais produtivas e grãos de qualidade em propriedades rurais familiares da Amazônia. Produtores do Acre, Rondônia, Amazonas e Roraima têm conseguido quadruplicar a produção, em relação a cultivos seminais, saindo de uma produtividade de 20 a 30 sacas de 60 quilos de café em grãos por hectare para até 120 sacas. Esse resultado garante mais renda e qualidade de vida para as famílias rurais. Os cafés robustas amazônicos são cultivados há décadas na Amazônia e, nos últimos dez anos, ganharam visibilidade no mercado e a preferência dos cafeicultores da região. A atividade iniciou com agricultores de Rondônia e se expandiu entre produtores de outros estados, que passaram a renovar antigos cafezais seminais e implantaram novos plantios com variedades clonais. Segundo a pesquisadora da Embrapa Acre Aureny Lunz, os cafés seminais apresentam alta variabilidade genética, fator que limita a produção e torna a cultura pouco competitiva. “Já os cafés clonais robustas amazônicos, além de altamente produtivos, proporcionam maturação uniforme, essencial para obtenção de grãos de qualidade, e o uso de variedades precoces ou tardias permite planejar a colheita. Esses materiais genéticos, aliados a tecnologias de manejo, conferem à cafeicultura expressiva capacidade de gerar renda e agregar valor à produção familiar e elevam o potencial de transformação da cultura, ainda mais visível na vida de pequenos produtores”, destaca. Salto na produtividade De acordo com Enrique Alves, pesquisador da Embrapa Rondônia, a cafeicultura na Amazônia evoluiu de um modelo quase extrativista para uma produção tecnológica sustentável. A atual média de produção de estados como Acre (45 sacas por hectare) e Rondônia (52 sacas), em nada lembra a produtividade de um passado recente, que raramente superava 10 sacas por hectare. “Alcançamos avanços significativos na cultura e dispomos de tecnologias que possibilitam aproveitar todo o potencial agronômico dos clones de cafés robustas amazônicos e elevar a produção. Por isso, é comum encontrar propriedades familiares com produtividade de 120 a 150 sacas de café por hectare e algumas lavouras superam 200 sacas”, ressalta o pesquisador. O agricultor Wanderlei de Lara, morador de Acrelândia, principal polo de produção de café do Acre, plantou os primeiros clones de robustas amazônicos em 2016, depois de conhecer, junto a outros produtores, a experiência de cafeicultores de Nova Brasilândia, em Rondônia. Ele conta que esses cafés possibilitaram um salto na produtividade, resultado da qualidade genética dos materiais clonais e adoção de práticas adequadas de manejo e irrigação das lavouras. “Saímos de 20 sacas de 60 quilos, com os cafés seminais, para 100 sacas por hectare. Na safra de 2024 produzimos 120 sacas por hectare, comercializadas entre R$ 1.200 e R$ 1.300, cada”, relata o produtor, informando que o retorno econômico na atividade possibilitou modernizar a produção e a infraestrutura da propriedade. “Hoje, vendemos o nosso café todo torrado e moído, pronto para ser embalado. Minha família tem melhores condições de trabalho e uma vida mais confortável, graças à cafeicultura clonal”, enfatiza Lara, que também investe na produção de café fermentado, produto vendido pelo dobro do preço do café em coco. Negócio familiar rentável No Juruá, uma das regionais do Acre, o café é cultivado há mais de duas décadas, mas a produção ganhou força a partir de 2021, com a criação da Cooperativa dos Cafeicultores do Vale do Juruá (Coopercafé), iniciativa que reúne 92 produtores familiares e incentiva o uso de clones robustas amazônicos em pequenas propriedades. Na propriedade do agricultor Romualdo da Silva, em Mâncio Lima (AC), a produção chama a atenção pelo vigor do cafezal e os resultados alcançados possibilitaram a criação do café Vô Raimundo, já disponível em mercados locais. “Somente com o uso de clones adequados, manejo nutricional baseado nas necessidades das plantas e um sistema de irrigação eficiente, a cultura evoluiu. Produzimos 120 sacas de grãos em uma área de 1,2 hectares, um desempenho produtivo excelente. Com o apoio da cooperativa, adequamos a propriedade para um processo de produção que vai do campo à xícara e transformamos a atividade em um negócio familiar rentável. Ver o nosso café nas prateleiras de supermercados é a realização de um sonho”, declara o agricultor. Para a agrônoma da Secretaria de Agricultura do Acre (Seagri), Michelma Lima, a cafeicultura é uma atividade em expansão na Amazônia, processo fruto de investimentos em tecnologias. “No Acre, o aumento da área cultivada e da eficiência produtiva na cafeicultura é prioridade do programa de fortalecimento da produção agrícola do estado. Além de excelentes ganhos no rendimento dos cafezais, o acesso dos produtores a clones adaptados à região e à assistência técnica continuada reduz custos na produção”, avalia. Foto: Rafael Rocha/Embrapa Cafeicultura gera turismo rural sustentável Outro exemplo de como a cafeicultura tem ajudado a transformar a produção familiar e a vida no campo é a família Bento, de Cacoal (RO), que mantém uma produtividade de 100 sacas de café por hectare, desempenho que gera renda para cinco famílias no Sítio Rio Limão. O trabalho compartilhado e os investimentos em tecnologias de cultivo e para melhoria da qualidade dos grãos tornaram a propriedade uma referência em cafés robustas amazônicos de excelência e em turismo rural sustentável na Amazônia. O produtor Ronaldo Bento afirma que a colheita no tempo certo e os processos de secagem e fermentação bem orientados, além de procedimentos adequados no armazenamento, transformaram o perfil sensorial dos grãos, resultando em um café especial, premiado em concursos estaduais e nacionais. A qualidade e notoriedade do produto chamou a atenção de turistas e, nos últimos cinco anos, a propriedade já recebeu visitantes de mais de 20 países. “Atendemos cerca de dois mil turistas por mês, que buscam conhecer as lavouras e o processo produtivo e degustam um típico café colonial. Vendemos uma média de 200 quilos de café por semana, somente na propriedade. Cada embalagem com 500 gramas de café comum ou 250 gramas de café gourmet custa 25 reais. Além disso, nosso café abastece mercados locais e de outros estados. Produzir café está no nosso

Tecnologia identifica uso de plástico na agricultura e sugere sistema de logística reversa

[ad_1] Uma das técnicas mais eficientes na agricultura para proteger plantações, melhorar a produtividade e reduzir a aplicação de agroquímicos é o uso da plasticultura em diferentes culturas. Por isso, produtos plásticos têm sido empregados em larga escala no campo já há algumas décadas. Esse material, porém, ao mesmo tempo que impulsiona a produção agrícola, sem o manejo adequado representa um desafio ambiental de grandes proporções. Esse cenário levou um grupo de pesquisadores do Centro de Engenharia da Plasticultura (CEP), apoiado pela Fapesp e pela Braskem, a desenvolver um sistema de sensoriamento remoto para detectar áreas agrícolas que adotam a plasticultura no manejo. A solução usa aprendizado de máquina (machine learning) em séries temporais de imagens de satélite para detectar áreas com plástico agrícola, com precisão próxima de 100%. Detecção de mulching Um dos principais focos da pesquisa é a detecção de mulching, uma técnica que usa filme de polietiileno para reduzir o crescimento de plantas daninhas, controlar a umidade e a temperatura do solo. Com ela, a plantação tem o que precisa na medida certa: luminosidade, água e nutrientes. Por outro lado, o mulching, que deve ser trocado a cada nova safra, pode contribuir para a poluição plástica agrícola. O método usa menos plástico que as estufas, mas tem potencial de poluição ambiental maior. “A estufa, por sua vez, é mantida por quatro ou cinco anos. Além disso, o mulching fica em contato direto com a terra e, se manejado de forma incorreta, pode deixar pedaços”, explica o engenheiro agrícola ambiental do CEP, Marlon Fernandes de Souza. Segundo o pesquisador, em alguns locais, o material usado na agricultura está se tornando um grande problema, principalmente pelo descarte inadequado após o uso. “Nosso projeto busca determinar a quantidade de resíduo produzida e propor soluções para gerenciá-lo de maneira sustentável.” Antes do estudo, não existia um levantamento preciso sobre as áreas que usam mulching no Brasil – nem mesmo a indústria tem esses dados. “O primeiro passo foi descobrir onde o plástico é utilizado e em que quantidade”, conta. Segundo ele, até então, as informações eram fragmentadas. “Com imagens de satélite, conseguimos delimitar essas áreas e obter dados com precisão próxima a 100%.” Sustentabilidade agrícola Estufas onde são criadas as mudas da Mahogany Roraima Pesquisas com o uso de imagens de satélite para detectar plásticos são mais comuns em áreas marinhas. “Depois do aquecimento global, que ainda não resolvemos, muitos consideram que o maior problema ambiental da atualidade é a poluição plástica”, lembra Souza. O projeto, ao se dedicar a ambientes agrícolas, representa uma possibilidade de ajudar a mudar a forma como o segmento lida com esse tipo de material. Na avaliação do pesquisador, o estudo conduzido pelo CEP e publicado na revista científica Environmental Science and Pollution Research representa um passo importante para a promoção da circularidade de plásticos na agricultura brasileira. “Como oferece uma metodologia confiável para o mapeamento de resíduos plásticos agrícolas, pode ajudar a minimizar os impactos da degradação no meio ambiente.” Logística reversa Um dos maiores desafios globais do manejo adequado do plástico usado na agricultura é a falta de infraestrutura para o recolhimento e a reciclagem do material, especialmente em regiões remotas. “Em algumas localidades, a instalação mais próxima está a mais de mil quilômetros de distância, o que torna a logística reversa inviável economicamente.” O grupo do CEP não recolhe os descartes identificados, mas o levantamento feito pelos pesquisadores permite analisar a viabilidade de instalar sistemas de logística reversa. A partir dos resultados, é possível avaliar se a criação de usinas de reciclagem regionais é viável ou se é melhor estabelecer um sistema de transporte para levar os resíduos até centros de reciclagem mais distantes. A ausência de um sistema estruturado de coleta e reciclagem de plástico agrícola tem levado muitos produtores a adotarem soluções improvisadas. “Infelizmente, ainda há muitos produtores que mantêm pilhas enormes de resíduos porque não sabem o que fazer com eles. Em alguns casos, o material permanece acumulado por anos, já que ninguém pode recolhê-lo.” Problema aos pequenos produtores Foto: Pixabay Isso é mais comum entre pequenos produtores, que não têm poder de negociação nem volume de descarte suficiente para atrair recicladores interessados em recolher o material. “A maioria dos grandes produtores consegue negociar a coleta com empresas recicladoras, mas os pequenos não têm essa vantagem. Eles, então, acumulam grandes volumes de plástico sem saber como destiná-los corretamente.” A pesquisa pode contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas e sistemas de gestão de resíduos mais eficientes. Uma das opções é a criação de um modelo de logística reversa semelhante ao Sistema Campo Limpo, que recolhe embalagens vazias de defensivos agrícolas. Nesse sistema, os produtores devolvem as embalagens vazias quando vão comprar novos produtos. Assim, o ideal seria criar um sistema semelhante para os filmes plásticos agrícolas. “A implementação desse tipo de solução requer a criação de políticas públicas e o envolvimento de toda a cadeia de valor. Nossa pesquisa tem o objetivo de fornecer as informações necessárias para que esse tipo de iniciativa seja viável”, explica. Falta de legislação A falta de legislação específica para o manejo do plástico é uma preocupação crescente na agricultura. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) discute códigos de conduta voluntários para a gestão do plástico no segmento. Mesmo assim, o futuro ainda é incerto. “Até dez anos atrás praticamente não havia pesquisas semelhantes. Hoje, há debates sobre melhores práticas e recomendações, mas ainda não há regulamentação clara para a prática.” Souza destaca que o objetivo do projeto é buscar soluções para que o uso do plástico na agricultura traga benefícios sem causar danos ao meio ambiente. “O objetivo é encontrar maneiras de utilizar esse material de forma que não cause problemas ambientais. Essa discussão está acontecendo agora: neste ano, houve várias conferências das Nações Unidas para tratar especificamente desse tema.” O artigo Remote sensing detection of plastic-mulched farmland using a temporal approach in machine learning: case study in tomato crops pode ser lido aqui. Sob supervisão de Victor

Gosta de moda de viola? Aqui vai uma lista das 15 mais aclamadas

[ad_1] Domingo é bom para dar aquele vistoriada com calma na fazenda, mas também é perfeito para desanuviar a cabeça, juntar a família e ouvir moda de viola. Além de emocionar o ouvinte, essa expressão artística tão brasileira quanto apaixonante tem a característica de contar histórias. São “causos” que envolvem saga de boiadeiros e lavradores, o mundo do campo e, também, histórias de amor, em sua maioria trágicas. O gênero tem origem sertaneja e mistura toadas, cururus, guarânias, cateretês, emboladas, marchas e valsas. Sem a pretensão de eleger as melhores, aqui vai uma lista das 15, digamos, mais aclamadas: Caboclo na cidade – Chitãozinho e Xororó Rei do Gado – Tião Carreiro e Pardinho Tristeza do Jeca – Tonico e Tinoco Menino da porteira – Sérgio Reis Chico Mineiro – Tonico e Tinoco Rancho fundo – Chitãozinho e Xororó [ad_2] Source link

Temporais virão seguidos de muito sol em 3 regiões; veja a previsão de hoje

[ad_1] Não chovia, no Sul, agora caem temporais. As precipitações não davam folga para o Sudeste, agora faz tempo firme. Confira a dinâmica do tempo deste domingo (16) para as cinco regiões brasileiras: Sul Os temporais continuam sobre o Rio Grande do Sul e a chuva pode ocorrer em vários períodos na Serra e na região da Grande Porto Alegre. Tempo mais instável com risco de chuva forte no centro-oeste e sul de Santa Catarina e no sul do Paraná. Sudeste Tempo aberto, sem previsão de chuva na maior parte da Região. Alguns núcleos mais isolados podem ocorrer na Mantiqueira, no sul de Minas Gerais, em parte do litoral norte de São Paulo e no Triângulo mineiro. Não chove no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Centro-Oeste Pancadas mais irregulares, sol e muito calor em Mato Grosso do Sul e em Goiás. Nesses estados, a maior parte da chuva se concentra entre os períodos da tarde e da noite. Chove com risco de temporais no centro-norte e leste de Mato Grosso. Nordeste Pancadas moderadas a forte no leste e litoral da Bahia. Chuva moderada desde Aracaju a Natal. Risco alto para pancadas fortes entre Maranhão, Piauí e o litoral do Ceará. Norte O risco de temporal continua elevado em grande parte da região. Dia instável com muita nebulosidade e pancadas fortes no Amazonas, Pará, Tocantins, Acre, Amapá e em Rondônia. Em Roraima, o sol tende a aparecer mais e as pancadas se concentram entre tarde e noite. [ad_2] Source link

Capacitação fortalece cacauicultura no Xingu e impulsiona bioeconomia

[ad_1] Cacauicultores da região do Xingu participaram de um treinamento focado em bioeconomia e biossegurança, promovido pelo Projeto Sustenta e Inova, fruto da parceria entre o Sebrae Pará e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM). A capacitação reforçou a importância da prevenção contra pragas, como a monilíase – doença que afeta o cacau e pode comprometer safras inteiras -, e também apresentou novas possibilidades de transformar o cacau em produtos mais competitivos no mercado. Além disso, a qualificação estimulou a diversificação da produção, incentivando a criação de produtos inovadores e sustentáveis. Ministrado por especialistas da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), o curso que aconteceu em Altamira, no sudoeste do Pará mostrou algumas soluções inovadoras e informações estratégicas aos produtores. A programação incluiu palestras sobre a legalização de fábricas de chocolate, além de aulas sobre o aproveitamento do cacau em diferentes produtos. Com o Pará, sendo o segundo maior produtor de cacau do Brasil, o conhecimento técnico adquirido nesse treinamento pode fortalecer a cadeia produtiva e impulsionar a sustentabilidade do setor e, claro, incentivar o empreendedorismo. Márcia Carneiro, analista do Sebrae no Pará e gestora do Projeto Sustenta e Inova, destacou a importância da capacitação para os empreendedores rurais. “O curso de bioeconomia é uma ação para agregar valor aos produtos, a biossegurança é um alerta aos produtores rurais e uma prevenção para receber turistas sem causar danos às propriedades. Esperamos que os empreendimentos acompanhados pelo Projeto possam inovar em seus produtos, gerando sustentabilidade, ambiental , social e financeira”, afirmou Carneiro. Valdete Prado, produtora do município de Senador José Porfírio, participou dos três dias de capacitação e ressaltou a relevância de diversificar os produtos do cacau.  “O que mais gostei foi de saber que podemos diversificar os produtos que temos na roça, isso é um avanço para quem mexe com o cacau. Também aprendi sobre a doença da Monílise”, disse Prado. As ações de aprendizado podem ajudar inclusive a promover uma verdadeira revolução verde, garantindo que a transição ambiental também seja econômica e socialmente inclusiva, foco da COP 30 que vai acontecer em novembro, em Belém. Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo Se você é micro ou pequeno produtor rural e deseja abrir as portas do seu negócio de forma sustentável, assista e participe do programa Porteira Aberta Empreender. O programa é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você, micro e pequeno produtor rural, descobrir soluções, produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo. Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp. Confira onde assistir ao programa No dia 27 de fevereiro, assista ao Porteira Aberta Empreender em um destes canais: Canais disponíveis para assistir ao programa Porteira Aberta Empreender, às quintas-feiras, às 17h45, e aos domingos, às 7h30. Acesse aqui e confira temas abordados como Exportação para Pequenos Produtores, Acesso ao Crédito, Indicação Geográfica, entre outros. Acesse e participe pelo WhatsApp! [ad_2] Source link

Você viu? Distribuidoras querem dispensa do mandato de mistura do biodiesel ao diesel

[ad_1] As grandes distribuidoras de combustíveis do país consideram pedir à Agência Nacional do Petróleo (ANP), um “waiver”, espécie de dispensa temporária, do cumprimento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel B vendido a varejistas. Esta foi uma das reportagens mais lidas do site do Canal Rural na semana. Saiba todos os detalhes: Segundo fontes do setor, a petição administrativa à ANP seria feita pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom). A informação foi confirmada pelo diretor-executivo do Sindicom, Mozart Rodrigues. O documento está pronto e aguarda aprovação final das presidências das empresas associadas. Contudo, não há reunião agendada para tratar do tema nesta segunda-feira (10). O Sindicom reúne hoje Vibra, Raízen e Ipiranga, além de Shell, TotalEnergies, YPF, Castrol, Iconic, Moove e Petronas Lubrificantes. Qual a razão do pedido? O pedido de “waiver” por parte das grandes empresas do setor vem em resposta a uma suposta escalada das fraudes ligadas ao alto preço do biodiesel que, em dezembro, superou o do combustível fóssil em R$ 2,70 por litro, diferença que ficou comumente acima dos R$ 2,30 ao longo do ano. Ao não realizar a mistura, empresas regionais obtêm vantagem de até R$ 0,37 por litro em cima de empresas que observam a regra, calcula o Instituto Combustível Legal (ICL), um think tank setorial financiado por algumas das empresas reclamantes. Hoje o mandato do biodiesel está em 14% da mistura do diesel, o que deve passar a 15% a partir de março e aumentar em 1 ponto porcentual por ano até 2030, conforme previsão em lei. A movimentação feita agora, portanto, também se antecipa ao aumento previsto em 1º de março, cujo efeito prático é tornar o descumprimento do mandato ainda mais vantajoso financeiramente. Movimento de pressão Executivos do setor enxergam o pedido mais como um “movimento de pressão” por maior fiscalização, visto que, dificilmente, a ANP concordaria em suspender o mandato do biodiesel. Formalmente, a ideia é que o pedido de interrupção do cumprimento da mistura valha até que a agência demonstre capacidade de fiscalizar o setor. Eles ressaltam que, nos últimos meses de 2024, o trabalho de fiscalização da qualidade dos combustíveis feito pela ANP chegou a ser interrompido por falta de verba. “Chegamos a uma situação limite. Se há número tão grande de ‘players’ atuando de forma irregular, é preciso rever essa fiscalização. E até lá, que se suspenda a exigência. Pelo menos até que o xerife (ANP) tenha condições de fiscalizar”, diz uma fonte. [ad_2] Source link