Avanço na colheita de soja; saiba como foi a semana do grão

[ad_1] O mercado brasileiro da soja teve em fevereiro muitas dificuldades para definir um direcionamento para os preços. Em decorrência deste quadro, a comercialização teve ritmo lento. Os agentes aproveitaram os momentos de pico para negociar um pouco mais, mas, no balanço, a negociação seguiu limitada. Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱 Os produtores, diante deste cenário, focaram nos trabalhos de campo. Após um período de condições climáticas preocupantes, a situação se normalizou na segunda quinzena. No Centro-Oeste, as chuvas deram espaço para períodos secos e a colheita avançou, atingindo patamares próximos da média, após um início de lentidão. Já no sul, as chuvas retornaram e ajudaram a limitar os efeitos das fortes temperaturas sobre o rendimento. Mas perdas no potencial produtivo no Rio Grande do Sul já não podem mais ser revertidas. A situação foi semelhante na Argentina, devido ao clima irregular. No balanço, no entanto, a expectativa é de uma ampla oferta de soja sul-americana entrando no mercado, o que ajudou a pressionar as cotações no mercado futuro de Chicago. Como ficaram os preços da soja? Passo Fundo (RS): O preço caiu de R$ 133,00 para R$ 131,00 Cascavel (PR): O preço subiu de R$ 122,00 para R$ 129,00 Rondonópolis (MT): O preço caiu de R$ 133,00 para R$ 117,00 Porto de Paranaguá: O preço subiu de R$ 131,00 para R$ 134,00 Chicago Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio tiveram desvalorização de 1,58% no período, sendo cotados na manhã do dia 28 a US$ 10,40 3/4 por bushel. Além do avanço da colheita no Brasil, o mercado foi impactado negativamente pelas preocupações com a política tarifária do novo governo americano. O dólar comercial abriu o mês na casa de R$ 5,84 e vai fechando a R$ 5,83. Mas durante o mês chegou a recuar para níveis de R$ 5,70. O cenário externo, as preocupações inflacionárias no Brasil e ruídos políticos trouxeram de novo a moeda para patamares acima de R$ 5,80. EUA A área a ser plantada com soja nos Estados Unidos em 2025 deverá ocupar 84 milhões de acres. A previsão foi feita durante o Fórum Anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam 84,4 milhões de acres. No ano passado, a área totalizou 87,1 milhões de acres. Essa foi a primeira sinalização para a semeadura americana em 2025. Com preços mais competitivos, o milho deve ganhar área da soja na atual temporada. No dia 31 de março, o USDA vai divulgar o seu relatório de intenção de plantio. Argentina As lavouras de soja da Argentina receberam chuvas nos últimos dias, especialmente na região central, o que favoreceu a melhoria da condição hídrica. Em contraste, no norte da região agrícola não recebeu precipitações e teve temperaturas elevadas. No geral, as condições de cultivo também tiveram um incremento. A soja de primeira tem mais de 40% da área entrando em enchimento de grãos sob umidade ideal. Nas regiões NEA e Norte de Santa Fé, mais de 30% entram nesse período crítico sob déficit hídrico. Na soja de plantio tardio, ainda que algumas lavouras tenham baixa densidade pela escassez de chuvas, a volta recente das precipitações beneficiou a cultura. Diante desse cenário, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires mantém sua projeção de produção em 49,6 milhões de toneladas. Tarifas O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (27) que as tarifas de 25% sobre importações do México e do Canadá entrarão em vigor em 4 de março, conforme planejado. Além disso, a China enfrentará uma tarifa adicional de 10% sobre seus produtos a partir da mesma data. As tarifas sobre México e Canadá haviam sido suspensas em 3 de fevereiro por um mês, mas a administração Trump gerou dúvidas recentes sobre sua reimplementação. Trump também destacou que a data de 2 de abril para a implementação de tarifas recíprocas permanece em vigor. A decisão reflete a postura dura do governo em relação a questões comerciais e de segurança, mesmo diante de críticas e preocupações sobre os impactos econômicos das tarifas. A medida pode intensificar as tensões comerciais entre os países, especialmente com a China, que já enfrenta tarifas de 10% sobre seus produtos exportados para os EUA. [ad_2] Source link

Alckmin afasta aumento ou criação de impostos para conter preço dos alimentos

[ad_1] O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta sexta-feira (28) que nenhuma medida heterodoxa será tomada para conter o preço dos alimentos, rejeitando aumento de imposto ou a criação de tributo de exportação. Ele respondeu ainda que não há nenhuma decisão tomada sobre um eventual corte de imposto de importação sobre óleos vegetais. “Não tem nenhuma decisão a esse respeito, essa é uma questão que está sendo discutida por vários ministérios. O que não terá é heterodoxia, aumento de imposto, criação de imposto de exportação”, disse Alckmin a jornalistas. Ele ainda classificou o clima previsto para 2025 como uma “boa notícia” que ajudará na safra agrícola e, portanto, no preço dos alimentos. Além disso, citou a expectativa de uma cotação mais baixa do dólar em relação ao patamar fechado em 2024. “O que aconteceu em 2024? Nós tivemos dois problemas, um foi a seca. Você pegar o café, por exemplo, seca e calor, não tem nada pior. Então, a expectativa do clima para esse ano é boa”, disse. O governo avalia zerar temporariamente o imposto de importação de todos óleos vegetais, de acordo com fontes. A proposta está em análise no âmbito do grupo interministerial que discute medidas para redução dos preços dos alimentos. [ad_2] Source link

Abelhas influenciam produtividade e peso do arroz, aponta pesquisa da Embrapa

[ad_1] A presença de abelhas no cultivo de uma variedade de arroz produzida no centro-norte do Rio de Janeiro, chamada anã, pode ser decisiva para aumentar a produtividade. Pesquisadores da Embrapa constataram que esses insetos são responsáveis por 50% da quantidade de grãos e 56% do peso da produção, resultado que desafia a ideia de que o arroz depende apenas do vento ou da autopolinização. A pesquisa pode ainda ajudar a variedade a conquistar uma indicação geográfica. O estudo foi realizado em sete propriedades agrícolas da região, representando quase um terço dos produtores de arroz anã. Para testar a influência das abelhas, os cientistas utilizaram dois tipos de barreiras físicas: sacos de organza, que impediram qualquer tipo de polinização externa; e sacos de filó, que permitiram apenas a polinização pelo vento. Os resultados revelaram que as plantas expostas às abelhas apresentaram um peso médio de 3,9 gramas por panícula, enquanto aquelas isoladas atingiram apenas 2,5 gramas. De acordo com a pesquisadora Mariella Uzêda, da Embrapa Agrobiologia, a baixa incidência de ventos na região pode explicar a importância das abelhas no processo. Ela destaca que o estudo confirma que a polinização por abelhas desempenha um papel fundamental na produtividade do arroz anã. Sem elas, a produção seria reduzida em mais da metade. Impacto na qualidade e na sustentabilidade Os pesquisadores também pretendem investigar se a polinização influencia características físicas e químicas dos grãos, como aroma e sabor. A Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ), em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição da Unirio, analisará panículas isoladas e não isoladas para verificar se a polinização afeta a identidade sensorial do arroz anã. Outro ponto de interesse da pesquisa é a identificação das espécies de abelhas envolvidas no processo. Até o momento, apenas a Apis mellifera (abelha-europeia) foi observada, mas novas metodologias de coleta serão aplicadas para mapear eventuais outras espécies. Se a presença dessas abelhas estiver relacionada à vegetação diversificada do vale e à ausência de defensivos, isso pode fortalecer a relação entre produção agroecológica e sustentabilidade ambiental. Indicação geográfica e novas possibilidades Os resultados do estudo também podem subsidiar o reconhecimento da indicação geográfica (IG) do arroz anã, uma certificação que valoriza produtos com características únicas ligadas ao seu local de origem. Segundo Mariella Uzêda, já há um vínculo forte entre a produção e a geografia da região, devido à baixa incidência de vento. “Agora, queremos entender melhor a interação entre as abelhas e as propriedades do grão”, afirma. A pesquisa segue em novas fases para aprofundar o conhecimento sobre o papel das abelhas na produção de arroz e suas possíveis implicações para a agricultura sustentável. Com a comprovação da influência desses polinizadores na produtividade e na qualidade dos grãos, o estudo pode abrir caminho para estratégias de manejo que favoreçam a presença desses insetos e reforcem a competitividade do arroz anã no mercado. [ad_2] Source link

Agropecuária abriu 35,7 mil empregos formais em janeiro, diz CNA

[ad_1] A agropecuária brasileira gerou 35.754 novos postos de trabalho formais no primeiro mês do ano, acima das 14.608 vagas da média histórica dos últimos 20 anos, segundo destacou nesta sexta-feira (28) a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a partir dos resultados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), de janeiro. “As atividades que mais contribuíram para a criação de vagas de trabalho em janeiro foram cultivo de soja (11.746), maçã (9.918), serviço de preparação de terreno, cultivo e colheita (3.299), uva (3.067) e produção de sementes certificadas, exceto de forrageiras para pasto (1.107)”, informou a CNA. Ainda conforme a CNA, na agropecuária, os maiores saldos foram registrados nas regiões Sul (17.496) e Centro-Oeste (16.920). Sudeste e Norte criaram 3.191 e 322 empregos, respectivamente. “Apenas na região Nordeste houve perda líquida de empregos no setor”, informou. [ad_2] Source link

Março terá calor e volta das chuvas; confira a previsão do tempo

[ad_1] O mês de março começa com temperaturas elevadas em grande parte do Brasil, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Segundo o meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, a tendência é que o calor intenso predomine nas duas primeiras semanas do mês. A partir da segunda quinzena, espera-se o retorno de chuvas mais significativas, principalmente no Sul e no Norte. Confira os destaques de março em cada região do país. Sul: chuvas voltam, mas calor ainda persiste No Sul, o retorno das chuvas será gradual, beneficiando estados que enfrentaram períodos de estiagem, como o Rio Grande do Sul. No entanto, a precipitação ficará abaixo da média no extremo sul gaúcho, incluindo Dom Pedrito, onde os volumes não devem ultrapassar os 70 mm até o dia 10 de março. Já a partir do dia 7, a chegada de massas de ar frio pode derrubar as temperaturas para 12 °C, amenizando o calor que, até o dia 5, ainda poderá atingir 35 °C. Sudeste: calor intenso e chuvas irregulares No Sudeste, as chuvas continuam abaixo da média, especialmente no interior de São Paulo, centro-norte de Minas Gerais e Espírito Santo. Em cidades como Lins (SP), as precipitações devem se intensificar a partir do dia 10, acumulando cerca de 70 mm no período. Até lá, as máximas podem chegar a 37 °C, com expectativa de leve queda apenas no fim do mês, quando as temperaturas devem se estabilizar na casa de 30 °C. Centro-Oeste: chuvas favorecem a safra, mas calor persiste A umidade estará bem distribuída no Centro-Oeste, beneficiando o milho segunda safra, recentemente semeado. No oeste de Mato Grosso, a cidade de Pontes e Lacerda ainda enfrentará altos volumes de chuva nos próximos dias, podendo chegar a 150 mm. No acumulado do mês, áreas do estado devem registrar 300 mm de precipitação. A colheita da soja segue atrasada, com 30% das lavouras ainda no campo, e metade da área de milho segunda safra precisando ser plantada. Com a diminuição das chuvas no fim do mês, a temperatura voltará a subir, alcançando os 32 °C. Nordeste: seca persiste, mas chuvas começam a retornar O interior da Bahia e de Pernambuco continuará enfrentando um cenário crítico de estiagem. No entanto, a partir do dia 10 de março, chuvas de 50 a 90 mm devem aliviar o quadro em algumas áreas produtoras. Mesmo assim, até lá, as temperaturas seguirão elevadas, dificultando as condições para as lavouras. Norte: chuva não dá trégua e impacta produção A região continuará registrando altos volumes de chuva, com destaque para São Félix do Xingu (PA), onde o acumulado pode ultrapassar 400 mm nos próximos 30 dias. O solo já saturado dificultará os trabalhos no campo, apesar de as temperaturas permanecerem dentro da média para a época. [ad_2] Source link

Doença que faz gado perder até 15% de peso tem se espalhado pelo país

[ad_1] A infestação por bernes é uma doença que costuma tirar o sono do pecuarista brasileiro, trazendo impactos no desempenho do rebanho e na saúde financeira da propriedade. O médico-veterinário Thales Vechiato afirma que é importante diferenciar os nódulos que aparecem na tábua do pescoço, originados por erros de aplicação de vacinas e vermífugos, dos bernes, que geralmente ficam espalhados por todo o corpo do animal com espessuras de até 10 cm, a depender da quantidade. “Como a pupa se desenvolve dentro do animal, ela precisa de um orifício para respirar. Então quando o pecuarista nota uma abertura na pele do animal vazando líquido, é sinal de que a cabeça do berne está apontando, ou seja, é uma doença que se nota quando ela já está instalada. Não tem como olhar para um animal com o couro limpo e dizer que ele tem berne.” Áreas de maior incidência da doença Vechiato conta que a mosca que ocasiona o berne no rebanho é mais comum em áreas de matas fechadas. Assim, fazendas próximas a esses locais, a grutas e florestas, possuem maior predisposição ao contágio com o parasita. O especialista destaca que na Região Sudeste a incidência é alta, mas, hoje em dia, como as altas temperaturas estão presentes em todo o país, está mais espalhada. “Começamos a ver bernes em lugares e regiões onde, antigamente, não se tinham relatos, como no Rio Grande do Sul e até na fronteira.” Segundo ele, o inseto que origina o contágio tem uma vida muito curta, então ele captura outros tipos de mosca, seja a doméstica ou até a dos estábulos, e deposita as suas larvas neles. “Quando essa segunda mosca pousa no gado para picar, acaba depositando as larvas que estão em sua barriga ou debaixo de suas asas diretamente no couro do animal, o que causa o contágio”, detalha. Prejuízos e prevenção O médico-veterinário afirma que estudos apontam que a existência de 10 a 20 nódulos no gado cause perdas de peso do animal entre 8% e 15%. “Então, se o pecuarista identificou a primeira presença de um nódulo, já é recomendado que se faça o tratamento, que é muito simples.” O especialista diz que o tratamento é feito por meio de um ectoparasiticida pour on, cuja função é de repelência das moscas que depositam as bernes. “Após isso, quando a doença está instalada, o uso de produtos à base de avermectinas, seja da classe da ivermectina, doramectina ou moxidectina injetável, trarão uma solução completa a esse animal”, afirma. [ad_2] Source link

Tilápia impulsiona exportações e Brasil dobra vendas de peixes de cultivo

[ad_1] As exportações brasileiras de peixes de cultivo cresceram 102% em volume em 2024, totalizando 13.792 toneladas, e 138% em receita, atingindo US$ 59 milhões. A tilápia foi a principal responsável por esse avanço, representando 94% das vendas externas do setor. Os dados foram consolidados por pesquisadores da Embrapa Pesca e Aquicultura e divulgados pela Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR). O crescimento expressivo foi impulsionado pela maior demanda dos Estados Unidos, especialmente por filés frescos e peixes inteiros congelados. Apenas os filés frescos renderam US$ 36,6 milhões, enquanto os peixes inteiros congelados somaram US$ 17,5 milhões. Juntas, essas duas categorias representaram 91,7% do valor total exportado. De acordo com os especialistas, a redução de 19% nos preços da tilápia no Brasil entre o quarto trimestre de 2023 e o mesmo período de 2024 foi um dos principais fatores para o aumento das exportações. Em contrapartida, o preço do filé fresco no mercado externo subiu 12,75%, alcançando US$ 7,69/kg, favorecendo os produtores que exportam para os EUA. Cultivo de tilápia em Rifaina (SP). Foto: PeixeBR EUA lideram compras de tilápia do Brasil Os Estados Unidos foram o principal destino das exportações brasileiras de peixes de cultivo em 2024, comprando US$ 52,2 milhões em produtos – 89% do total. Em seguida, aparecem Peru, China, Canadá e Japão. Desde 2020, o Brasil subiu quatro posições no ranking de fornecedores de tilápia para os EUA, ocupando agora o quarto lugar. Nesse período, as vendas para o mercado americano cresceram 718%. No segmento específico de filés frescos, o Brasil já é o segundo maior exportador, atrás apenas da Colômbia. Segundo a PeixeBR, a tendência é que o país continue ganhando espaço, especialmente após a revogação da obrigatoriedade do Certificado Sanitário Internacional, que simplificará as exportações a partir de 2025. Essa mudança pode tornar o Brasil o maior fornecedor de filé fresco de tilápia para os EUA. O Paraná, maior produtor de tilápia do país, também foi o estado que mais exportou em 2024, respondendo por 64% do total (US$ 35,7 milhões). Em seguida, aparecem São Paulo (12%) e Mato Grosso do Sul (3%). Importações Apesar do crescimento nas exportações, o Brasil ainda mantém um déficit comercial significativo no setor. Em 2024, o saldo negativo foi de US$ 992 milhões, um aumento de 8,5% em relação ao ano anterior. Isso se deve principalmente às importações de peixes como o salmão, que lidera as compras externas com US$ 909 milhões, seguido pelo pangasius (US$ 137 milhões) e a truta (US$ 195 milhões). [ad_2] Source link

FPA apresenta propostas ao governo para conter alta

[ad_1] A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) entregou ao governo federal nesta sexta-feira (28) um documento contendo 20 propostas para ajudar a combater a inflação de alimentos no Brasil. O ofício encaminhado aos ministros da Casa Civil, Rui Costa, e da Fazenda, Fernando Haddad, elenca 9 sugestões para aplicação em curto prazo e 11 itens para médio e longo prazos, elaboradas pelo Instituto Pensar Agropecuária (IPA). O documento credita o impulso da inflação ao aumento dos gastos públicos e à desvalorização cambial. E teme pela aplicação de “medidas heterodoxas” por parte do governo que possam vir a prejudicar o setor produtivo, propondo medidas de fortalecimento da produção interna, como a diminuição de impostos. Propostas de curto prazo para conter a alta dos alimentos Revisão da tributação sobre fertilizantes e defensivos agrícolas, garantindo a renovação do Convênio ICMS 100/97 até a transição da reforma tributária; Redução temporária de PIS/Cofins sobre insumos essenciais, como trigo e óleo vegetal, para aliviar os custos de produtos básicos como massas e pães; Revisão do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), reduzindo custos no transporte de insumos agropecuários; Redução dos requisitos de garantia real para operações de crédito: o governo federal pode solicitar aos bancos públicos que reduzam o percentual de garantia real exigido. E permitir que produtores utilizem créditos de ICMS para a compra de máquinas e insumos agrícolas, aumentando o capital de giro do produtor, uma vez que este não forma preço; Reavaliação dos impostos sobre embalagens essenciais, reduzindo o impacto no preço final dos alimentos processados; Desburocratização alfandegária, integrando processos alfandegários e sanitários para agilizar a liberação de mercadorias; Ampliação do uso do Portal Único de Comércio Exterior (Siscomex) para integração entre processos alfandegários e sanitários e padronizar os procedimentos entre Ministério da Agricultura e Receita Federal, reduzindo tempos de liberação de mercadorias; Combate a restrições artificiais à oferta agrícola, eliminando barreiras regulatórias desnecessárias que dificultam a comercialização de produtos agropecuários; Inclusão do óleo de soja na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec): atualmente, o óleo de soja importado de países do Mercosul é internalizado sem imposto de importação. Para aqueles advindos de fora do bloco, incide tarifa de 9% sobre o óleo de soja bruto e de 10% sobre o óleo de soja refinado envasado. A sugestão é zerar temporariamente a TEC para todas as origens. O documento aponta ainda a necessidade de “medidas estruturantes”, que dariam previsibilidade e competitividade ao setor no longo prazo. “Enquanto as intervenções imediatas podem trazer efeitos rápidos na redução de custos e estabilização do mercado, somente investimentos estratégicos em infraestrutura, política fiscal equilibrada e estímulo à produção nacional de insumos poderão garantir uma redução dos preços dos alimentos ao longo do tempo”, informa o texto. Propostas de médio e longo prazo para conter inflação de alimentos Adoção de políticas para reduzir o desperdício de alimentos, reavaliando normas de validade e incentivando programas de aproveitamento de alimentos próprios para consumo; Plano Safra sem contingenciamentos, garantindo previsibilidade orçamentária e condições de financiamento mais acessíveis para os produtores; Extinção de barreiras regulatórias no acesso ao crédito rural, adequando normas ambientais e simplificando exigências de garantias; Ampliação da subvenção ao seguro rural e ao Proagro, garantindo maiorproteção financeira aos produtores em caso de perdas climáticas; Financiamento de longo prazo para investimento na “cadeia de frio”: a infraestrutura de armazenamento refrigerado evita desperdícios e aumenta a oferta de alimentos perecíveis, reduzindo oscilações de preços; Expansão da malha ferroviária e hidroviária, reduzindo a dependência do modal rodoviário e barateando os custos logísticos; Incentivo à produção nacional de fertilizantes e bioinsumos, reduzindo a dependência de insumos importados e aumentando a competitividade do setor. Recuperação de rodovias estratégicas e estradas vicinais, facilitando o escoamento da produção e reduzindo perdas logísticas; Expansão da capacidade de armazenagem, evitando oscilações de preços e reduzindo a vulnerabilidade dos produtores a períodos de colheita; Aplicação de medidas antidumping apenas em casos comprovados de concorrência desleal, evitando impactos negativos na oferta e no preço dos alimentos; e Aumentar a disponibilidade de farelo de milho e soja para baratear a ração animal e reduzir o custo da produção de proteína, por meio do aumento da mistura de biodiesel e etanol à combustíveis fósseis. [ad_2] Source link

Aprosoja Maranhão obtém liminar contra taxa de exportação de grãos criada no estado

[ad_1] A Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado do Maranhão (Aprosoja-MA) obteve na Justiça uma decisão liminar que suspende uma cobrança do governo estadual sobre as exportações de soja, milho, milheto e sorgo. O juiz Osmar Gomes dos Santos, da 2ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, concedeu uma tutela de urgência de forma inaudita altera parte (ou seja, sem a manifestação prévia da parte contrária). Isso impede o estado de aplicar a Contribuição Especial de Grãos (CEG), uma taxa de 1,8% sobre os grãos que passam pelo Maranhão. A taxação entrou em vigor no último domingo (23). Se a CEG for cobrada dos associados da Aprosoja-MA, haverá multa diária de R$ 100 mil. Na decisão preliminar, o juiz determinou a intimação do estado do Maranhão para apresentar manifestação no prazo de 15 dias. Maranhão criou taxa para ampliar receitas A Contribuição Especial de Grãos foi instituída com o objetivo de obter receitas para o estado, mas gerou reações contrárias do setor agropecuário. Para os produtores, a medida representa um impacto financeiro significativo, podendo comprometer a competitividade da produção de grãos não apenas no Maranhão, mas também em outros estados. De acordo com nota emitida pela Aprosoja Brasil, estimativas baseadas na movimentação do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram) em 2024 indicam que a arrecadação potencial da CEG pode superar R$ 600 milhões anuais, dos quais R$ 550 milhões seriam provenientes apenas da soja. A entidade afirma que cerca de 70% desse montante viria de outros estados: Tocantins (R$ 137 milhões), Piauí (R$ 109 milhões), Mato Grosso (R$ 98 milhões), Bahia (R$ 80 milhões) e Goiás (R$ 1,5 milhão). [ad_2] Source link

recuperação de áreas desmatadas pode gerar R$ 781 bi em receitas

[ad_1] O bioma Cerrado tem 6 milhões de hectares desmatados que necessitam de recuperação, o que corresponde à metade da meta assumida pelo Brasil no Acordo de Paris, em 2015, de plantar 12 milhões de hectares de florestas até 2030. Com a restauração da vegetação nativa em Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal, a receita líquidaserá de R$ 781,3 bilhões. Os dados são apresentados no estudo Quanto o Brasil precisa investir para restaurar o Cerrado?, divulgado nesta terça-feira (25) pelo Instituto Escolhas. Considerado o celeiro do mundo e a caixa d’água do país, a recuperação do Cerrado pode ajudar o Brasil a atingir a meta climática produzindo alimento, gerando emprego e renda e recuperando as nascentes fundamentais para garantir água para a agricultura e as hidrelétricas. Projeções e resultados para o Cerrado A recomposição de Reserva Legal por meio de sistemas de produção madeireira pode resultar na produção de 942 mil metros cúbicos de madeira, enquanto restaurar APPs por sistemas agroflorestais pode produzir 26,6 milhões de toneladas de alimentos, o que demandará a produção de 3,7 bilhões de mudas. Com um investimento projetado de R$ 132 bilhões, a restauração do Cerrado vai gerar renda com a criação de 1,8 milhão de empregos. A remoção de gases de efeito estufa da atmosfera pela recuperação da vegetação do Cerrado também foi calculada na pesquisa e atinge 2,38 bilhões de toneladas de CO2, o que equivale a todas as emissões do Brasil no ano de 2023. Os dados inéditos do Cerrado são um recorte atualizado do estudo ‘Os bons frutos da recuperação de florestas: do investimento aos benefícios’. Importância do Cerrado “O país tem a meta de recuperar 12 milhões de hectares de vegetação nativa e metade disso, seis milhões, está no Cerrado, que é o berço das águas do Brasil e o celeiro do mundo. Precisamos de uma estratégia de restauração produtiva que potencialize as vocações do bioma, recuperando nascentes, produzindo alimento e gerando emprego e renda. Nossos números mostram que isso é possível”, afirma Rafael Giovanelli, gerente de pesquisas do Instituto Escolhas. “Apesar da meta ter sido assumida em 2015, dez anos depois, o país pouco avançou e vai chegar na COP30, em Belém, sem ter o que mostrar”, complementa. [ad_2] Source link