Estudo resgata lembranças do sertão por quem viveu seca e fartura

[ad_1] Uma pesquisa realizada pelo antropólogo Renan Martins Pereira revela uma perspectiva pouco explorada sobre o sertão de Pernambuco. Com base em entrevistas com antigos vaqueiros e ex-moradores da zona rural de Floresta, o estudo resgata memórias de um passado de fartura, um tempo em que, segundo os relatos, “havia mais peixes nos rios, mais árvores na caatinga e mais alimento na mesa”. A pesquisa busca ressignificar as secas e a abundância não como opostos, mas como categorias que coexistiam no passado. Segundo o pesquisador, a fartura evocada pelos mais velhos não é uma romantização do passado, mas uma crítica ecológica ao presente. “Quando eles dizem que antes havia mais fartura, estão, na verdade, apontando para o que se perdeu”, afirma o pesquisador. Vegetação nativa preservada O artigo mostra como esses moradores mais velhos articulam recordações de escassez e fartura. Nessa memória multifacetada, houve secas, sim; mas também houve abundância – basicamente relacionada à biodiversidade, no caso tratado no artigo. “Os sertanejos falam de uma vegetação nativa mais preservada, de rebanhos numerosos e de maior oferta de alimentos. Essa memória da fartura não exclui a lembrança das grandes secas, mas sugere que houve uma transformação profunda na relação dos habitantes com o meio ambiente”, afirma o pesquisador. Os relatos de antigos vaqueiros e ex-moradores do campo, como Zé Ferraz, Cirilo Diniz e Antônio José do Nascimento, retratam um sertão em que o gado era robusto, a pesca era abundante e o solo produzia com maior regularidade. “Essa memória não tem um caráter apenas nostálgico, mas serve como um alerta sobre a mudança no uso da terra, a degradação ambiental e o impacto das mudanças climáticas. Os mais velhos não falam apenas de saudade, falam de perda real”, argumenta Pereira. Tradições desaparecendo As mudanças no uso da terra, a expansão da fronteira agrícola e a urbanização alteraram radicalmente o modo de vida no sertão. “O êxodo rural reduziu a interação humana com a Caatinga e as práticas tradicionais de manejo estão desaparecendo. Muitos dizem que antes havia mais organização na vida do campo, que as festas comunitárias eram frequentes, que existia um sentimento de coletividade que hoje se perdeu”, conta o pesquisador. Ao mesmo tempo, as secas atuais são percebidas como mais severas e prolongadas. Ele acrescenta que o conceito de “memória ecológica”, fundamental para o argumento do seu artigo, ajuda a compreender como os sertanejos interpretam essas transformações, não só com base em dados objetivos, mas também por meio de experiências vividas e narradas. Memória viva do sertão Em sua análise, o pesquisador recorre ao conceito de “duração” do filósofo francês Henri Bergson (1859-1941). “A memória não é um arquivo estático do passado, mas algo vivo, que transforma a percepção do presente e projeta futuros possíveis”, diz. Essa abordagem permite enxergar as recordações das secas e da abundância como formas de resistência cultural e ecológica. “A fartura, tal como é recordada, configura um conceito amplo. Ela diz respeito não apenas à quantidade de comida na mesa, mas também à relação das pessoas com a terra, ao respeito pelos ciclos da natureza, à segurança que vinha de um ambiente previsível. Hoje, muitos dos meus interlocutores dizem que essa fartura acabou.”, afirma. A pesquisa de Renan Martins Pereira reconfigura o entendimento do sertão. “Mais do que um espaço de sofrimento, o semiárido é também um lugar de vida, de saberes ancestrais e de histórias que desafiam a noção de um passado perdido”, conclui o pesquisador. Em um mundo em crise ambiental, as memórias do sertão podem oferecer lições valiosas sobre a relação entre a humanidade e a natureza. [ad_2] Source link

Governo lança Programa Solo Vivo para restaurar solos e apoiar agricultura familiar

[ad_1] O governo federal lançou neste sábado (24), em Campo Verde (MT), o Programa Solo Vivo. A iniciativa busca recuperar áreas de solo degradado, aumentar a produtividade e reduzir desigualdades na produção rural, com foco na agricultura familiar. A cerimônia aconteceu no assentamento Santo Antônio da Fartura, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em seu discurso, ele destacou a importância de garantir acesso igualitário a insumos e tecnologia para pequenos produtores. O presidente também defendeu a valorização da produção voltada para o consumo familiar como forma de garantir segurança alimentar e justiça social no campo. Na primeira etapa, o Solo Vivo contará com um investimento de R\$ 42,8 milhões, beneficiando entre 800 e 1.000 famílias de dez assentamentos em diferentes regiões do estado. Os agricultores receberão suporte técnico para restaurar a fertilidade do solo, aumentar a produção, gerar renda e manter-se de forma sustentável no campo. O evento também marcou a entrega de máquinas agrícolas pelo Programa Estratégico de Fortalecimento Estrutural de Assentamentos Rurais, uma parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A ação contempla 38 municípios mato-grossenses. Além disso, 78 títulos de domínio foram entregues a famílias dos assentamentos Santo Antônio da Fartura, em Campo Verde, e Salete Strozac, em Guiratinga. As propriedades tituladas totalizam 1.764,86 hectares, com investimento superior a R\$ 397 mil. A titulação garante segurança jurídica e representa um passo importante para o desenvolvimento rural no estado. Durante o evento, o ministro Carlos Fávaro destacou o avanço na abertura de mercados internacionais para produtos do agronegócio brasileiro. Segundo ele, o Brasil já alcança mais de 1,1 bilhão de toneladas produzidas nesta safra, com 374 novos mercados abertos para exportação. As ações do Programa Solo Vivo são realizadas em parceria com a Federação dos Trabalhadores da Agricultura de Mato Grosso (Fetagri-MT) e o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). [ad_2] Source link

Coreia do Sul vai regionalizar restrição a frango brasileiro

[ad_1] O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, informou que a Coreia do Sul flexibilizou as suspensões sobre a importação de frango brasileiro, proibindo, a partir de agora, apenas a importação de carne de aves e derivados provenientes do Rio Grande do Sul. “Alguns países já estão revendo o seu protocolo. Por exemplo, a Rússia regionalizou (ao Rio Grande do Sul) e, agora, a Coreia do Sul acabou de nos avisar que também está regionalizando”, disse Fávaro a jornalistas após participar de encontro do presidente Lula e do presidente da Angola, João Lourenço, com representantes de produtores rurais. O embargo ocorre em virtude da confirmação de um caso de gripe aviária em plantel comercial em Montenegro (RS), há uma semana. O protocolo acordado entre Brasil e Coreia do Sul no certificado sanitário internacional previa a suspensão das compras de frango brasileiro de todo o território nacional em caso de gripe aviária, mas as autoridades sul-coreanas optaram pela redução das restrições após as medidas de contenção da doença adotadas pelo Brasil. O ministro afirmou que o Brasil vai “gradativamente” reconquistar o espaço no mercado. “Respeitando o tempo de cada país e observando todas as informações que eles buscarem. Estamos avançando rapidamente em relação à segurança necessária para que essa regionalização aconteça, mas não queremos forçá-la, pois temos compromissos técnicos”, acrescentou o ministro sobre as negociações em andamento com os países importadores do frango brasileiro. O governo sul-coreano informou ao governo brasileiro que na próxima segunda-feira (26) enviará documentos para prosseguir com a regionalização, permitindo a entrada no país de frango brasileiro de áreas livres de gripe aviária. Com a flexibilização da Coreia do Sul, as exportações de carne de frango de todo o território brasileiro estão suspensas para 22 destinos. Estão pausados temporariamente os embarques de produtos avícolas brasileiros para China, União Europeia, México, Iraque, Chile, Filipinas, África do Sul, Jordânia, Peru, Albânia, Canadá, República Dominicana, Uruguai, Malásia, Argentina, Timor-Leste, Marrocos, Bolívia, Namíbia, Índia, Sri Lanka e Paquistão, conforme o levantamento da pasta. A lista inclui as nações que suspenderam as importações de produtos avícolas do Brasil e para os quais o Brasil interrompeu a certificação das exportações conforme prevê o acordo sanitário estabelecido com cada país. Há ainda mercados para os quais estão impedidas as exportações de frango proveniente do Rio Grande do Sul. É o caso da Arábia Saudita, Reino Unido, União Euroasiática (Rússia, Belarus, Armênia e Quirguistão), Angola, Turquia, Bahrein, Cuba, Macedônia, Montenegro, Casaquistão, Bósnia e Herzegovina, Tajiquistão, Ucrânia, e agora a Coreia do Sul. O Japão e os Emirados Árabes Unidos suspenderam as compras de carne de frango e derivados do município de Montenegro (RS), onde o foco da doença foi detectado, conforme prevê o protocolo acordado pelos países com o Brasil. [ad_2] Source link

Temos fortes indícios de que foco de gripe aviária está contido, diz ministro

[ad_1] O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, voltou a afirmar que há “fortes indícios” de que o foco de gripe aviária em uma granja comercial em Montenegro (RS), confirmado há uma semana, está contido. “Este vírus (H5N1) é bastante voraz e letal às aves. Apesar de estarmos em um sistema muito ativo de busca de casos, nenhuma outra ave morreu”, disse Fávaro a jornalistas após participar de encontro do presidente Lula e do presidente da Angola, João Lourenço, com representantes de produtores rurais. “Portanto, isso é um forte indício de que o caso está contido”, afirmou o ministro. Fávaro lembrou que o país entrou na quinta-feira (22) no vazio sanitário, período de 28 dias necessário para o caso ser considerado concluído e o Brasil retomar o status de livre de gripe aviária, caso novos focos não sejam confirmados. O prazo é contabilizado após a desinfecção total da área afetada. “Estamos no segundo dia dos 28 para podermos confirmar que não há mais focos. Se em nenhum lugar estão aparecendo animais vivos e mortos, em virtude de gripe aviária, é a certeza de que o foco está contido”, afirmou o ministro. “Mas seguiremos com muita prudência e transparência”, apontou. Ao todo, há 17 investigações de suspeita de gripe aviária em andamento no país, conforme atualização mais recente da plataforma de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, do Ministério da Agricultura. As investigações estão em andamento com coleta de amostra e sem resultado laboratorial conclusivo. De acordo com os dados da plataforma, duas investigações são em plantas comerciais: em uma granja de pintinhos de cinco dias em Ipumirim (SC) e em um abatedouro de aves em Aguiarnópolis (TO). Em relação à suspeita investigada em aviário comercial em Santa Catarina, o ministro disse que há indício forte de que a suspeita é negativa para a doença. “Posso quase afirmar que é negativo. A contraprova de que é negativo é que os animais que conviveram com os animais supostamente contaminados não adoeceram. Essa é a maior comprovação que será negativo”, disse Fávaro, em referência ao potencial altamente contagioso da gripe aviária. Segundo o ministério, as análises das amostras da suspeita seguem em andamento. Ontem, a Secretaria de Agricultura e Pecuária de Santa Catarina informou que a suspeita de gripe aviária em plantel comercial no estado foi descartada, o que foi negado pelo ministério. Até o momento, há um caso confirmado de gripe aviária em granja comercial no país, em Montenegro, em um matrizeiro de aves na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. No total, o Brasil já registrou 164 casos da doença em animais silvestres (sendo 160 em aves silvestres e 4 em leões-marinhos), 3 focos em produção de subsistência, de criação doméstica, e 1 em produção comercial, somando 168 no país. [ad_2] Source link

Fávaro: Proposta de licenciamento ambiental avança sem precarização

[ad_1] O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse nesta sexta-feira (23) que o projeto da Lei Geral do Licenciamento Ambiental “avança sem precarização”. O chefe da Agricultura disse ainda respeitar o posicionamento contrário da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmando que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é plural. “Eu respeito o posicionamento dela, talvez ela fazendo uma análise mais profunda do texto pode haver divergências. O governo é plural. As áreas podem ter, em algum momento, conflito de ideias e de pensamentos. Mas eu, particularmente, acho que é um projeto que avança muito sem precarização”, afirmou Fávaro. Segundo Fávaro, o projeto de licenciamento ambiental pode dar uma grande capacidade para o governo licenciar obras de infraestrutura e garantir “crescimento sustentável”. “É impossível a gente crescer de forma sustentável sem que a infraestrutura acompanhe e puxe na frente. A gente precisa de mais portos, mais aeroportos, mais ferrovias e mais energia elétrica”, afirmou Fávaro. Contra a vontade de ambientalistas, o projeto de lei foi aprovado no Senado nesta quarta-feira (21) por 54 votos favoráveis a 13 contrários. A proposta estabelece regras nacionais para os processos de licenciamento, com definição de prazos, procedimentos simplificados para atividades de menor impacto e a consolidação de normas atualmente dispersas. O texto vai voltar para a Câmara dos Deputados, precisando ser chancelado para então ir à sanção presidencial. [ad_2] Source link

Acordo entre Brasil e Angola prevê 500 mil ha para produção agrícola

[ad_1] Durante reunião no Palácio Itamaraty nesta sexta-feira (23), em Brasília, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e João Lourenço, de Angola, discutiram os próximos passos do Programa de Investimento Produtivo Agropecuário Brasil-Angola. O encontro contou com a presença dos ministros da Agricultura dos dois países, Carlos Fávaro e Isaac dos Anjos, além de representantes do setor produtivo. A iniciativa prevê a cooperação entre produtores rurais brasileiros e angolanos para estimular a produção de alimentos, criar empregos e promover o desenvolvimento social no território angolano. Segundo Fávaro, o programa resulta de articulações iniciadas desde o início do atual mandato de Lula, com foco no combate à fome no continente africano. Missões técnicas realizadas em Angola ao longo dos últimos meses permitiram que empresários brasileiros conhecessem de perto as condições para produção no país. A partir das visitas, foi elaborado um documento com propostas e condições para viabilizar os investimentos brasileiros. “Percorremos várias regiões, fizemos reuniões com autoridades e, ao final, construímos um documento simples, direto e objetivo. Nele constam sugestões e condições para que esses produtores brasileiros possam, de fato, começar a produzir em Angola”, disse Fávaro. O plano inclui proposta de concessão de até 500 mil hectares de terras agricultáveis, com cessões de até 60 anos, renováveis, e definição de áreas contínuas para facilitar a instalação de infraestrutura. “Isso é fundamental. Assim como fizemos no Brasil, quando desbravamos o Cerrado, é preciso ter escala, ter continuidade de áreas para viabilizar os investimentos”, afirmou o ministro brasileiro. Também estão previstos ajustes na legislação angolana sobre proteção de cultivares, sementes transgênicas e propriedade intelectual. Outro ponto central da proposta é a criação de um fundo de aval com recursos do fundo soberano de Angola. A medida pode garantir até 75% dos investimentos feitos por produtores brasileiros no país africano. O programa contempla ainda ações sociais, como a construção de agrovilas com moradias, escolas, postos de saúde e centros técnicos. Também haverá intercâmbio de profissionais para capacitação técnica em ambos os países. Comunidades vizinhas às áreas de produção receberão maquinário, insumos e assistência técnica. Lula e Lourenço orientaram suas equipes a avançar na redação de um memorando de entendimento para formalizar a parceria. De acordo com Fávaro, o acordo representa um passo estratégico para consolidar o Brasil como referência global em agricultura tropical sustentável, com potencial para fortalecer a segurança alimentar e a inclusão social no continente africano. [ad_2] Source link

há 17 investigações de suspeita da doença em andamento

[ad_1] Há 17 investigações de suspeita de gripe aviária em andamento no país, conforme atualização mais recente da plataforma de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, do Ministério da Agricultura, às 19h. As investigações estão em andamento com coleta de amostra e sem resultado laboratorial conclusivo. De acordo com os dados da plataforma, duas investigações são em plantas comerciais: em uma granja de pintinhos de cinco dias em Ipumirim (SC) e em um abatedouro de aves em Aguiarnópolis (TO). Outras nove suspeitas são investigadas em aves de subsistência em Capela de Santana (RS), Concórdia (SC), Angélica (MS), Jardim (MS), Belo Horizonte (MG), Salitre (CE), Quixadá (CE), Eldorado do Carajás (PA) e Abel Figueiredo (PA). Há ainda seis suspeitas envolvendo aves silvestres em Porto Alegre (RS), Jaguari (RS), Castelo (ES), Belo Horizonte (MG), Ilhéus (BA) e Icapuí (CE). Uma suspeita em aves de subsistência em Gaurama (RS) foi descartada. Essas investigações são corriqueiras no sistema de defesa agropecuária nacional, já que a notificação é obrigatória. A influenza aviária de alta patogenicidade (vírus H5N1) é uma doença de notificação obrigatória imediata aos órgãos oficiais de defesa sanitária animal do país. Produtores rurais, técnicos, proprietários, prestadores de serviço, pesquisadores e demais envolvidos com a criação de animais devem notificar imediatamente os casos suspeitos da doença ao Serviço Veterinário Oficial (SVO). O Brasil já realizou mais de 2.500 investigações de suspeitas de gripe aviária desde maio de 2023, quando houve a primeira ocorrência em ave silvestre, segundo o Ministério da Agricultura. Até o momento, há um caso confirmado de gripe aviária em granja comercial no país, em Montenegro, em um matrizeiro de aves na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. No total, o país já registrou 164 casos da doença em animais silvestres (sendo 160 em aves silvestres e 4 em leões-marinhos), 3 focos em produção de subsistência, de criação doméstica, e 1 em produção comercial, somando 168 no Brasil. [ad_2] Source link

Creme com própolis de abelha cicatriza feridas e reduz inflamações

[ad_1] Um novo estudo identificou propriedades cicatrizantes e anti-inflamatórias em um creme formulado com própolis produzida por abelhas sem ferrão nativas da Amazônia. A substância foi extraída da espécie conhecida como abelha-canudo (Scaptotrigona aff. postica) e testada em cobaias de laboratório com resultados comparáveis aos de pomada cicatrizante disponível no mercado. Além da eficácia na recuperação dos ferimentos, o creme à base de própolis se destacou por apresentar menor resposta inflamatória e uma regeneração dos tecidos com melhor qualidade em comparação a uma pomada comercial. Assim, a pesquisa sugere um novo potencial farmacêutico para um bioproduto tradicionalmente usado por populações humanas desde a Antiguidade. O estudo foi conduzido por cientistas da Embrapa Amazônia Oriental (PA) e da Universidade Federal do Pará (UFPA). A pesquisa é fruto de um esforço conjunto de instituições científicas da região Norte para valorizar produtos naturais da biodiversidade amazônica. Participação do açaí na cicatrização Foto: Vinícius Braga/Embrapa A abelha-canudo vem sendo estudada pela sua eficiência na polinização do açaizeiro. O artigo foi um desdobramento de uma pesquisa que avaliava a frequência desse inseto nativo nas flores de açaí. “Como ela produz bastante própolis, foi levantada a questão da possível influência do ambiente de açaizeiros na qualidade desse produto”, conta o professor da UFPA Nilton Muto, um dos autores da publicação.  A própolis é resultado da combinação de substâncias derivadas de resinas vegetais e pólens, coletadas pelas abelhas no ambiente, combinada a cera que elas próprias produzem. Embora não tenha sido determinado pelas análises a origem das substâncias da própolis pesquisada, os autores acreditam que o ambiente de cultivo de açaí onde as colmeias foram instaladas contribuiu para dar uniformidade à sua composição química. “A palmeira do açaí é altamente valorizada por suas elevadas concentrações de compostos fenólicos e antocianinas, que possuem significativa capacidade antioxidante”, afirmam os autores do artigo.  As análises químicas realizadas na própolis da abelha-canudo coletada em ambiente de cultivo de açaí apresentaram uma boa concentração de compostos bioativos. A presença de compostos fenólicos, por exemplo, excederam em mais de 20 vezes a quantidade mínima estabelecida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para determinar a qualidade da própolis. Já a classe dos flavonoides superou em quase quatro vezes o índice mínimo estabelecido pela mesma regulamentação. “Não basta dizer o milagre. É preciso também dar o nome do santo”, brinca o professor ao referir as relações entre a composição da própolis estudada e os resultados que o creme dessa substância obteve na cicatrização dos ferimentos. Na análise macroscópica, a olho nu, tanto o creme à base de própolis da abelha-canudo quanto a pomada de uso comercial tiveram desempenho semelhante, diminuindo o tamanho do ferimento. No entanto, ao analisar com microscópio os tecidos, os pesquisadores encontraram diferenças significativas.  Até o momento nenhum creme à base de própolis com origem em cultivo de açaí havia sido descrito. Um biofármaco assim também oferece como benefício menor possibilidade de efeitos colaterais, nível reduzido de resíduos químicos e quantidade mínima de conservantes. *Sob supervisão de Victor Faverin [ad_2] Source link

Qual a sua principal dúvida para tirar o MEI? 

[ad_1] Na interatividade da semana, perguntamos: qual a sua principal dúvida para tirar o MEI?  A enquete mostrou que 52% dos participantes têm como principal dúvida para se tornar Microempreendedor Individual (MEI) as atividades permitidas nesse regime. A pesquisa também apontou que 26% não sabem se é possível se formalizar como MEI a qualquer momento, enquanto 23% têm dúvidas sobre como deixar de ser MEI. Para o Analista de Negócios do Sebrae-SP, Anderson Gualtieri, os dados indicam a importância de uma comunicação mais clara e acessível sobre o tema “Esse desconhecimento sobre as atividades permitidas pode ser um dos principais entraves para a formalização. Muitas pessoas têm o perfil ideal para ser MEI, mas não sabem se sua atividade se enquadra”, afirma Gualtieri. No setor do agronegócio, algumas atividades podem ser formalizadas como MEI, desde que estejam na lista de ocupações permitidas pela Receita Federal, como: faturamento anual de até R$ 81 mil e contratação de no máximo um empregado. Gualtieri destaca que muitas ocupações ligadas à produção artesanal, manejo rural e comercialização de insumos são compatíveis com o regime. Confira algumas atividades do agro que podem ser formalizadas como MEI: Comércio varejista de produtos agropecuários (ração, sementes, insumos) Apicultor independente Piscicultor independente Horticultor independente Cultivador de plantas ornamentais Produtor de mudas e sementes independente Jardineiro Trabalhador de apoio à agropecuária independente Serviços de poda, roçada e manejo de áreas rurais Fabricante de conservas de frutas e vegetais independente Produtor artesanal de doces, compotas, geleias e pães “O MEI é uma porta de entrada para a formalização. Esclarecer esses caminhos pode contribuir significativamente para ampliar o número de empreendedores formais no Brasil, especialmente no campo”, conclui o  analista de negócios.  Toda quinta-feira tem uma nova enquete no Porteira Aberta Empreender! Participe, envie sua opinião e ajude a construir pautas ainda mais importantes para você, micro e pequeno empreendedor rural. A resposta da pergunta da semana vai ao ar todo sábado no canal do YouTube do Canal Rural. Acompanhe! [ad_2] Source link

Confira como os preços da arroba do boi terminaram a semana

[ad_1] Os preços da arroba do boi gordo fecharam a semana apresentando acomodação na maioria das regiões. As escalas de abate permanecem confortáveis, ainda posicionadas entre oito e nove dias úteis na média nacional. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a oferta de boiadas aumenta à medida que o pasto perde qualidade e o pecuarista acaba se deparando com uma reduzida capacidade de retenção. “A expectativa no curto prazo ainda é pela tentativa de compras em patamares mais baixos. Já como ponto de suporte precisa ser mencionado o forte ritmo de exportação, com o paíscaminhando a passos largos para um recorde de embarques na atual temporada.” Preços da arroba do boi São Paulo: R$ 302,17 Goiás: R$ 286,29 Minas Gerais: R$ 289,65 Mato Grosso do Sul: R$ 301,59 Mato Grosso: R$ 298,11 Mercado atacadista O mercado atacadista voltou a registrar preços estáveis para a carne bovina. No entanto, o ambiente de negócios ainda sugere por recuo das cotações, em linha com a reposição mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo. “Ressaltando que proteínas de menor valor agregado são prioridade neste momento”, disse Iglesias. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,90 por quilo, o dianteiro segue no patamar de R$ 19,00 por quilo e a ponta de agulha é cotada a R$ 17,80, por quilo. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,26%, sendo negociado a R$ 5,6455 para venda e a R$ 5,6435 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6452 e a máxima de R$ 5,7447. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,41%. [ad_2] Source link