Primeiro domingo do outono será de temporais e aproximação de uma nova frente fria

[ad_1] O avanço de um cavado meteorológico – sistema que favorece a formação de instabilidades – em níveis médios da atmosfera deve estimular a manutenção e reforço da condição para chuva em partes do interior de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul. Já no Rio Grande do Sul, há expectativa para chegada de uma nova frente fria. No centro-sul do país, o período da manhã segue marcado pela presença de sol entre nuvens e as temperaturas voltam a se elevar no decorrer das horas. À tarde, o tempo fica abafado e os núcleos de chuva se espalham, principalmente no interior dos estados. Na Região Metropolitana de São Paulo, por exemplo, o período da madrugada segue apresentando céu parcialmente encoberto e as mínimas marcam 19ºC nas primeiras horas da manhã. Entre o período da tarde e noite, as máximas serão de 31ºC e haverá condições favoráveis à ocorrência de pancadas de chuva com raios e ventos. Episódios de granizo também não estão descartados. Confira abaixo a previsão em todas as regiões do Brasil: Região Sul A chuva se espalha por mais áreas do extremo sul, noroeste e oeste do RS, com risco para pancadas fortes. Não chove na grande Porto Alegre e no leste e sul de SC. Dia de sol, nebulosidade variável e chuva a qualquer momento no PR, risco de temporal em Foz e em Cascavel. Na segunda-feira (22), o tempo fica instável com chance de pancadas de chuva forte nos três estados da Região com alerta para temporais localizados. Região Sudeste A circulação de ventos nos diferentes níveis da atmosfera, aumenta a condição de pancada de chuva em SP, durante a tarde. Chove forte no Triângulo e centro-sul de Minas e pode chover entre ES e RJ com risco para raios e trovoadas. Região Centro-Oeste Áreas de instabilidades do Paraguai, provocam chuva forte no sudoeste, sul e oeste de MS, com risco de temporais. A previsão é de pancadas mais isoladas no centro-sul e sudoeste de MT, enquanto a chuva continua em forma de pancadas em GO e no DF. Região Nordeste Pancadas de chuva no sul do MA, PI e no leste e sul da BA. Dia de sol, calor em todo o Nordeste e com pancadas moderadas em São Luís e Fortaleza. Pouca chuva no centro-sul do CE e no interior do RN e PB. Região Norte No domingo, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) ainda provoca muita chuva no AP e há risco para temporais. A chuva diminui em RR e continua ocorrendo em forma de pancadas entre AM, AC, PA e TO. [ad_2] Source link

Com oferta limitada, preço do leite ao produtor volta a subir

[ad_1] Depois de registrar quedas ao longo do último trimestre de 2024, o preço do leite ao produtor voltou a subir neste começo de 2025. Pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, mostra que a cotação do leite captado em janeiro foi de R$ 2,6492/litro (“Média Brasil”), altas de 2,5% em relação ao mês anterior e de 18,7% frente a janeiro/24, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de janeiro). Aumento da demanda e de custo eleva preços do leite UHT e da muçarela Pesquisa realizada pelo Cepea em parceria com a OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) aponta que, em fevereiro, o preço médio do leite UHT subiu 1,93% e o da muçarela, 0,33%, em relação ao mês anterior, passando para R$ 4,35/litro e R$ 33,20/kg, respectivamente. De acordo com agentes consultados pelo Cepea, o impulso veio sobretudo do fortalecimento da demanda durante a primeira quinzena do mês. Além disso, o aumento nos custos, dada a elevação nos preços do leite cru, reforçou o movimento de alta destes derivados. Importações de leite têm ligeiro aumento; exportações voltam a recuar Em fevereiro, as exportações brasileiras de lácteos cresceram expressivos 26,92% em relação ao mês anterior, mas caíram 63,89% frente ao mesmo período do ano passado (fevereiro/24). As importações, por sua vez, subiram 3,76% no comparativo mensal e 16,7% no anual. Com isso, o déficit da balança comercial (em volume) avançou 3,2% de janeiro/25 para fevereiro/25, a 210,1 milhões de litros em equivalente leite, gerando saldo negativo de US$ 92,6 milhões. Custos seguem em alta pelo sexto mês consecutivo Os custos de produção da pecuária leiteira mantiveram-se em alta em fevereiro. Cálculos do Cepea mostram que o Custo Operacional Efetivo (COE) teve avanço de 0,49% em relação a janeiro/25, considerando-se a “média Brasil” (BA, GO, MG, SC, SP, PR e RS). Apesar da aparente estabilidade nos preços da ração, o encarecimento de outros insumos reforçou o movimento de alta. [ad_2] Source link

arroba teve altas de até 5% na semana; veja preços

[ad_1] O mercado físico do boi gordo registrou novos aumentos de preço no Brasil ao longo da última semana. De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, o encurtamento das escalas de abate pode ser entendido como um dos fatores responsáveis por esse movimento, diante da retenção de oferta por parte dos pecuaristas em meio às boas condições das pastagens. Iglesias também menciona as exportações de carne bovina em ótimo nível pelo Brasil como um elemento que vem garantindo suporte às cotações do boi gordo. Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 20 de março: São Paulo (SP): R$ 315, avanço de 1,61% frente ao fechamento da última semana, de R$ 310. Goiânia (GO): R$ 305, alta de 3,39% perante os R$ 295 registrados na semana passada. Uberaba (MG): R$ 310, aumento de 5,08% frente ao fechamento da semana anterior, de R$ 295 Dourados (MS): R$ 310, acréscimo de 5,08% frente aos R$ 295 da última semana Cuiabá (MT): R$ 300, estável frente a semana passada. Vilhena (RO): R$ 270, valor 1,89% superior aos R$ 265 da semana anterior Atacado O mercado atacadista fugiu à regra e apresentou elevação em seus preços, segundo a Safras & Mercado, mesmo diante da segunda metade do mês, período de menor propensão a reajustes. Apesar do aumento, Iglesias entende que a população segue em busca de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, cortes de suínos e embutidos. O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 25,50 o quilo, alta de 2% frente ao valor praticado no fechamento da semana passada (R$ 25). O quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 18,50 o quilo, sem mudanças frente a semana amterior. Exportações As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 572,021 milhões em março (8 dias úteis), com média diária de US$ 71,502 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 117,480 mil toneladas, com média diária de 14,685 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.869,10. Em relação a março de 2024, houve alta de 89,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 76,6% na quantidade média diária exportada e avanço de 7,5% no preço médio. [ad_2] Source link

União Europeia investe € 155 mil euros para implantação do CAR 2.0

[ad_1] O governo do Tocantins irá receber o suporte de 155 mil euros da União Europeia, por meio do programa AL-INVEST Verde, para implantação do CAR 2.0, ferramenta fundamental para implementar a plataforma Selo Verde no Tocantins. O projeto, desenvolvido em co-parceria entre o governo do estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e o Centro de Inteligência Territorial (CIT) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foi submetido à União Europeia no final do ano passado. Segundo o gestor da pasta, Marcello Lelis, um dos maiores desafios de todas as secretarias do meio ambiente do País é a validação do CAR e no Tocantins esta é prioridade da agenda ambiental do Estado, e uma das principais demandas do setor produtivo. “Este suporte financeiro chega para nos ajudar muito nesta tarefa de implantar o CAR 2.0 no Tocantins”, afirmou. Para o secretário Marcello Lelis , a adesão ao CAR 2.0 permitirá que os produtores tocantinenses atendam às exigências ambientais do mercado internacional Foto: Marcel de Paula/Governo do Tocantins Segundo a gerente Senior do Programa AL-INVEST Verde, fortalecer o CAR 2.0 e integrar o Selo Verde é crucial para aprimorar a governança ambiental e a transparência da cadeia de suprimentos. “A adoção do CAR.2.0 e do Selo Verde pelo Tocantins reforça o crescente comprometimento dos estados brasileiros com os padrões de sustentabilidade, contribuindo para um maior alinhamento com as exigências do mercado internacional”, destacou. Segundo o diretor-presidente do CIT, Felipe Nunes, a proposta de customizar e lançar o CAR 2.0 e o Selo Verde para o estado do Tocantins visa consolidar estas ferramentas como sistemas públicos, fazendo com que o produtor rural tenha acesso gratuito a um diagnóstico detalhado de sua propriedade. CAR 2.0 O CAR 2.0 é uma ferramenta de inteligência geoespacial desenvolvida para analisar automaticamente todos os imóveis rurais inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e verificar o cumprimento da legislação ambiental vigente, identificando eventuais pendências ou irregularidades ambientais a serem sanadas pelos proprietários ou posseiros. É uma análise robotizada, executada a partir de algoritmos, bases de dados temáticas de referência, imagens de satélite, modelagem computacional e informações ambientais para monitoramento e avaliação do cumprimento da Lei 12.651/2012 com indicação da situação de regularidade ambiental do imóvel rural inscrito no CAR. O professor da UFMG, Raoni Rajão reforçou que quando os sistemas estiverem em operação “o estado vai ter a possibilidade de demonstrar, de maneira automática, com a integração de dados, aplicando algoritmos de inteligência artificial para emitir uma certidão de nada consta ambiental para o produtor rural”. [ad_2] Source link

safra deve ser menor por conta de problemas climáticos

[ad_1] A produção de azeite de oliva no Rio Grande do Sul tem mais uma safra em baixa. O clima impactou os olivais que estão com poucos frutos. Cerca de 100 municípios gaúchos cultivam oliveiras. No ano passado, a enchente histórica que devastou grande parte do estado e chuvas na época da floração do fruto, com episódios de granizo, vão influenciar os números, reduzindo o resultado da produção neste ano. Para se ter uma ideia do prejuízo, em 2023, a produção no estado atingiu 580 mil litros de azeite, no ano seguinte o número desabou e alcançou 192 mil litros. Em 2025, a expectativa é chegar a 300 mil litros do produto. A olivicultora Paula Becker disse à repórter do Canal Rural, Eliza Maliszewski, que o solo da propriedade onde cultiva oliveiras foi prejudicado pelo clima. A jornalista do Canal Rural viajou até a cidade de Encruzilhada do Sul, município com a maior área de cultivo de oliva no Rio Grande do Sul e conversou com produtores e representantes das indústrias. Azeite importado O setor também está preocupado com a isenção de taxa para importação de azeites anunciada pelo governo federal, o que pode provocar uma enxurrada de produtos importados. Para o presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Renato Fernandes, destaca que a medida (isenção aos importados) poderia ser investida no azeite brasileiro. Alternativas para os produtores Produtores buscam alternativas para não perder o mercado conquistado, como restringir vendas para mercados menores, além disso, alguns apostam o Olivi Turismo para agregar valor à safra, apesar dos desafios. Confira a matéria completa em nosso canal do Youtube. [ad_2] Source link

Tecnologia usa laser e IA para identificar milho transgênico com precisão e rapidez

[ad_1] Uma nova metodologia desenvolvida por cientistas brasileiros e italianos está revolucionando a forma de identificar milho transgênico. Combinando espectroscopia de plasma induzida por laser (Libs) e algoritmos de aprendizado de máquina (machine learning), pesquisadores da Embrapa e de quatro universidades brasileiras, junto a um instituto da Itália, criaram um sistema rápido, acessível e preciso para diferenciar grãos modificados geneticamente de variedades convencionais. Atualmente, a detecção de alimentos transgênicos é feita com a técnica de PCR (reação em cadeia da polimerase), um método preciso, mas caro e demorado. O novo sistema busca ser uma alternativa eficiente, sobretudo em contextos onde agilidade e baixo custo são cruciais, como nos processos de fiscalização, exportação e certificação. Como funciona a técnica A técnica Libs analisa a composição elementar dos grãos, identificando elementos como carbono, nitrogênio, ferro e potássio. O grande desafio foi encontrar marcadores específicos entre amostras com composições similares. Para isso, os pesquisadores recorreram à inteligência artificial, com algoritmos capazes de diferenciar as amostras por meio de análises multivariadas. “Conseguimos classificar amostras de milho com base em diferenças sutis em sua composição química, algo praticamente impossível sem o uso de machine learning”, afirma Matheus Cicero Ribeiro, autor do estudo. A pesquisa foi realizada no programa de pós-graduação em Ciência dos Materiais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), com orientação do professor Bruno Marangoni e apoio da Embrapa Instrumentação. Professor Bruno Marangoni | Foto: Matheus Ribeiro Foram analisadas 160 amostras de milho — quatro variedades transgênicas e duas convencionais. Essa foi a primeira vez que se testou um protocolo de validação externa com a técnica Libs para esse fim, o que aumentou a confiabilidade dos resultados. O carbono foi o elemento que mais contribuiu para a diferenciação entre os tipos de milho. Para Débora Milori, coordenadora do Laboratório Nacional de Agrofotônica da Embrapa, a inovação representa um salto na rastreabilidade e controle de qualidade dos alimentos. “Essa tecnologia permite identificar a origem do produto de forma rápida, barata e segura, beneficiando produtores, consumidores e órgãos de controle”, afirma. Além de laboratórios de alimentos e órgãos reguladores, empresas de biotecnologia e a indústria agroalimentar podem se beneficiar com o método. “Ele aumenta a segurança na cadeia alimentar, além de permitir ao consumidor fazer escolhas mais conscientes sobre o que consome”, reforça Marangoni. O próximo passo será ampliar a base de dados com amostras de outras regiões do Brasil, para treinar ainda mais os algoritmos. A equipe também planeja desenvolver versões portáteis do equipamento, viabilizando testes em campo e facilitando o uso em larga escala. Se padronizada, a metodologia poderá ser aceita por agências reguladoras, integrando os processos de controle de qualidade e certificação de transgênicos. Para os pesquisadores, a tecnologia representa uma nova fronteira para a segurança alimentar e a rastreabilidade no agronegócio brasileiro. [ad_2] Source link

Fogo causa destruição em galpão de armazenagem de amendoim

[ad_1] Há quase 24 horas um incêndio em um galpão que armazena amendoim às margens da Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294) em Tupã (SP) consome o local. O fogo já destruiu quatro carretas que estavam no armazém. Segundo informações da TV TEM (emissora afiliada à TV Globo em Bauru), o incêndio teve início por volta das 21h desta sexta-feira (21) e permanece neste sábado (22). Por causa da alta temperatura provocada pelo incêndio, o amendoim acaba produzindo um óleo inflamável que alimenta as chamas. Informações preliminares apontam que o fogo tenha começado por uma fagulha originada em um dos fornos utilizados para a secagem do amendoim. Equipes do Corpo de Bombeiros trabalham para controlar as chamas. Não há registro de feridos. No local funciona uma beneficiadora de amendoim, onde são realizados os processos de classificação e secagem do produto que chega das lavouras para, posteriormente, ser enviado à indústria. A emissora de televisão informou que a empresa tem seguro e mobilizou os seus colaboradores para ajudar no trabalho de contenção do fogo, dando apoio aos bombeiros. O Corpo de Bombeiros esclareceu que uma perícia deve identificar as causas do incêndio. [ad_2] Source link

Brasil perde o dobro da área de SP em água

[ad_1] O Brasil perdeu 400 mil hectares de superfície de água em 2024, uma extensão que equivale a mais de duas vezes a cidade de São Paulo, aponta a atualização da série histórica do MapBiomas Água, divulgada nesta sexta-feira (21). No ano passado, o território do país coberto por corpos hídricos e reservatórios ficou em 17,9 milhões de hectares, o que representa uma diminuição de 2% em relação 18,3 milhões registrados em 2023. De acordo com a nova coleção de mapas e dados de cobertura do território nacional por superfície de água, há uma acentuação na trajetória de diminuição dessa área na última década, quando foram registrados oito dos anos mais secos da série histórica iniciada em 1985. No período, apenas em 2022 houve recuperação da superfície de água, quando atingiu 18,8 milhões de hectares. Segundo o pesquisador Juliano Schirmbeck, coordenador técnico do MapBiomas Água, o Brasil o brasil está mais seco por causa da dinâmica de ocupação e uso da terra associada aos eventos climáticos extremos. “Esses dados servem como um alerta sobre a necessidade de estratégias adaptativas de gestão hídrica e políticas públicas que revertam essa tendência”, diz. Em 2024, a Amazônia registrou 10,9 milhões de hectares de superfície de água, representando 61% do total no Brasil. A Mata Atlântica registrou 2,2 milhões de hectares ou 13% do total, o Pampa 1,8 milhão de hectares, ou 10% do total, o Cerrado tem 1,6 milhão de hectares ou 9% do total e a Caatinga tem 981 mil hectares ou 5% do total. Pantanal O Pantanal registrou, em 2024, 366 mil hectares de superfície de água, representando apenas 2% do total no país. O bioma teve uma redução de 4,1% em relação ao ano anterior, e foi o mais afetado pela redução desde 1985, com uma perda de 61% da extensão ao longo desses anos. Pantanal Mato-grossense. Foto: Marcos Vergueiro Governo de Mato Grosso “Desde a última cheia em 2018, o bioma tem enfrentado o aumento de períodos de seca e, em 2024, a seca extrema aumentou a incidência e propagação de incêndios”, explica o pesquisador Eduardo Rosa, da equipe do MapBiomas Água. Amazônia A seca extrema vivida na Amazônia em 2024 também impactou as superfícies de água no bioma, promovendo uma redução de 1,1 milhão de hectares em relação a 2023 e de 4,5 milhões de hectares em relação a 2022. Foto: Divulgação/Governo do AM No ano passado, quase dois terços (63%) das 47 sub-bacias hidrográficas registraram perda de superfície de água em relação à média histórica. Sub-bacias do Rio Negro já perderam mais de 50 mil hectares na média histórica. “Foram dois anos consecutivos de secas extremas na Amazônia, sendo que, em 2024, a seca chegou mais cedo e afetou bacias que não foram fortemente atingidas em 2023, como a do Tapajós”, destaca o pesquisador da MapBiomas Carlos Souza Jr. Pampa Em relação a 2023, o bioma Pampa permaneceu praticamente estável, com um ganho de cerca de 100 mil hectares de área coberta por água, ficando ainda 0,3% abaixo de sua média histórica. Segundo Juliano Schirmbeck, isso ocorre devido aos extremos climáticos, que são apontados como a principal consequência das mudanças causadas pelo aquecimento do planeta. “O Pampa teve um início de ano com estiagens, sendo o mês de março o mês mais seco do ano. No mês seguinte, em maio, ocorreu a cheia extrema, atingindo a maior superfície mensal dos 40 anos da série histórica”, explica. Caatinga Ao longo do ano passado, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica se mantiveram acima da média histórica, com destaque para a Caatinga, que terminou o ano com seis mil hectares a mais que em 2023 e a maior área coberta por água nos últimos 10 anos. Caatinga | Foto: Coopercuc Segundo o pesquisador Diêgo Costa, da equipe Caatinga do MapBiomas, esse resultado indica a consolidação de um ciclo de cheias para o bioma iniciado em 2018, mas é preciso ficar alerta. “Apesar desse cenário favorável, persistem áreas com secas recorrentes, especialmente ao longo da bacia do São Francisco e na região do Seridó Nordestino — territórios particularmente vulneráveis à desertificação.”, ressalta. Cerrado Um fenômeno foi observado no bioma Cerrado, que passou por uma substituição de corpos hídricos naturais, como rios e lagos, por superfícies de água artificiais como represas e reservatórios. Ao longo dos 40 anos de série histórica, as regiões onde o bioma ocorre tiveram as superfícies de água naturais reduzidas de 62% para 40% em 2024. Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil Já as superfícies artificiais subiram de 37% para 60% no ano passado. Com isso, as áreas ocupadas por água no bioma permaneceram inalteradas no último ano. De forma geral, no Brasil, houve um crescimento histórico de superfície de água artificial, com um acréscimo de 1,5 milhão de hectares ao longo da série histórica. Entre os biomas que mais concentram reservatórios e represas estão a Mata Atlântica (33%) e Cerrado (24%). Embora ainda respondam por 77% da área coberta por água no país, os corpos de água naturais foram reduzidos em 15% nesses 40 anos. Na avaliação de Schirmbeck, o aumento da superfície de água no Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica derivam do crescimento da água armazenada em hidrelétricas e outros tipos de reservatórios. [ad_2] Source link

Mapa começa a utilizar drones para fiscalizar plantio

[ad_1] Depois de passarem por uma capacitação sobre o uso de drones na fiscalização, servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) do estado de São Paulo começaram a adotar a tecnologia em campo. A primeira operação aconteceu nesta semana, quando uma aeronave não tripulada sobrevoou e mapeou áreas experimentais de cana-de-açúcar geneticamente modificada. O produto ainda não está liberado para uso comercial e essa restrição é controlada pelo Mapa. A fiscalização com drones torna o trabalho mais ágil e reduz a exposição dos servidores a condições adversas – a campo, além de minimizar os deslocamentos. Dados e imagens captados pelos drones captados pela aeronave permitem realizar medições, comparando o que está no campo com os dados apresentados pela empresa fiscalizada. Enquanto um servidor verifica a parte documental, outro comanda os voos. Todos os ensaios envolvendo Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) são regulamentados e estritamente minuciosos, devendo-se respeitar as medidas de biossegurança aprovados pela comissão técnica nacional de biossegurança, como por exemplo, delimitações e dimensionamento de áreas de cultivo. A imagem em alta resolução permite verificar detalhes da área cultivada, calcular o tamanho e a quantidade de plantas no local. Antes do uso da tecnologia, o fiscal teria que medir manualmente a área e marcar os pontos de latitude e longitude, entre outras informações. Três servidores acompanharam a primeira operação em São Paulo, que aconteceu na região de Campinas. A chefe da regional do Mapa, Patricia Schober, disse considerar importante incorporar às ações do ministério as tecnologias que contribuam para embasar tecnicamente o trabalho dos auditores fiscais. “O uso de drones na fiscalização de OGM torna a ação mais ágil e eficaz, além de permitir registros importantes para esse tipo de fiscalização. Como o Mapa em São Paulo tem um especialista no assunto e os equipamentos disponíveis, seria um erro não incorporar a tecnologia a esse tipo de ação”, disse ela. O ministério capacitou servidores do estado de São Paulo para utilizarem drones em suas atividades. O conteúdo do treinamento incluiu desde a legislação até a parte prática de voo, obtenção e processamento das imagens. Todos os voos, mesmo em uma fiscalização, foram autorizados pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), órgão responsável pelo controle do espaço aéreo no Brasil. A aeronave utilizada está devidamente cadastrada junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o que é fundamental para que os dados gerados pela aeronave possam ser utilizados de forma legal. A intenção é utilizar cada vez mais essa ferramenta nas fiscalizações em 2025. A Superintendência de Agricultura e Pecuária em São Paulo (SFA-SP), que representa o Mapa no estado, receberá em breve mais duas aeronaves não tripuladas de última geração, adquiridas pelo ministério. Uma delas possui um sensor termal, tecnologia que permite detectar variações de temperatura e visualizar o calor emitido pelos objetos. Essa aeronave poderá ser utilizada em operações noturnas ou em condições de baixa visibilidade. [ad_2] Source link

Regulamentação de bioinsumos no país gera debate sobre qualidade e segurança

[ad_1] A regulamentação da produção de bioinsumos no Brasil foi tema de um painel promovido pela DunhamTrimmer, reunindo especialistas do setor. A discussão ocorreu no contexto da lei nº 15.070, sancionada no final de 2024, que estabelece diretrizes para a fabricação agrícola desses insumos biológicos. Embora a nova legislação represente um avanço para a agricultura nacional, especialistas alertam para desafios relacionados ao controle de qualidade e segurança. Desafios da nova regulamentação A pesquisadora da Embrapa Mariangela Hungria da Cunha expressou preocupação com a falta de avaliação sobre o uso de microrganismos, o que pode levar à disseminação de doenças. “Estamos muito preocupados com o uso de micro-organismos que não foram devidamente avaliados em termos de eficiência agronômica. A produção na fazenda deve seguir protocolos rígidos, incluindo controle de qualidade e acompanhamento técnico”, destacou. A diretora de Relações Institucionais e Regulatório da ANPII Bio, Julia Emanuela de Souza, ressaltou a necessidade de uma regulamentação sólida para evitar riscos à credibilidade dos bioinsumos. “Sem padrões bem definidos, a reputação da tecnologia pode ser comprometida. A falta de controle pode resultar em produtos de baixa qualidade, afetando a confiança dos produtores”, alertou. Para Gustavo Branco, vice-presidente do conselho deliberativo da Abisolo, o principal desafio está na classificação dos produtos. “O governo precisa definir padrões claros de qualidade, tanto para a produção agrícola quanto para a industrial. Isso é essencial para garantir segurança e eficiência na adoção dos bioinsumos”, afirmou. Oportunidade para o setor Por outro lado, Ithamar Prada, CEO da BioWorld, vê a nova legislação como um marco positivo. “A lei oferece segurança jurídica e fortalece toda a cadeia de bioinsumos. Essa regulamentação pode impulsionar a sustentabilidade na agricultura brasileira e trazer benefícios já no curto prazo”, destacou. Já Ignacio Moyano Córdoba, vice-presidente da DunhamTrimmer para a América Latina, reforçou o potencial do Brasil como referência mundial em biotecnologia agrícola. “O país tem condições de liderar esse mercado globalmente, mas a implementação correta da lei será decisiva para o sucesso da iniciativa”, pontuou. Normas que regem os bioinsumos A lei nº 15.070 permite que produtores fabriquem seus próprios bioinsumos sem necessidade de registro comercial, mas impõe restrições, como a proibição do uso de produtos comerciais como fonte de inóculo. O objetivo da regulamentação é equilibrar inovação e segurança, garantindo que a adoção dos bioinsumos ocorra de forma responsável e sustentável. Especialistas concordam que a legislação representa um passo importante para o setor, mas reforçam que sua eficácia dependerá de uma implementação criteriosa, com fiscalização rigorosa e suporte técnico adequado para os produtores. [ad_2] Source link